31 de outubro de 2005

Al Carajo!

Cartoon de Quesada, publicado hoje (31/10) no Jornal "El Faro de Vigo"
Julgo dispensável qualquer tradução

Vergonha ou mera encenação

Na Grande Loja, Manuel indigna-se com a eleição para presidente da Assembleia Municipal de um apoiandte de Fátima Felgueiras, que naquele orgão se encontrava em franca minoria.
Pois, Palavras para quê, é uma politica portuguesa e não consta que use pasta medicinal Couto, consta sim, que abandonou o PS, mas isso é apenas uma mera cena de mau teatro, tal como era a dança da cadeira, no anúncio do dentífrico portuense.
Não esperava esta ingenuidade do Manuel que parece acreditar que Fátima Felgueiras se demitiu, ou foi demitida, do PS. Ela continua a ser uma militante do PS e espera apenas a mais que provável absolvição, ou anulação do seu Julgamento para que o Movimento Sempre Presente se "dissolva" e volte ao Partido de onde nunca saiu, O PS. Partido esse que a acolherá de braços abertos num "remake" da recepção a Paulo Pedroso, só espero que desta vez tenham mais cuidado e não partam a mesa.

Profissão: Político

Mário Soares deu mais um tiro no pé. Desta feita usou um canhão de 18 polegadas.
Em tom exaltado, Mário Soares disse que Cavaco era um político profissional por receber uma reforma respeitante aos dez anos que ocupou o lugar de Primeiro-Ministro.

Esta frase é reveladora do estado confrangedor do cérebro de Mário Soares, coloca aos outros os seus próprios defeitos.

É um facto que Cavaco Silva foi um politico profissional desde o Congresso da Figueira da Foz até à noite das eleições presidenciais de 1995. Daí para diante, Cavaco foi o que sempre foi. PROFESSOR UNIVERSITÁRIO, manteve a sua filiação no seu partido, e apenas interveio publicamente algumas vezes, menos que os dedos de uma mão.

As afirmações de Soares ainda são mais descabidas, pois se em Portugal existe um político profissional, esse político é Mário Soares. Originariamente um advogado de barra, Soares já não exerce esta profissão desde o longínquo ano de 1974. Desde há 31 anos que Mário Soares vive única e exclusivamente da política. Tudo o que tem foi-lhe dado pela política, incluindo a sua fundação, paga com o dinheiro de todos nós.
Caro Dr. Soares, para seu bem “desampare a loja”, caso contrário, você que até hoje foi o “vencedor” da política Portuguesa, arrisca-se a ter como epitáfio “O Derrotado”, mercê do copiosa derrota que você e os seu apoiantes parecem dar o tudo por tudo para acontecer.
Publicado também em "O Eleito"

30 de outubro de 2005

Com apoiantes deste Calibre....

Sábado foi publicado no Expresso, um artigo de opinião assinado por Maria Helena Correa (sem i), membro da “Comissão de honra da candidatura de Mário Soares”, com o título de “Alegre, ou as voltas que um político dá...”. Todo o artigo de opinião é um chorrilho de inverdades e após o ler por completo, uma dúvida me ficou. Ou Maria Helena Correa (sem i) não lê jornais ou vê os telejornais há mais de 5 anos, ou dedilha neste artigo, a velha prática jacobina de reescrita da história.

O artigo está cheio de prosas deste estilo:

É ESPANTOSO que […] Manuel Alegre diga e desdiga […] as palavras que disse sobre se era ou não candidato à presidência […]

Recordo muito bem, tê-lo ouvido numa noite, lá para os lados de Viseu, dizer que sim, mas que não […]"

Acho ESPANTOSO que Maria Helena Correa (sem i) se recorde tão bem das hesitações de Alegre, mas que sofra de amnésia total perante o anúncio, com pompa e circunstância ainda não fez um ano, da passagem à reforma do agora candidato a presidente, de que é apoiante.

