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23 de novembro de 2009

O Branquemento da História

Manuel Teixeira Gomes inspira concurso literário infantil e juvenil


“Gentes e paisagens do Algarve – Evocação de Manuel Teixeira Gomes” é o tema do concurso.

O Branqueamento republicano chegou ao ponto de dar o nome de um pedófilo confesso a um concurso infantil. Certamente que não haverá crianças e jovens a escrever sobre as suas experiências sexuais com adultos, pelo que Teixeira Gomes não será evocado como desejaria.

Teixeira Gomes, eleito presidente, apenas ocupou o cargo por 3 meses. Demitiu-se e fugiu, com o seu jovem amante para a Argélia.

22 de fevereiro de 2009

A teta mais apetecida

Estas são as tetas da Vaca República


São as tetas que toda a gente quer mamar, mas esse previlégio está apenas reservado a alguns eleitos. A Liberdade, Igualdade e Fraternidade assim o exige.

Onanísmo Republicano Lisboeta

A República foi implantada numa câmara municipal e não no parlamento. Isto demonstrou antecipadamente o respeito que o partido republicano português teve pela soberania popular nos 16 anos seguintes. Nos 48 anos de Salazar o país centrou-se me Lisboa, mas como Salazar era bem mais inteligente que os republicanos de 1910, a câmara municipal de lisboa, deixou de fazer parte dos locais de culto do novo regime. Após o 25 de abril, e depois de alguns anos em que parecia que o centralismo português estava a mudar, vem agora as comemorações do centenário da republica demonstar que afinal está tudo na mesma.

Os tão propalados 10 milhões de euros que a comissão Santos Silva foi contemplada pelo orçamento afinal são 155 milhões se adicionarmos os orçamentos "iniciais", convém frisar este ponto, que a comissão "Mota e Cia - Betonagem Republicana Total" vai dispor de 145 milhões para executar cerca de 30 obras, bem dentro dos limites do concelho de Lisboa. Até o facto de serem 30 não é inocente, pois se efectuarmos a divisão do dinheiro pelas obras dá inferior a 5 milhões cada uma, o que é o mesmo que dizer - Adjudicação directa sem concurso!

Para o resto do país . . . . . . Nada! Levam com a crise, e é para ficarem satisfeitos.

Bem pode Loures dizer que foi a primeira localidade onde a república foi implantada.
Bem pode Setúbal gastar rios de dinheiro do seu orçamento, para lançar a ideia falsa de que lá é que se originou o verdadeiro republicanismo.
Bem pode o Porto puxar dos seus galões de que é a cidade republicana ideal, pela sua bebedeira de 31 de Janeiro, apesar de este facto ser rapidamente desmentido pelas cores do seu maior símbolo de hoje em dia, criado para mostrar a Portugal que o Porto foi sempre monárquico e liberal.

Em 2009/2010 a República Portuguesa é Lisboa, só Lisboa e nada mais que Lisboa. O resto do país que veja na TV os rios de dinheiro que a República Lisboeta vai gastar na sua comemoração onanística.




Estranho é o silêncio do Rui Moreira, do Carlos Abreu Amorim e de outros tantos, que sempre tão rápidos a protestar contra qualquer cêntimo gasto a sul do Rio Mondego, apresentam um silêncio republicanamente comprometedor nestes dias que correm.
Ler o artigo relacionado, publicado pelo Ricardo Silva no "Centenário da República".

2 de outubro de 2008

Alguns apontamentos sobre eleições "republicanas"

Perante este texto de Artur Mendonça, um dos escribas do Almanaque republicano, o qual critica, no bom sentido do termo diga-se, a iniciativa da nossa comemoração do Centenário da republica

Sobre o texto de Artur Mendonça já respondi genericamente na sua caixa de comentários. No entanto, e para mais alicerçar a nossa posição resolvi abrir as “hostilidades” com algum material que me encontro a preparar para a Plataforma.

