13 de março de 2006

No tempo em que as "Top Models" não falavam

Há mais de 20 anos, no tempo em que as Top Models não falavam, Christie Brinkley, a "Uptown Girl", era a mais bela entre as mais belas.

Só deus a poderia ter criado.
Para o Mendo Ramires

11 de março de 2006

QUARENTA

Tinha que ser!

A partir de hoje entro definitivamente nos "entas"

Já se passaram 40 anos desde que vim ao mundo.
Tão rápido o tempo passa que até parece que não dispomos de tempo para o viver como ele merece.

Valeu a pena?

Claro que valeu. E vale!

Pela Família;
Pelos amigos;
Enfim por tudo!

10 de março de 2006

La Fete a Boris

A 10 de Março de 1920 nascia o maior homem de letras da lingua francesa do Século XX.
Romancista, Poeta, Músico, trompetista, figura incontornável do Quartier Latin do após-guerra e ..... Engenheiro de profissão.



On n'est pas là pour se faire engueuler
On est v'nus essayer l'auréole
On n'est pas là pour se faire renvoyer
On est morts, il est temps qu'on rigole
Si vous jetez les ivrognes à la porte
Il doit pas vous rester beaucoup d'monde
Portez-vous bien, mais nous on s'barre
Et puis on est descendus chez Satan
Et là-bas c'etait épatant!...
C'qui prouve qu'en protestant quand il est encore temps
On peut finir par obtenir des ménagements!...

Habemus presidente

Muito se escreveu sobre a nada republicana pompa e circunstância da tomada de posse de Cavaco.
Muito se escreveu sobre os colaboradores do nosso nóvel presidente.
Sobre estes últimos registo aqui a melhor frase que li.

9 de março de 2006

Festa

No passado Domingo desloquei-me a olivença, uma das duas localidades de Portugal onde se pode ver uma Corrida de Touros Integral.


Mais que um espectáculo, uma Corrida é uma cerimónia de contornos religiosos, onde se fundem, numa estranha simbiose, os cultos pagãos fundadores da Europa (Rapto de Europa por Zeus disfarçado de Touro, Cnossos e Mitra) e a religiosidade católica, alicerçada na fé popular, nunca reconhecida oficialmente pela alta hierarquia Romana.

Uma Corrida não é mais que uma dança

Uma dança de vida e de morte

entre o ser humano e um animal, que apesar de representar o papel da "Besta",

é o único animal Sagrado - O verdadeiro Rei dos Animais!

5 de março de 2006

Soberania Nacional em Causa!

Hoje, dia 5 de Março perto das 15hoo, um jipe da Guarda Civil com a matricula PGC 9662-T, com dois agentes dentro, invadiu Portugal junto à Ponte da Ajuda. Durante alguns minutos, os dois agentes da Benemérita entretiveram-se a fazer rallye na margem portuguesa do Guadiana tendo em seguida dados uma volta à Capela de Nossa Senhora da Ajuda, antes de voltarem, a grande velocidade, para Espanha.
Mais uma prova da arrogância castelhana, que se diverte a brincar com a nossa soberania.

4 de março de 2006

5 Manias

Desafiado há cerca de um mês pelo amigo suburbano José Raposo, respondo agora com as minhas 5 manias, informação completamente inútil e que a ninguém deve interessar, até a mim mesmo.
1 - Sou incapaz de mostrar os dedos dos pés. Faça calor ou faça frio, uso sempre sapatos fechados, Sandálias não fazem parte da minha sapateira. Até os chinelos de Quarto são fechados!
2 - Devo ser o condutor que gasta mais água no esguicha-esguicha. Tenho horror a vidros sujos, cheiros de insectos esmagados. No entanto, o resto do carro pode estar bem sujo, os vidros é que não.
3 - Sempre que vou ao Rossio, uma atracção magética misteriosa impele-me para a Ginginha do Largo deSão Domingos. Seja a que horas for "venha uma sem". E até nem é a melhor de Lisboa.
4 - Sou incapaz de deitar coisas velhas ao lixo, mesmo aquelas que até nada me dizem.
5 - Adoro quebrar correntes. Por isso não desafio nenhum blogger, até porque esta corente já passou de moda!

28 de fevereiro de 2006

De Chôco


Com uma enorme constipação
Aproveito para ver e ouvir
a grande, grande Joni Mitchell
com uma grande satisfação

21 de fevereiro de 2006

1000 NOMES

1000, é o número de contactos que possuo na minha agenda Outlook. São 1000 nomes diferentes, fruto da minha vida pessoal e profissional que se apressa a chegar aos 40.

Há nomes que me acompanham desde o Jardim-Escola, outros entraram apenas na semana passada. Uns vejo-os quase todos os dias, outros apenas vi uma única vez, vez essa, que de certeza, nunca se repetirá.
Alguns, infelizmente já não fazem parte deste mundo, uns partiram no ocaso da sua vida, outros na fase de maior pujança, de repente, sem um “adeus e até sempre”.
Nunca me atrevi a apagar um nome que fosse. Fazê-lo seria uma infâmia, seria como riscar a sua existência, como se nunca tivessem passado por este mundo e contribuído para ele, independentemente da grandeza desse contributo.

Estes 1000 nomes são os nomes das pessoas que ao longo de 40 anos me ensinam e me ajudam a deixar a minha humilde marca neste mundo. Umas deram-me muito, outras relativamente pouco, mas todas deram!

Espero, sinceramente, ter dado a todas elas alguma coisa.

A propósito de História

Lamento informar os meus leitores, mas devido a motivos profissionais é-me de todo impossível continuar a análise e publicação das "Cartas Portuguesas", pelo que a sua publicação vai continuar suspensa até Junho deste ano.
Solicito a vossa compreensão para este facto.

Negar evidências?

Reprodução de um comentário meu em "O espectro", a propósito de um postal sobre o negacionismo
"Não coloco em causa o Holocausto e acho que o crime não reside no número de mortos (1, 3, 6, 12 milhões).
Quando em 1985, ainda aluno de Engenharia, estive em Dachau, ao olhar para os desenhos técnicos do Campo de Auchwitz, detectei imediatamente o "espectacular" planeamento da instalação, orientada para um único fim, que era o extermínio de pessoas.
Um discípulo de Irving (cujo nome não recordo), julgando conseguir provar as teses do seu mestre, abordou a construção dos campos sob o ponto de vista de um Engenheiro. Julgava ele que, investigando a sua construção, encontraria pedidos de compra para chuveiros comunitários e não para câmaras de gás.
Na realidade encontrou o oposto, os pedidos de fornos, das câmaras de gás, de todo o equipamento de morte, foi pedido expressamente para "matar pessoas", com as respectivas capacidades. Até o próprio caderno de encargos feito à I.G. Farben (Hoje Bayer), referia a necessidade de obter um gás capaz de asfixiar um determinado número de pessoas num curto período de tempo.
Naturalmente que o autor da investigação abandonou o campo negacionista.
O crime do Holocausto não é o número de mortos, é o simples facto de um extermínio em massa ter sido metodicamente pensado, planeado e executado durante anos, por diligentes funcionários, que nunca se questionaram a si mesmos sobre o crime que estavam a cometer.

