13 de setembro de 2007

Mosquitos por cordas

Ontem assisti no estádio de Alvalade a uma noite triste do futebol, mas como presenciei in-loco, ainda não vi na televisão as "cenas finais". Mas no estádio assisti a uma coisa que, pelo menos os jornalistas, não devem ter reparado (ou não quiseram). O que se passou foi uma "conspiração Sérvia" encenada para ganhar na Secretaria, aquilo que não conseguiram ganhar nos campos.

O "Complot" Sérvio

  1. O tão propalado "Fair-Play" não pode ser abrigo para a falta dele. O jogador Sérvio atirou-se para o chão sem que alguém lhe tivesse tocado, para apenas perder tempo. A selecção, e muito bem, continuou a jogar à bola.
  2. Quando o árbitro se preparava para apitar para o final, todo o banco da Sérvia parecia o Obikwelo na partida para os 100 metros, ainda nem os jogadores sérvios tinham iniciado o Sururu, já o banco eslavo se precipitava ameaçadoramente para a zona do banco Lusitano.
  3. O Treinador da Sérvia, um espanhol matarruano, incapaz de pronunciar uma frase direita, discursou claramente e sem falhas, denotando que o discurso foi previamente escrito e decorado, apenas colocando a palavra Scolari, onde estava "Selecção Portuguesa" - A provocação destinava-se a fazer com que os jogadores nacionais reagissem violentamente às ameaças Sérvias, nunca tinham pensado em Scolari.

Scolari

  1. Scolari tem idade e experiência necessária para saber que quando há um sururu, a única coisa a fazer é ser a vítima. Por isso se Quaresma ia levar um murro, então devia ter levado, pois o miúdo já tem experiência necessária para transformar o murro numa tentativa de homicídio.
  2. Scolari tem agora de enfrentar as naturais consequências do seu irreflectido acto. Acho, com muita pena, que dificilmente terá condições para continuar à frente da Selecção Nacional. Mas ontem teve mesmo muito mal, sobretudo na entrevista.

O Árbitro

  1. Errou grosseiramente. Ponto Final. Apesar do o resultado final ser o mais justo, foi o Sr. Merkl que empatou com a selecção nacional.
  2. Com tantas selecções a disputar jogos, há Markus Merkl a mais nos jogos da nossa selecção. E todos os jogos ele foi um protagonista no pior sentido do termo. São confusões a mais para podermos dizer que é pura coincidência

11 de setembro de 2007

Afinal Ganharam!

Home of the Brave


O say, can you see, by the dawn’s early light,
What so proudly we hailed at the twilight's last gleaming,
Whose broad stripes and bright stars, through the perilous fight
O’er the ramparts we watched, were so gallantly streaming?
And the rockets’ red glare, the bombs bursting in air
Gave proof through the night that our flag was still there;
O say, does that star-spangled banner yet wave
O’er the land of the free and the home of the brave?

On the shore, dimly seen thro’ the mist of the deep,
Where the foe’s haughty host in dread silence reposes,
What is that which the breeze, o’er the towering steep,
As it fitfully blows, half conceals, half discloses?
Now it catches the gleam of the morning’s first beam,
In full glory reflected, now shines on the stream
’Tis the star-spangled banner. Oh! long may it wave
O’er the land of the free and the home of the brave!

And where is that band who so vauntingly swore
That the havoc of war and the battle’s confusion
A home and a country should leave us no more?
Their blood has washed out their foul footsteps' pollution.
No refuge could save the hireling and slave
From the terror of flight, or the gloom of the grave,
And the star-spangled banner in triumph doth wave
O’er the land of the free and the home of the brave.

