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15 de janeiro de 2009

Sem palavras

Via EU Referendum

29 de dezembro de 2008

Tecnologia Muçulmana

A tecnologia muçulmana é fantástica. Os misseis iranianos Qassam lançados pelo Hamas só atingem muçulmanos. Há uns dias atrás mataram duas crianças muçulmanas. Hoje feriram trabalhadores também muçulmanos.
Por este andar, a bomba atómica iraniana só vai conseguir matar muçulmanos.

26 de maio de 2008

Arte Pública

O meu amigo Medina Ribeiro torce o nariz à instalação que Joana Vasconcelos realizou na Torre de Belém.

Pessoalmente acho que a a forma original da torre se presta a uma intervenção mais interessante que um colar de contas Hippie, mas como princípio acho que a realização de intervenções em monumentos nacionais desde que não ofusquem totalmente o monumento deva ser mais promovida.
As fotografias que abaixo coloco foram tiradas na cidadela de Jerusalém, monumento com quase 3000 anos e uma importância histórica mundial bastante superior ao da Torre de Belém.
Não sei se a intervenção é temporária ou definitiva, mas sinceramente gostei.

8 de maio de 2008

60 Anos



Hoje cumpriram-se 60 anos da fundação do Estado de Israel. Israel de hoje é um estado que se pode orgulhar de ter sido construído quase a partir do Zero, com resultados assinaláveis.
Quando visitei Israel vi um país como qualquer outro país europeu, mas com uma assinalável diferença.
Esta diferença não residia na força do seu exército, nada aparente para quem passeia pelo país e contacta com os militares;
Esta diferença não residia nas várias religiões que nele coabitam;
A grande diferença que encontrei em Israel foi a facto de não ter visto um pobre, um pedinte, um drogado, um arrumador de carros, um carro de luxo, um rico...
Em Israel vi o pais mais igualitário que me lembro, onde toda a população tem um nível de vida muito similar, com um elevado nível de educação e civismo, que se pode comprovar in-loco no facto de que todos possuem uma arma, mas o nível de criminalidade é mesmo muito baixo.
Quando estive em Israel senti-me no local mais seguro do mundo, em todos os sítios, nos Bairros árabes, cristãos e judeus, de dia e de noite.

Israel é quase um grande pequeno país. Espero que consiga alcançar a paz definitiva.

7 de março de 2008

Porque amanhã é Sábado

Judeus no Shabbat, perto do muro das lamentações (Novembro 2007)

6 de março de 2008

Os lugares Santos Cristãos

Muito se discute sobre a localização dos locais santos cristãos de Jerusalém. Discussão alimentada pelos meios anti-cristãos a que as igrejas protestantes dão uma ajuda. Questão essa que abaixo explicarei.
Toda esta questão está bem plasmada nos guias turísticos (Lonely Planet, Eyewitness, etc), reflexo do "fascismo" politicamente correcto em que vivemos.
Neles, todos os locais santos Cristãos são designados por termos como:
  • O alegado...;
  • O suposto...;
  • Diz a tradição ...;
No entanto, para os editores não perderem a sua cabeça. Os guias turísticos afirmam inequivocamente que ...
Maomé veio a cavalo de Meca a Jerusalém, subiu aos céus para falar com Deus, desceu e voltou a cavalo para Meca, onde chegou na manhã seguinte.
O Lonely Planet afirma sem margem para dúvidas que isto sucedeu num única noite. Aliás tal como o Corão o faz.
Dúvidas também as têm os Protestantes. Mas por diferentes razões.