Apesar de o holocausto ser inegável, a comunidade histórica não pode adoptar com os negacionistas, a mesma posição que a Inquisição adoptou com Galileu. O facto de existirem cépticos, mentecaptos que questionam o holocausto, deve servir para aguçar o nosso engenho e demonstrar, ainda com mais evidências, a certeza das nossas posições.
O negacionismo não deve ser visto como um crime, deve ser visto como uma oportunidade para aprofundar o conhecimento humano, de modo a que seja cada vez menos possível a existência de opiniões cépticas sobre o Holocausto. O que se aplica ao holocausto, aplica-se a qualquer outro assunto histórico, a nossa 1ª República, por exemplo.

Caro
Vasco Pulido Valente! Compreendo e apoio o seu ponto de vista, pois quando você publicou "O Poder e a Guerra", o "establishment da História oficial", revista e aprovada pelo Grande Oriente Lusitano, o desejou ter colocado entre grades, pois na altura o seu livro foi visto como um "negacionismo" da versão oficialmente aprovada."

16 de fevereiro de 2006

Matosinhos Genial

Escultura na Praça Cidade de Salvador - Matosinhos

Dizer "Matosinhos genial" é uma redundância.
A Foto e o arranjo gráfico são da responsabilidade de Paulo Paixão, que também é o responsável pela imagem que ilustra este blogue.
Esta imagem é a 14ª da excelente série de fotografias "Portugal Genial". Uma excelente ideia do Paulo, que na minha modesta opinião urge passar a uma edição gráfica de luxo.
A não perder também o seu extenso postal "Um Mouro na cidade", que na minha optica se deveria chamar "Porto, uma cidade estranha"

O Porto é uma cidade estranha. As igrejas amarram-se ao chão como se estendessem raízes à procura de Deus no centro da terra. As torres quiméricas que apontam ao céu; rasgando, desafiadoras, o horizonte monolítico; são enrugadas e rendilhadas pela gravidade e o ar é de uma densidade alienígena: doem-me as costas da carga que trago por não ser daqui.

11 de fevereiro de 2006

Lavagem Islâmica ao cérebro

Se fosse a brincar era mais hilariante que um número dos Monthy Python.

Mas não é a brincar. Isto é mesmo a sério!

Hasan Hanizadeh, à TV Iraniana:
[...]the West has forgotten two horrendous incidents, carried out by the Jews in 19th-century Europe - in Paris and London, to be precise. In 1883, about 150 French children were murdered in a horrible way in the suburbs of Paris, before the Jewish Passover holiday. Later research showed that the Jews had killed them and taken their blood.[...] A similar incident took place in London, when many English children were killed by Jewish rabbis.[...]

Tradução:
[...]O Ocidente esqueceu dois incidentes horrendos, levados a cabo pelos judeus no Europa no século XIX - em Paris e Londres, para ser mais preciso. Em 1883, cerca de 150 crianças francesas foram assassinadas de uma maneira horrível nos subúrbios de Paris, antes da Páscoa Judaica. Investigação posterior mostrou que os Judeus tinham-nas assassinado e recolhido o sangue.[...] Um incidente similar passou-se em Londres, quando muitas crianças Inglesas foram assassinadas por Rabinos Judeus.[...]

Não acreditam, vejam no site da ONG
memri.org
O video com o debate onde o sábio islâmico Iraniano Hanizadeh, produziu aquelas postas de pescada.
Um video com um excerto de uma Telenovela Árabe, onde um "perfido" rabino judeu degola uma criança cristã, para fazer bolinhos
.

O Islão está mesmo a pedir uns cogumelos.

9 de fevereiro de 2006

Rafeiro que ladra, não morde

A reacção europeia à crise dos Cartoons é pura e simplesmente uma vergonha e desonra a nossa cultura milenar. Aqules que consideram os ataques à igreja católica como exemplos de vanguardismo, mostram-se indignados com a publicação de uns quantos cartoons sobre mafoma, ínócuos quando comparados com alguns que foram desenhados contra a Igreja Católica.
Mete nojo ver a indignação de Grass em relação aos cartoons dinamarqueses e sobretudo Saramago. Sim Saramago o Nubel! Aquele que deve a sua fortuna, a sua casa num paraíso turistico, o seu "Nubel" a um chorrilho de insultos ao Cristianismo.
Quem se está a rir é o Irão, o verdadeiro instigador desta crise actual. Este estado terrorista sabe agora que esta reacção europeia será a mesma daqui a uns meses, quando o terrorista que a ele preside anunciar a primeira bomba H persa.
Os latidos de 25 pequinois raçados de vira-lata são o melhor alento para Mahmoud Ahmadinejad mandar lançar Bomba contra Israel.

4 de fevereiro de 2006


1 de fevereiro de 2006

Etica Republicana é.....

ASSASSINAR PELAS COSTAS!
Em memória de El Rei D. Carlos I e do Principe Luís Filipe, barbaramente assassinados pela Maçonaria Republicana no dia 1 de Fevereiro de 1908.

31 de janeiro de 2006

Pela Liberdade? Sempre!

Um jornal Dinamarquês, colocou vários cartoons em que apresentava a cara de Mafoma.
Ao que parece a religião islâmica proibe essa representação pelo que a Dinamarca se encontra sob fogo cerrado dos islamitas. Neste momento os islâmicos pedem o boicote aos produtos dinamarqueses, mais tarde vão exigir matar Dinamarqueses.
A civilização ocidental, que nos proporciona a liberdade em que vivemos, não pode ajoelhar-se perante mais uma ameaça vinda do Islão.
Para difundir e vincar o nosso espírito de liberdade, devemos reproduzir os cartoons que foram origináriamente publicados no Reino da Dinamarca.



29 de janeiro de 2006

Pillows and Prayers



Corria o ano de 1982, o panorama musical era completamente insípido e resumia-se a uma "New Wave" indigente, que precorria as ondas do "rock em stock" de Luís Filipe Barros.
Apenas António Sérgio, na Renascença se dedicava à procura de coisas novas.

Novidades, novidades, só quem podia ir regularmente a Londres e trazer os discos portfolio de custos reduzidos, que pequenas editoras independentes publicavam.

Pillows and prayers significou para mim a morte da New Wave. Publicada pela Cherry Reed Records e de entre as 17 musicas do albúm, despontava a voz da então desconhecida Tracey Thorn, nas suas múltiplas formas, a solo, com as "Marine Girls" e a sua primeira gravação com Ben Watt, já como "Everything but the girl".