Pergunta ainda Maria Helena Correa (sem i).
Que leva Manuel Alegre a estar contra o seu amigo Mário Soares

Não quero ser moralista, mas ser amigo é avisar antecipadamente este, que está interessado a candidatar-se ao mesmo lugar e não fazê-lo por interpostas pessoas ou pelos meios de comunicação social, fazendo de conta que o amigo nunca existiu.

A certa altura, porém, a escrita de Maria Helena Correa (sem i) fugiu-lhe para a verdade ao escrever que:
[…] o candidato escolhido pelo seu próprio partido, Mário Soares.[…]

A candidatura de Mário Soares não é, ao contrário do agora apregoado, uma iniciativa independente do Partido, pois tal como o mesmo disse na cerimónia de apresentação da candidatura, “Só avancei quando soube que o meu partido me apoiava”.
Apesar de todos os candidatos apregoarem que as suas candidaturas são 100 % independentes dos partidos, nesta corrida apenas Alegre o é. Mesmo Cavaco Silva, também o pode, em certa medida, afirmar a sua independência, mas no seu caso isso deve-se unicamente ao estado de orfandade em que deixou o PSD.

Maria Helena Correa (sem i), termina o seu texto com palavras verdadeiramente execráveis sobre Manuel Alegre:

[…] Lamentável esta queda do Poeta. Lamentável, e, afinal, previsível, ou não. Lamentável este fim de carreira, porque vaticino com esta forma de conduta um final com uma história sem história […]

Cara Maria Helena Correa (sem i), o poeta não vai cair, pois o Poeta só agora se levantou e com a sua decisão deixou o buraco de Vate oficial do regime e passou a ser um poeta de Portugal. A sua postura e a sua pose de cavaleiro, não a pose de D. Quixote, cavaleiro da triste figura, mas o paladino da decência, da honra e da amizade, que ao cortar as grilhetas que o amarravam ao anquiloso PS faz com que hoje em dia seja mais respeitado, à esquerda e à direita, que alguma vez o foi. Manuel Alegre passou a ser de todos, evitando desta maneira o triste destino de José Afonso, para sempre agrilhoado nas masmorras dos amanhãs que cantam.
Espero que no próxima dia 9 de Janeiro, as ultimas palavras de Maria Helena Correa (sem i) se apliquem ao candidato que diz ser apoiante, Mário Soares, que com apoiantes deste calibre dispensa qualquer adversário.
Publicado também em "O eleito"

29 de outubro de 2005

Dois anos ao serviço da cultura e conhecimento

O Rua da Judiaria cumpriu no passado dia 27 dois anos de existência.
Durante estes dois anos o blogue do Nuno Guerreiro divulgou e divulga aspectos essenciais da cultura judaica, tão desconhecida em Portugal, país que no passado ocupou um ponto central na diáspora deste povo tão incompreendido.

Apenas temho um pequeno reparo a fazer.

O Lema do Rua da Judiaria é uma frase de Ben Zoma - "Quem é sábio? Aquele que aprende com todos".
Eu acho que esta pergunta pode ter ainda mais uma resposta - Aquele que procura ensinar a todos.

Parabéns Rui.

Que esta Rua cresça sem parar.

Justiça à Portuguesa

Hoje prestei as minhas declarações como testemunha de defesa no Julgamento do processo que o ministério público colocou a António Balbino Caldeira. O facto de ser um dos primeiros a ser chamado permitiu-me conhecer com mais detalhe os factos que se encontravam em julgamento.
O processo de António Caldeira é uma verdadeira amostra de como um sistema pesado perde tempo com investigações e que no final leva a julgamento um cidadão cumpridor com base em factos que, na minha opinião de leigo, apenas chegavam para concluir ao fim de 5 minutos de investigação que António Caldeira nunca desobedeceu a coisíssima nenhuma.

