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22 de novembro de 2008

Acabou a luta de classes - Saldanha adere ao PCP

O regime Salazarista era tão bom, que quando havia eleições até os mortos iam votar.
O regime Comunista é tão bom que até os mortos a ele aderem.

Foto tiirada pelo "Camarada" BIC Laranja Vermelho

18 de abril de 2008

Portugal - Como se gasta dinheiro no país mais rico do mundo

NECESSÁRIO!
FUNDAMENTAL!
INADIÁVEL!
INDISPENSÁVEL!

Foi assim que ontem, António Costa se referiu ao futuro terminal de cruzeiros a ser construído na zona de Santa Apolónia, usando o edifício da Estação com o mesmo nome.
Sim, eu concordo com ele. Cidade Capital à Beira-Mar plantada não é digna desse nome se não tiver um terminal de cruzeiros. E Lisboa não é uma Capital qualquer. Lisboa é (caso os leitores, tal como eu não se tenham dado conta) capital do país mais rico do mundo.
Um terminal de cruzeiros é próprio da capital de um país pobre.
Dois terminais de cruzeiros ondica um país remediado.
Portugal, país mais rico do mundo, tem de ter 3 (Três) terminais de cruzeiros na sua Capital.
Sim, porque Lisboa tem já dois terminais de cruzeiros, separados pouco mais de 1 Km.

Ambos os edifícios foram planeados por Duarte Pacheco e projectados por Porfírio Pardal Monteiro, um dos nomes maiores da arquitectura Portuguesa dos século XX. O projecto original consistia nas duas estações ligadas por um conjunto de edificios de apoio. Edificios estes, que nunca chegaram a ser construídos. Isto para já não falar nos Frescos de Almada Negreiros na Estação Maritima de Alcântara, obra-prima da pintura Portuguesa do Século XX.

Estes dois edifícios são obras emblemáticas do modernismo português, considerados como os dois mais bonitos existentes na frente ribeirinha de Lisboa. Apesar disso, a falida Câmara de Lisboa e o Porto de Lisboa pretendem esconder estas obras de arte com contentores e torrar umas dezenas de milhões em Santa Apolónia, onde os Turistas se podem deleitar com as casas a cair e a "Very Typical" roupa a secar às janelas do Bairro de Alfama.

Costa não o disse, mas estou desconfiado que que a triste sina das duas estações maritimas se deve ao facto de serem considerados "Edifícios Fascistas".

20 de fevereiro de 2008

Vende-se

Casa apalaçada situada na baixa pombalina em pleno centro de Lisboa. 4 frentes, sendo que a trazeira dá para um beco com acesso automóvel e uma excelente exposição solar e servida por excelente sistema de transportes públicos.
A casa apalaçada foi construída em 1870, e possui um estílo Neo-Clássico sóbrio e elegante com uma fachada virada para uma praça ampla, possui apresenta na sua fachada um frontão esculpido, da autoria de Calmels.
O seu interior destaca-se por uma intervenção decorativa de grande qualidade. Entre os elementos mais importantes podemos destacar a escadaria nobre em mármore dramaticamente iluminada por uma cúpula de ferro e vidro, revestida no seu interior por uma pintura da autoria de Columbano Bordalo Pinheiro e José Malhoa.
Possui vários salões com grande riqueza ornamental de estuques, talhas e esculturas e tectos decorados com composições de flores, frutos e grinaldas, completadas por medalhões ovais com alegorias às Artes (autoria de José Malhoa) e medalhões nos cantos com alegorias camonianas (da autoria de Columbano).
Parcialmente destruída por um incêndio em 1996, foi integralmente reconstruída através da integração de um esquema modernista, mas que não destoasse do esquema artístico original, procurando casar de forma harmoniosa o passado com o presente.

BOM PREÇO

Trata o próprio

Telefone: 213 227 000 (Pedir para chamar o Sr. Costa)

10 de fevereiro de 2008

Este não é o meu bairro!

Há 20 anos atrás, o Bairro Alto era a imagem de um Portugal dinâmico e que acreditava no futuro. Ali inovava-se, mesmo se muita desta "inovação" não passava de um pacote "chave na mão" que vinha de Madrid ou de Londres, mostrava um país que olhava para diante, reflectindo muito do que a Sociedade Portuguesa de então pensava.

Hoje resta pouco ou nada desses tempos, o Bairro Alto está sujo, degradado, cheira mal e não tem uma parede livre dos imundos gatafunhos prosaicamente chamados de "Grafitis" e andar nas suas ruas é um desafio, arriscando um transeunte a escorregar num dos milhares copos de plástico que cobrem o chão ou a sujar os sapatos num resto de vomitado.

No fundo o Bairro Alto acompanhou os tempos. Ao optimismo dos anos 80 sucede a ressaca do Século XXI e hoje em dia, tal como o país se vai inexoravelmente perdendo importância, gerido por uma classe política rasca, incompetente e corrupta, o Bairro também se vai degradando lentamente, os seus frequentadores abandonam-no, restando apenas a ralé, que sem dinheiro no bolso se diverte fazendo gatafunhos na parede no intervalo entre "minis", tentando obter uns cobres para a sua quarta, comprada a um dos inúmeros traficantes, espécie actualmente em franco desenvolvimento.