Pillows and Prayers inclui também a primeira gravação dos Felt - My Face is on fire, grupo fabuloso, que não conseguiu ter a carreira que a sua musica merecia.


Tracey Thorn - Plain Sailling



enregelado




23 de janeiro de 2006

Prontos

E prontos!

Cavaco lá ganhou e Maria Cavaco substituirá Maria Rita como primeira dama - ligeira melhoria, mas pouco.

Quanto às sondagens, estiverem bem mais afinadas que nos últimos actos eleitorais. Através de uma leitura apressada do Margens de erro, vejo que a sondagem que mais se aproximou dos resultados finais foi a do Correio da Manhã feita pela Aximage e publicada no dia 20. Curiosamente esta foi a que teve uma amostra menor. Coisas que Pedro Magalhães explicará concerteza.

Quanto a Vencedores:
CAVACO, claro
Manuel Alegre - colocou Soares no seu devido lugar!
Jerónimo Sousa - concorreu para defender a sua posição e venceu Louçã em toda a linha.

Vencidos
SOARES - levou o maior banho da sua vida e ... não havia necessidade disso.
Louçã - Quis dar uma estocada no PCP, mas o Sr. Professor acabou estoqueado pelo operário Jerónimo em faena que mereceu alguns aplausos apenas.

Joana Amaral Dias
A corte Soarista
Santana Lopes - espero que para sempre!

Quanto a Sócrates, acho que ganhou, pelo menos sob o ponto de vista interno.Com Soares a carpir mágoas, a sua clique não terá mais remédio que encarneirar a contra gosto atrás do lider.
No que respeita a Alegre, Socrates, desculpando-se com a "Traíção", fará sem dúvida sangue para ser o lider incontestado do PS pelos próximos anos.

Em jeito de despedida, dedico ao Dr. Soares esta música dos Felt, que julgo bastante apropriada ao momento que ele vive - "Dismantled King is off the throne"



Publicado também no "Nova Floresta"

22 de janeiro de 2006

Dúvidas Dominicais

Neste Domingo eleitoral tenho apenas algumas dúvidas!

Conseguirá Cavaco a vitória à primeira volta, ou iremos ter de aguentar mais uma seca de campanha?

Conseguirá Alegre colocar Soares no sítio devido?

Qual o grau de acerto da "Sondocracia" nacional?

Publicado também em O Eleito.

Votem!

Vote em Si
Vote no Rato Mickey
Vote no Cunhal
Vote em Ramalho Eanes
Vote em D. Duarte
Vote na Manuela
Vote no Vieira
e também na Carmelita

Vote, porque o Branco e a Poltrona da sala não contam mas nulo, conta e só assim pode mais tarde exigir mais e melhor!

Post-Scriptum: Se quiser votar em um dos 6 nomes do boletim, também pode!

Publicado também em "O Eleito"

Alguém falou em conquilhas?

Porque hoje há!
Amanhã não sabemos ....

Grupo: Banda do Casaco
Album: Hoje há conquilhas, amanhã não sabemos (1978)
Canção: País, Portugal
Vozes: Gabriela Schaaf e António Pinho

Por aqui andam diabinhos à solta
Com corninhos e rabinhos
e falinhas de paraíso
[...]
Portugal, País de Adufes, fraitas e tambores
[...]
Portugal de capital Lisboa
é pena capital,
pena seres apenas a cabeçorra
gigantesca e mal pensante
que nasce entre as pernas do Tejo
é pena Capital
é pena que em ti se escrevam os livros de incultura
[...]
Portugal, país fadado à forca!

Dedicado ao José e à Zazie, que me fizeram tirar das empoeiradas prateleiras, um dos maiores albúns de sempre da Musica Portuguesa.

Catacumbas

Através do Diário de Lisboa, cheguei a este site espectacular sobre as catacumbas de Paris.
As catacumbas parisienses são na realidade antigas pedreiras subterrâneas, que foram exploradas desde o século XII (Filipe Augusto) até 1860. Hoje em dia subsistem em várias zonas da capital Francesa, cerca de 300 Km de galerias

A partir de 1860, as pedreiras passaram a albergar os ossários dos cemitérios de Paris. Este facto fez com que se passassem a chamar de "Catacumbas", tal como as suas congéneres milenares de Roma. Durante o resto de século XIX, passaram a ser um dos locais mais visitados de Paris.
Hoje em dia apenas uma reduzidíssima parte está acessivel ao grande público. O Resto encontra-se escondido dos olhos do grande público, sobretudo devido à acção de Chirac, ao tempo "Maire" da cidade-luz, que dedicou boa parte do seu tempo a injectar betão nas catacumbas e a fechar todos os seus possíveis acessos.

Mas o fruto proibido é o mais apetecível e Chirac perdeu a batalha contra os "cataphiles", que continuam a dedicar à exploração desta Paris subterrânea desconhecida da maior parte dos próprios Parisienses. Na "zona escondida" podemos encontrar preciosidades, tais como:

Um castelo miniatura, todo em Pedra

Galerias intermináveis

Aquedutos perdidos

Ossários esquecidos

21 de janeiro de 2006

Reflexão

Hoje, por imposição legal, o Pais tem de reflectir, antes de ir às urnas amanhã. Mas neste acto eleitoral, que há para reflectir?
Pouco ou nada!
Os candidatos poucas ideias apresentaram ao país, e estas, são já antigas. Tão antigas que até lhes chamamos “ideias feitas”, objecto de inúmeras “reflexões” em eleições passadas.

Por minha parte, e em jeito de balanço, apenas registo nesta campanha, um único facto. Melhor dizendo, um único “exemplo” – Manuel Alegre.

O Poeta, que nos 30 anos que levamos de Democracia, sempre se ocupou um lugar terciário na sombra política, era em meados do ano transacto, o candidato oficioso do PS, muito por culpa dos inúmeros passos atrás, dados por outras figuras do Universo Socialista. Mas num Golpe de teatro Mário Soares sai das prateleiras da história, dá o dito por não dito e apresenta a sua candidatura, com candidato do PS, ignorando completamente o seu amigo e antigo companheiro de lutas de há mais de 40 anos.
Para Alegre isto foi pior que uma facada nas costas. Aqueles que até então lhe davam abraços e palmadinhas nas costas, viraram-lhe a cara, ameaçaram-no publicamente num dos mais abjectos actos de politiquice nojenta.
Nesse momento, Alegre parecia o Portugal de hoje, triste, só, abandonado por aqueles que julgava por amigos. Num jantar em Viseu, Alegre chegou a anunciar a sua capitulação, tal era o poço profundo de lisas paredes para onde os seus “amigos” o haviam atirado.
Mas essa capitulação nunca chegou! Contra tudo e contra todos, Alegre investiu, e foi à luta, sem meios, sem apoios, sem benesses, usando apenas a sua voz, qual David contra Golias Soares.

