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14 de abril de 2011

19 de janeiro de 2011

Os presidenciáveis

Não havia melhor maneira de comemorar a centenário da república que com a pior campanha para presidente da república que há memória, e com os piores candidatos de sempre.

Defensor de Moura
O que é que se pode dizer de um "alegado" candidato, que não sai da sua cidade para fazer campanha?
Se este candidato fosse conhecido do público há mais de 30 anos, Alberto Pimenta teria escrito em 1977 "O Discurso sobre Defensor de Moura".
Em Viana do Castelo, gastou milhões de euros num o programa Polis, que é composto por obras de fachada. Politicamente, revelou no Municipio, ser adepto do principio "Um Homem (Ele), Um voto (O dele)". Devido à falta de resultados, resolveu proibir a arte tauromáquica, pois Defensor é daqueles que adoraria ser "estrangeiro"
Foi impedido de se recandidatar pelo próprio partido.
A sua candidatura foi inventada pelo PS, para ter uma marioneta a debitar insultos e acusações a Cavaco Silva.
Em suma. É o retrato perfeito de um parolo de Portugal.

José Manuel Coelho
É o Palhaço da campanha. Candidatura surpresa vinda do jardim do atlântico. Apesar da distância, viajou mais que Defensor. Se tivesse atacado os politicos em geral, os juízes e os grandes interesses poderia causar alguma surpresa no próximo Domingo. Mas devido à sua fixação em Cavaco e Alberto João, faz suspeitar ser esta a 3ª candidatura PS.

Francisco Lopes
Candidato que aparece para marcar a posição do PCP, mas que parece que nem sequer consegue entusiasmar aqueles que já estão convencidos. Arrisca um resultado humilhante.

Fernando Nobre
Atirado às feras por Mário Soares para "liquidar" a candidatura de Alegre, começou a campanha mal e aos tropeções, chegando-se mesmo a prever a sua desistência. Na campanha e apesar de ter alinhado inicialmente nas calúnias contra Cavaco, cedo recuou e passou a uma campanha pela positiva. As ultimas sondagens revelam que está na disputa do 2º lugar, o que pode abrir boas perspectivas para 2016.

Manuel Alegre
Há 5 anos atrás, o Vate de Águeda, concorrendo contra tudo e todos, foi visto com simpatia como D. Quixote a lutar sózinho contra os "Moinhos", daí o seu "milhão de votos". Hoje, ninguém vê Alegre como D. Quixote. Alegre é percepcionado pelos Portugueses como um "Moinho velho", apoiado pelos mesmos partidos que há 5 anos atrás apoiavam o moinho que D. Quixote Alegre destruiu.
A sua campanha, gerida pelo Bloco, limitou-se a maledicência, à calunia e a acusações torpes, coisas que a sua personalidade não está talhada para fazer. Para além deste facto, Alegre tem Salazar dentro de si. Por ter feito parte da oposição ao estado novo, Alegre acha-se mais que os outros, nomeadamente quem era criança, ou não tinha nascido antes do 25 de Abril, gente que Alegre vê como Portugueses de 2ª.
Poderá ficar em 3º lugar, o que seria justo devido à campanha que tem feito.

Cavaco Silva
Em terra de cegos, quem tem um olho é rei. É o que se pode dizer de Cavaco Silva, quando comparado com a sua concorrência.
Durante 5 anos de mandato, pouco ou nada fez que se visse. Anunciou comunicações ao país com pompa e circunstância e depois falou sobre temas que ninguém se interessava. Recentemente promulgou um Decreto-Lei e passados 15 dias, em plena campanha, exortou a que o mesmo fosse "reavaliado".
Provavelmente vai ganhar por falta de concorrência, mas se atentarmos bem, a falta de concorrência foi sabiamente preparada por Cavaco através da aplicação da Lei de Gresham, onde a má moeda Cavaco, liquidou as outras boas moedas.

17 de março de 2010

Adeus à Eternidade

O Futuro ex-Coliseu José Rondão de Almeida na cidade de "Rondónia", também conhecida por Elvas

Um grupo de deputados do PS vai propor na Assembleia da República um projecto de lei que visa proibir que se baptize espaços públicos, como ruas, praças, jardins ou equipamentos financiados pelo Estado, com nomes de personalidades ainda vivas. Em teoria, seria como abrir uma caixa de Pandora, mas o desconforto socialista é muito e princípios constitucionais impedem a retroactividade. Caso contrário, seria uma pequena revolução na toponímia de muitas cidades.
Filipe Neto Brandão e Sérgio Sousa Pinto são dois dos deputados que se sentem bastante desconfortados. Este desconforto deve ter sido causado pelas noticias do fim de semana sobre o congresso do PSD que decorreu no Pavilhão Eng.º Ministro dos Santos em Mafra, Simpática vila cujo presidente da Câmara se chama ..... Ministro dos Santos!

Certamente desconhecedores da realidade do país para lá de Sacavém e Almada e pensando que tão importante medida iria afectar a toponímia da direita (Ministro dos Santos em Mafra ou Ferreira Torres no Marco de Canaveses) a ideia peregrina destes deputados desconfortados vai sobretudo penalizar personalidades vivas muito ligadas ao PS e à Esquerda.