Os factos eram apenas os que a seguir vos conto, na linguagem de leigo em matéria jurídica:

Algures no ano transacto um tribunal emite uma ordem que proíbe a divulgação de peças em segredo de justiça. Ao que parece esta ordem foi emitida antes da publicação por parte de António Caldeira de peças processuais relativas ao caso Casa Pia.
Qualquer ordem de um tribunal tem de ser comunicada aos interessados, se estes forem a Opinião Pública em geral, a ordem é publicada nos jornais de grande circulação.
Ora no caso de António Caldeira nada disto se passou. Nem António Caldeira foi formalmente notificado, nem o tribunal publicou qualquer informação nos jornais.
Para aumentar a Kafkianidade deste processo, o advogado de António Caldeira solicitou ao tribunal uma certidão relativa a esta ordem. A resposta que recebeu foi de que essa peça processual (A ordem que proibia a publicação de peças processuais da Casa Pia) não poderia ser fornecida, pois a mesma encontrava-se SOB SEGREDO DE JUSTIÇA!!!!!

Resumindo, António Caldeira foi acusado de ter desrespeitado uma ordem do tribunal, ordem essa, que por lei, nunca lhe poderia ter sido comunicada.

Um caso assim montado num país decente nunca chegaria a tribunal. Em Alcobaça, Portugal no ano da graça de 2005 chegou.

Julgado por uma juíza visivelmente imberbe e uma delegada do MP que mais parecia uma múmia paralítica, de tão muda e queda que esteve durante toda a sessão. Esta última apenas do seu torpor nas suas alegações finais, nas quais debitou um texto visivelmente preparado antes da audiência.
Com uma prestação desta ordem, com certeza que serão classificadas com “Muito Bom” na próxima inspecção, feita sem controlo pelos seus próprios colegas de profissão.

Assim vai a justiça em Portugal. Mais de vinte pessoas que perderam uma manhã e uma tarde de suas vidas, mais umas dezenas de quilos de papel gasto, centenas de horas de trabalho do sistema judicial e milhares de contos de despesa pública, que poderia ter sido empregue noutros casos com maior utilidade para o nosso país.

A António Caldeira, o nosso “Primus inter paris” a ser levado a julgamento, envio daqui o meu fraterno apoio que estarei sempre disposto a lhe prestar.

27 de outubro de 2005

Uma discussão fora do tempo

Em relação a esta linha de discussão Monarquia/República, o último monárquico de serviço tem a dizer que as dificuldades e desafios que a nossa nação enfrenta e parece não conseguir suportar, não dependem da forma do regime. Os problemas que vivemos hoje resultam de apostas falhadas e más decisões tomadas desde há 20 anos, e de nos últimos anos se ter optado pela não-decisão (que é mil vezes pior que uma má decisão).
Esta situação dependeu, e depende, do poder executivo. O Presidente ou um Rei pura e simplesmente pouco ou nada poderiam fazer, como aliás aconteceu a Soares e Sampaio.

A solução para os nossos problemas reside apenas no nosso poder executivo e na sua capacidade de tomar as decisões correctas e isto acontecerá ou não, independentemente de o país ser uma república ou uma Monarquia.
Publicado no Eleito

25 de outubro de 2005

O "Ódio" a Cavaco

mas desde o dia 19 de Outubro, data em que foi iniciado, o blog Super Mário tem 79 entradas da palavra "Cavaco" e apenas 39 de "Soares", isto sem contar com todo o rico vocabulário com origem em "Cavaco", como cavaquismo, cavacologia, cavaquiana e cavacóloga. E, corrijo o meu mail anterior, até tem uma fotografia de Cavaco Silva (!) e nenhuma do Super Mário!"
- Maria Baldinho -

Este pequeno trabalho de contagem, feito pela minha amiga de infância Miúcha e colocado online por Pacheco Pereira, reflecte uma situação comum a todos os candidatos da esquerda, a qual, na minha óptica os vai penalizar fortemente.

Até agora, facto já notado em muitos blogues, apenas Cavaco se candidatou a Presidente, todos os outros (Soares, Alegre, Jerónimo e Louçã) se apresentaram apenas contra Cavaco!
Não deixa de ser interessante, o facto de todos terem apresentado as suas candidaturas antes mesmo do objectivo máximo da sua luta ter ido a jogo.