Sinceramente pouco me importa o resultado de amanhã. Alegre é o vencedor. Onde ontem existia uma penumbra onde se ocultava um poeta algo cinzento e ultrapassado, aparece hoje um líder político, muito mais respeitado que os seus pares e não tenho dúvidas que num futuro próximo iremos ouvir a sua voz, e garanto que não será a declamar poemas.

Acima, afirmei que a candidatura de Manuel Alegre, mais que ser um facto, era um “Exemplo”. É um exemplo, porque nos das que correm, Portugal está numa situação similar àquela em que Alegre esteve. Para Portugal sair deste marasmo, não tem outra alternativa que “ir-à-luta”. Pena é que destas eleições não saia “O eleito”, que leve Portugal ao combate. Resta-nos então contemplar as lisas paredes deste poço onde estamos ainda a cair.

Publicado também no “O Eleito

13 de janeiro de 2006

A Cassete

Todos os candidatos, com excepção de Cavaco que "chutou para canto", ao serem questionados sobre a noticia do tablóide "24 Horas", colocaram todos a cassete "Escutas não - Souto de Moura demissão Já".

A questão é que a notícia nunca referiu escutas, apenas registo de chamadas efectuadas.

Que crédito merecem estes candidatos a presidente, que opinam sobre uma notícia que nem sequer leram?
Que crédito merecem estes candidatos que dão como correcta, uma noticia que não leram, escrita por um "jornalista" da pior estirpe e publicada por um Jornal que usalmente tem por manchete ou uma mulher descascada ou factos da vida prvada de inúteis da nossa sociedade, e por mentira as declarações de Souto de Moura, procurador-geral da república e cidadão idóneo e titular de um importante órgão de soberania.

Sobre a tecnologia avançadissíma usada pela PT no registo detalhado das chamadas recomendo a leitura deste postal da Grande Loja.

Publicado também em "O Eleito"

10 de janeiro de 2006

Ora aí está uma boa ideia!

Ainda a propósito de Pina "Cristóvão" Moura, o Dragão, a propósito de uma boa ideia de Ana Gomes, propõe uma excelente maneira de nos vermos livres daquele "coño".
De acordo; mas respeitando o protocolo!...
"Por uma vez, sem exemplo, sou forçado a concordar com esta criatura. Mas imponho uma condição: que quatro guardas bem fortes amparem o Dr.Pina Moura na sua urgente evacuação. Cumprindo para o efeito a seguinte escolta protocolar: dois à frente, pegando-lhe de cada lado por um braço e pela orelha correspondente; dois atrás, em simetria , guindando-o, enérgicamente, pelos fundilhos e pelas pernas. Uma vez bem acoplado, o conjunto, faço questão que percorra, em velocidade uniforme, o trajecto que vai da sala do plenário até a varanda principal. Aí chegados, aproveitando o balanço e as leis físicas que regem a cinemática dos corpos, basta que os quatro auxiliares estaquem em uníssono e acrescentem um derradeiro impulso ao deputado, para que este saia expedido por onde efectivamente merece e a pátria, em delírio, aplaudirá.
Reconheço que se trata dum exercício duma certa complexidade, pois exige perfeita sincronia e, inerentemente, treino exaustivo. Para que não redunde em fiasco por alturas da grande estreia, convém que a equipa propulsora, uma vez seleccionada, proceda ao maior número de ensaios possível. Há uma série de deputados, de estatura e peso semelhantes aos do Dr. Pina Moura, que decerto terão o maior gosto em colaborar. À Drª Ana Gomes, por mérito indiscutível na génese do projecto, sugiro que se reservem as honras -e primícias - do ensaio geral.
Quanto a desenvolver um arnês que melhorasse a aerodinâmica do volátil, parece-me um exagero, uma bizantinice. Afinal, cavalgadura, verdadeiramente cavalgadura, é quem os elege
."

8 de janeiro de 2006

Mammatus

Ás vezes a natureza surpreende-nos quando os seus fenómenos assumem o papel de verdadeira arte plástica.

Nunca vi este tipo de nuvem nos céus de Portugal, e parece-me que quem é perito também não.
As fotografias apresentadas são de nuvens mammatus. Este tipo de nuvens são frequentes no midwest Norte-Americano e aparecem após grandes tempestades

Todas as Fotografias foram tiradas por Jorn C. Olsen, fotógrafo amador de Hastings - Nebraska, e são aqui reproduzidas com a sua devida autorização, a qual muito agradeço.
Explicação técnica
As nuvens Mammatus são um tipo muito raro de nuvens em foma de saco.
Erradamente associadas a tornados, As mammatus são nuvens que se formam devido a correntes de ar frio descendente dentro de um cumulum-nimbo, após a passagem da tempestade a eles associada.
Estas correntes descendentes possuem uma maior quantidade de água (gotas de agua, flocos de neve, granizo, etc), que o a nuvem circundante, pelo que forma uma protuberância em forma de saco, em relação ao cumulum-nimbo, pois este último, ao possuir menor quantidade de água, evapora-a mais cedo que a corrente descendente
A forma em saco da nuvem mammatus é a sua parte final da corrente de ar descendente onde eventualmente toda a água nela contida é evaporada.


7 de janeiro de 2006

IBER DROLA - "DRÔLE PORTUGAL"

A propósito das recentes movimentações no mercado electrico nacional, republico aqui um texto, colocado no passado mês de Setembro, relativo ao assalto à propriedade nacional, protagonizado pela Iberdrola, comandada pelo Pina "Judas Cristóvão" Moura.

Pina Moura - Um porco Traidor

O Expresso notivcia com pouco destaque que em Fevereiro de 1998, ocorreu uma reunião entre Jardim Gonçalves, presidente do BCP, José Amutsatégui, presidente do Banco Central Hispano, Pina Moura, recém licenciado em Economia e na altura Ministro da dita e António Almeida, presidente da EDP.
O motivo da reunião centrava-se no desejo de Amutsatégui de vender 22% da terceira maior empresa espanhola de electricidade, a
Unión Fenosa. à EDP. Tal operação permitira à EDP absorver a empresa espanhola transformando-a na EDP España, com sede em Lisboa.
Todos estavam de acordo, menos um. Pina Moura limitou-se a dizer que o "parceiro" estratégico que ele tinha escolhido para a EDP chamava-se "
Iberdrola".
Há 7 anos a EDP era idêntica em tamanho à Iberdrola e duas vezes e meia maior que a Fenosa.
Hoje a EDP não tem poder para comprar a Fenosa, e é várias vezes mais pequena que a Iberdrola, que entretanto aproveitou para crescer no mercado protegido Espanhol.
Hoje o Banco Central Hispano já não existe, foi comprado pelo Santander e Amustatégui foi despedido. Jardim Gonçalves já não é presidente executivo do BCP e António Almeida anda noutras vidas. Apenas Pina "Cristovão" Moura continua no mesmo lugar - Representante dos interesses espanhóis da Iberdrola em Portugal.
Quando alguém que ocupa um alto lugar na administração nacional e utiliza esse lugar para a promoção de interesses estrangeiros em deterimento dos nacionais, chama-se a esse acto TRAIÇÃO À PÁTRIA.
Pina Moura é um Porco Traidor, traiu a nossa pátria como Judas traiu Jesus Cristo quando o vendeu por 30 dinheiros.
POR MUITO MENOS QUE ISTO FOI MIGUEL DE VASCONCELOS ATIRADO ABAIXO DE UMA VARANDA

5 de janeiro de 2006

Soares - Le Président Soleil?

