30 de novembro de 2009

Mata a Mulher que o Supremo Tribunal resolve!

Muito me envergonha o que neste momento em Portugal se está a passar com um sucessivos assassinatos de mulheres às mãos dos seus companheiros.

Mas envergonho-me ainda mais da maneira ligeira como a Justiça desta República trata estes casos. É degradante, insultuosa e .....

profundamente injusta.

O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) é talvêz o sítio em Portugal, onde há mais estúpidos por metro quadrado.
Se isto não brincasse com a vida e a honra dos cidadãos seria uma optima comédia que nem sequer os Monty Pithon conseguissem imaginar

O Supra-sumo da parvalheira do STJ é a tristemente célebre sentença da "Coutada do Macho Latino", tão inacreditável, que o site da DGSI apenas publica um resumo que transcrevo aqui, pois um leitor mais incauto não pensar que eu estou a inventar

Processo:
040268
Nº Convencional:JSTJ00013639
Relator:VASCO TINOCO
Descritores:SEQUESTRO; VIOLAÇÃO; BEM JURIDICO PROTEGIDO
CONCURSO DE INFRACÇÕES; PENA UNITARIA;MEDIDA DA PENA

Nº do Documento:SJ198910180402683
Data do Acordão:18-10-89
Votação:UNANIMIDADE
Referência de Publicação:BMJ N390 ANO1989 PAG160
Texto Integral:N
Privacidade:
1
Meio Processual:REC PENAL.
Decisão:PROVIDO PARCIAL.
Área Temática:DIR CRIM - TEORIA GERAL / CRIM C/PESSOAS.
Legislação Nacional:CP82 ART160 N1 ART201 N1.
Sumário :
I - O crime de sequestro do artigo 160 do Codigo Penal protege bens juridicos eminentemente pessoais, havendo, pois, dois crimes dessa natureza quando duas pessoas forem, pela força, privadas da sua liberdade.
II - Não obstante tratar-se de um crime repugnante, e ajustada a pena de 3 anos de prisão para o agente de crime de violação quando a ofendida contribui para a sua realização.
III - Contribui para a realização de um crime de violação
a ofendida, rapariga nova mas mulher feita que:
a) Sendo estrangeira, não hesita em vir para a estrada pedir boleia a quem passa;
b) Sendo impossivel que não tenha previsto o risco em que incorre; pois aqui, tal como no seu país natal, a atracção pelo sexo oposto é um dado indesmentível e, por vezes, não é fácil dominá-la;
c) Se mete num carro, com outra e com dois rapazes, ambas conscientes do perigo que corriam, por estarem numa zona de turismo de fama internacional, onde abundam as turistas estrangeiras com comportamento sexual muito mais liberal do que o da maioria das nativas;
d) E conduzida durante alguns quilometros pelo agente, que se desvia da estrada para um sitio ermo;
e) E puxada para fora do carro e tenta fugir, mas e logo perseguida pelo agente, que a empurra e faz cair no chão;
f) Sendo logo agredida por ele com pontapés, agarrada pela blusa e arrastada pelo chão cerca de 10 metros;
g) Tentando ainda libertar-se, e esbofeteada, agarrada por um braço e ameaçada pelo agente com o punho fechado;
h) E intimidada assim, pelo agente, que lhe tira os calções e as cuecas, não oferece mais resistencia e, contra a sua vontade, e levada a manter relações sexuais completas pelo primeiro; e
i) Após ter mantido, a força, relações sexuais, com medo de que o agente continuasse a maltratá-la, torna-se amável para com ele, elogia-o, dizendo-lhe que era muito bom no desempenho sexual e assim consegue que ele a leve ao local de destino, onde a deixou.
IV - Punido com 1 ano de prisão cada um dos crimes de sequestro e com 3 anos de prisão o crime de violação e adequada a pena unitaria de 4 anos de prisão, em cumulo júridico.

Tão inacreditável como a sentença acima é o acórdão do STJ n °3250/04-3 (não o encontrei no site da DGSI) no qual reduzia a pena de marido que assassinou a mulher de 14 para 11 anos porque "constitui atenuante do crime de homicídio o facto de a vítima ter deixado algumas vezes esturricar a comida que confeccionava", "não avisar o marido de uma saída" e "mostrar a barriga quando se encontrava junto de pessoas amigas".

