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3 de março de 2010

Jornalismo de buraco de fechadura

Com vista directa para uma retrete

10 de agosto de 2009

Na ERC não há adeptos do Belenenses

Depois de investigarem as preferências clubísticas dos membros da Entidade Reguladora da Comunicação-Social (ERC) e concluirem pela não existência, dentro do organismo, de adeptos do clube "Os Belenenses", O "Público" fez saber na semana passada, através de uma nota editorial, a intenção de não acatar uma das mais recentes directivas da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC).

O documento do regulador, embora sem carácter vinculativo, recomenda que os meios de comunicação social suspendam, durante o período de pré e de campanha eleitoral, os comentadores que estejam incluídos nas listas dos partidos que se apresentem a eleições.

29 de julho de 2009

Os Homens com Coluna de Borracha

Apenas hoje tive a oportunidade de ler a polémica critica do meu primo João Bonifácio sobre o festival Super-Bock/Super-Rock realizado recentemente no Estádio do Restelo, a qual coloco aqui em baixo:

Um festival sem festa
Nem Duffy serviu para enlouquecer as gentes e os Killers foram os únicos a entusiasmar o povo, num festival que se esqueceu da festa

Toda a gente que segue futebol com um mínimo de regularidade conhece a constante nudez quinzenal do Estádio do Restelo. O Belenenses joga e há duas dezenas de velhinhos nas bancadas, nem uma palha bule, é um sossego. Portanto a ideia de fazer um festival de música popular naquele mesmo estádio quase parece uma acção de beneficência.
Mas ainda não foi o Super Bock Super Rock de anteontem a conseguir transformar aquele rectângulo num local de alegria descontrolada. Porque, apesar de ser um festival, de música e ainda por cima popular, o Super Bock Super Rock teve pouca festa, música que aí Jesus e o povo esteve manso.
Considere-se o cenário que aguardava os óptimos The Walkmen lá pelas seis e meia da tarde. Tocam essencialmente canções de You and Me, o disco mais recente, que soa a Dylan em 1969, se o bardo tivesse passado uma temporada na fronteira com o México a brincar com castanholas, marimbas e maracas. Estavam entre mil a duas mil pessoas a vê-los, que gritavam quando as guitarras se levantavam. Mas bastava olhar para aquela juventude para notar ao que vinham: tinham t-shirts dos Killers, o nome The Killers desenhado nos braços, cartazes com a inscrição The Killers. Gritavam quando as guitarras explodiam porque foi isso que a música dos The Killers lhes ensinou: quando o volume explode, há que berrar.
Brandi Carlile devia ter mais um ou dois pares de milhares de almas a assistir. Desde o Sudoeste de 2007, esta é a quarta vez que Carlile vem a Portugal, tudo graças a um trecho épico de uma canção num anúncio de cerveja. Carlile podia ter optado por tocar apenas esse trecho, mas preferiu fazer desfilar um sem-número de variações anódinas de rock adulto, em que invariavelmente a sua voz ia aos agudos com a fé dos devotos, assim estragando qualquer possibilidade de um final de tarde tranquilo. Fez uma data de versões, todas elas óbvias: dos Radiohead foi buscar Creep; de Cash Folsom prison blues; e de Cohen Hallelujah. Carlile não gosta de música, gosta da hora de ponta da rádio FM.
Mais uns milhares de almas depois, os Mando Diao subiram ao palco com guitarras barulhentas, um percussionista que também tocava trompete e duas coristas. Ganham pontos extra por tentarem fazer barulho, por terem um trompete e por terem coristas. Perdem esses pontos por não terem canções.
A soul de Duffy
E assim se chegou a Duffy, que tem óptimas canções, mas poucas. Envergando um belo vestido com pintas pretas, ofereceu três quartos de hora de soul à antiga, a que só faltou uma secção de metais. A mais-valia desta moça de extraordinária voz é a sua crença pura: percebe-se que ela não está ali pelo cool ou pela droga. Ela gosta daquilo e enche as canções com uma alma rara. Fez muitas famílias e casalinhos felizes e merece a mesma felicidade ou mais ainda.
Às 23h30, os Killers subiram ao palco para espalhar o seu charme gongórico. Era basicamente por eles que a maior parte das pessoas ali estava, e fizeram sabê-lo reagindo entusiasticamente a cada movimentação de Brandon Flowers, o frontman.
Por muito que não gostemos dos Killers (e não gostamos nem um pouco), ao menos têm um espectáculo tão bem ensaiado que, por um instante, quase acreditamos que estamos num festival de Verão, em que a juventude se entrega ao hedonismo e ao exagero próprios da saúde que tem. (Apesar de isso não ter acontecido.)Todas as canções têm riffs óbvios que desaguam em refrões invariavelmente em crescendo, a base rítmica é sempre funk-deslavado ou disco-sound reciclado, todo o motivo melódico tem de ter um carácter épico e há sempre um sintetizador piroso para convencer os nostálgicos dos anos 80.
A meio de All this things that I've done (toalhas de órgãos berrantes, canto épico), ocorre-nos que eles estão a meio caminho entre os Def Leppard e o pior de Bruce Springsteen e quase ficamos à espera do momento em que vamos ouvir cantar uma versão fatela de Born in the USA sob um fundo disco-sound enquanto a câmara foca um baterista com um só braço.
Mas não. Foi a festa possível e foi escassa como os fins de tarde futebolísticos no Restelo costumam ser.