O meu grande amigo António Caldeira, alerta a blogoesfera sobre uma atitude, no minimo pouco ética e imoral, mas que provavelmente será mesmo criminosa, feita por Mário Soares.

Mário Soares levou para uma caixa-forte, do tamanho de uma uma sala, de porta blindada e pega rotativa, na Casa-Museu João Soares - hiperbolicamente designado de "galeria de ofertas" - , uma grande parte dos valiosos presentes oferecidos oficialmente ao Presidente da República Portuguesa, durante os seus mandatos, entre os quais se incluem jóias e outras peças de gabarito, que alguns visitantes de confiança já viram e de que, numa pequena parte, o sítio da Casa permite entrever.
Ora, uma coisa são as ofertas pessoais ao cidadão
Mário Alberto Nobre Lopes Soares e a sua esposa Maria de Jesus Simões Barroso; outra coisa, de natureza moral e jurídica diversa, as ofertas oficiais ao órgão de soberania Presidente da República.
Algumas questões claras:
1. É legal que Mário Soares fique na posse das ofertas oficiais que foram feitas ao Presidente da República Portuguesa, nessa qualidade institucional e não ao cidadão?
2. Não são essas peças oferecidas oficialmente ao Presidente da República propriedade do Estado?
3. Não deviam estas peças estar no
Museu da Presidência da República como estão as dos seus antecessores e também de Jorge Sampaio?
4. E se esse comportamento for legal, é ético?
5. E se for ético, é moral?

António Caldeira, remata, relembrando a origem dos fundos que permitiram constituir a tal Fundação Mário Soares

Há em Mário Soares uma associação promíscua, absolutista e anti-democrática, da sua pessoa e do Estado. Essa promiscuidade, como se de um Presidente-Sol se tratasse, tem como exemplos, além deste que hoje torno público, alguns negócios da sua Fundação com o Estado - o arrendamento pelo Estado de um gabinete na sua Fundação para um escritório do ex-Presidente da República... Mário Soares; o subsídio de 500 mil contos do Governo Guterres para a instalação da Fundação, num prédio cedido da Câmara Municipal de Lisboa que lhe foi arranjado pelo seu filho João, na altura vereador da Câmara de Lisboa; o protocolo por 10 anos (celebrado em 1995) de subvenção da Câmara Municipal de Lisboa, na qual o filho era vereador da Cultura; além de outros subsídios controversos - e até o policiamento permanente (24 horas por dia) das suas várias casas (Campo Grande, Nafarros, Vau) pela PSP.
Publicado também em "O Eleito"

Cheira a Esturro

A propósito do meu anterior postal sobre a eliminação de todas as candidaturas não oriundas do sistema partidário em vigor, transcrevo na integra este comunicado colocado por Manuela Magno no seu Blogue oficial ao qual acedi via "Blasfémias"

23/12/05
A candidatura de Manuela Magno entrega 7750 assinaturas e 6634 certidões de eleitor no Tribunal Constitucional (TC).

26/12/05
O TC envia, às 21h26m, um fax notificando a candidata de irregularidades no processo de candidatura, alegando que estavam em falta:-declaração de aceitação de candidatura-1016 certidões de eleitorDe acordo com a lei artº 93º/3 da Lei 28/82, «verificando-se irregularidades processuais, será notificado imediatamente o mandatário do candidato para as suprir no prazo de 2 dias.»

28/12/05
Às 15h50m a candidata chega ao TC com 657 certidões e, na companhia de 3 apoiantes, é conduzida a uma sala para proceder à «união» entre as certidões e respectivas declarações (»assinaturas»).
Às 16h30m (a 5h do prazo de dois dias desde a notificação) esse processo é interrompido por ordem do Presidente do TC. É então comunicado que só serão contabilizados as 70 certidões que tinham sido unidas até então.Perante esse facto, inaceitável, a candidata pede para falar com o Presidente do TC.
Enquanto espera, é informada telefonicamente que estavam disponíveis, na sede, 114 certidões, as quais tinham sido recolhidas por vários apoiantes nas juntas de freguesia. Afinal veio a verificar-se que eram 160 as certidões que estavam disponíveis nesse momento.
Os funcionários do TC são informados deste facto, mas a decisão do Presidente do TC é a de não receber a candidata, e mandar contar as certidões que estavam por «unir», interrompendo assim o processo em curso.

29/12/05
Às 10h25m, a candidata entrega no TC um requerimento dirigido ao presidente, no sentido de serem incluídas no processo as 160 certidões referidas.Às 20h15, o TC envia o Acórdão que decidiu pela não aceitação da candidatura.
O Acórdão:-reconhece o erro do Acórdão anterior, ao ter informado a candidata de uma irregularidade inexistente (a declaração de aceitação de candidatura constava do processo desde o início)-não se pronuncia acerca do requerimento de inclusão das 160 certidões (apesar do mesmo ter dado entrada, antes da reunião que daria origem a esse Acórdão)-reitera a irregularidade relativa à falta de certidões.

30/12/05
É apresentado um recurso, no qual se afirma que o Acórdão anterior sujeitou a omissão ou violou vários artigos da lei (a saber: artigos: 13º e 48 da CRP; artigo: 93 ºn3 da lei 22/89 de 15 de Novembro; artigo: 29º da Lei 13/99 de 22 de Março; artigo: 143º nº4 do CPC)

Conclusão:O processo de candidatura de Manuela Magno está instruído com 7750 declarações de propositura («assinaturas») e 7551 certidões de eleitor. Mais do que as 7500 exigidas por Lei.»

Cheira mesmo a esturro!

Publicado também no "O Eleito"

31 de dezembro de 2005

Feliz Ano Novo

DESEJO A TODOS OS
MEUS AMIGOS E LEITORES
UM NOVO ANO DE 2006
CHEIO DOS MAIORES
SUCESSOS E FELICIDADES

Jaz morta e apodrece

A rejeição das candidaturas de cidadãos independentes cheira a esturro.
Esta rejeição, motivada por "Falta de certificados de eleitor", documento emitido pelas Juntas de Freguesias, traz-nos à memória o pior da 1ª república, onde as juntas de freguesia só emitiam atestados de residência (Documento necessário para o recenseamento eleitoral) a quem pertencesse ao partido que a controlava.
Nunca nesta 3ª Republica, um cidadão não comprometido com o Polvo Partidário, conseguiu que ver uma candidatura sua aceite pelo Tribunal Constitucional.