Mas para não ficar um texto tão anti-Homem. O nosso extraordinário sistema de justiça acaba de libertar uma rapariga que matou o namorado, regando-o com ácido sulfúrico, condenando-a a aparecer numa consulta psiquiátrica de tempos a tempos.

Não admira assim que estes homens se sintam encorajados a liquidar as mulheres que lhes dizem não.

O Supremo Tribunal resolve


O Circo estava bem montado

O circo estava bem montado. Tinha um grande Chapitô, todo em vidro, em frente à torre de Belém, a assistência era só de Reis e Rainhas, Presidentes e Presidentas. Entrada só para gente bem e com o convite devidamente confirmado, que o Chapitô de Belém não é a Barraca da Pennsilvania Avenue, não fosse qualquer plebeu estender a mão a tão importantes figuras.

O circo estava bem montado, tinha até um "animal feroz", uma Argentina Trapezista, um senhor Algarvio capaz de fazer contas dificieis de cabeça, e imagine-se, um pistoleiro da Nicarágua.

Mas como tudo que está bem montado fica a faltar sempre qualquer coisa, não havia bailarino de Rumba, pois tinha-se perdido em Cuba.
E este Circo, que estava bem montado, também não tinha palhaços, nem o pobre Morales, nem o rico Chávez!

E como todos nós sabemos, um circo sem palhaços, mesmo com animais ferozes, não é bem um circo, nem outra coisa qualquer.

29 de novembro de 2009

A "Shallow Grave" de Melo Antunes

Reuniu-se este fim-de-semana uma espécie de congresso para comemorar a figura de Ernesto Melo Antunes, no décimo aniversário da sua morte.
Li de relance o que lá foi dito e parece-me que falharam no essencial.

A maior contribuição de Melo Antunes para a democracia Portuguesa (e não foi coisa pouca) foi ter sido o coveiro do Sectarismo.

Foi o Sectarismo que impediu o desenvolvimento de Portugal.

Na fase final da Monarquia, o Sectarismo Monárquico desenhava os circulos eleitorais para conter o Partido Republicano. Implantada a República, o Partido Democrático de Afonso Costa, usou as mesmas artimanhas, acrescidas do cacete da formiga branca para impedir Monárquicos e outros republicanos de exercerem o direito de voto, de tal maneira que no final da 1ª republica votavam apenas metade dos eleitores das eleições da monarquia.
Salazar copiou o sistema e impôs um regime tão democrático que só admitia que com ele concordasse.

Em 1975, quando o país finalmente se livrava das algemas que o Partido Comunista queria impôr, Melo Antunes numa única entrevista chocou o país ao afirmar que o Partido Comunista era essencial à democracia em Portugal.
Muita gente, e eu próprio, sentiu-se indignada com aquela afirmação. Mas só mais tarde compreendi o seu alcançe. Aliás quase toda a gente compreendeu, até mesmo o Partido Comunista.

Mas Melo Antunes cometeu um erro. O sectarismo ficou mal enterrado, apenas lhe foi feita uma "Shallow grave", como dizem os britânicos. Passados 34 anos do seu enterro, vê-mos o Sectarismo a reerguer-se na sociedade Portuguesa, não pela mão do Partido Comunista, mas sim pela mão do Bloco de Esquerda aliado à ala mais radical da Maçonaria e aos artigos de opinião de Câncio e Cia. lda.
O sectarismo actual ataca tudo aquilo que manifeste principios éticos, de solidariedade, de comunidade, de amor pela pátria, pela vida, pela humanidade, pela familia, pela ordem e justiça. São os ataques soezes à Igreja Católica, ao Colégio Militar, às forças de segurança e aos principios básicos e fundamentais da vida em Sociedade.

Os sectaristas querem tudo destruir para nada oferecer em troca. Apoiam tudo o que seja contra a ordem instituída. Apoiam os vândalos grafitadores, os criminosos, todos os vicios ilegais, enquanto ao mesmo tempo se armam em puritanos contra os vivios legais, são contra o desemprego mas olham para o lado quando colegas de trabalho que não alinham com as suas teses são corridos a pontapé do seu local de trabalho.