A Freguesia da Areosa (Viana do Castelo) é que nem sequer esperou pela promulgação da lei. Riscou da sua Toponímia o nome do antigo Abade da Freguesia, que aconselhou o voto no PS.

Quem também está com as Orelhas a arder é o Ex-Ministro Socialista Manuel Pinho que com esta lei perde o direito à eternidade e é riscado da toponímia de Paços de Ferreira. Como ainda tem muitos anos de vida á sua frente, Manuel Pinho dificilmente será então escolhido para nome de Avenida em Paços de Ferreira ou em outro sitio qualquer.

Mas quem também deve ter já uns bonecos de Sousa Pinto e Neto Brandão com agulhas espetadas é José Rondão de Almeida, Ex-Presidente da Câmara de
"Rondão Town", digo Rondónia, desculpem, Elvas. Bela Terra do Alentejo de onde é impossivel tirar uma foto sem que a mesma apanhe uma placa toponímica com o nome "Rondão de Almeida". Ele é o Coliseu Rondão de Almeida, logo à entrada, ela é a Avenida José Rondão de Almeida na freguesia de Santa Eulália, ele é todos os largos e rua que sofreram "Melhoramentos" que por debaixo do nome aparece "Renovação feita durante o Mandato de José Rondão de Almeida".

Outro que já deve ter começado a fazer Macumbas (daí o desconforto que os deputados do PS estão a sentir) é o Casal Saramago. Como vai aguentar o Ego de Saramago ao ser retirado da toponímia de dezenas de terras do alentejo e Ribatejo. E o que vai acontecer à sua macrocéfala estátua na Azinhaga do Ribatejo? Vai ser decapitada?

Mas há sempre quem beneficie com esta ideia dos desconfortados deputados Socialistas. As empresas de extração de mármore, já devem ter dado ordem de aumentar a produção, pois os pedidos de placas toponímicas vão disparar exponencialmente, o que em ano de crise vem mesmo a calhar.

12 de março de 2010

Reflexos Condicionados

Sempre que ouço alguém falar em Ética Republicana, deito logo a mão à carteira

Ética Republicana no seu esplendor

Esta deputada eleita pelo círculo de Lisboa acha bem que as pessoas mintam. Também acha bem que morando em Paris o Parlamento (pago com o nosso dinheiro) lhe pague as viagens semanais a Casa. No entanto esta deputada vota numa assembleía de voto em Lisboa.
Como a lei estipula que o direito a voto seja exercido na freguesia de residência e Ines Medeiros afirmou que no sei BI a residência é em Paris, então a senhora deputada cometeu uma ilegalidade

Se calhar é por isso que está habilitada a presidir a uma comissão de Ética

8 de fevereiro de 2010

Hoje tal como há 120 anos atrás

Após as declarações do comissário Almunia, que demonstram a validade do velho ditado "De Espanha, nem bom vento, nem bom casamento", ergueu-se em Portugal um enorme clamor contra os novos inimigos externos (Agências de Rating, Almunia, FMI, etc).
Desde Sócrates a Cavaco, passando pela Associação Nacional de Municípios, que hoje, caricatamente, mandou uma carta a Bruxelas a pedir a cabeça de Almunia numa salva de prata, todos ladram, mas de concreto nada fazem, nem sequer dão mostras de algum dia querer fazer alguma coisa.

Aliás esta reacção meramente verbal é exactamente idêntica à tida pelo Partido Republicano Português em 1890 ao ultimatum Britânico.
Hoje tal como há 120 anos atrás Portugal por culpa própria está perante poderes que lhe são superiores abre as goelas e grita, esbraceja e pula, mas de concreto não se atreve a mexer uma palha.


Esta reacção à perda de credibilidade da República nos mercados financeiros internacionais é fútil, inadequada e vai ter como resultado o aumento do nível de descrédito.

Em ano de comemoração do centenário da "República", nada como regressar a esses "heróicos" tempos.

Até os resultados finais vão ser os mesmos.

15 de dezembro de 2009

República Portuguesa - O País mais rico do Mundo

O Desemprego bate recordes.
Portugal está a um passo de imitar os Irlandeses e ver-se grego.
Enquanto isso existe um País riquíssimo, que também se chama Portugal (Onde reside o Peres Metelo) e que tem cidades tão ricas, mais ricas que uma capital das Arábias, como Paredes onde a edilidade local está a pensar comemorar o centenário da República com um mastro de um milhão de euros (1.000.000,00€) para lá colocar a maior Bandeira verde/Rubra do Mundo.
A Comissão do Centenário aplaude a iniciativa.
O governo permanece num silencio aprovador.
Ai que pena não vivermos num País tão rico como a República Portuguesa
Acho que desta vez o 31 da Armada vai ter que abrir uma subscrição pública para comprar uma Bandeira de Portugal verdadeira para ombrear com aquela que vão substiruir em Paredes