É estranho.
É imoral.
É uma farsa.
E poderá muito bem vir a ser letal

Pobre República que Jaz morta e apodrece.



Publicado também em "O Eleito"

Habemos GALP?

O Ministro da Economia exultou com o acordo obtido com a ENI.
Graças à entrada de Américo Amorim, o Ministro da Economia anunciou que a Galp estará em mãos nacionais.
Conhecendo o amor que Américo Amorim nutre pela Pátria é inversamente proporcional ao amor que tem pelo dinheiro, ficamos a aguardar uns tempos para sabermos que empresa espanhola se esconde por detrás do corticeiro de Paços de Brandão.

29 de dezembro de 2005

Planeamento Avançado


Ontem passou por aqui um leitor Iraniano, à procura dos Ficheiros do Aeroporto da Ota.

Ostracizado mas não esquecido



Chamo a atenção a uma excelente sintese biográfica sobre uma das mais importantes personalidades da segunda metade do Séc. XX português - O Professor Marcello Caetano, escrita no Portugal Contemporâneo.

Para nos apercebermos da grandeza intelectual deste homem, basta dizer que em 30 anos de Democracia ninguém o conseguiu suplantar no Direito administrativo, cujo livro que escreveu continua a ser a biblia de quem quer entender alguma coisa sobre esta área do Direito.
Para além do Direito, Marcello Caetano dedicou-se também à história medieval Portuguesa, sendo os seus escritos sobre as cortes de 1254 e 1385, obras de referência a nível mundial.
Marcello Caetano morreu em 1980 no Brasil, votado ao ostracismo pelo estado Português, e sobretudo por aqueles que hoje não seriam ninguém, a quem Marcello deu a mão no inicio das suas carreiras.

27 de dezembro de 2005

Pequenas reflexões sobre eleições em Portugal

"[...] No Parlamento não está a representação nacional, está a representação oficial; não está uma representação espontânea, nobre e sentida, está uma representação ensinada e assalariada. O governo pode contar com essa, porque a educou, e porque a afeiçoou a si; o governo a maioria são como duas figuras duma tragédia, que se falam e replicam, de há muito ensaiadas nos bastidores [...] Aquela representação não é nacional, é ministerial: não representa o povo que a rejeita e que a censura, representa simplesmente os homens que lhe dão os cargos opulentos e os estipêndios largos; a maioria é o corpo diplomático do governo; ele trá-la ostentosa e bem fardada, e engorda-a com a magreza do povo ..."
[Eça de Queiroz, in Distrito de Évora, 14 Março de 1867]

Não podia estar em maior desacordo com a aplicação deste texto de Eça de Queiroz, à actual situação de Portugal. As situações não são comparáveis.
No Portugal de Eça, o Voto era masculino e censitário (Quem pagava impostos), e a lei eleitoral mudava a cada eleição. Quem dominava era o cacique local que influenciava o resultado eleitoral de modo a garantir a eleição do Partido que nesse momento mais o beneficiava.
Apesar disso em 1894 o recenseamento eleitoral incluía 950 000 eleitores que correspondiam a 85% da população masculina de Portugal maior de 21 anos, a única com direito a voto.

Na primeira República o panorama foi muito pior, o recenseamento era mais restrito. Nas eleições de 1913 apenas existiam 400 000 eleitores recenseados (menos de 50% que em 1894, para uma população 50% superior) e a taxa de abstenção foi de 62.5%, (150 000 votos expressos) nas restantes eleições o número de cidadãos recenseados nunca ultrapassou os 600 000, excepção feita ao consulado de Sidónio Pais em que o número de cidadãos recenseados chegou aos 900 000, com uma taxa de participação de 57% (510 000 votos expressos) – mas convém referir que nesta eleição, os boletins de voto apenas continham uma única opção, Sidónio Pais!
Nada mau para um regime que gritava: Liberdade, Igualdade e Fraternidade.

Durante o Estado Novo, foi o que se sabe, as eleições eram uma fantochada, em tudo semelhante às eleições da 1ª República.

Até ao 25 de Abril, o texto de Eça, escrito em 1867 assenta como uma luva (No Parlamento não está a representação nacional, está a representação oficial […] Aquela representação não é nacional, é ministerial: não representa o povo que a rejeita e que a censura, representa simplesmente os homens que lhe dão os cargos opulentos e os estipêndios largos)

A partir de 1975, o panorama mudou totalmente, o recenseamento eleitoral não possui qualquer restrição (apenas a da idade) é obrigatório por lei, e as eleições são inteiramente Livres.

A partir de 1975 o Parlamento eleito, é-o por todos os Portugueses sem excepção. Quem não se dá ao trabalho de se deslocar às assembleias de voto, para exercer o seu direito, não pode vir depois criticar, que os Deputados são preguiçosos, não fazem nenhum, são de péssima qualidade, etc. e tal.
Isto não quer dizer que o sistema seja perfeito, longe disso!
A representatividade actual não é a ideal, certas figuras de cartaz, são-no até ao dia das eleições, pois a seguir rumam aos seus postos bem remunerados e deixam a cadeira a algum funcionário partidário desconhecido.
O sistema actual gerou Políticos incompetentes, mas nós Portugueses, continuamos eleição atrás de eleição, a votar nesses mesmos incompetentes, dizendo entre dentes “eles são todos iguais”, e suspirando que num dia de nevoeiro, alguém caia de pára-quedas e tome as medidas há muito ansiadas, mas nunca desejadas pela Nação.

O que se pode ainda dizer é:
No Parlamento está a representação nacional, mas esta representa simplesmente os homens que lhe dão os cargos opulentos e os estipêndios largos!

No próximo mês de Janeiro ninguém vai cair de pára-quedas.