E neste fim-de-semana os sectários choraram lágrimas de crocodilo sobre a Campa de Melo Antunes.

Mas que grande cambada de hipócritas!

28 de novembro de 2009

A Pergunta que se impõe

Após ler a noticia do Sol, há uma pergunta que fia por fazer:

José Sócrates trocou ou não de número de telemóvel?

Errare Humanun est

Ao fim de muitos anos, o António Meireles resolveu entrar na Blogoesfera.
Recomendo vivamente a leitura de "Errar é humano", sobretudo para quem quiser tornear a muralha de censura económica que o governo impôs aos meios de comunicação.

23 de novembro de 2009

O Branquemento da História

Manuel Teixeira Gomes inspira concurso literário infantil e juvenil


“Gentes e paisagens do Algarve – Evocação de Manuel Teixeira Gomes” é o tema do concurso.

O Branqueamento republicano chegou ao ponto de dar o nome de um pedófilo confesso a um concurso infantil. Certamente que não haverá crianças e jovens a escrever sobre as suas experiências sexuais com adultos, pelo que Teixeira Gomes não será evocado como desejaria.

Teixeira Gomes, eleito presidente, apenas ocupou o cargo por 3 meses. Demitiu-se e fugiu, com o seu jovem amante para a Argélia.

22 de novembro de 2009

Óh Passarinho

A anúnciada "inspecção" a todas as empresas gestoras de resíduos, por causa do processo "Face Oculta" é apenas um mero estratagema para Dulce Pássaro aparecer a saltitar em frente às câmaras à procura dos seus 15 minutos de fama.
O que Pássaro está a fazer é o mesmo que instaurássemos inspecções a todas as fábricas de automóveis apenas porque um automobilista se despistou a 200 à hora.
Aliás, seria até interessante constatar que com esta inspecção, Dulce Pássaro-Ministra, criticará violentamente o trabalho de Dulce Pássaro-Directora do Instituto de Resíduos, a pessoa que licenciou todas as empresas de resíduos em Portugal.
Seria como vermos um pardal a correr atrás da sua própria cauda.

21 de novembro de 2009

Climagate - Estourou o Embuste do milénio

Um Hacker russo entrou nos computadores do Climate Research Unit (CRU) da Universidade de East Anglia. O CRU era um dos "Lugares Santos" das "Alterações Climáticas". Religião com Sede em Nova Iorque (IPCC) e que tem Al Gore como "Papa".
O Hacker consegui disponibilizar ao público 61 MB de informação secreta. Neste ficheiro aparece informação que demonstra a pouca "ciência" usada pelo centro.
As mensagens constantes deste ficheiro mostram troca de emails entre "cientistas" a nível mundial, que falam sobre a necessidade de não divulgar dados cientificos que contrariam as teses catastrofistas propagadas por Al Gore e pelo IPCC.


O ficheiro contém e-mails altamente comprometedores para os "Cientistas", alteração de dados em artigos, omissão de resultados, conspirações para expulsão de cientistas que não partilhavam do seu credo.


O comportamento dogmático dos cientistas que apoiam as teses do IPCC, já lançava suspeitas de que as alterações climáticas não passavam de um grande embuste, tal como foi o embuste do "Clube de Roma" - Um agrupamento de supostos cientistas que em 1972, com o alto patrocinio da ONU, afirmou que 30 anos depois o mundo teria esgotado as reservas de matérias-primas.

Sem Palavras

Foi a atravessar a Ponte da Arrábida que soube pela rádio da morte de Jorge Ferreira. A tarde cinzenta e chuvosa ficou ainda mais feia com esta notícia.
Nunca cheguei a conhecer o Jorge, infelizmente não pude estar no Jantar de encerramento de um blogue colectivo sobre as ultimas eleições presidencias. Tive pena, teria concerteza valido a pena.
Só os que fazem falta nos deixam.

Figuras de Estilo europeias

35 anos depois do 25 de Abril, os "democratas" lusos e europeus exultam com a eleição nomeação do "presidente" da Europa, um belga com cara de Vasco Granja em versão antipática e da nomeação da "ministra dos negócios estrangeiros", uma baronesa com cara de mulher-a-dias.

