15 de junho de 2005
O Olho da águia
13 de junho de 2005
Este também se foi
Álvaro Barreirinhas Cunhal (1913 - 2005)
Eu sou um firme opositor às ideias do falecido, mesmo depois de morto, mas tenho de me curvar perante a sua verticalidade, rectidão e lamentar-me por a sociedade democrática portuguesa nunca ter conseguido produzir alguém como Álvaro Cunhal, uma pessoa que põe um ideal à frente das suas necessidades pessoais, alguém que nunca verga, nem se dobra como borracha à primeira contrariedade, que sabe muito bem onde quer chegar e conhece o caminho que lá vai dar.
Como devem ter sido infelizes os últimos anos da sua vida, nos quais viu ruir todo o universo em que acreditou, e pelo qual lutou e se sacrificou durante toda a sua vida, 12 anos de prisão, dos quais 8 em solitária, quase inexistência de vida pessoal para que em menos de um ano tudo se esfumou, praticamente sem oposição, de uma maneira em tudo idêntica ao regime do seu nemésis, Oliveira Salazar. Cunhal sofreu, muito mais do que aquilo que eu, alguma vez lhe tinha desejado. Mesmo o seu partido, construído a partir de 1961 à sua imagem, que apesar de proclamar o seu desígnio ateísta, a sua organização e os seus membros assemelhavam-se mais a uma ordem militar-religiosa, seguidora dos ditames da “religião” em que Marx, Engels e sobretudo Estaline eram os "profetas" e Cunhal, o último dos seus "apóstolos", sendo o seu “Papa” incontestado por 31 anos, não resistiu à sua saída, estando hoje em dia, reduzido ao seu núcleo duro de seguidores fieis que nunca irão alterar nada daquilo que o "apóstolo" e "papa" lhes deixou em testamento.
Adeus Sr. Fontinha
Conhecido pelo Portuguses pelo seu pseudónimo Eugénio de Andrade e provavelmente foi um dos maiores vates Portugueses da segunda metade do Século XX.
Que descanse em paz
Nota: Para mim o "Verdadeiro" Eugénio de Andrade era o meu Barbeiro em Matosinhos, que entre barbas e cabelos alinhava as suas prosas. Mas daqui mando-lhe também um abraço, pois onde quer que se encontre, estará triste certamente.
A imagem foi roubada à Cotada, que hoje interrompeu o seu silêncio (Aparece mais vezes, rapariga!)
11 de junho de 2005
A esquerdalhada e Carcavelos
Num recente blog intitulado de "O Canhoto" (Pelo menos o nome não engana ninguém), um tal de Rui Pena Pires, alinhou estes espécimes de prosa, que sem dúvida merecem entrar directamente para o "Hall of fame" da cega demagogia esquerdista.
"que parece saber-se: algumas centenas (?) de jovens, maioritariamente negros oriundos de bairros degradados da periferia de Lisboa, terão concertado um assalto por arrastão na praia de Carcavelos. A confirmar-se o número, terá sido uma acção de delinquência juvenil, não de marginais criminalmente organizados."
Ou seja quinhentos criminosos apareceram por acaso, e só por acaso, na praia de Carcavelos e lembraram-se há mesma hora, no mesmo minuto e no mesmo segundo de assaltar toda a gente. Grande exemplo de desorganização!
Está claro que, de acordo com Rui Pena Pires, esses criminosos teriam que estar inocentes, pois a culpa é " jovens vivendo não só em situação de exclusão e sem expectativas de saída dessa situação, como, sobretudo, de jovens sem referências de solidariedade para com o conjunto da colectividade " - Enfim, a mesma treta de sempre, que não é branco ou é inocente, ou tem "fortíssimas circunstâncias atenuantes"
O que se passou ontem em Carcavelos foi mais que um acto criminoso, foi um acto de terrorismo racista, e o simples facto de nem uma única detenção ter sido realizada vai servir de incentivo a mais ataques racistas deste tipo. É melhor passar colocar uma arma entre a toalha e o Para-vento.
O outro deficit
Em Portugal este deficit é enorme, e ao contrário do deficit financeiro, este resulta de políticas deliberadas dos governos da republica, ciosos da manutenção das suas benesses e regalias, ocultam e dificultam o acesso à informação pelos Portugueses e no que toca às despesas da republica, saber onde se (mal) gasta o dinheiro dos nossos impostos, é um verdadeiro labirinto. O problema que se debatem os nossos políticos, é que hoje em dia, com a Internet, é cada vez mais difícil manter ocultar a informação, sobretudo quando à distância de um clique, sabemos quanto ganha Alan Greenspan, presidente da Reserva Federal e sabemos quanto fica ao erário público britânico a sua família real, mas nem imaginamos quanto ganha Vítor Constâncio nem onde são gastos os 200 milhões de euros que cada um dos ministros da republica das nossa regiões autónomas tem de dotação orçamental anual.
No dia 2 de Junho enviei este correio electrónico para o ministro da republica da Madeira
Até hoje não recebi qualquer resposta.Exmos Srs.
Desejaria que me pudessem fornecer uma cópia do último relatório
de contas das actividades desenvolvidas pelo Gabinete do Ministro
da República da Região Autónoma da Madeira.
Atenciosamente,
o vosso cidadão
Luís Miguel Bonifácio
Em relação ao deficit financeiro, eu acho que existe vida para além dele, mas em relação ao deficit de informação, enquanto este se mantiver, garanto que a liberdade nunca será plena.
7 de junho de 2005
Águas – Muito lucro para pouco trabalho
O Ministro do Ambiente ao anunciar a lei, justificou a necessidade da cobrança de taxas aos grandes consumidores (Hoje em dia não se cobra a água captada em furos privados) com o facto de alguém ter de pagar as perdas que existem nos sistemas de distribuição.
É caso para se dizer: “Pior a emenda que o soneto”
Qualquer pessoa minimamente competente, obrigaria as empresas de distribuição (Câmaras, águas de Portugal, etc) a comunicar os montantes de água captada e os montantes de água vendida aos clientes. O Estado deveria então cobrar a “água perdida” às empresas de distribuição. Esta medida esbarra num simples facto. As novas empresas de distribuição de água, são a segunda divisão dos tachos públicos (A primeira divisão é composta pela CGD, GALP, Banco de Portugal, etc) onde são enviados a segunda escolha dos “amigos” sem emprego.
