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1 de abril de 2009

Justiça à moda do futebol

O Chefe do Sindicato diz que há pressões sobre os magistrados que investigam o caso Freeport.
Mas há boa maneira de Octávio Machado não concretiza. Só faltou dizer que "Vocês sabem do que estou a falar"!
Por outro lado o Patrão emite um comunicado onde garante não existir quaisquer pressões sobre os magistrados que investigam o caso Freeport, mas por causa das coisas, 5 minutos mais tarde manda abrir uma investigação a um procurador por .... alegadamente ter pressionado os procuradores que nunca foram pressionados.
Este procurador investigado é ex-membro do governo PS de Guterres e que está num qualquer tacho da justiça europeia, onde (apenas por acaso) passam as peças processuais inglesas, mesmo aquelas que a Dona Cândida afirma nunca virem a integrar o processo em Portugal e que depois de divulgadas por uma TV, fazem o primeiro-ministro intentar um processo por quebra do segredo de justiça.

Enfim é a justiça a aproximar-se do Futebol.

Um caso onde já há corruptores mas ainda não apareceram os corrompidos ainda vamos ver estes, à boa maneira de Pinto da Costa e do Major, a alegar que os meios onde se prova a sua corrupção, não podem ser admitidos como prova, por meras questões formais.

19 de fevereiro de 2009

Outros tempos, outros gostos

No ínicio do século XX, um Português de nome Carvalho Monteiro fez fortuna nos tabacos do Brasil e quando voltou a Portugal, contratou um arquitecto de renome que lhe construiu uma casita assim:


Que hoje em dia nos deliciamos quando a visitamos.

No ínicio do século XX, um Português de nome Carvalho Monteiro, fez fortuna não se sabe bem onde, não mandou fazer uma casa a um arquitecto de renome, mas tinha um sobrinho que fazia uns biscates arquitectónico como este:

9 de fevereiro de 2009

A Arte de Furtar

Anda Pacheco Pereira a escrever sucessivos postais sobre a arte de furtar de António Vieira quando tudo se pode resumir a dois minutos de sermão.


"O queijo tem que ser para todos, não pode ser só para um"

Mário Crespo

Vamos fazer de conta que Mário Crespo informou, responsável e cabalmente os Portugueses no caso "Freepór"
Vamos fazer de conta que Mário Crespo entrevistou Pedro Almeida Vieira e assim os Portugueses ficarama a saber, sem margem para dúvidas, que o "Freepor" teve mesmo um tratamento de favor.

Vamos fazer de conta que existem Jornalistas melhores que Mário Crespo.

Nota: Mesmo assim não estou de acordo com esta senhora

26 de janeiro de 2009

Às vezes eles passam-se

Eu não sou nem quero ser critico literário. Sobre economia tenho alguns conhecimentos, mas prefiro sempre ler a opinião de quem sabe mais que eu.
Por isso quando quero saber que livros comprar leio sempre a opinião de quem sabe, tal como Eduardo Pitta, que conjuntamente com a Isabel Coutinho é quem mais sabe do assunto na blogoesfera e Portugal. Quando quero saber de economia geralmente sigo a opinião de alguns economistas e de Pedro Arroja em particular.
Por isso às vezes fico surpreendido quando Eduardo Pitta se põe a divagar em campos que não são os seus, tal como este panegírico a defender que o tempo gasto a despachar o Estudo de Impacto Ambiental do Freeport é perfeitamente normal e justificável, tal como tinha feito atrás criticou uma entrevista de Medina Carreira, que não tinha visto e acabou por falar de coisas que Medina Carreira não falou!
Não caro Pitta, não é nem normal nem justificável, porque o tempo médio de um processo de EIA situa-se entre 180 a 270 dias (Para empresas e projectos "normais"). Diga-se de passagem que se o tempo que demorou o processo de EIA do Freeport fosse normal, então Portugal teria um PIB 10 a 15% superior, só pelos investimento estrangeiros que foram para Espanha por o tempo necessário ao seu licenciamento em Portugal ser injustificavelmente longo.
Pedro Arroja por seu lado, que tem feito postais onde fala, e bem, sobre temas que os media escamoteiam (A questão do spread da dívida), aparece hoje com a mais elaborada teoria da conspiração sobre os últimos desenvolvimentos do caso Freeport, a qual sinceramente o diabo não se lembraria.
De acordo com Pedro Arroja a "reactivação" do caso Freeport não é mais que uma urdidura do governo Inglês, que fazendo recurso do seu MI5, tenta assim destruir o governo de Portugal com o único objectivo de nos fazer sair do €uro e assim dar o golpe de misericórdia na moeda única, situação, que beneficiaria e muito a £ibra.
Enfim às vezes eles passam-se!

25 de janeiro de 2009

Porto Livre - Livre Destruição

Quando Sócrates foi eleito, Pedro Almeida Vieira congratulou-se, não por ser seu apoiante, mas sim por Portugal ter como Primeiro-Ministro alguém com consciência ecológica.
Na altura comentei dizendo que a consciência ecológica de Sócrates se limitou a uma estratégia de aumentar a sua popularidade através da utilização da Ecologia como uma Bandeira. Afirmei ainda que no seu mandato à frente do governo, a "ecologia" seria convenientemente metida dentro da gaveta.
Constato que não me enganei na minha previsão. Nunca mais Sócrtates empunhou a bandeira ecológia, como aliás a queimou, através dos chamados PIN, Decreto-Lei que, ironicamente, serviu para aprovar silenciosamente muitos dos projectos que tinha "chumbado" com grande alarido mediatico enquanto Ministro do Ambiente.

No caso do Freeport, um Estudo de Impacto Ambiental aprovado em 30 dias, quando este tipo de processos demora 180 a 270 dias, e no mesmo dia em que a principal condicionante foi revogada por Decreto e a três dias de uma eleição antecipadamente perdida significa o quê?
Que o processo foi transparente e regular?
Mas este Primeiro-Ministro acha que os Portugueses são parvos?