Monte das Oliveiras
Sendo os cultos protestantes os últimos cristãos a chegar a Jerusalém, encontraram todos os os locais santos já ocupados e divididos entre os outros cultos cristãos pelo "Status Quo" então como hoje em vigor.
Os luteranos alemães construiram uma Igreja mesmo ao lado do Santo Sepulcro. Igreja sempre fechada e que só dá sinal de vida ao meio-dia quando os seus sinos repicam sobre os telhados de Jerusalém.
Mas não possuir lugares santos para explorar em Jerusalém é um enorme óbice. Óbice esse contornado habilidosamente, por um militar Inglês que resolveu "inventar" um novo local para o sepulcros de Cristo, fora das actuais muralhas, fazendo de conta que estas eram as existentes em 33 DC, ignorando o facto de terem sido apenas construídas no Século II. Aliás este militar, que de história nada percebia, tampouco era entendido nas artes do Deus Marte, pois passados poucos anos seria massacrado em Cartum às mãos do Mahdi Sudanês. Hoje em dia Gordon de Cartum continua sendo o símbolo da incompetência no exército Britânico.
Enquanto os Anglicanos inventaram Túmulos para Jesus Cristo, os Luteranos tiveram que se dedicar à virgem, construído em pleno Monte Sião, colado ao Túmulo de David, um Pesado Pastiche neo-gótico higienizado ao gosto da nossa ASAE, onde afirmam que a Virgem se encontra a dormir.
Absolutamente diferente é o Túmulo não protestante da Virgem, uma pequena capela românica que esconde o acesso a uma gruta profunda, de cujo o tecto negro pendem centenas de luzernas a óleo

Túmulo da Virgem Maria
Entre a Higiene Asaica do Túmulo tedesco e o negro de fumo Arménio, claro que prefiro o ar mais autentico do último.
Toda esta discussão é estéril e fútil, pois em religião não importa muito se aquele foi o local efectivo ou se o mesmo se situa a 100 metros dali. A santidade de um local é construída pelos fieis que o frequentam, não pela correcção ou não do lugar, que no caso de Jerusalém podem distar apenas umas meras dezenas de metros.

4 de março de 2008

Jerusalem


Jerusalém - Novembro 2007

8 de fevereiro de 2008

Muros



A Helena Matos gosta muito deste muro. Afirma ela, com admiração, que este muro impediu ataques suicidas em Israel durante um ano, tal como Erich Honecker afirmava que o muro de Berlim servia para impedir a entrada da cultura degenerada ocidental na Alemanha de Leste.
Talvez Helena Matos tenha alguma razão. Mas o Muro não impediu o recente ataque terrorista em Dimona.
Quase todos os Muros dividem e isolam, dão uma sensação de segurança, é certo, mas são sempre franqueáveis e a longo prazo contribuem para a separação entre comunidades, o que se torna grave no Médio Oriente, onde essas mesmas comunidades se deveriam aproximar de forma a enterrarem definitivamente os seus medos e os seus preconceitos. O Muro de Israel, de que se mostra na imagem uma secção vista do topo do Monte Sião em Jerusalém, não vai impedir totalmente os ataques suicidas, mas vai, a longo prazo, separar ainda mais as duas comunidades, contribuindo desse modo para 0 aumento do ressentimento e consequente extremar de posições no Médio Oriente.

No parágrafo anterior referi que quase todos os muros dividem e isolam. Isso afirmei, porque existe pelo menos um que une. E distam escassos 2 Km um do outro.


O Muro das Lamentações, lugar mais sagrado da Religião Judaica, é um muro de união. Está aberto a todas as confissões ateus inclusive, pois ninguém pergunta a religião de quem o visita. A entrada é LIVRE