2 de junho de 2005
Ministros da República - Para que vos quero?
Orçamento 2005, a Bandalheira total
200 milhões de euros, é muito dinheiro, e não consigo imaginar quanto, sem possuir um termo de comparação. Tentei por isso comparar estes gastos com outros de carácter similar. O primeiro que escolhi, e que me deu a primeira luz sobre o assunto, foi a dotação orçamental da presidência da republica para o ano de 2005. Esta dotação que cobre os gastos de Sampaio, o seu staff, a manutenção do Palácio de Belém, as viagens e os vestidos de Maria José Rita é de 13.325 milhões de euros.
O valor atribuído à presidência da república para 2005, pode-se considerar “espartano”, quando comparado com as dotações orçamentais dos ministros da república dos Açores e Madeira – mais de 200 milhões de euros para cada um, e com a dotação orçamental do gabinete do ministro da defesa – 159 milhões de euros, dotação essa, que o sucessor de Paulo Portas, presumo que tenha herdado questionar.
Mas esta comparação não me deixou satisfeito, precisava de arranjar mais um termo de comparação. Tentei saber quanto custa Chirac ao estado Francês, mas a busca foi infrutífera. A mesma busca porém, direccionou-me para o relatório de contas da Real Casa de Windsor, chefiada por Sua Majestade Fidelíssima Isabel II. Fiquei logo a pensar que a minha depressão ia desaparecer, pois ao ler os gastos de Isabel II, pensei (Lírico) que iria passar a considerar os nossos ministros da república da Madeira e Açores, como uns pobres pedintes de pé descalço
A família real britânica possui 5 tipos de rendimentos:
- Subvenções do Estado (Grants-in-aid)* – Destinados à manutenção dos palácios reais, salários dos respectivos funcionários - 111 funcionários (2004) - e viagens de estado -
- Privy Purse – Rendimentos das propriedades particulares da Casa de Windsor
- Riqueza pessoal e outros rendimentos
- Despesas pagas directamente pelo estado*
Em 2004, os gastos com dinheiros públicos foram os seguintes (Milhões de Libras):
Lista Civil – 9.953
Subvenções do Estado – 21.645
Despesas pagas pelo Estado – 4.872
Total de fundos públicos – 36.470 (53.993 milhões de €)
- Palácio de Buckingham;
- Palácio de St. James;
- Clarence House;
- Marlborough House;
- Palácio de Kesington;
- Palácio de Hampton Court;
- Castelo de Windsor, seu parque e edifícios nele existentes.
Para melhor ilustrar os custos com quatro instituições da nossa república, (Gabinetes dos ministros da república dos Açores e Madeira, da Defesa e Presidência da República) resolvi construir este gráfico, no qual está expressa a dotação orçamental de cada instituição, não em milhões de euros, mas em “Rainhas de Inglaterra”
O gráfico fala por si, mas gostaria de saber como é que os Srs. Ministros da república dos Açores e da Madeira, justificam gastos anuais 4 vezes superiores aos da Sua Majestade a Rainha Isabel II. É certo que viajam muito de avião, é certo que moram em palácios, mas estes palácios estão para Buckingham, tal como uma barraca da Cova da Moura está para os duplexes da Torre de São Gabriel. E a Rainha de Inglaterra tem mais 6 palácios.
Nota: A presidência da república representa apenas um quarto de rainha de Inglaterra.
Como cidadão, exijo uma explicação! Uma explicação por parte de quem elaborou este orçamento, por parte de quem obrigou à sua aprovação e por parte de quem tem, neste momento, a obrigação de o aplicar. Se esta explicação não for dada, o acto de fugir aos impostos não pode mais, ser considerado um crime, deve ser considerado um dever patriótico.
Para os mais cépticos, deixo aqui os links, para verem com os seus próprios olhos.
Royal Public Finances 2003-2004 (Ficheiro pdf – 1.529 Mb)
Royal Public Finances summary 2003-2004 (Ficheiro pdf – 88 Kb)
Mapa 02-2005 do Orçamento geral do Estado (Ficheiro pdf – 9.6 Kb)
1 de junho de 2005
Aumentar os Impostos para quê?
Concluindo, é possível alcançar os objectivos que o governo de Sócrates se propõe atingir sem ter que pedir qualquer esforço aos Portugueses. O problema é que para se fazer isso teria de acabar a chulice dos “jobs” para os bois, coisa que Sócrates, tal como todos os seus antecessores não deseja fazer, para não afrontar o tachismo que impera no seu partido. Por estes motivos demonstro que este governo é pura e simplesmente mais do mesmo. A única diferença é que sabem fazer as coisas com uma maior dose de profissionalismo que os anteriores governos do PSD, tal como a recente pantomina do déficit, em que o "Artista" se chamava Constâncio, bem mostrou.
31 de maio de 2005
640 730 822 €
29 de maio de 2005
Descendo à Terra
O Setúbal, que já não ganhava a Taça desde 1967, conseguiu também que os murcões celebrassem ruidosamente, e pela primeira vez, uma vitória genuínamente Moura. Centenas de Lagartos foram vistos ao fim-da-tarde a dirigirem-se para a princesa do Sado, travestidos de salmonetes.
Eu, no final do jogo pensei que me estava reservado um melão gigante. Azar!!!! Os melões gigantes estão esgotados desde o passado fim-de-semana, foram devorados por Lagartos e Dragões.
28 de maio de 2005
Há 79 anos
Cada ano que passa fica mais longe, apesar de a nossa classe politica fazer tudo para que, cada ano que passa a aproximar mais
Torres de Refrigeração
A água usada para a condensação, é captada no meio envolvente (Mar, Rio) e bombeada para a serpentina de condensação. Nesta operação a água de refrigeração aquece (60-70º) e a legislação impede que seja deitada imediatamente ao meio de onde foi captada, pois a sua temperatura mataria a fauna. Por este motivo passa por uma torre de refrigeração, que possui um esquema assaz simples de funcionamento.