Publicado também no "O Eleito"

26 de dezembro de 2005

O Dito-por-não-dito

Quis o destino que o anúncio da confirmação da decisão da construção da barragem do Sabor caísse nos ombros da mesma pessoa que a havia tão fortemente atacado, quando era oposição.
Quando a Barragem do Sabor foi aprovada pelo governo de Barroso, o PS, através de Pedro Silva Pereira, protestou, alegando que "a construção da barragem atentava contra o ambiente e desprezava os pereceres do Instituto de Conservação da Natureza." Nessa altura, Pedro Silva Pereira arvorava-se em defensor das causas do ambiente, puxando dos galões que ganhou no ministério presidido por José Sócrates. Hoje guindado aos píncaros do poder socialista, meteu as causas ambientais na gaveta, pois estas já cumpriram o seu dever de escada de assalto.
O dano no entanto já está feito. O “dito-por-não-dito” de Silva Pereira é apenas mais um de entre muitos, que a nossa classe politica nos tem habituado. Este tipo de comportamento irresponsável é uma das principais causas do seu próprio descrédito

23 de dezembro de 2005

NATAL

Descanso na fuga para o Egipto - Federico Fiori Barocci (1570) - Pinacoteca do Vaticano
O NOVA FLORESTA
DESEJA A TODOS OS SEUS LEITORES
VOTOS DE
UM SANTO E FELIZ NATAL

15 de dezembro de 2005

Fotografias Potemkine

Crianças numa Aldeia junto ao Lago Branco

Via Abrupto cheguei a esta verdadeira pérola da história da Fotografia.
A página assinalada por Pacheco Pereira é referente a uma
exposição da colecção Prokudin-Gorskii, exposta na Biblioteca do Congresso em Washigton.

Prokudin-Gorskii

Prokudin-Gorskii foi fotógrafo da corte russa e entre 1907-1911 tirou centenas de fotografias a cores, pelo processo “Autochrome”, da Rússia.

Termas de Ekaterinburgo

As fotografias, destinadas a mostrar ao Czar Nicolau II, o seu próprio país, seus súbditos e seu desenvolvimento, apresentam a Rússia como um pais desenvolvido, em paz social e harmonia entre as classes,

Ponte ferroviária - Transiberiano

Apanha do Chá - Chavka (Crimeia)

As fotos foram tiradas entre 1907-1910, ou seja, poucos anos antes da revolução Bolchevique destruir a Santa Rússia, são a versão fotográfica da “Aldeia Potemkine”, pois mostravam ao Czar, que se mantinha fechado no Hermitage de São Petersburgo ou em Tsarkoie-Selo, um país faz-de-conta, pois debaixo da aparente serenidade que irradia das espectaculares imagens de Prokudin-Gorskii, escondia-se uma miséria social que chocou o ovo da serpente Bolchevique.

Aldeia de Kolchedan (Urais)

O termo “Aldeia Potemkine “, teve a sua origem numa Visita à Crimeia que a Czarina Catarina II, a grande, realizou em 1787.
Reza a história que o Principe Potemkin, na altura Primeiro-ministro e líder da campanha militar que conquistou este território para o Império Russo, mandou erigir dezenas de povoações, cujas casas se limitavam a fachadas aparentemente ricas, ao longo das margens inóspitas do rio Dniepr, com o objectivo de a Czarina acreditar na grande riqueza do novo território e assim engrandecer Potemkine aos seus olhos.
Hoje em dia, os modernos historiadores, duvidam que isto tenha realmente acontecido.
No entanto, esta história entrou para os mitos urbanos e o termo “Aldeia Potemine” usada em contexto político, refere-se a qualquer construção falsa, física ou figurativa, destinada a esconder uma situação pouco edificante ou potencialmente danosa para alguém ou a transmitir uma imagem completamente oposta à realidade.

13 de dezembro de 2005

Smoke

Fotografia Satélite do sul de Inglaterra tirada no passado Domingo, 11 de Dezembro, às 11h35, pelo Satélite Terra da MODIS - Rapid Response System

12 de dezembro de 2005

Um filme pouco POP

Quando ontem ouvi na rádio que Mário Soares tinha sido “vítima” de uma agressão em Barcelos, veio logo à lembrança, a “agressão” da Marinha Grande. Facto determinante, em 1986, para a sua eleição.
Vendo a fotografia, publicada na TVI, a “agressão” não passou afinal de um mero toque no ombro do candidato.
Sabendo do desespero que grassa ente as hostes de Soares, pensei em que esta cena seria apenas uma mera encenação, feita na esperança de poder inverter a tendência de derrota que se pressente. Mas acho que não. O acontecimento foi mesmo fortuito e não obedeceu a qualquer encenação. Caso o fosse Soares sairia de Barcelos, à frente das câmaras a deitar sangue pelo nariz, a qual seria a única maneira de fazer passar a imagem de vitima (em 1986, chegou mostrar um segurança com cabeça ensanguentada).
Se fosse um acontecimento encenado, com certeza que os seus planeadores se lembrariam de assuntos mais recentes e não recorreriam a histórias com mais de 30 anos, e ainda por cima erradas, pois o dinheiro do assalto à Figueira da Foz, não foi para os “Turras”. O Dinheiro foi integralmente gasto pelo Gangster Palma Inácio, Mário Soares e a sua corte em Meninas, cabarets e Champanhe, tal como bem o demonstra uma reportagem do Jornal Expresso por ocasião da passagem dos 25 anos do assalto.

Naturalmente que os operacionais da campanha vão explorar este sucesso até à exaustão, mas pelo menos não teremos encenações desta estirpe no resto da campanha.
Publicado n' O Eleito

9 de dezembro de 2005

Dr. Viegas e Mr. Hide

O Porto, quer os seus habitantes queiram ou não é uma cidade em decadência cultural, a tão propalada Capital Europeia da Cultura limitou-se a uma mera injecção de betão e ao dinheiro a ele associado.
A casa da música poderá ser qualquer coisa boa, mas neste momento apenas podemos afirmar “Poderá”.
Apenas Serralves e o Seiva Trupe se salvam no desastre cultural portuense.
Uma das principais provas deste desastre, é o facto de que o pior “alinhador de rimas” que a língua portuguesa conheceu, Carlos Tê, é considerado o “Poeta do Porto”.

A nível dos homens com exposição pública, a cidade também pouco ou nada oferece.
Nos últimos anos o Porto, entregou a sua representação a verdadeiros “Pitecantropos Erectus”, tal como Manuel Serrão ou o inclassificável Tino das Rãs, para gaúdio dos empedrenidos lisboetas, que murmuram “Estão a ver que temos toda a razão, aquilo não passa de uma paisagem selvagem”. Se englobarmos os comentadores do pontapé na bola, então teremos um bando de “Australopitecus aferensis

Neste deserto cultural salva-se Francisco José Viegas (FJV), Homem de Letras Portuense que consegue passar uma imagem diametralmente oposta aos homens da pré-história, seus conterrâneos.
O que espanta é que até FJV, de quando em vez, é atacado pelo vírus da “Andradite Aguda”, e adopta uma postura mais digna de um “Guarda Abel” que de eminente homem de letras que efectivamente é.
Sinceramente, FJV seria o último adepto do FC Porto que eu imaginaria a celebrar com uma garrafa de espumante uma derrota europeia do Benfica.
Eu sei que ser afastado das competições europeias, por uma equipa com nome de gabinete de design de comunicação, é duro, mas não justifica a “Andradite aguda”.
Nestes maus momentos é melhor lembrar que já aconteceram coisas piores, como ser afastado na primeira eliminatória por uma equipa da 4ª Divisão de Inglaterra. Pelo menos o Artmédia era da 1ª Divisão.