Sobre a música não falo do que não vi, pois mesmo que me pagassem o bilhete não iria ver “One Hit Wonders” que têm muito para provar, por isso acredito na negativa critica de João Bonifácio.
Sobre o parágrafo que enfureceu os adeptos do clube da Cruz de Cristo, apenas digo que o meu primo deve ter assistido a pelo menos um jogo no Restelo.
E digo isto porque fui assistir a um jogo no Restelo onde estavam tantos adeptos do Leixões como do Belenenses, sendo o jogo disputado a uma segunda-feira ao fim da tarde. Se acrescentarmos o facto de os adeptos de Leixões terem-se deslocado 300 km e os do Belenenses 300 m, o resultado dá uma boa ideia da desmoralização que grassa em Belém.

Mas a indignação dos adeptos é perfeitamente compreensível, vendo no Youtube as imagens da inauguração do Restelo, com milhares de atletas com o peito coberto de medalhas e vendo o deserto que o Restelo se tornou, irrita qualquer um, mas é um facto de que as glorias passadas dificilmente voltaram no futuro ao Restelo.


Mas esta crítica de João Bonifácio seria apenas mais uma critica entre muitas polémicas, e nem sempre com razão, que já escreveu, se a direcção do Jornal Público tivesse coluna vertebral. José Manuel Fernandes mostrou que é feito da mesma fibra de Paulo Baldaia, João Marcelino e António José Teixeira se têm coluna vertebral, ela é feita de borracha, e da leve, a que verga à menor brisa que sopra.

Resta saber quem é que soprou em frente a José Manuel Fernandes, se os adeptos do Belenenses ou os empresários da Via-Norte.
A ler também o comentário de Pedro Mexia publicado pelo Bibliotecário de Babel

8 de março de 2009

Burrice Pública

Na semana em que comemora 19 anos, o Jornal "Público" bridou-nos com uma edição onde nos relembrava as gaffes ocorridas nas suas edições. A maioria das Gaffes eram gralhas ou simples erros que acontecem ao comum dos mortais. De fora ficaram as "burradas", peças que primam pela ignorância de quem escreve, quer por incompetência técnica, quer por ter que usar palas que impedem de ver para além do "politicamente correcto de esquerda", orientação que o jornal teve durante anos a fio e que, felizmente começa a perder.

Hoje ao folhear aquele suplemento com nome de piso de parque de estacionaento, deparei-me com uma "burrada" provocada por incompetência, para não dizer burrice chapada.

Na Página 2 do suplemento P2, aparece no canto inferior direito uma fotografia de um instrumento musical da zona de onde a família da minha mãe é originária., chamado "
Triquelitraque", onomatopeia do som que produz. No entanto o título é "Zaclitrac". Garanto que em Afife e Carreço, ninguém conhece esta coisa de Zaclitrac, ainda por cima escrito de modo a soar "estrangeiro", talvez porque o burro, digo Jornalista, que o escreveu achasse "Triquelitraque" uma parolada minhota, e resolvesse alterar o nome e a grafia para uma coisa que o citadino de Lisboa ou Porto achasse mais elevado culturalmente.
Para evitar este erro bastava digitar "Triquelitraque" no Google, existem milhares de referências a ele e nenhuma a Zaclitrac. Mas talvez o livro de estilo do Jornal não o permita, pois há quem diga que o "google nos torna estúpidos", mas neste caso deve ter sido a falta dele que tornou estúpido o jornalista que inventou o "Zaclitrac"

18 de janeiro de 2009

Teor de Câncio

O Governo quer publicar uma lei a limitar o teor de sal no pão.
Acho que a iniciativa é de aplaudir, mas não deve ficar limitada ao pão nem ao sal.
Acho muito bem que, por exemplo, se limite o teor de Câncio no Diário de Notícias.
Eu já não compro o DN há muito. Diz quem percebe que o consumo de um Jornal com teor de Câncio acima de 0.000 % faz muito mal à saúde.

10 de março de 2008

Portunhol Jornalístico

Desde há algum tempo que os jornalistas portugueses, da Rádio e Televisão, têm vindo a fazer autenticas figuras de parvo a tentarem pronunciar correctamente os nomes espanhóis, como se estivessem a falar unicamente para ouvintes ou telespectadores espanhóis.

Ao invés de lerem os nomes como se Português se tratasse. Exemplo:

Mariano Rajoy = Mariano Rajoi
José Luiz Zapatero= José Luis Zapatero
Pedro Almodóvar= Pedro Almodovar

Não. Os Senhores jornalistas tentam fazer figuras de autênticos palhaços. Hoje de manhã era impossível ouvir Rádio sem ouvir dizer:
  • GGGGósé Luissss Dezzzzapatzéró
  • Mariano GGGájoi
  • Rosa Diezzzz
  • Pédró Almodóvár
  • GGGósé Luisss Cébriánnnnn
Quando as noticias passavam para a bola as ondas enchiam-se com Cámátcho, por tudo quanto era rádio.

E não se pode exterminá-los?

12 de fevereiro de 2007

Jornalisses

Hoje assistimos a uma excelente exemplo de como não se deve dar uma notícia.

De manhã as manchetes da radio diziam:

"Inquilinos vão pagar as dívidas dos senhorios"

Mas no desenvolvimento da noticia, afirmava-se que no caso de um senhorio ter dívidas ao fisco, os seus inquilinos passariam a entregar o valor da renda à administração fiscal. Isto é, os inquilinos continuam a pagar o mesmo valor, o que muda é o destinatário da renda.
Sabendo que a grande maioria dos portugueses apenas lê e retém as "gordas", muitos inquilinos devem ter acordado bastante mal-dispostosgraças a esta mentirosa manchete.
Sobre uma outra notícia mal dada, ler este texto do José da grande loja.