7 de dezembro de 2007

No Santo Sepulcro


Igreja do Santo Sepulcro - Cúpula do Coro Grego
Para um Português, habituado apenas à liturgia católica, o Santo Sepulcro é uma revelação e uma surpresa. A sua planta não se compara com nenhuma outra do mundo cristão. O seu interior é mal iluminado o que o envolve numa penumbra quase fantasmagórica aumentada pelas centenas de peregrinos anónimos que por ele cirandam e oram. Construído sobre uma pedreira, o Santo Sepulcro é um autêntico labirinto com vários níveis, correspondentes a antigas grutas, hoje transformadas em capelas. Todavia o Sepulcro Sírio, nas traseiras da rotunda, continua a ser uma simples gruta de paredes enegrecidas pela luz das velas, onde se encontram vários nichos funerários, característicos do judaísmo de há 2000 anos atrás. O sepulcro sírio é um dos 3 existentes, existe ainda o sepulcro copta, afastado cerca de 1 metro da capela que as restantes confissões consideram ser o local do túmulo de José de Arimateia, onde Cristo foi sepultado.

Igreja do Santo Sepulcro - Entrada do Sepulcro de Cristo
O dia ideal para visitar o Santo Sepulcro é a Sexta-Feira, dia da morte de Cristo. A partir das 4 da tarde, sucedem-se as vias-sacras. A católica é a primeira, e é a única que percorre a totalidade da Via Dolorosa, quando chega à 14ª, a penumbra da rotunda desaparece e fiat-lux, é como se o dia nascesse.

Após as orações a procissão franciscana desaparece e volta a penumbra. Retorna a confusão com o reinício das visitas dos peregrinos. Mas é sol de pouca dura. Subitamente ecoam pela penumbra cânticos numa língua estranha, vindos não se sabe de onde, um grupo de frades liderados por uma figura em vistosos trajes orientais avança em passo apressado. A fechar o cortejo, uma outra figura com trajos de brocado vermelho e dourado com uma tiara na cabeça.

Igreja do Santo Sepulcro - Via Sacra Arménia
São os arménios, representantes do primeiro país que abraçou a fé cristã, 100 anos antes de Teodósio ter decretado o cristianismo como religião oficial do Império romano, atirando para o esquecimento o politeísmo romano. Sempre em passo forçado, fazem a sua via-sacra entoando em cada estação orações cantadas. Desaparecem na penumbra tão rapidamente quanto apareceram.

Igreja do Santo Sepulcro - Gólgota
Seguem-se os gregos. Aqui impera a austeridade. Dois padres de negro vestidos pedem aos peregrinos que se mantenham em respeito. Não entoam cânticos, mas rezas e ladaínhas intermináveis. No Golgotá durante a oração grega chega um grupo de Turistas americanos, falam alto, apontam o dedo quase invadindo o altar. Dos olhos do padre grego sai um olhar de ódio, lentamente e sem nunca a interromper passa a reza ao colega e dirige-se aos Turistas, gritando, num inglês macarrónico “Be quiet, don’t you see this is a holy place”. Onde me encontrava não consegui assistir à cena, apenas pude ouvir um gringo a dizer “This guy is nuts” e o ruído característicos de dezenas de passos a descer apressadamente a escadaria do Calvário. O padre volta, agora com um olhar imperturbável e retoma a oração como nada se tivesse passado.

Foram 5 horas passadas dentro deste lugar santo e ... ainda ficou muita coisa para ver.

5 de dezembro de 2007

A Igreja do escadote esquecido

O Santo sepulcro, o lugar mais sagrado da Cristandade, não tem a espectacularidade e beleza da cúpula da rocha. Por fora parece uma normal catedral românica num estado de conservação bastante sofrível.