Ou será que isto era apenas número e FJV se encontra a escrever uma versão moderna, lusitana e portuense do romance de Stevenson, “Dr. Jekill and Mr. Hide

5 de dezembro de 2005

Ouro do Brasil - A Abelha Rainha

Somos constantemente bombardeados com cantores brasileiros. Mas estes, com poucas excepções como Marisa Monte, só enviam para cá o seu refugo. Pseudo cantoras como Joana, cantoras produzidas em linha de montagem como Daniela Mercury, Ivette qualquer coisa, ou intérpretes que pararam há mais de 30 anos, como Maria Bethânia ou Gal Costa é o que atravessa o Atlântico.

A senhora da fotografia, chama-se Paula Töller e canta em terras de Vera-Cruz há mais de 20 anos e não é apenas fogo de vista, a qualidade da sua voz é proporcional à sua beleza.

Clique na seta para ouvir

4 de dezembro de 2005

25 anos

Faz hoje 25 anos que Francisco Sá Carneiro foi assassinado, conjuntamente com a sua Companheira, Snu Abecassis, Adelino Amaro da Costa, Patricio Gouveia e os dois pilotos.
Muito se tem dito e escrito sobre o crime de camarate, o mais fantástico é estarem todos a olhar para meia dúzia de zés-ninguém, tentando fazer-nos crer que uns micróbios urdiram toda esta teia.
A verdade é muito mais tenebrosa.
E a chave do mistério não está em quem colocou a bomba, está sim em quem bem elaborou uma enorme operação de encobrimento, este é o verdadeiro mandante dos assassinos.
Para saber quem foram os assasssinos é necessário procurar uma organização com tentáculos tão grandes que consiguiu amordaçar as autoridades aéreas, as forças armadas, a policia de segurança pública, a policia judiciária, os magistrados do ministério público, os juizes, os jornalistas e toda a classe política.

Volta Gabi, que estás perdoado!

Desculpa Gabriel por todas as vezes que eu disse mal de ti.
Tens de compreender que até então, não tinha aparecido ninguém pior que tu.
E eu que vomitava de nojo, aquelas pérolas da lingua portuguesa aplicadas à filosofia Futebolística tais como:
"O Benfica está em excelente forma, a jogar num 3x4x3x3"
"Está uma humidade relativa, muito superior a 100%"
"O futebol húngaro nos anos 50, era tão mágico, tão mágico, que até era conhecido como futebol magiar"
"Juskowiak... a vantagem de ter duas pernas!"
"No campeonato germânico jogam muitos jogadores alemães"
"E agora vamos transmitir o jogo Costa do Brasil - Marfim"
"E agora entram as danças sevilhanas da Catalunha"
Diz-me Gabriel, como poderia eu pensar que em Portugal existiria alguém, que te eclipsaria, como o pior comentador desportivo de História de Portugal!
Como poderia eu imaginar que os comentadores desportivos que relatam os jogos na TVI, sejam "tão substantivos que nem sequer podem ser adjectivados".
Volta depressa Gabi, estás perdoado!

Modorra

Ou é de mim que sou monárquico, ou a pré-campanha para chefe da coisa, é um desinteresse total?

Entre o já insuportável "Todos contra Cavaco, porque sim!", a luta entre duas facções para controlar o PS, o combate entre dois garnizés, para ver que lidera a esquerda, os silêncios de Cavaco "alexandrino" Silva e os velhos e já gastos lugares comuns que todos debitam, nada consigo aproveitar. É uma "Seca" de todo o tamanho.

Em suma, lá para Janeiro diremos

Tudo como dantes, Quartel-General em Abrantes


PS (Post Scriptum): Pelo menos, seria bom que o próximo chefe da "coisa", não fizesse tristes figuras a condecorar corruptos condenados

Publicado também no O Eleito

2 de dezembro de 2005

A República Portuguesa no seu melhor

Palavras para quê? É a Republica Portuguesa no seu Melhor

José Maria Duarte Júnior, natural da Guia e empreiteiro da construção civil, , foi agraciado pelo Estado com as insígnias do grau de comendador da Ordem de Mérito Civil, em Setembro de 2003.
A cerimónia de condecoração foi presidida pelo chanceler das Ordens de Mérito Civil, padre Vítor Melícias, que na ocasião, e em nome do Presidente da República, Jorge Sampaio, afirmou que o condecorado representava “o agradecimento de Portugal ao homem, ao cidadão e ao benemérito que dedicou toda a sua vida ao trabalho, à família, à sua terra, a Portugal e àqueles que na comunidade mais necessitam”.

Que palavras tão bonitas! Até fiquei comovido.

Mas quem é José Maria Duarte Júnior?

Profissão: Empreiteiro
Não pagou Imposto de Sisa em 1992 e 1993;
Não pagou o IRS em 1995, 98, 99 e 2000;
Foi condenado por CORRUPÇÃO ACTIVA em 1996 (Juíz - Ricardo Cardoso)

Em 1997, um ano após a sua condenação, foi agraciado a medalha de ouro da Câmara de Pombal pela sua acção de beneficência.
Medalha de Mérito Municipal da Câmara Municipal de Albufeira.
Nova penhora de bens em 2005 para pagamento de dívidas ao fisco.

Leia a notícia completa no
Correio da Manhã

Oh não! É Natal outra vez

E Dezembro chegou! É impossível entrar num centro comercial ou num hipermercado, sem o risco de ser atropelado por hordas de consumidores desenfreados a “pilhar” o mostruário dos telemóveis, crianças à luta pela posse do último boneco do inocente Nody. Tudo isto entremeado com alguns parvalhões a apelar ao fim do consumo!!!!! (Sem estarem em greve de fome).
Mas tudo isso é suportável. O que é deveras insuportável é a música ambiente que nos persegue até nas ruas.
Já vomito pelos olhos o “Frostie, the snowman, ou o “Santa Claus is coming to town” e pelos ouvidos o Coro Infantil de Santo Amaro de Oeiras, que ao desejar “A todos um bom Natal”, liberta em mim instintos infanticidas

1 de dezembro de 2005

Vivam os Heróis da Restauração da Independência

PORTUGUESES, celebremos
O dia da redenção
Em que valentes guerreiros
Nos deram livre a nação
A fé dos campos de Ourique,
Que coragem deu valor
Aos famosos de quarenta
Que lutaram com ardor

P'ra frente
P'ra frente
Repetir saberemos, as proezas de Portugal

Ávante
Ávante
E a voz soará triunfal

Ávante Mocidade de Portugal

(Hino da Restauração)

Hoje pelas 16h00, na Praça dos Restauradores realizar-se-á a tradicional homenagem aos Heróis da Restauração da Independência de Portugal.

Aproveite enquanto for permitido!