Quem, como eu, já passou por muitos actos eleitorais de toda a espécie, sabe que esta é uma estratégia perdedora. Não é à toa que um político gosta que se fale dele, bem ou mal é indiferente, o que é preciso é que se fale dele.
Os candidatos da esquerda apenas falam de Cavaco, tal como o blogue de apoio a Mário Soares. Eles falam tanto do homem que se esquecem de falar de si mesmos. Esquecem-se também que o povo Português não é burro, e mesmo que não mostre interesse naquilo que um candidato tem para dizer, detesta todo e qualquer candidato que realize a campanha pela negativa, penalizando-o fortemente nas urnas.

Mário Soares já caiu nesta esparrela uma vez contra Sá Carneiro. Ao que tudo indica parece que vai cair novamente.
De Alegre posso dizer o mesmo, pois foi um dos mais activos papagaios de Soares no caso dos 33 000 contos e no “affair” Snu Abecassis.
Do PCP nem se fala, mas bem vistas as coisas, desde 1975 que os objectivos políticos deste Partido se cifram em convencer aqueles que já estão convencidos, e mesmo assim com muito pouco sucesso.
Louça, é o mais novo de todos e apesar de ser um bom investigador no ramo da economia, parece que não dedicou muito tempo a estudar as campanhas passadas dos seus adversários, pois copia-lhes o estilo e os mesmos erros.

Mas este ódio Anti-Cavaco é apenas aparente, pois na realidade apenas Soares corre contra Cavaco. Os restantes limitam-se a aproveitar o palco das presidenciais para as suas querelas particulares, pessoais e políticas.
Alegre sente-se despeitado (e com razão) e o anúncio de sua candidatura não é mais que uma bofetada de luva branca a convidar Soares para um duelo em 9 de Janeiro.
Louçã e Jerónimo são Dupond e Dupont destas eleições, apenas tentam saber qual deles é que vale mais.

NOTA: Perto das seis da tarde um dos responsáveis pelo “Super-Mário”, Ivan Nunes acusa o toque da Miúcha e coloca, pela primeira vez no blogue, uma foto de Soares. É caso para se dizer “Pior a emenda que o Soneto

23 de outubro de 2005

Salvemos a "Barraca"

O "Grupo de Acção Teatral A Barraca" corre sérios riscos de se ver impedido de continuar com a desejada normalidade a missão cultural a que há tantos anos se propõe como Companhia de Teatro de referência.
Aos senhores do Instituto das Artes, lembro que o Grupo de Acção Teatral A BARRACA, como um dos projectos de referência mais antigos de Portugal, que levou o nome do país aos quatro cantos do mundo, merecia muito mais respeito, por isso, peço a todos os companheiros da blogosfera que se dignem assinar a on-line".

O Cartel das Moagens

Empresas de moagens multadas em 9 milhões

"Tudo como dantes, Quartel-General em Abrantes"

Cartoon de Rocha Vieira, publicado no Século-Cómico em 9 de Agosto de 1920

21 de outubro de 2005

O Picheleiro*

Um grupo de apoiantes de Mário Soares resolveu abrir um blogue de apoio ao octogenário candidato.
A primeira vez que vi a figurinha ao lado foi no "Público" de Quarta-Feira, pensei que fosse uma brincadeira do Jornal, que jogava com a analogia do título do Blogue, com o Super Mário, um picheleiro, personagem de jogos das consolas Nintendo. Verifiquei com espanto que a figura não é do "Público" mas sim do próprio Blogue.

Penso que esta analogia tem como objectivo dar uma imagem mais jovem do Octogenário, mas para além da analogia do nome do blogue, os seus responsáveis de certeza não pensaram numa outra, bastante mais subtil.