A entrada do ar frio pela base da torre é feita naturalmente, no caso do Pego do Altar, ou por ventiladores no caso da nova termoeléctrica do Ribatejo, no Carregado. O motivo desta última opção prende-se com o facto de com ventilação natural, as torres teriam que ter o dobro da altura, e no Carregado isso não é possível devido às servidões aéreas da Ota, Alverca e Portela.
O tamanho das torres está dependente da potência de uma central. Apenas recentemente a tecnologia das centrais térmicas convencionais permitiu a construção de centrais tão potentes que não podiam dispensar este tipo de refrigeração. A central do Carregado, que é a mais antiga em funcionamento arrefece a água de refrigeração através de umas cascatas ao ar livre. A central de Sines, a mais potente do país, como possui muito espaço, usa lagoas para esta operação. As centrais térmicas convencionais e nucleares na antiga Europa de leste, são construídas no meio de povoações e a água é usada no aquecimento das casas (A legislação ambiental ocidental proíbe esta solução em grandes centrais, estando esta solução limitada a mini centrais térmicas).
A torre de refrigeração está associada à energia nuclear pois estas foram as primeiras centrais com uma elevada potência eléctrica que não podiam dispensar este tipo de equipamento.
25 de maio de 2005
Nuclear? Não, obrigado! (2ª Parte)
Armazenados nas próprias centrais – mas o espaço é finito.
Pagar a um ditador corrupto de um pais Africano e enviar às escondidas, os resíduos dentro de um contentor para serem abandonados nesse país.
Fazer ogivas de granadas para serem disparadas no Iraque, Bósnia ou qualquer outro país, numa guerra, inventada ou não, mas sempre longe do país de origem. – Solução usada pelos Estados Unidos com grande sucesso.
Ou seja neste momento não existe solução viável e segura para manter os resíduos em local seguro durante os milhares de anos necessários.
Falando claro, uma central nuclear, só pode ser desmontada ao fim de 20 000 anos de existência, durante esse tempo todo, o edifício tem de ser mantido em condições óptimas, pois um fissura coloca em risco a zona envolvente num raio de 100 Km.
Os edifícios mais antigos do mundo (As pirâmides) possuem 4 500 anos, e não se encontram em boas condições, a engenharia mundial, não sabe, neste momento, como garantir que um edifício se mantenha em boas condições durante este tempo.
A solução realizada em Tchernobyl – Sarcófago de Betão – não resolve, apenas adia. Este sarcófago apresenta, passados 15 anos, fracturas preocupantes, obrigando a um trabalho constante de manutenção. Um sarcófago de betão bem feito apenas adia o problema por 70 – 100 anos.
Um outro aspecto técnico que os engenheiros nucleares não contavam, é o estado do revestimento interior dos reactores nucleares. Estes ao serem construídos em metal, necessitam de um revestimento de protecção anti-corrosiva (Vulgo Pintura). Os Materiais usados, são tintas à base de Siloxanos, que conferem uma garantia à corrosão de 25-30 anos, sendo os períodos de reparação de pintura de cerca de 50 anos.
Só que no caso dos reactores nucleares, a repintura não é possível – e passados 50-100 anos após o seu encerramento, os reactores podem colapsar devido à corrosão, colapsando assim o edifício da central, criando uma fonte de emissões radioactivas para a atmosfera.
Estas situações fizeram com que no final dos anos 70 o planeamento e a construção de novas centrais fosse suspensa no mundo ocidental, suspensão essa que ainda dura, pois estes problemas técnicos ainda não têm solução.
Problemas!!!. Isso é coisa para os nossos netos e bisnetos eles que se amanhem.
Nuclear? Não, obrigado! (1ª Parte)
Em vários aspectos concordo com a sua postura, mas BOS, licenciado em Direito, desconhece, tal como a grande maioria, incluíndo os "ecologistas", os verdadeiros motivos que levaram à suspensão da construção de centrais nucleares no mundo ocidental (Na realidade, hoje em dia, apenas quem quer ter armas nucleares é que investe nesta tecnologia) e tais motivos tiveram pouco a ver com as pressões dos ecologistas e restante sociedade civil, o problema é técnico e neste momento ainda não tem resolução.
Uma central nuclear no campo do Gerez, com a mesma potência do sistema hidroeléctrico do Cavado-Rabagão – 450 MW (Barragens da Caniçada, Salamonde, Venda Nova, Paradela, Alto-Rabagão, Alto-Cávado e Vilarinho das furnas), teria menor impacto ambiental que as 7 barragens, cujas albufeiras alteraram drasticamente o clima da região, para já não falar no impacto na fauna piscícola dos três rios (Cavado, Rabagão e Homem).
A substituição das centrais térmicas (+50% da electricidade gerada) e sobretudo as que funcionam a carvão (Sines e Pego do Altar) – responsáveis por 30% da energia gerada em Portugal, permitiria diminuir assustadoramente os níveis de poluição emitida por Portugal para a atmosfera. As Poluição emitida pela central de Sines, para a atmosfera em 2002 foi de:
Dióxido de carbono – CO2 – 8 530 000 ton.
Óxidos de Enxofre – Sox – 39 400 ton
Óxidos de Azoto – Nox – 21 400 ton
Partículas – 1 740 ton
Monóxido de carbono – CO – 870 ton
Metais pesados (Cádmio, Chumbo, Mercúrio, Níquel, etc) – 1000 Ton
Valores estes que a transformam no estabelecimento mais poluidor da Europa, em termos absolutos. (fonte: European poluttion emissions register)
O BOS, erra clamorosamente na questão da circulação automóvel, esta é tal como ele diz, a principal fonte de poluição atmosférica (70% – 80%), mas misturar circulação automóvel com geração de energia eléctrica, é profundamente incorrecto, pois são eventos totalmente independentes, pois o investimento em centrais nucleares não tem qualquer reflexo na circulação automóvel.
23 de maio de 2005
6 000 000
CAMPEÃO
Pinto da Costa chora, não por o Benfica ter ganho, mas sim porque hoje se provou que, de facto, existem 6 000 000 (6 Milhões) de Benfiquistas.
