26 de junho de 2005

A ÉGUA DE TRÓIA

Sejamos sinceros, o PS arrisca-se a levar um banho nas eleições autárquicas de Lisboa, não basta o descontentamento com o fim do estado de graça do governo, como o menino filósofo ainda se esforça por cavar mais fundo a sua sepultura politica. Sem uma candidatura à direita, Carmona Rodrigues arriscava-se a passear em Outubro próximo.
A única hipótese que o PS tem de eleger o seu menino-filósofo seria a existência de uma candidatura que disputasse a faixa de eleitorado de Carmona Rodrigues.
Se não existe, arranja-se! O CDS/PP, a quem Carmona quer retirar os tachos autárquicos, dispôs-se a fazer o frete de emprestar a sigla. Como era necessário um candidato que pudesse enganar os incautos, toca de arranjar a aguerrida Zézinha Nogueira Pinto, que é de direita e até tem um marido fascista, mas meteu o fascismo no saco e entrou na jogada.
A candidatura da Zézinha até tem mais uma benesse para as hostes socialistas, liberta o apetecido tacho da provedoria da Santa Casa, tacho esse, a que se perfilam vários galos e galinhas parlamentares, que logo começaram a cantar.

Ah, como seria interessante conhecer os detalhes do negócio da saída da Zézinha da Santa Casa!

O PS, no entanto, bem poderia ser mais comedido no seu apoio à Zézinha. Sim porque colocar uma das maiores eminências pardas do Partido, Maria Antónia Pala, a primeira e maior apoiante da causa do aborto livre e gratuito aos abraços e beijos à primeira e maior apoiante dos movimentos pela vida tem muito que se lhe diga. O contraste não poderia ser mais gritante e até pela rádio as palavras de Maria Antónia Pala exalavam um forte cheiro a sapo apodrecido.

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