No Bairro de hoje em dia, apenas existe um raio de luz. O Antigo e quase em ruínas Convento dos Inglesinhos está hoje recuperado e resplandecente. Mas não vai ser suficiente para recuperar o bairro, a "racaille" detesta coisas novas e nesse aspecto até é apoiada por antigos "chupistas" do subsidio cinematográfico, preferindo viver na "Cloaca Máxima" que o bairro se tornou, a voltar a viver num Bairro dinâmico e voltado para o futuro.

23 de outubro de 2007

Martim Moniz - 860 anos

Hoje faz 860 anos que Martim Moniz morreu numa das portas do castelo que se tornaria de São Jorge.

A fotografia foi tirada em 1912, quando o Castelo era ocupado pelo Regimentos de Caçadores 5 e ainda possuia a placa aqui referida.
Hoje em dia a porta ainda existe, mas não está acessível ao publico, pois encontra-se, há bastantes anos, numa zona de estaleiro de umas quaisquer obras de Santa Engrácia. No entanto a placa já lá não se encontra.

11 de setembro de 2007

Afinal Ganharam!

27 de agosto de 2007

O Charroco

Desde sempre que a cara de José Sá Fernandes, vulgo "O Zé", me fazia lembrar qualquer coisa, que até hoje não tinha conseguido identificar.
Ao ler este postal engraçado do João Caetano Dias, sobre o azeite, o vinho e as corvinas, lembrei-me que sempre que via a cara de José Sá Fernandes, vulgo "O Zé", o que me vinha à cabeça era o "Charroco" e as parecenças não se ficam só pela cara.

Ao consultar esta página, deparei-me com este primoroso texto escrito por Sofia Santiago.

"Charroco, um peixe de aspecto estranho que não prima pela simpatia mas que, ainda assim, é um exemplar interessante[...]"

[...]Trata‑se de um peixe robusto, ligeiramente deprimido[…]*

[...]O charroco é considerado um predador que se alimenta de crustáceos, moluscos e pequenos peixes[...]**

[…]As escamas são pequenas e estão embebidas numa substância viscosa que cobre todo o corpo, passando despercebidas. O corpo parece, por isso, estar coberto por uma pele semelhante à das rãs. Em "comum" com este anfíbio tem, aliás, outra característica: emite sons semelhantes a um coaxar, mas não repetidos, que são produzidos pela bexiga gasosa[…].

[…]Embora desengraçado e feio o charroco é afamado até pela poesia de António Gedeão. E depois de cozinhado pode dar‑nos um prazer sublime! Não sendo uma das espécies principais, é utilizado na caldeirada de peixe, sendo obrigatório, pelo menos, na famosa caldeirada à setubalense[…].

* - Em vêz de "Ligeiramente deprimido" o mais adequado seria "Bastante deprimente"
** - Crustáceos -Ameijoas; Pequenos Peixes - Corvina; O Azeite e o vinho são para acompanhar

6 de junho de 2007

Hino de Campanha

Poeticamente falando, Lisboa é uma Mulher bonita. E não só poeticamente, também politicamente. Só uma mulher bonita é que faria um homem deixar tudo por ela.
Este é o melhor hino possível para a campanha que se avizinha.
Até é escrito por um.... ZÉ.
Só espero que este não seja aquele que "faz falta".



deixei tudo por ela,
deixei, deixei
deixei tudo por ela
eu sei, eu sei

deixei a minha vida tão bunita e sim gela
deixei tudo que tinha
deixei tudo por ela

deixei tudo por ela,
deixei, deixei
deixei tudo por ela
eu sei, eu sei

deixei a minha vida tão bunita e sim gela
deixei tudo que tinha
deixei tudo por ela

deixei dir ao cinema dir ao futebol
deixei dir à praia, deixei de ber o sol
deixei de me divertir, porque …também
deixei ...

O que ela achava bem!!!!!!!!!!!!!!!!

5 de junho de 2007

Mas que ZÉ?

Reparei neste cartaz enigmático

E pensei ...

Mas quem é este Zé que tanta falta faz?
Será o Carioca?

Ou o do boné?

e o do Telhado, poderá ser?

O Povinho não é certamente!

Se o cartaz fosse azul, de certeza que seria outro que também usava boné.

pois ainda há muita gente que por ele suspira, lá para as bandas das Antas.
Mas como o cartaz é verde, deve ser o violino ...

Travassos.

Será???

E "Os Josés de Portugal" não têm nada a dizer?

27 de abril de 2007

Não há almoços grátis

Nem arguidos bons!
Caso se confirme as noticias aventadas hoje sobre Carmona Rodrigues,este só tem uma saída. Apresentar a sua demissão.
O facto de um presidente de Câmara ser arguido num qualquer processo, directamente relacionado com as suas funções, funções essas que desempenha, graças ao voto de confiança que o eleitorado lhe deu, representa por si só uma quebra dessa mesma confiança, pois ninguém elege um presidente de câmara para que este tenha, ou permita a outros terem, comportamentos sobre os quais recaia a suspeita da prática de crime.
O que é válido para o caso de Carmona Rodrigues é válido para qualquer outro presidente de Câmara, seja ele de que partido fôr. Por isso não podem existir arguidos bons e arguidos maus, defender isto é uma prova suprema de hipocrisia, que cai mal em quem gosta de se mostrar aos eleitores como impoluto.