SLB, SLB, SLB, SLB, GLORIOSO SLB
19 de maio de 2005
De Partida
It's still the same old story
A fight for love and glory
A case of do or die.
The world will always welcome lovers
As time goes by.
Oh yes, the world will always welcome lovers
As time goes by
"As time goes by", letra e música de Herman Hupfeld
18 de maio de 2005
Santiago (des)Codificado
Para comemorar o facto será realizada uma "festa" no Teatro Taborda (Costa do Castelo) às 23h59 (Adoro esta precisão) do próximo dia 21 de Maio.
Infelizmente não poderei estar presente (É verdade, vou mesmo passar o fim-de-semana no desero do Sahara) para lhe dar um beijinho e desejar-lhe que este Código continue por muitos e bons anos. Por este motivo envio-lhe os parabens por este meio.
A Palavra e o Acto que define "Liberdade"
O Acto é “RECUSA”
Só se é livre quando se pode dizer “NÃO”.
Só se é livre quando podemos “RECUSAR” aquilo que não desejamos.
A hipótese de podermos dizer que “NÃO” a uma coisa e “RECUSAR” algo, indica a existência de uma OPÇÃO. E só existem OPÇÕES em LIBERDADE.
Quando não há OPÇÕES estamos numa DITADURA.
É por isso que vou votar "NÃO" á constituíção europeia, pois Portugal deixa de ter a OPÇÃO de RECUSAR e dizer NÃO a uma lei feita em Estrasburgo.
José Pacheco Pereira inaugurou hoje o "Sítio do Não". Este Blogue pretende reunir os apoiantes do NÃO, sejam quais forem os seus motivos, para tentarem contrariar a ofensiva do sim, liderada por aquele que gosta de se chamar "de todos os Portugueses", mas que mostra todos os dias ser "só de alguns".
Encontrei
Zarpo amanhã à noite e volto Domingo à mesma hora.
Nota: Não é no Dubai
17 de maio de 2005
Feliz Aniversário Almocreve
Por dois anos de preciosas informações, sobre livros e os seus autores, destaco uma que foi importante para entender certos acontecimentos, passados em Coimbra no ano de 1913, e objecto de tratamento no meu outro Blog Cartas Portuguesas, que anuncio, aliás, o seu retorno para breve.
Nem já pensa no banzé,
Anda a ver se deita a garra.
Ao larápio do boné.
Ó Floro, ó comissário
Não sejas tão inclemente,
Entrega o boné roubado
Ao desgraçado tenente.
16 de maio de 2005
Coração aos Saltos
Penso até que, as papoilas saltitantes, devem ser sócios de uma clínica de cardiologia.
Tenho de encontrar um lugar onde possa passar o próximo Domingo descansado.
14 de maio de 2005
O Tombo aos Tombos
A Ministra da Cultura afirmou laconicamente à imprensa que, Devido há falta de verbas a gestão dos museus e arquivos nacionais terá que ser imaginativa, e quem não conseguir gerir com imaginação será despedido. Ou seja a Sr.ª Ministra oferece uma frigideira e exige uma omoleta sem ter que fornecer os ovos. Desde que assumiu funções, a nóvel ministra está mais preocupada em contribuir para a não reeleição de Rui Rio, que com o estado da nossa cultura, sobretudo da nossa memória.
A Torre do Tombo e os arquivos distritais que tutela, é um pilar da nossa existência, como nação e como pátria. Nela estão depositados desde os documentos fundamentais da História de Portugal até aos registos paroquiais das freguesias de Portugal, que permitem a qualquer Português traçar a sua árvore genealógica dos nossos dias até pelo menos aos meados Século XVI. Qualquer cidadão nacional pode ter acesso aos seus registos, se bem que os documentos mais importantes estejam em acesso reservado, o que é compreensível. Na Torre do Tombo somos atendidos por uma equipe técnica, extremamente simpática, disponível e conhecedora de todo o complicado sistema de arquivos existentes, que presta um serviço de elevada qualidade a qualquer pessoa que a ela se desloque, dando uma imagem de profissionalismo que julgávamos estar ausente do funcionalismo público Português.
É por isso que a recente demissão e a recusa da ministra em reconhecer os problemas não são bons augúrios para a memória nacional.
A História do Arquivo da Torre do Tombo é um pouco o reflexo do desleixo nacional pela sua memória Histórica.
O Arquivo nacional esteve depositado durante séculos numa das torres do Castelo de São Jorge. Ao contrário do que a maioria dos Portugueses pensa o arquivo não se chama “do tombo” devido ao facto da queda da torre onde estava depositado durante o terramoto de 1755. O Termo “Tombo” representa aquilo que hoje chamamos de “registo predial”.
Na definição de Alberto Carlos de Menezes, superintendente da agricultura e Juiz desembargador da relação do Porto, no seu livro “A prática dos Tombos“ – Lisboa Impressão Régia - 1819, no parágrafo 1º do Capitulo I diz que um Tombo é: “É um procésso forense constituído pelo Catálogo, descripção, ou relaçãode fazendas, propriedades, direitos, património Morgados, Commendas, e Almoxarifados, designando o local, confrontações, limites, estremas e marcos com a sua medição; documentando os títulos da sua adquisição originária, ou secundariamente com provas do Domínio, e posse legal por Instrumentos reconhecidos em pública forma.”
Após o terramoto de 1755, o arquivo foi mudado para o então convento de São Bento da Ave-Maria, hoje o Palácio de São Bento, sede do Parlamento Nacional, transportando consigo o nome da sua localização original, que nunca mais perdeu. Até há perto de dez anos atrás o arquivo esteve depositado em São Bento em condições atrozes.
Apenas no final dos anos 80, as entidades governamentais acabaram com séculos de incompetência e iniciaram uma nova política de arquivos, que se traduziu na construção do actual edifício, seguindo normas de engenharia apertada, que permite ao edifício resistir a grandes cataclismos tais como terramotos e explosões nucleares. Paralelamente foi iniciada uma política de investimento maciço nos arquivos distritais, fazendo com que Portugal, se possa orgulhar do seu sistema de arquivo da História, caso a Ministra se decida a realmente a ser “da Cultura”.
