7 de fevereiro de 2007

SIM (Preguiça, omissão e irresponsabilidade)

Leio com algum espanto, a acusação por parte de alguns apoiantes do SIM, de que os apoiantes do NÃO nada fizeram nestes últimos anos, para acabar com o aborto clandestino!

Sendo os apoiantes do NÃO, cidadãos descomprometidos com a classe política, com rarissímas excepções, O que não acontece com o SIM, a acusação é uma parvoíce pegada.

O mais grave é ver um ex-ministro da justiça (Vera Jardim) a lançar esta parva acusação, ele que é culpado por omissão do Genocídio provocado pela recusa do sistema de justiça em investigar, julgar e condenar as clínicas assassinas, que não praticam "Crime de Aborto", mas sim um Genocídio. Falo de clínicas organizadas e não das parteiras* vão-de-escada que como peixe miúdo que são, são as únicas que foram, são e serão incomodadas pelo sistema de Justiça.

Não é à sociedade civil que compete "Fazer coisas", é à classe política que se apresenta voluntariamente a eleições e a que pertence Vera Jardim, é que tem que "arregaçar as mangas" e trabalhar.

Compete também aos magistrados, como Rui Pereira ou Maria José Morgado (MJM), investigar as dezenas de denúncias que periodicamente caem na magistratura. E não estou a falar de denúncias de mulheres que fizeram abortos! São denúncias de clínicas, com indicação da rua, número e andar, que MJM diz ser uma enorme fonte de rendimentos ilícitos, apesar disso MJM cruza os braços. Será esta a atitude correcta de quem gosta de projectar a imagem da justiceira implacável?
E não venham com a desculpa de que nada fazem por causa das "coitadinhas" e das "pobrezinhas" das mulheres desesperadas pois para “engavetar” os genocidas não é necessário incomodá-las. As drogas empregues no aborto não são específicas? Os equipamentos usados também? Não basta interceptar os esgotos, ou o lixo para se obter o resultado do crime?

Será que vamos a votos dia 11 apenas porque quem se ofereceu para trabalhar, não está com disposição para tal?

* Apenas refiro o termo “Parteiras” pois tal é a designação usual, para o subscritor Parteira é uma nobre profissão e todos os seus bons profissionais não podem ser manchados pela ínfima minoria deste profissionais se dedica a este hediondo crime

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