Esta segunda analogia não tem nada a ver com o nome do blogue, mas sim com o estado de onde veio o candidato e o estado em que se encontra a personagem da consola Nintendo.
Mário Soares pouco tempo antes da sua candidatura tinha anunciado, com grande pompa, a sua REFORMA. Pouco tempo depois dá o dito por não dito e anuncia a sua candidatura ao lugar
O “Super Mário” da Nintendo já está DEFINITIVAMENTE REFORMADO há alguns anos, não por vontade própria, mas por ter sido “derrotado” em toda a linha pela Playstation. Penso que este picheleiro de consolas deseja fazer o mesmo que o seu homólogo lusitano, mas não terá tanta sorte pois o reinado da Playstation está para lavar e durar.

No nosso jardim à beira-mar plantado temos duas dúvidas?

Será que Cavaco vai ser a “Playstation” de Super-Mário?
E Manuel Alegre? Vai ser a “X-Box”, que vai partilhar com a Playstation a totalidade do mercado Nacional?
* - Para os leitores que tomam o Português de Lisboa como a "norma", o termos "Picheleiro" significa na maioria de Portugal, aquilo que em Lisboa se diz "canalizador"

20 de outubro de 2005

O Eleito

Ontem recebi um convite de David Afonso e Pedro Santos Cardoso do blogue “Dolo Eventual”, para participar num blogue sobre a “Coisa” e as eleições para o seu chefe com o bem escolhido nome de "O Eleito".
Este é um convite que muito me lisonjeia e que imediatamente aceitei, mesmo sendo Monárquico empedernido e apoiante, nas eleições de Janeiro próximo do Candidato N.U.N.O. (Nem Um, Nem Outro)

O ELEITO abre a 23 de Outubro com um Porto de Honra e vai fechar no mesmo dia em que o “Chefe” escolhido tomará posse.

Convido desde já os leitores a acompanharem, e participarem, nas discussões que se avizinham.

NOTA: O Termo “Candidato N.U.N.O (Nem Um, Nem Outro)” não é da minha autoria. Li-o num blogue, que infelizmente já não me recordo do nome.

FIAT LUX


Após algums meses parada para obras de restauro reabriu recentemente em toda a sua magnificiência a imponente Fonte Luminosa.

19 de outubro de 2005

Solidariedade

Amanhã pelas 10hoo irá decorrer a priemira audiência do Julgamento de António Caldeira do Portugal Profundo, acusado de desobidiencia simples por haver "desrespeitado" uma ordem do tribunal, relativamente ao caso Casa Pia.
A solidadriedade que amanhã eu e outros Bloguistas lhe demonstraremos em Tribunal é necessária, porque vários orgãos de comunicação fizeram exactamente o mesmo e não consta que possuam qualquer espécie de processo judicial em cima. Importa referir que num certo site da Internet também apareceram peças processuais do Caso Casa Pia, que não escondiam o nome das testemunhas e estavam complementadas com a morada e contactos das mesmas. António Caldeira, por seu lado, ocultou sempre o nome das testemunhas e qualquer outra informação que poderia conduzir à sua identificação.
O Julgamento de amanhã é bastante importante para a blogoesfera, pois o simples facto de um blogue estar no banco dos reús e não os jornais que cometeram a mesma desobediência, evidencía que o sistema está preocupado com este meio de difusão da comunicação que lhes escapa ao controlo. O Julgamento não nem mais nem menos que uma tentativa de amordaçar a liberdade da blogoesfera.

16 de outubro de 2005

BENFICA!!!!!!!!!!

GLORIOSO

GLORIOSO

GLORIOSO

15 de outubro de 2005

Bairros Sociais - O Caramão da Ajuda

Riscados da história da arquitectura portuguesa, pelos seus historiadores oficiais “politicamente correctos”, tal como Graça Dias, que tenta, sem sucesso felizmente, impor projectos como Torres de 100 m de altura na Avenida da Liberdade e de 300 m em Almada.
Os bairros sociais de Lisboa concebidos e construídos pelo Estado Novo, são hoje em dia, pese embora o pequeno tamanho de suas moradias, umas das melhores zonas para se habitar na Capital de Portugal.

Hoje proponho uma pequena visita ao Bairro do Caramão da Ajuda, construído na encosta de Monsanto virada para o Tejo, acima do Restelo, escondido a norte pela mata de Monsanto e a sul tapado pelas horríveis e inestéticas Torres do Restelo.