Por outro lado eu estou confiante, a Torre do Tombo sobreviveu a um dos maiores terramotos da história da humanidade, sobreviveu a dois séculos de esquecimento e de abandono, também sobreviverá incólume a esta era de políticos “anões”.
Postal publicadono Café Expresso
12 de maio de 2005
Não há coincidências
"Esta investigação está a ser liderada pelo procurador Rosário Teixeira e pelo investigador da PJ Gonçalves Pica, dupla que esteve envolvida nas investigações à Universidade Moderna"
Grande coincidência, poderão pensar os meus caros leitores.
Mas estão enganados isto não é nenhuma coincidência, nem tampouco uma investigação.
Isto que se está a passar, não é mais que uma mera NOTA DE DÉBITO em cima da secretária de Ricardo Salgado.
11 de maio de 2005
Tráfico de influências
A medida é extraordinária, pois nunca antes um governo tentou responsabilizar criminalmente um ex-governante de um Partido da Oposição.
Se o caso for para a frente é sem dúvida uma boa noticia, pois o precedente criado levará a que os actuais governantes tenham especial cuidado com as suas decisões pois assim que o PS deixar de ser governo, o ou as forças politicas que lhe sucederão, certamente que irão espiolhar toda a acção governativa anterior para acusarem quem quer que tenha pisado o risco.
Esta questão do condomínio privado de interesse público não vai morrer aqui, este blog seguirá aos desenvolvimentos com atenção pois há um pormenor que me faz pensar estarmos perante uma mera demonstração de "show-off", e numa altura de distracção do país, os sobreiros de Benavente serão cortados para darem lugar ao empreendimento turístico, pois quem neste momento se encontra a "arder" com a decisão do Ministro da agricultura é o Grupo Espírito Santo.
Este grupo tem no governo um delegado seu, Manuel Pinho de seu nome, que nas horas vagas, quando não está a defender os interesses dos seus antigos patrões, se ocupa da pasta da economia. Apesar de "oficialmente" já não pertença ao Grupo BES, sabe-se que quando "saiu" levou como "prenda", uma casa no centro de Lisboa (onde morreu Almeida Garret) que pretende destruir para edificar um novo edifício.
Ora, Manuel Pinho não deve estar a cumprir com a sua função, pois o caso dos sobreiros do Benavente não foi o primeiro revés que o importante grupo económico sofreu às mãos do jovem governo Sócrates. O Sistema de comunicações adjudicado pelo anterior governo e prontamente anulado pelo actual também lesou o “Espírito-Santo”. Ou Manuel Pinho esqueceu a mão que o ajudou a crescer, ou o Sr. Eng.º acha que já tem o poder suficiente, para mostrar quem manda. Talvez por isso se entenda a recente mensagem do Manuel da Grande Loja:
“uma última palavra para o Ministro Manuel de Pinho. Já começou a contagem decrescente do processo que levará inexoravelmente à sua remodelação do actual elenco governativo […] alguém, apresentado como gurú do programa económico deste governo, pai (?) dos choques todos e mais algum...”
Mais leituras sobre o mesmo tema:
Condomínio privado de interesse público I
Condomínio privado de interesse público II
Condomínio privado de interesse público III
Condomínio privado de interesse público IV
Aleluia
E já agora! A casa do Cyber-Secretário de Estado, José Magalhães, construída na serra da Arrábida, sem qualquer autorização camarária e dentro de uma zona de reserva ecológica nacional ainda está de pé?
8 de maio de 2005
Fantochada
E os lagartos que não deitem foguetes, pois quem vai ganhar o campeonato é o FCP, com o Major novamente a pôr e dispôr, até o murcão-mor já manda arrogantes postas de pescada.
5 de maio de 2005
2 anos Abruptos
2 de maio de 2005
Saudades de Salazar?
Para quem tem saudades do Estado Novo e quer mostrar o seu orgulho Português, pode escolher entre 19 produtos diferentes, dos quais destaco os seguintes:
Tanguinha Salazar – nothing says seduction like salazar.
Babete Salazar - nothing says yummy for baby's tummy like salazar!
Apenas USD 6.00
T Shirt Baby doll Salazar – salazar is love. and repression. what about you?
1 de maio de 2005
Inquérito Literário
1.- Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser?
Como tenho boa memória adoraria ser a trilogia de John dos Passos (Paralelo 42; USA 1919 e O Grande desejo )
2.- Já alguma vez ficaste perturbado/apanhado por uma personagem de ficção?
Pelo Major Alvega, mas tudo ruiu quando soube que era uma personagem inventada pelo Anthímio de Azevedo
“Uma casa em Portugal” de Richard Hewitt; “A escrita da História – Teoria e métodos” de José Matoso e “Sem Nome” de Hélder Macedo.
4.- Os últimos livros que leste?
“A vida de Jesus” de Ernest Renan, “Código Da Vinci” de Dan Brown (A ser objecto de uma crítica brevemente) e "O Único e sua propriedade” de Max Stirner.
5.- Que livros estás a ler?
“Sem nome” de Hélder Macedo; “Esta voz é quase o vento” de José Agostinho Baptista, “Tradição e Revolução – 2º Volume” de José Adelino Maltez e “Memórias do General” de Isabel Pestana Marques.
6.- Que livros que levarias para uma ilha deserta?
A última edição de “O livro de Pantagruel” de Bertha Rosa Limpo, O Manual de Sobrevivência, edição da Europa-América, Uma dessas Enciclopédias da Saúde (Deve dar jeito), varias cópias de "O código Da Vinci" porque é necessário Papel Higiénico e para finalizar "A Biblia" porque é um livro que necessita de tempo para ser lido e meditado, e nada melhor que uma ilha deserta para o fazer
Ao Rui Ornelas do O céu sobre Lisboa, ao Paulo do Blogville, e à Maura do Diário de Lisboa (edição de Florianópolis), porque gosto dos seus blogues e estão, tal como eu estava, a assobiar para o lado, esperando que esta moda passasse sem que os tocasse.