A praça que ocupa o adro é pequena. A primeira coisa que sobressai é o portal de entrada, do lado esquerdo a torre sineira encontra-se coberta de andaimes, por cima da porta, num parapeito junto a uma janela, reparo num escadote, um pouco afastado da zona de restauro.
Longe de mim imaginar que aquele simples escadote, cuja função primária é proporcionar uma “comunicação”, ou num sentido figurado uma “união”, simboliza na realidade a fragmentação, desunião e total ausência de comunicação entre as diferentes variantes do cristianismo que usam o Santo Sepulcro.
Esta Igreja, local mais santo do cristianismo tem sido ao longo dos séculos tem sido um campo de batalha onde Católicos, Ortodoxos Gregos, Russos, Etíopes, Coptas, Arménios e Sírios, lutam por alguns metros quadrados de espaço santificado.
A posse total do Santo Sepulcro, oscilou sempre entre os Ortodoxos Gregos e os Católicos (Franciscanos), posse essa que variava consoante a influência das diferentes igrejas junto do Sultão da Turquia. Ao longo dos séculos sucederam vários confrontos entre as principais confissões, Em 1808 um incêndio destruiu o próprio Sepulcro de Cristo, apesar de não ter afectado o seu interior.
Cansado de tantas lutas e de pagar as reparações, a Sublime Porta de Constantinopla, impôs em 1852 o “Status Quo”, uma espécie de condomínio no qual a propriedade da Catedral ficou atribuída à Igreja Ortodoxa Grega, mas com zonas cedidas às outras confissões e horários de utilização dos respectivos locais santos. O "Status Quo" definiu por fim zonas de utilização comum. O acordo funcionou e ainda hoje é aplicado e respeitado, se bem que de quando em vez ocorram escaramuças. A última ocorreu em 2004 e obrigou à intervenção das autoridades Israelitas, para acabar com cenas de pugilato entre Gregos e Franciscanos.

O Santo Sepulcro numa gravura de 1880

Não se sabe ao certo quando é que o escadote foi colocado no parapeito. Há quem diga que lá estava em 1852, quando o “Status Quo” entrou em vigor, há quem diga que foi colocado posteriormente a essa data. O certo é que gravuras do século XIX (1880) já o incluem. Como o “Status Quo” considerou o parapeito como uma zona de utilização comum, para ser retirado passou a ser necessário a anuência de todas as confissões. No passado dia 9 de Novembro o escadote lá continuava. E lá continuará, até que o caruncho, que não tem religião, se encarregue de o desfazer.

Outra zona de utilização comum é o próprio sepulcro. Este apresenta sinais de grave deterioração desde há várias décadas. Em 1947 e perante as indecisões dos seus utilizadores, as autoridades britânicas mandaram-no cintar com vigas metálicas para evitar o seu colapso. As vigas lá continuam até que as várias igrejas cristãs se entendem quanto à sua recuperação.
No entanto o restauro do Santo Sepulcro pode estar para breve (digamos que meio século). Desde 1960 que se iniciaram os estudos com vista ao restauro integral da Igreja. Pelo menos a torre sineira já está em obras, o que é uma boa noticia para todos os cristãos

15 de novembro de 2007

Fora de epoca

Fazer ferias fora de epoca tem coisas estranhas, como estar neste momento na esplanada de um hotel (Na realidade uma pousada de Juventude, mas melhor que um hotel), que tem um jardim relvado com enormes palemeiras e eucaliptos e que termina nas margens do mar da Galileia, 200 metros abaixo do nivel do mar.
O ceu esta completamente estrelado, ao fundo vejo as luzes de Tiberiades e dos Kibutz dos montes Golan, a lua num perfeito crescente muculmano, nao corre uma aragem, a temperatura e cerca de 25 graus e a unica coisa que corta o silencio da noite e o canto de milhares de grilos e hoje e 15 de Novembro e estou a pouca mais de 3 horas e meia de voo de Portugal.
(Sem acentos e com um teclado que funciona da direita para a esquerda)

14 de novembro de 2007

Em viagem

Muito de fugida, e sem acentos. Escrevo de um Kibutz de Ein Gedi, nas margens do mar morto.
O que vi ate agora nao tem nada a ver com o que aparece no Telejornal, tirando o facto de a M 16 e a pistola Walther serem aderecos mais usados que uma bolsa ou uma carteira (mulheres inclusive).
Come-se bem, a temperatura e agradavel e Jerusalem e mesmo o "Centro do Mundo".
Estarei de volta para a semana.
Divirtam-se