Diz Artur Mendonça que […] Na Monarquia já existiam eleições, mas também se sabe que elas de livres tinham só o nome. Mais, os monarcas tiveram o cuidado de votar leis que podiam impedir o progresso eleitoral dos republicanos criando círculos eleitorais mais amplos nas regiões urbanas de Lisboa e do Porto, onde tradicionalmente havia maior votação no Partido Republicano, para conseguirem realizar mais facilmente as famosas chapeladas (colocação de votos nas urnas)[…].
Nenhum de nós contesta esta afirmação, o que nós contestamos é que a partir de 1910, a situação alterou-se para … pior.
A legitimidade das eleições republicanas foi durante todo o período da 1ª republica ainda menor que na Monarquia Constitucional.
Este facto, vai fazer com que mais de 90% da população portuguesa esteja de facto fora do sistema de decisão, fazendo com que o regime ficasse completamente à mercê de golpes de Estado. Para a grande maioria da população portuguesa antes de 1926, ter um governo eleito ou ter um governo de ditadura era exactamente a mesma coisa, nenhum dos dois lhes pedia a opinião. Assim que uma ditadura esfriou os ânimos e sossegou o país, ficou calmamente no poder, durante 48 anos até cair, quase por acidente, de pura velhice.
O gráfico seguinte (ainda incompleto) representa o número de eleitores e votantes em todas as eleições desde 1834 até 1925. Os dados foram retirados da página da Biblioteca Nacional "Materiais para a história eleitoral e parlamentar 1820-1926"
Neste sítio não se apresentam explicações para a ausência do número de votantes em várias eleições.

A risca preta representa o início do período republicano. Se descontarmos o ano de 1918, eleição directa de Sidónio Pais, que a historiografia republicana oficial não considera como eleição mas plebiscito, vemos que durante o período republicano, com excepção de 1911, o número de Portugueses com direito a voto esteve ao nível dos últimos anos da monarquia e similar aos anos 1870 quando a população era 50 % inferior.
Longe ficaram os tempos de 1891-1895 quando 90% da população Portuguesa masculina maior de 21 anos (Então o universo legal de votantes) tinha direito a voto.
Mas se verificarmos o número de votantes, as diferenças ainda são mais gritantes. Nunca em 16 anos de república o número de votantes foi superior ao número de votantes do tempo da Monarquia Constitucional.
Quanto às chapeladas republicanas, que a história oficial afirma nunca terem existido aqui deixo dois exemplos:

Carta de Afonso Costa (então primeiro-ministro) a aconselhar um presidente de câmara, a dois dias de ser nomeado governador-civil que "não se perdesse por causas meramente formais um só dos nossos votos".

A segunda missiva vem de Luís Filipe Rodrigues, notário de Monção, aconselhando o meu bisavô, Raimundo Meira, então candidato a Senador, a enviar 800 listas (boletins de votos) para entrarem nas urnas de modo a garantir a sua eleição.

Que coisas destas aconteceram na Monarquia, sim, ninguém duvida disso. Mas o que a história oficial afirma é que entre 1910 e 1926 as eleições foram livres, justas, o que está tão longe da realidade quanto a história da Carochinha.

Nota: Este apontamento faz parte de um trabalho mais alargado sobre eleições no regime republicano a publicar na Plataforma

Publicado originalmente no Centenário da republica

24 de setembro de 2008

Quanto nos Custa a República

A demagogia republicana alarde em todo o mundo a mensagem que numa monarquia, a nobreza gasta enquanto que o povo passa fome.
Ainda hoje, o "custo" é ainda um dos principais argumentos que os republicanos usam, com algum sucesso, diga-se de passagem, junto das massas indiferenciadas.

Mas será verdade?

Recorrendo a um motor de busca da internet, chegamos, ao fim de 3 cliques, ao relatório e contas da Casa Real de Windsor. 132 Páginas com explicações, despesas descriminadas, tudo bem apresentado, próprio para ser lido e entendido por alguém sem conhecimentos de contabilidade
Recorrendo a bastantes mais cliques, e sabendo à partida que o valor da despesa da Presidência da república se encontra num documento chamado “Conta Geral do Estado”, conseguimos saber quanto nos custa a nossa actual chefia de estado.
Da "Conta Geral" apenas consegui retirar o valor de 17 188 538 € de despesas da presidência da República. De uma maneira geral o documento está concebido para ser lido por contabilistas ou alguém com fortes conhecimentos dessa arte. Um simples cidadão, pouca ou nenhuma informação, consegue extrair deste documento.