O mais fantástico é ver que no dealbar do ano do nosso "centenário da República", a União Europeia arranje um "Presidente" com menos legitimidade que o Almirante Américo Tomás (Este era eleito por duas centenas de portugueses, enquanto que o "qualquer coisa Rompe", foi eleito por 27 europeus).

O mais fantástico é que esta figurinha era o primeiro-ministro da Bélgica, opção n.º 30 da lista de primeiro-ministeriáveis lá do "plat pays".
Quanto à Baronesa-com-cara-de-mulher-a-dias, acho que nunca desempenhou qualquer cargo (se exceptuarmos o lugar de presidente da Câmara dos Lordes", cujas funções se resumiam a bater com um bastão no chão para acordar a sala e pouco mais), e por isso parece ter o perfil e a experiência para falar em nome de 27 estados com todos os líderes mundiais.

Verdadeiramente, a União Europeia passou a ser uma mera Figura de Estilo.
Ou sou eu que ando cego, mas todos os líderes estão muito contentes com isso.

15 de novembro de 2009

Espanhola Queirosiana

Ainda existem Espanholas Queirosianas.
Hoje o Público entrevistou uma.

"Estes colunistas de merda, [...] Têm uns óculos que lhes deve dar para verem o tamanho do seu pénis... pequenino".

No entanto acho que as "Espanholas" que Eça conheceu deviam ser mais bem educadas que esta.

Nulidade de Oposição - Nulidade de República

Anda toda a "oposição", do Parlamento aos Blogues a dizer baixinho que o "crime de Sócrates" constante das escutas consiste no facto de saber do negócio da compra da TVI pela PT, ao mesmo tempo que publicamente apregoava de que nada sabia.

Como Sócrates não disse isso em sede de Tribunal, o facto de mentir não constitui um crime público, pelo que de certeza não era sobre isso o objecto da certidão extraída em Aveiro.

Também o facto de "insultar" a líder da oposição, não constitui crime público, pelo que não deve ser esse o objecto das certidões.

Entretanto, e dep0ois de afirmar que o conteúdo das escutas continha um crime de lesa-estado, o procurador Monteiro afirmou, que as escutas não continham matéria criminalmente relevante.
Claro que as ameaças veladas, as pressões indirectas que ocorreram nestes últimos dias, nada influiram para este "duplo mortal com flic-flac" do procurador Monteiro.

11 de novembro de 2009

Nulidade de Justíça - Nulidade de República

A acreditar nas notícias publicadas, o presidente do Supremo Tribunal de Justiça e Conselho Superior de Magistratura mandou invalidar as escutas entre José Sócrates e Armando Vara, das quais o delegado do MP havia extraído certidão, porque no entender de Noronha do Nascimento, o âmbito da escuta era apenas Armando Vara e o Sucatagate, pelo que o alegado ilícito criminal apontado pelo MP não se poderá valer deste meio de prova.

Se a notícia for verdadeira (até hoje não passa de uma fuga ao segredo de justiça) podemos concluir duas coisas:

  1. Que José Sócrates não está envolvido no Sucatagate, ou as conversas tidas com Armando Vara não versaram essa situação;
  2. Que José Sócrates e Armando Vara falaram de facto sobre temas passíveis de procedimento criminal.

A 2ª conclusão aparece por exclusão de partes. Se Sócrates e Vara tivessem falado sobre temas mundanos (A família, as Férias, um Jantar, etc) a conclusão de Noronha do Nascimento seria a “nulidade por inexistência de qualquer assunto passível de procedimento criminal”. Ora, como acima se refere, não foi isso que aconteceu.

O povo Português tem de saber sobre os assuntos passíveis de procedimento criminal, e neste momento só existem duas maneiras de o fazer.

Ou os média obtêm a transcrição das escutas por meios pouco lícitos (Fuga ao segredo de justiça) e as publicam para depois o povo poder ajuizar.

Ou os partidos com assento na assembleia obrigam o Procurador-Geral e o presidente do STJ a enviar uma cópia ao parlamento. Essa cópia deveria ser analisada numa comissão, que deveria ser secreta, e os partidos políticos concluiriam sobre se as conversa contêm ou não situações passíveis de procedimento criminal.