Oh! thus be it ever, when freemen shall stand
Between their loved homes and the war’s desolation,
Blest with vict’ry and peace, may the Heav’n-rescued land
Praise the Power that hath made and preserved us a nation!
Then conquer we must, when our cause it is just,
And this be our motto: "In God is our Trust"
And the star-spangled banner in triumph doth wave
O’er the land of the free and the home of the brave.
The star Spangled Banner - Poema: Francis Scott Key; Música: John Stafford Smith

11/9 - 11/3

No dia 11 de Setembro de 2001 liguei para a minha irmã Ana e disse:

- Parabéns Ana

No dia 11 de Março de 2003, a minha irmã Ana ligou para mim e disse-me:

- Parabéns Luís. - Ouve lá - Conheces alguém na Al-Qaeda?
- Não. Aliás nem conheço ninguém que seja muçulmano.
- Pois, nem eu! Então é mesmo coincidência andarem a pôr bombas nos dias dos nossos aniversários.

NOTA: Á atenção da Al-Qaeda, NSA, CIA, MI6 etc e tal. Ainda tenho mais dois irmãos e as datas de aniversário são: 4 de Janeiro e 26 de Junho.

10 de setembro de 2007

Peditório

Eu não dei para este peditório
Mas acho que quem deu, não o deve ter feito para que o dinheiro ser gasto nisto!
De modo a não haver dúvidas os responsáveis pelo fundo devem, em memória da única inocente nesta novela da vida real e da boa fé dos doadores apresentar as contas dos gastos. Isto apesar de na página do Madeleine fund dizer que:

The objects of the Foundation are:

3.1.1 To secure the safe return to her family of Madeleine McCann who was abducted in Praia da Luz, Portugal on Thursday 3rd May 2007;

3.1.2 To procure that Madeleine’s abduction is thoroughly investigated and that her abductors, as well as those who played or play any part in assisting them, are identified and brought to justice; and

3.1.3 To provide support, including financial assistance, to Madeleine’s family.

3.2 If the above objects are fulfilled then the objects of the Foundation shall be to pursue such purposes in similar cases arising in the United Kingdom, Portugal or elsewhere.

ADENDA: Afinal parece que o dinheiro do fundo (+ de 1 000 000 de Libras - cerca de 1 500 000 euros) já está a ser usado para pagar ao Super-Advogado

8 de setembro de 2007

Ah, finalmente uma explicação clara

"[...]Ele (Um jurista Português) compara com "suspeito" mas alertou: "Não implica acusação exacta." E, assim, se demonstrou a paternidade portuguesíssima de "arguido". Este é uma coisa em forma de mais ou menos. Está para os touros de morte como a tourada portuguesa. Arguido é todo curvas, é uma pega de cernelha. É acusar e dizer em seguida: "Mas não leve a mal, homem." Mais português é impossível.[...]
Eu entendi, é o Yin e o Yang juntinhos. É como dizem os Espanhóis: "Quando se encontra um Galego nas escadas, nunca se sabe se vai a subir ou se vai a descer"

A Lingua Portuguesa ao Ataque

Nunca no Mundo se discutiu tanto uma palavra da Lingua Portuguesa como neste momento.
AARGWEEEEEDOOOOO*
Nestes dias, a palavra fétiche do sistema jurídico Lusitano começou a ser exportada em força. Ontem foi pronunciada mais vezes em Inglaterra do que no nosso país.
Pelas 18 horas a Sky News fez dezenas de vezes a pergunta "What is an aaargweeeedoooo?", passados uns minutos apareceram uns juristas britânicos com explicações que mais pareciam uns malabaristas do circo do Billy Smart a atirar maças ao ar.
Penso que alguém na Produção deve ter dito pelo intercomunicador ao pivot "no one understand a fu§@#** Sh&% of it", pelo que passados duas horas apareceram uns juristas nacionais que providenciaram umas explicações em Portinglish, desta feita parecidas com uns malabaristas do circo Victor Hugo Cardinali, as quais sinceramente devem ter deixado os súbditos de sua Majestade com um nó no cérebro e o Produtor da Sky à beira de um ataque de nervos.
Não me admiraria nada que naqueles concursos da TV, a pergunta para o milhão fosse:
What is an aaargweeedooo? Sendo as opções possíveis:
  1. A Portuguese Judicial mess;
  2. A Portuguese "four letter" word;
  3. Something to complicated for a non-portuguese to understand;
  4. In Portugal you can't be considered a "Fashionable person" if you are not one;
Se formos sádicos e para levarmos os Britânicos ao esgotamento cerebral, proponho que exportemos outras palavras fétiche - DOLO EVENTUAL e PROVIDÊNCIA CAUTELAR.