30 de abril de 2005
O mundo de Hitler à beira da concretização?
Esta é uma boa maneira de celebrar o sexagésimo aniversário da morte de Adolph Hitler, cujos "Cientistas" tentaram nos campos de concentração, sem sucesso, a criação do "Homo Aquaticus", o ser humano que respirasse debaixo de água.
Será que a ciencia genética dos nossos dias vai demonstrar que os "Nazis", na realidade, estavam muito avançados no tempo?
Um Abril de águas turvas (2ª Parte)
Nos últimos 30 anos as autarquias locais apresentaram-se ao país como o expoente do dinamismo dos tempos da democracia. No caso da rede eléctrica, de abastecimento de água e vias de comunicação assim foi, pois a visibilidade e a mais valia destes investi-mentos traziam muitos votos para a reeleição. Assim que estas infraestruturas básicas forma construídas, as autarquias continuaram o seus trabalho numa óptica de visibilida-de por votos, o que se traduziu na construção de verdadeiros palácios autárquicos, fon-tes luminosas gigantes, e uma infinidade de rotundas.
Aquilo que não se vê, não merece por parte das autarquias quaisquer investimentos, dentro desta categoria encontram-se os esgotos urbanos.
O retrato é alarmante, cerca de três quartos dos esgotos domésticos de Portugal são despejados directamente nos rios sem qualquer tratamento e não existe uma bacia hidrográfica com mais de 30% de esgotos tratados. Isto tudo após pelo menos 15 anos de as autarquias terem tido à sua disposição milhões de euros a fundo perdido.
Mesmo quando uma autarquia investe numa ETAR, fá-lo numa perspectiva meramnete eleitoral. Conheço casos caricatos de uma autarquia ter gasto milhões numa ETAR para esta ser inaugurada com pompa e circunstância num Sábado, véspera de eleições autár-quicas, sem que as canalizações de alimentação dos esgotos e de saída da água tratada existissem, mesmo em projecto. Apenas dois anos mais tarde é que estas canalizações foram construídas, podendo então a ETAR entrar em funcionamento, não sem que antes ter gasto mais uns milhares de euros, em novos equipamentos que substituíram os que se danificaram por terem estado inactivos.
Como corolário destes anos todos de irresponsabilidade do estado, autarquias e demais agentes económicos o resultado é que rios não poluídos em Portugal não existem. 30% deles estão fracamente poluídos e 70% estão fortemente poluídos.
As leis são para se cumprir
28 de abril de 2005
A Bolsa dos Cromos
Imagem: Tabacaria.org
A minha aprendizagem do sistema capitalista começou muito cedo, logo na Escola Primária.
Na escola do Adro, em Matosinhos, quando tocava a intervalo, reunia-se a bolsa dos cromos, na qual se realizavam transacções. Nestas transacções não havia dinheiro envolvido (Na altura, anos 70 também não havia). Existia um complicado sistema de cotações estabelecido com base na dificuldade em obter o cromo pela via normal (Saquetas com 4, ou rebuçados no caso dos futebolistas). Assim sendo o cromo 210 da colecção do Vickie, o Viking, chegou a ser transaccionado por 50 cromos dos mais fáceis. Os valores mais exorbitantes eram alcançados quando o cromo pretendido fechava a colecção.
Em 1974, tive que dar uma equipa completa do Leixões e do Benfica (Dos rebuçados Universal), para obter o cromo do “Big-Boy da Union Pacific” que completou a minha colecção dos comboios. Mas valeu a pena, como fui o primeiro da escola a completar a colecção, a minha caderneta circulou por todos os alunos da escola. Senti-me como o Oliveira se sentiu após ter comprado a PT multimédia.
Nada de novo na Ocidental Praia Lusitana
Esta personagem é a partir de ontem, o auto-proclamado paladino das vítimas do sistema de justiça português, tendo voltado a ocupar o seu lugar na liga e metro do Porto (Presidente) fazendo discursos acintosos para a Polícia e Magistrados, sem que ninguém tenha feito algum reparo sequer, e como nós sabemos, quem cala consente.
Valentim Loureiro é a figurinha que melhor representa uma certa classe política local, que age como proprietário do seu concelho, chegando mesmo a condicionar a política nacional do seu partido. O problema é que a raça do Major tem os seus clones nos outros Partidos, tal como Ferreira Torres no PP, Narciso, Felgueiras e Edite Estrela, no PS, só para citar alguns. Infelizmente não se vislumbra no horizonte um Portugal sem estes cromos.
24 de abril de 2005
Licenciamentos e inspecções
Um Abril de Águas Turvas
O gráfico seguinte mostra a percentagem de empresas industriais que possuem estação de tratamento de águas industriais (ETAR), depois de vários anos em que milhões de euros foram colocados à disposição das empresas e autarquias para o investimento em sistemas de controlo ambiental, nomeadamente as tão faladas ETAR.
No entanto este gráfico não nos dá apenas o estado das nossas bacias hidrográficas, ele mostra um retrato regional da indústria Portuguesa. Uma empresa que gera efluentes líquidos altamente poluentes e não os trata é uma empresa que possui uma gestão deficiente, virada para o lucro fácil e rápido, sem respeito pelo meio-ambiente e muito provavelmente sem respeito pelos seus próprios trabalhadores. Em muitas empresas a salário pago é muitas vezes inferior ao salário mínimo nacional. Esta prática configura uma prática de “Dumping” social e ambiental, onde as primeiras vítimas são as poucas empresas (7.5%) que investiram em sistemas de controlo ambiental, que investiram também em equipamentos de tecnologia de ponta e provavelmente possuem uma melhor gestão de recursos humanos. A existência de uma Inspecção-geral do Ambiente que ignora a existência das empresas, inspeccionando apenas as empresas cumpridoras, faz com que as empresas prevaricadoras não sintam qualquer incentivo em investir em sistemas de controlo ambiental que onerariam a sua estrutura de custos.
No vale do Tejo, o número de empresas que possuem ETAR (53%) é medíocre, apenas nos diz que no cômputo global do país, é nesta região onde estão as empresas industriais de ponta e com os melhores métodos de gestão. Em média, os ordenados pagos no vale do Tejo são superiores aos que são pagos nas restantes regiões industriais.