Este Bairro é composto por moradias individuais às cores de dois pisos, com cerca de 100 m2 de implantação, exalando um ar de organização pouco usual nas nossas cidades. Este Bairro foi desenhado pelo Arquitecto Luís Benavente em 1938, e construído entre 1940 e 1945.

A concepção deste bairro, tal como dos restantes (Madre de Deus, Alvito, Encarnação) seguia uma linha na qual, a integração das camadas mais baixas da sociedade era uma prioridade. Uma vez que a classe operária de então era oriunda dos meios rurais, pelo que a concepção deste Bairro reproduz numa grande cidade a vivência da pequena Aldeia, a que os seus ocupantes estavam habituados, tal como afirma a publicação "Casas Económicas" do Secretariado da Propaganda Nacional em 1943:
“A felicidade dos trabalhadores que habitam as pequenas casas que constituem os bairros económicos, revela-se no carinho com que ornamentam e arranjam o interior das suas casas e tratam das pequenas hortas e jardins, que dão aos agrupamentos das moradias um ar sadio e cheio de alegria.”

O objectivo resultou em pleno e hoje em dia o Bairro do Caramão da Ajuda, já não tem funções sociais pois a qualidade da sua concepção fez com que seja muito procurado pela classe média/alta.
O bairro do Caramão da Ajuda encontra-se, segundo o IPPAR, em vias de classificação

13 de outubro de 2005

Pôletá

Por mais que te esforces
Por mais golos que marques
Por mais queijos que vendas
Nunca passarás de uma nota de rodapé na história do Futebol,
que nem chega a tocar nos calcanhares de ...

11 de outubro de 2005

Micro-Causa: Liberdade para Luís Santos

Não querendo fazer das "Micro-Causas" uma moda, nem querer competir com outras micro-causas legítimas, penso que, uma vez passado o periodo eleitoral urge não esquecer certos problemas, mesmo que eles não nos afectem directamente, tal como é o martírio do Piloto Luís Santos, preso sem direito a julgamento na Venezuela há cerca de um ano.
Ao contrário do que sucedeu com um cidadão português preso em flagrante delito no Dubai, não vejo por parte do governo da república, qualquer tentaiva séria para defender este cidadão nacional, injustamente acusado por um crime que não cometeu, ao contrário do sucedido no Dubai.
Pelo que tenho lido na comunicação social, o caso até é bastante simples, pois as duas traficantes usavam habitualmente um jacto Falcon para as suas deslocações à Venezuela, jacto este que tem cerca de 500 Kg de capacidade de carga. O Raitheon Citation X apenas possui cerca de 200 Kg de capacidade de carga. Um leigo em matéria de jactos de negócios, tal como eram as duas senhoras, não distingue estas particularidades entre dois jactos aparentemente iguais.
Se Luís Santos fizesse parte da rede de tráfico, como o governo Venezuelano nos quer fazer crêr, teria alertado para este facto as duas traficantes e elas apenas teriam transportado 200 Kg e não 400 Kg.
Este simples facto iliba Luis Santos das acusações que o governo da Venezuela lhe faz.
Mesmo não conhecendo Luís Santos, nem ninguém da sua família, o que lhe está a acontecer preocupa-me. Não pelo facto de estar há mais de um ano preso sem julgamento, mas sim pelo facto de ser um Português completamente abandonado pelo governo que por nós foi eleito proteger os Portugueses.
É sobretudo por acreditar na sua inocência e por este último motivo que lanço esta micro-causa:
IMPORTA-SE O GOVERNO DA REPÚBLICA PORTUGUESA, DE DESENVOLVER IMEDIATAMENTE TODAS AS ACÇÕES NECESSÁRIAS E SUFICIENTES PARA A LIBERTAÇÃO DO CIDADÃO NACIONAL, LUÍS SANTOS, PILOTO DE LINHA AÉREA, INJUSTAMENTE DETIDO EM CARACAS E SEM JULGAMENTO HÁ MAIS DE UM ANO!