* - A palavra arguido pronunciada à moda de um Jornalista da Sky News

NOTA: Já agora, alguém me consegue explicar sucintamente, o que é um "Arguido"?

Avante Terrorismo!

"[...]o PCP considera que o povo colombiano, na sua expressão das FARC, com essa separação em relação a métodos, tem todo o direito a responder a uma violência fascista, terrorista, que não limpa a imagem do Governo Uribe. Há um processo de intenção de classificar de terrorismo uma parte que luta pela defesa da soberania e de procura da melhoria das condições do seu povo. Para não ser deturpado nas palavras, o PCP tem como princípio geral a solidariedade para com todos os povos, movimentos e organizações que lutam pela sua independência, por uma vida melhor para os seus povos, incluindo o recurso à luta armada. O PCP é contra qualquer acto terrorista que ignore essa luta de resistência e essa luta de emancipação[...]".
Jerónimo de Sousa, Secretário-geral do PCP e ministro plenipotenciário das FARC na Europa em declarações ao Público (Link não disponível) via A Natureza do Mal
A presença das FARC na festa do avante, mesmo que travestida sob a forma de Partido Comunista Colombiano, envergonha o país.
Se estes senhores, abaixo indicados, se limitarem a actuar sem pronunciarem uma palavra sobre os crimes das FARC e das pessoas que detém em cativeiro há longos anos, tornar-se-ão em seus apoiantes declarados:

Anti-clockwise; Blasted Mechanism; António; Blind Zero; Brigada Vítor Jara; Manuel Freire
Carlos Barreto;Carlos Bica & Trio Azul; Frank Mobus; Jim Black; Cristina Branco; Chicago Blues Harp All Stars (EUA);Chullage; Deolinda; Fanfare Ciocarlia (Roménia); Esma Redzepova (Macedónia)
Jony Lliev (Bulgária); Kaloome (França); Florentina Sandu (Roménia); Luísa Amaro; Jacinta; Levellers (Irlanda); Kora Sons; Couple Coffee Band; Ricardo Parreira; Fernando Alvim; Raquel Tavares; Chico Madureira; Aldina Duarte; Rosa Madeira; Peste & Sida; Quatro ao Sul; Quarteto Matt Pavolka; Sam the Kid; Sexteto Mário Barreiros; Sérgio Godinho; Vitorino Salomé; Tito Paris; Janita Salomé; Luanda Cozetti (Brasil); Juka (São Tomé e Príncipe); André Cabaço (Moçambique); Guto Pires (Guiné Bissau)
Quikkas (Angola); Telectu; Han Bennink; Walter Pratti; Tora Tora Big Band; Milton Gullis; André Cabaço; Kika Santos; Toumani Diabate & Symmetric Orchestra (Mali); Trivenção

7 de setembro de 2007

Tesouros da Arte Tauromáquica



Este filme mexicano mostra dois grandes toureiros Espanhóis, Ignacio Sanchez Mejias e Manuel Rodriguez Sanchez (Manolete), considerado por muitos como o maior matador de todos os tempos. Mas sobre Manolete, que no passado dia 29 de Agosto se comemorou o cinquentenário da sua morte falaremos mais tarde.

Sanchez Mejias não foi um dos grandea toureiros. Como "diestro" viveu sempre na sombra do seu cunhado, Joselito, el Gallo, mas foi sem dúvida uma personalidade multifacetada. Para além de Toureiro, Sanchez Mejias foi actor de cinema, corredor de automóveis, dramaturgo. mecenas e Presidente do Real Betis Balompié. Em 1927, organiza em Sevilha a comemoração do tricentenário da morte do poeta Luís de Góngora. Esse encontro deu o nome a toda uma cultura espanhola - A geração 27.
Sanchez Mejias faleceu em 13 de Agosto de 1934 devido a gangrena em consequência de uma cornada infligida por "Granadino", touro da Ganadaria de Ayala numa corrida em Manzanares, no dia 11, na qual para além de Mejias, toureavam Armillita, Cochorrano e Simão da Veiga
Garcia Lorca dedicou-lhe o "Llanto por Ignacio Sanchez Mejias" e ambos entraram na eternidade