23 de abril de 2005
Mailing-List
Quer ver que o António "Mentiroso" Arnaut e seus capangas, acreditaram mesmo que D. José Policarpo iria ser eleito Papa?
22 de abril de 2005
Enterrar a cabeça na areia
Eu sei que os nossos pontos de vista sobre o Papa Bento XVI são diametralmente opostos. Você acha-o progressista, eu considero-o um imobilista face aos grande desafios que a igreja católica tem pela frente.
Ratzinger é o responsável pelos pontos mais negativos do pontificado de João Paulo II. O seu conservadorismo, sobretudo no que diz respeito ao excesso de zelo que representou a perseguição implacável à teologia da libertação, teologia essa, que necessitava, é certo, de certas correcções na rota, mas nunca a sua completa desautorização e excomungação. Esse facto fez com que a Igreja Católica se imobilizasse na América latina (onde vivem a maioria dos católicos no mundo), perdendo o estatuto de defensora dos pobres, excluídos e ostracizados das suas sociedades o que escancarou as portas às religiões evangélicas, que a troco de “milagres” a feitio e paraísos por dez reis de mel coado, conseguiram que últimos 25 anos a igreja católica Brasileira passasse de uma implantação de 98% para 75%, o que correspondeu a uma perda de cerca de 50 milhões de fiéis. Isto tudo aconteceu durante o pontificado de João Paulo II, que foi o Papa mais carismático do Século XX, possuidor de uma dicção envolvente e carinhosa, que arrastava multidões de crentes, e não só, atrás de si.
Bento XVI não é carismático, a sua voz fina é o oposto da voz quente e envolvente de João Paulo II, os evangelistas da América latina devem dar graças a deus, pois muito provavelmente conseguirão que o Brasil deixe de ser um país maioritariamente católico numa curto espaço de tempo.
Mas não é só na América Latina que a Igreja Católica se depara com um futuro pouco promissor. Apesar de João Paulo II ter conseguido difundir um enorme entusiasmo entre a juventude europeia, sobretudo nas suas viagens, verificava-se que apesar de genuinamente católicos, esses jovens europeus frisavam bem que eram “católicos à sua maneira”. Ou seja, não secundavam o Pontifice em muitas das suas determinações. O que explica a abrupta queda nas vocações e a diminuição na frequência nos serviços religiosos verificada no último quarto de século.
Mas o desafio europeu não está só na juventude. A Europa é um continente perdido, completamente entregue a uma laicidade dominante, e aqueles que não se revêem nesta laicidade não procuram a igreja católica, procuram o Islão, ou nos países em que o Islão está praticamente ausente, os evangelistas Sul-Americanos.
Hoje no Público (sem direito a link), Tymothy Garton-Ash, coloca o dedo na ferida:
“Entretanto, tanto a imigração como o projectado alargamento da União Europeia estão a transformar o Islão na fé mais dinâmica e com maior crescimento na Europa. Em Berlim, por exemplo, o Islão é a segunda maior confissão activa depois dos protestantes mas antes dos católicos.
Joseph Ratzinger tem todo o conservadorismo de João Paulo II, sem nenhum do carisma. Pode ser encantador, arguto e convincente no debate intelectual. Mas para uma audiência mais ampla a sua voz suave e muito colocada e os seus tranquilos gestos professorais não conseguem comparar-se com os dotes comunicacionais do grande actor que foi o seu predecessor.
(Bento XVI) pode viver para ver como será a UE em 2015. Esta Europa será seguramente mais islâmica nas suas regiões mais pobres e mais laica nas suas regiões mais ricas. Se será uma Europa melhor é outra questão.”
Partilho a visão de Garton-Ash sobre a Europa de 2015, mas eu não tenho dúvidas, essa Europa será uma Europa infinitamente pior.
Esperava que os cardeais do conclave tivessem tido isso em conta, infelizmente em vez de avançar para o futuro, aproveitando o grande trabalho de João Paulo II, que apesar de criticar certos pontos do seu pontificado, considero o maior Papa do Século XX, preferiram fazer como a Avestruz.
Perdem eles, perdemos todos nós.
19 de abril de 2005
18 de abril de 2005
Para o Avental Saridon
"Desculpa la...podes ter a tua razão..que a tens..mas não fui eu que escrevi a mensagem acima..não faço ameaças a ninguem...tenho a minha opinião e coloco-a..mas não provoco para a arruaça. Não tenho culpa que se permita a utilização de nickes de uns e outros...se quiser tambem posso entrar como luis bonifacio e colocar tudo ao contrario..clar que não o vou fazer..ms pode-se fazer...como fazem com o saridon..é assim. Como podes vêr na minha mensagem ao balbino..não o provoco..digo-lhe o que penso dele com correção"
este comentário pretendia ser um desmentido ao comentário assinado pelo Sr. "Saridon" colocado às 15h04 e que rezava assim
"Este Bonifácio tá a pedi-las, ó se tá. Leva com uma esfregona nas ventas que fica logo a saber o queé pertencer à quadrilha do Babuíno. 04.18.05 - 3:04 pm"
Pelo menos uma coisa é certa, o anónimo "Saridon" não é uma pessoa versada em Informática, pois se o fosse saberia que quando se deixa um comentário, fica sempre um rastro. Este rastro chama-se número IP e representa o número da ligação net do PC onde foi escrito o comentário.
O IP da mensagem das 15h04 é IP: 212.113.164.102
O IP do comentário deixado às 21h26 é: IP: 212.113.164.102
isto quer dizer que ambas as mensagens foram originadas no mesmo PC, pelo que o desmentido das 21h26 é uma absoluta mentira, destinada a lançar areia para os olhos dos leitores do meu blogue.
Agora meu caro "chihuahua que ladra mas não morde" "Saridon", se leu alguma coisa do meu blogue, saberá que eu sou uma pessoa que defendo os meus ideais sem nunca ter a necessidade de ameaçar quem não concorda comigo, aliás a maior parte dos meus amigos bloguistas nem sequer concorda comigo, mas não me obrigue a fazer uns telefonemas, para saber a que morada e a quem pertence o IP: 212.113.164.102.