Importa referir que para além da responsabilidade criminal (Competência dos Tribunais), existe também a responsabilidade política (Competência do Parlamento). Lembro que a segunda pode existir sem haver a primeira.

9 de novembro de 2009

Os Ouriços rolam sobre as maçãs


Quando passeava por Viseu, reparei que num passeio alguém tinha deitado fora um caderno da escola primária, por entre as folhas soltas reparei numa que continha um desenho.
Era uma redacção sobre o Ourono. Uma redacção como muitas outras caso não fosse a ultima frase.
"Os Ouriços rolam sobre as maçãs para as espetarem nos espinhos e levá-las para a toca"

O que lemos nem sempre corresponde à realidade

Hoje ao passar por uma agência do BPN, juro que li o anuncio assim:

mas depois de esfregar os olhos, o anúncio afinal era este:
Mas como dizem os mestres da propaganda, a primeira impressão é aquela que fica indelevelmente registada.

Estar Atento

Pela segunda semana consecutiva Jesualdo Ferreira manteve-se atento a Pablo Aimar. Tão atento que nem sequer teve tempo para estar atento ao Belenenses e Maritimo.

Devido a esta atenção é de esperar mais um roubo de Igreja amanhã na Catedral.

5 de novembro de 2009

Exposição de Photografia

A não perder esta exposição organizada pela Associação Portuguesa de Photographia sobre o Fotógrafo Francês Jean Laurent (1816-1886) presente na Cadeia da Relação do Porto.

2 de novembro de 2009

Muro

O Muro de Berlim desapareceu há 20 anos.
Em 1965 Berlim era assim:

DO LADO DE LÁ:

Em 1965 Berlim-Leste era a cidade do "Lá vem um".
Lá vem um carro.
Lá vem uma pessoa

DO LADO DE CÁ:


António Sérgio

Foi hoje a enterrar António Sérgio um montro sagrado da rádio portuguesa, responsável pela educação musical de uma boa parte da geração que hoje tem 35 - 50 anos de idade.
Começei a ouvir António Sérgio quando tinha 13 anos, era ele o dono da noite na Rádio Renascença. Até à meia-noite, a RR era a Rádio do Sala, mas assim que soavam as doze badaladas começava o "Rotações" e a RR passava das canções dos Maranata e do Marco Paulo,m para o Punk e mais tarde para a "New Wave".
Em 1978/1979 apenas na RR se ouvia isso.

Mais tarde a Rádio Comercial punha Luis Filipe Barros ao comando do "Rock em Stock", mas quem ouvia Filipe Barros via que ela na realidade era apenas alguém que punha a música que lhe diziam para pôr. Não se ouvia nele a alma que se ouvia em António Sérgio.
Mais tarde a Rádio Comercial tirou o Rock em Stock e colocou Sérgio ao comando do "Som da Frente", que imediatamente passou a denominar o tipo de música do programa.

O "Som da Frente" era o programa de rádio que me fazia a mim e ao meu grupo de amigos sair da praia de Leça e ir para a casa do Joaquim Paulo ouvir o programa religiosamente. Longe estava Joaquim Paulo de saber que, 25 anos mais tarde seria o chefe de António Sérgio no Rádio Clube, de onde aliás sairia acompanhado por ele numa mal explicada "remodelação".

è sempre pena ver alguém morre, mais a tristeza aumenta quando é alguém que sobre nós exerceu uma enorme e positiva influência. Talvez uma das maiores boas influências da nossa juventude.

27 de outubro de 2009

Mau escritor

Já faz muitos anos que risquei Saramago da minha lista de "escritores".
Por este motivo nem sequer vale a pena escrever sobre as asneiras que recentemente tem dito.

Infelizmente parece que há gente muito bem intencionada que continua a cair na truque publicitário montado por este alinhador de palavras e sua mulher, Pilar "Gattai".
O resultado, como não podia deixar de ser é o engordar da conta bancária deste comunista que não leu "O Capital".