Uma voz pelos céus da eternidade



Morreu Pavarotti, o maior tenor desde Enrico Caruso. Apesar de vulgar no palco, a sua voz colmatava e fazia esquecer a pouca destreza, devida ao excesso de peso, que apresentava em palco.
O que eu mais admirava em Pavarotti era o facto de o seu sucesso nunca lhe ter subido à cabeça. Pavarotti procurou promover sempre o aparecimento de novos valores, quer promovendo concursos, quer apadrinhando jovens cantores. Porém morreu, sem deixar ninguém para lhe ocupar o lugar vago.

Pavarotti foi grande o suficiente para lhe desculpar-mos as piroseiras dos seus duetos com cantores "pop" e os insuportáveis "3 tenores", verdadeira prova de que às vezes, o todo é bem inferior à soma das partes.

6 de setembro de 2007

Far-West

Ao que parece, recentemente têm sido vistos clones deste senhor em Lisboa, Porto, Viseu, Valongo e hoje de manhã em Viana do Castelo.

Confesso! Estou preocupado. Porque este senhor

Está longe, muito longe de ser um clone deste Xerife

31 de agosto de 2007

28 de agosto de 2007

Euro-Vândalos

Não é para admirar que num país onde o Primeiro-Ministro não sabe a letra do hino e desconhece o motivo subjacente ao seu dia nacional, que os seus diplomatas cometam estes crimes contra o património da humanidade

Via The Skeptic

A ler também:

http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2007/08/27/AR2007082700468.html

http://www.int.iol.co.za/index.php?set_id=1&click_id=68&art_id=nw20070826195325154C636044

Irmãos

Lampedusa

Tomasi di Lampedusa, no seu livro “O leopardo” postula que “É preciso que alguma coisa mude, para que tudo fique na mesma”, a frase diz tudo e aplicou-se, e aplica-se ainda, a muitas situações. Muita gente tentou dizer o mesmo por outras palavras, mas nenhuma conseguiu Ainda suplantar a de Lampedusa.

Porém, de quando em vez aparece uma frase quase tão boa como a de Lampedusa. Manuel Vilaverde Cabral conta esta história, que abaixo reproduzo, numa entrevista ao Diário Económico

[…]”o meu falecido amigo Afonso de Barros, sobrinho de Marcello Caetano, foi casado com uma sobrinha de Adelino da Palma Carlos. Na sua família, o 25 de Abril traduziu-se por o primeiro-ministro deixar de ser o tio dele, para passar a ser o tio dela.” […]

Que descanse em Paz

Confesso que sempre gostei da figura de Eduardo Prado Coelho. O seu aspecto bonacheirão indicavam alguém amigo de patuscadas e dos prazeres da vida, mas no que toca à sua postura intelectual, Prado Coelho padecia dos mesmos males e doenças da sua geração.
Sempre achei insuportável a postura, que transparecia dos seus artigos, de deus do Olimpo a falar para o “Povo” que considerava uma massa informe e abjecta destinada a seguir cegamente os seus “ensinamentos.
Sempre achei insuportável a sua postura de que o universo se restringia aos 20 Arrondissements de Paris, e tudo o que de lá não viesse, ou não fosse lá chancelado, pura e simplesmente não existia.
Este artigo, publicado no “A Baixa do Porto”, por outros motivos é disso um excelente exemplo:

[...]Nada tenho contra La Féria, que tem o enorme mérito de encontrar sempre os pontos de partida mais banalizados e enxaropados para conseguir encher as salas meses a fio. Neste momento em Lisboa, passando por ele no Rossio, podemos até ver uma adaptação do êxito cinematográfico Música no Coração, com uma Julia Andrews mais flausina que imaginar se possa. Agora, custa-me um pouco que Filipe la Féria pense que está a fazer "grande teatro" (como disse ao DN) e que conseguiu reabilitar uma sala que estava decadente e mal apetrechada. E custa-me aceitar que Rui Rio suponha que está a "fazer cultura". Estão, quando muito, a fazer espectáculos de mero divertimento, indo ao encontro do que existe de mais estereotipado nos gostos de uma alta burguesia que não parece inclinada a grandes esforços mentais […].