Aconselho-o que hoje á noite se lembre das lições de boa educação que os seus pais lhe deram, e que você na altura não ouviu. Antes tarde que nunca!
17 de abril de 2005
Sol Português
16 de abril de 2005
Ontem e hoje
No século XVII e XVIII, flui para Portugal, vinda do Brasil, uma fortuna sob a forma de ouro e diamantes. Toda essa fortuna foi gasta em obras faraónicas, compradas sobretudo nos paises estrangeiros, e o pouco que foi bem investido, desapareceu nas invasões napoleónicas. Desse tempo restam apenas Palácios, Conventos, Igrejas e Aquedutos. As enormes fortunas ganhas nessa altura, desaparecerampouco depois. Quem se lembra hoje em dia de Farrobo, de Henrique Burnay, etc...
Hoje em dia, desde há 20 anos atrás, flui para o nosso país uma fortuna, vinda da Europa, sob a forma de fundos Europeus (Em quantidade bastante superior ao ouro do Brasil em valores actuais). Toda esta fortuna foi gasta em obras faraónicas, centros culturais enormes, industria que já se sabia não ser viável, bens de equipamento estrangeiro. Os pouco empresários que os usaram para efectivamente melhorar as suas empresas, apenas o fizeram para as venderem por um bom preço, ao primeiro espanhol que viram.
Tal como há 200 anos atrás arriscamo-nos a que no futuro, apenas subsistam o Centro Cultural de Belém, a casa da músico, uns quantos estádios, umas pontes e auto-estradas.
15 de abril de 2005
13 de abril de 2005
A Saga dos 3600 nomes
Eu, tal como uma grande parte do país assistiu incrédulo e surpreendido com a notícia em que se entrevistava o grão-mestre do Grande Oriente Lusitano e este anunciava a descoberta de uma lista com 3600 nomes de ex-agentes da PIDE/DGS, seus informadores e, como o Buíça-mor bem frisou, de Padres informadores da PIDE.
A notícia, na realidade não é notícia nenhuma, é pura e simplesmente um acto de chantagem. Contra quem? Não sei! Mas o chantageado já sabe.
Outra coisa não seria possível. Sendo a maçonaria uma organização que funciona com um elevado grau de secretismo, vem anunciar que, numa das suas raras cerimónias públicas, um dos seus membros anuncia alto e bom som, que possui essa sensível lista!!!
Mas os Buiças acham que nós somos uns lorpas ingénuos para acreditarmos nesta patranha?????
Quem será o objecto desta chantagem?
Quem é que está a incomodar os Buiças? Ou quem é que num futuro muito próximo poderá ascender a um alto cargo, cargo esse bastante incomodativo para a expansão dos “ideias” do G.O.L.
9 de abril de 2005
Bolinando
Bolinar é a arte de navegar contra o vento. A Caravela Portuguesa foi o primeiro navio de médio porte a conseguir fazê-lo, e esse facto abriu as portas da era dos descobrimentos, o qual foi o ponto de partida para uma epopeia humana, que teve o seu ponto mais alto em Julho de 1969, com a chegada do primeiro homem à lua, mas que ainda não terminou.
Iniciei com este texto sobre a volta da mina - Uma "bolina" histórica" a minha participação no Café Expresso, um blogue semanal que congrega um grupo de amigos que se conheceram na Blogoesfera, dos mais diversos quadrantes geográficos (Norte, centro, sul até Paris de França) e politicos, desde o Pedro Guedes até à fadista Valéria Mendes (que pareçe ser a favorita do Buiça) deste jardim à Beira-Mar plantado.
Os redactores do Café expresso, para além de mim, são:
Zé do Telhado do Tá de Chuva
Francisco Nunes do Planicie Heroíca
Golfinho do Golfinhu2
José Gonçalves do Bloquisto
Manuela do Passo a Passo
Maria do Puta de Vida
Paulo Querido do O Vento lá fora
Pedro Guedes do Ultimo Reduto
Inês F do Teacher
Raúl do Congeminações
Thita do ABC dos Miúdos
Valéria Mendes do Fadista Valéria Mendes
Vitriólica do Internet para as domésticas já
Wind do Webclub
8 de abril de 2005
Do lado certo da Barricada
Esta celeridade no sistema de justiça português é verdadeiramente estranha, e pouco tem a ver com a eficiência do Tribunal de Alcobaça, como a celeridade do processo Farfalha em Ponta Delgada tem mais a ver com a ausência de arguidos "de peso" ou que usam aventais fora da cozinha, que propriamente com o sistema de funcionamento do Tribunal de Ponta Delgada em si mesmo.
O mais estranho disto tudo é que António Caldeira não divulgou nada que já tivesse sido divulgado anteriormente. António Caldeira omitiu sempre o nome das testemunhas acusadoras, exactamente ao contrário de um alegado jornalista, personagem sinistra de nome Van Krieken, que publicou as peças processuais indicando claramente o nome das testemunhas, o que permitiu aos seus amigos “Buiças” e outros biltres, exercerem coação e ameaças sobre as mesmas.
Van Krieken nunca foi acusado de nada e continua impunemente, pois de tão boa protecção goza, a publicar peças asquerosas em defesa dos importantes pedófilos que se encontram neste momento, a contas com a justiça.
António Caldeira é o primeiro bloguista em Portugal a ser objecto de uma acusação que procura cercear o inegável direito de liberdade de expressão bem como o direito que qualquer cidadão nacional tem, de fazer todo o que lhe é humanamente possível para que esta sociedade em que vivemos seja um pouco mais justa e deixe de estar às ordens de uma mão cheia de Banqueiros, Advogados e Aventais.
A luta de António Caldeira é uma luta que diz respeito a todos os membros da Blogoesfera, pois a liberdade de expressão que aqui se respira está a incomodar muitos interesses instalados e é fundamental que eles não ganhem nem mais uma vez.
O verdadeiro Problema
e
“O problema português é que ainda fabrica pijamas a mais e automóveis a menos.”
Sérgio Figueiredo – Jornal de Negócios