Resumindo, e falando apenas em despesas globais:
Despesas da Casa Real de Windsor (2007): 50 000 000 € (£ 40 000 000)
Despesa da Presidência da república Portuguesa (2007): 17 188 992 €

Da Wikipedia temos que a população estimada e PIB do Reino Unido e de Portugal no ano de 2007 foi:
Portugal: 10 617 575 hab - $ 148 866 666 667
Reino Unido: 60 975 000 hab - $ 1 734 166 666 667

Pelo que as despesas por habitante em ambos os países, com as respectivas chefias do estado foi, no ano de 2007 de:
Portugal: 1.61 €
Reino Unido: 0.82 €
Ou seja a presidência da república custa a cada Português o dobro do que custa a cada Britânico a sua Monarquia.

A diferença é ainda mais gritante se fizermos a comparação em termos de peso dessas despesas na economia. Assim sendo e expressando-as em percentagem do PIB (valores constantes da Wikipedia para 2007) temos que as mesmas representaram:
0.0115% do PIB em Portugal
0.0023% do PIB no Reino Unido
Ou seja a Presidência da República Portuguesa pesa 5 vezes mais na economia Portuguesa que a Monarquia Britânica na sua respectiva economia.
Venham lá Republicanos, chamem-me de DEMAGÓGICO!
Nota: Agradecia que alguma alma caridosa me fornecesse, ou indicasse onde posso encontrar uma informação descriminada sobre as despesas da presidência da república.
Também publicado no Centenário da República.

23 de setembro de 2008

Ética Republicana

Sinceramente desconhecia que a Câmara de Lisboa tem habitações que arrenda a "custos controlados" (Eufemismo para rendas ao preço da chuva).
Ainda mais gritante é ver que essas habitações são arrendadas a quem pode perfeitamente pagar uma renda normal (pelo que sei, pelo menos o dobro, se a habitação for um T1).
No entanto, a Senhora Isabel Soares é apenas um reflexo da honra e do comportamento ético da actual classe politica, que tão bem ficou expresso na frase lapidar de Alberto Costa - "A ética é o que está na lei", ao afirmar que "O meu filho foi crescendo e está lá à luz do que é permitido".
É pouco ético uma funcionária principescamente paga de uma autarquia ter acesso a uma casa arrendada a metade do preço. É, mas se a lei mudar e o permitir.... (já agora com extensão dos benefícios aos descendentes, ainda melhor)
É pouco ético ter fotos pedófilas no computador? É, (para além de ser crime), mas se a lei impedir a apreensão do computador, ninguém saberá da falta de ética.
Assim anda a ética dos republicanos, pelas ruas da amargura

17 de julho de 2008

Frases antigas sempe actuais

Na pesquisa que tenho vindo a efectuar para a Plataforma do Centenário deparo-me às vezes com frases de uma espantosa actualidade

Para certos republicanos a República tem sido um pé de cabra com que vêem aumentando os seus haveres.

(Boletim parlamentar do Senado Sessão de 11 junho de 1913).
João de Freitas (Senador—Republicano Histórico).

29 de janeiro de 2008

Tacho$ e Prebenda$ Republicana$ - A vaca Leiteira vai fazer 100 anos

Vem aí o centenário da República. Hoje com quase 100 anos a república é uma vaca leiteira em plena produção. Há tetas e leite para todos, como nunca se viu e muitos poucos se atreveram a imaginar.
Nunca Afonso Costa imaginou que a vitelinha que ajudou a nascer alguma vez daria a mamar a centenas de milhares de mamões.
Como o governo se estava a deparar com uma notória falta de tetas para satisfazer tantos interessados na mama, resolveu a coberto do centenário da Santa Vaca criar 28 tachos distribuídos por uma Comissão Nacional, Estrutura de apoio técnico e Comissão Consultiva, durante um ano e meio prorrogável por tempo indeterminado se as altas instâncias assim o entenderem.

Falta alguma coisa não acham...

Claro que sim.

Alguém imaginou que neste Portugal Republicano de hoje em dia se pudesse celebrar alguma coisa sem BETÃO?

Claro que vai haver BETÃO, e muito. Na alínea e) do art.º 4º já se anunciam GRANDES OBRAS, se bem que disfarçadas sob o termo "Intervenções marcantes" para enganar os tolos.

e) A realização de intervenções marcantes no espaço público, de carácter urbanístico, cultural e artístico;

Como não poderia deixar de ser, quem vai pagar isto tudo vai ser o ZÉ.

Artigo 16.º
Receitas


Naturalmente a tão apetecidos tachos, já há quem se coloque na primeira linha para a nomeação.

21 de abril de 2007

Falou o Vôvô

E isto é o que a Mariana pensa do último discurso do Mário Soares
Caricatura do Grande Vilhena