E o que era, para Prado Coelho, o “Grande Teatro”?

[…] O grande teatro é outra coisa. É aquele que nos põe a pensar e a sentir o que nunca tínhamos pensado e sentido antes; é aquele que nos transforma nesse processo. É aquele que nos altera os traços do rosto e nos deixa no limiar do silêncio. Um espectáculo de Monica Calle num sítio esconso e desabrigado é mais grande teatro do que todos os espectáculos de La Féria.[…].

Bonita frase esta “É aquele que nos põe a pensar e a sentir o que nunca tínhamos pensado e sentido antes. Prado Coelho deve ter visto muito deste “Grande Teatro” e com certeza que o faria integrado no grupo dos que não pagavam bilhete. Acredito que muito desse “Grande Teatro” o deve ter posto a “pensar” e a “sentir coisas que nunca tinha antes sentido”. Mas com certeza que nunca pensou, nem sentiu que o prato do restaurante onde comia, era lavado pela protagonista da peça do tal “Grande Teatro” que tinha acabado de assistir.

Não se trata aqui de defender La Feria, mas tudo é “Cultura”, desde as salas esgotadas de La Féria às salas esconsas de Mónica Calle. Desde o “Chupa Teresa” de Quim Barreiros ao concerto da Orquestra Gulbenkian.

Mas isto não é culpa de Prado Coelho, na verdade ele é apenas mais um na longa lista de “ilustres pensadores” estrangeirados que vivem num limbo completamente desligados do país real.
Quando em meados do Séc XIX, a vanguarda musical europeia descobria as sonoridades e construções musicais da música dita folclórica, em Portugal vivia-se num deserto musical, onde a cultura era uma coisa que desembarcava em Santa Apolónia no Sud-Express. Seria necessário esperar cerca de 100 anos para que Freitas Branco e Lopes Graça fizessem em Portugal aquilo que Brahms, tinha feito no Império Austro-húngaro no Século anterior.

Sempre que comprava o Público lia a Crónica de Prado Coelho. Mas confesso, tudo espremido não retive rigorosamente NADA.O que Prado Coelho escrevia não me dizia rigorosamente nada, o homem não escrevia para mim, talvez o fizesse para uma geração mais velha, que o lia e parecia gostar. Talvez porque para mim e para as pessoas da minha idade, de Paris pouco ou nada veio (nem crianças no bico da cegonha), a única coisa que veio de Paris e me influenciou. a mim e à minha geração foi Boris Vian, personagem maior da Cultura Francesa e sobre o qual, salvo erro meu, nunca Prado Coelho escreveu uma linha.

Apesar disso o desaparecimento de Prado Coelho é uma perda para o país, pois Prado Coelho era, apesar de tudo, uma pessoa genuína. O problema é que agora ficaram os "Clones"

27 de agosto de 2007

O Charroco

Desde sempre que a cara de José Sá Fernandes, vulgo "O Zé", me fazia lembrar qualquer coisa, que até hoje não tinha conseguido identificar.
Ao ler este postal engraçado do João Caetano Dias, sobre o azeite, o vinho e as corvinas, lembrei-me que sempre que via a cara de José Sá Fernandes, vulgo "O Zé", o que me vinha à cabeça era o "Charroco" e as parecenças não se ficam só pela cara.

Ao consultar esta página, deparei-me com este primoroso texto escrito por Sofia Santiago.

"Charroco, um peixe de aspecto estranho que não prima pela simpatia mas que, ainda assim, é um exemplar interessante[...]"

[...]Trata‑se de um peixe robusto, ligeiramente deprimido[…]*

[...]O charroco é considerado um predador que se alimenta de crustáceos, moluscos e pequenos peixes[...]**

[…]As escamas são pequenas e estão embebidas numa substância viscosa que cobre todo o corpo, passando despercebidas. O corpo parece, por isso, estar coberto por uma pele semelhante à das rãs. Em "comum" com este anfíbio tem, aliás, outra característica: emite sons semelhantes a um coaxar, mas não repetidos, que são produzidos pela bexiga gasosa[…].

[…]Embora desengraçado e feio o charroco é afamado até pela poesia de António Gedeão. E depois de cozinhado pode dar‑nos um prazer sublime! Não sendo uma das espécies principais, é utilizado na caldeirada de peixe, sendo obrigatório, pelo menos, na famosa caldeirada à setubalense[…].

* - Em vêz de "Ligeiramente deprimido" o mais adequado seria "Bastante deprimente"
** - Crustáceos -Ameijoas; Pequenos Peixes - Corvina; O Azeite e o vinho são para acompanhar

24 de agosto de 2007

Sempre às ordens

Eram 22 horas e 39 minutos de ontem quando começou a reposição no servidor de iscsp.utl.pt os arquivos do CEPP que, assim, voltam a poder ser consultados: http://www.iscsp.utl.pt/cepp.
Agradeço à blogosfera o apoio recebido nesta luta.
Agradeço também à imprensa que fez eco de alguma coisa que me ultrapassa.

22 de agosto de 2007

Petição

Fundado em 1998 pelo Professor Catedrático José Adelino Maltez, no seio do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa (ISCSP/UTL), o Centro de Estudos do Pensamento Político (CEPP) foi ponto de partida para a mais ambiciosa iniciativa de divulgação científica em língua portuguesa no âmbito das Ciências Sociais: o Repertório Português de Ciência Política (RPCP). Em 2000, a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) atribuiu um financiamento ao RPCC e o Investigador responsável achou por bem formar uma equipa, sem olhar ao cartão partidário, para dar objecto e objectivos de trabalho ao CEPP, transformando-o no depositário online do projecto aprovado. Durante o período em que laborou, o Centro cresceu para além das nossas melhores expectativas e tornou-se, reconhecidamente, num acervo de consulta obrigatória para académicos e curiosos: 183 MB, doze mil ficheiros que tinham, até agora, mais de uma dezena de milhar de citações nos principais motores de pesquisa.

Em 2003, numa altura em que registava mais de 1300 acessos únicos/dia, foi desferido o primeiro golpe contra o CEPP: culminando um processo de constantes boicotes, sob o pretexto de falta de verbas, a equipa foi dispensada e a actividade do Centro cessou em 12/03/2003. Desde então, todo o acervo, mesmo sem actualizações, passou a estar disponível na Internet como arquivo morto. Finalmente, em Agosto de 2007, novamente sob pretextos obscuros ou puro desmazelo, os (ir)responsáveis pela remodelação do Sítio do ISCSP deram a última estocada e retiraram o CEPP da rede, aniquilando um trabalho de dezenas de anos do seu director e de um par de outros da sua equipa e privando milhares de utilizadores do acesso aos seus conteúdos(http://www.iscsp.utl.pt/~cepp/abertura.php link quebrado). Até essa altura o CEPP era arquivo; hoje, está apenas morto!

Num país onde escasseia o investimento na pesquisa e difusão gratuita de matérias científicas, a obliteração do Repertório constitui uma perda irreparável para todo o espaço lusófono.

Sendo assim, os peticionários abaixo-assinados exigem:

1- A imediata reposição dos conteúdos do CEPP, indevidamente eliminados ou extraviados do servidor web do ISCSP
2- Que os carrascos do CEPP sejam identificados e responsabilizados
3- Que os poderes públicos responsáveis pela aplicação das leis constitucionais sobre a liberdade de aprender e ensinar garantam um sistema de protecção de dados e do património cultural, principalmente pela manutenção em rede destes investimentos culturais.
Assine aqui esta petição

Tarde de Tauromaquia

Realizou-se mais uma tradicional corrida da Senhora da Agonia em Viana do Castelo, Casa cheia como já é tradição. No entanto a tradicional manifestação dos piolhosos amiguinhos dos animais não se realizou. Acho que estavam em Silves.