Sobre o que muito se escreveu apnas destaco duas opiniões insuspeitas:
Saramago falou sobre a Bíblia de uma maneira que, seja-se ou não crente, não é intelectual-mente séria. Não foi apenas chamar-lhe “manual de maus costumes” e “catálogo de crueldades”. Foi também ter dito que o Génesis tinha “coisas idiotas”, exemplificando: “Antes, na criação do Universo, Deus não fez nada. Depois, decidiu criar o Universo, não se sabe porquê, nem para quê. Fê-lo em seis dias, apenas seis dias. Descansou ao sétimo. Até hoje! Nunca mais fez nada! Isto tem algum sentido?”. A pergunta é que não tem nenhum sentido! É o grau zero da crítica religiosa ou mesmo literária. O que não seria dito se alguém analisasse “O Memorial do Convento” desta maneira tão tosca?

Carlos Fiolhais, pessoa insuspeita de professar aquilo que Saramago considera ser crime "Crença religiosa", que no seu blog.

e
As críticas de Saramago são unicamente banalidades superficiais, que revelam uma profunda ignorância da filosofia e da religião ocidentais e uma total incompreensão da linguagem poética e narrativa de desde há mais de três mil anos. Só quem ignora tal herança, jornalistas e responsáveis religiosos incluídos, poderia tornar o patético desabafo do romancista numa tal polémica. E, para mim, essa foi a parte mais desanimadora e mais perturbante de toda esta "inventada" notícia: descobrir que na sociedade onde vivemos, entre os seus membros mais ilustres e cultivados, possa prolongar-se tão lastimosa ignorância de uma parte importantíssima do legado civilizacional da filosofia e da cultura ocidentais.
Richard Zimmler no Público de Hoje.

13 de outubro de 2009

Maitê a cantar de Gallo

Não vou encarneirar na "indignação" que muita gente está a mostrar com um video de um programa Brasileiro onde a Matê Proença mostra aquilo que verdadeiramente é - uma "Loira Burra".

Alguma da indignação centra-se no facto de no video mostrar um número de policia invertido em Sintra. Eu cá para mim se alguém me dissesse que foi a Sintra e a única coisa que viu mal foi um número invertido de policia eu imediatamente lhe daria o endereço de consultório do meu oftalmologista.

O video de Maitê Proença não é uma ofensa para Portugal. Ele é uma ofensa para o Brasil e para todos os Brasileiros, sobretudo aqueles que por cá vivem e trabalham.

Quanto a Maitê, actriz que subiu na carreira, mais graças aos seus atributos fisicos, que devido à qualidade da sua representação, vê agora, entrada nos Cincoentas a sua carreira a diminuir de brilho rapidamente. Não estranha por isso as figuras tristes que por aí anda a fazer.

Viva a Monarquia Socialista Açoriana


E não é que a familia ganhou?

12 de outubro de 2009

E Sócrates ficou a rir

Com os resultados de ontem.

Mesmo com a perda da câmara pendular de Faro.
Mesmo com a perda da Câmara de Monchique.
Mesmo com a humilhação de Elisa e a derrota da Gomes.

Mas ganhou Lisboa, E Beja!

Mas ganhou os feudos Socias Democratas de Barcelos e, imagine-se Vila Nova de Ourém, cuja concelhia que se gaba de possuir cerca de 20 000 militantes e ontem não conseguiu arranjar mais de 11 000 votos para a sua lista.

Mesmo não obtendo a maioria do número de câmaras, o PS foi o vencedor da noite e acaba por cima oi ciclo eleitoral de 2009.

7 de outubro de 2009

Já começam as ameaças

Perante as "acções" monarquicas, que muito parecem incomodar a Maçonaria. Esta começa já a fazer ameaças. Um avental de nome Carvalho Homem, perante a manifestação da noite do passado dia 4 veio fazer ameaças à integridade física dos monárquicos, à boa maneira da formiga branca.


Estas ameaças apenas nos encorajam a seguir a nossa luta contra o cancro republicano de Portugal. Precisamos de mais aventais como este Carvalho a dar-nos a devida força.

26 de setembro de 2009

Ausente em parte certa

Ocupado na última quinzena em mudança de emprego (e de região), tenho estado desconectado do resto do mundo. (O que em tempos de campanha eleitoral, penso ser uma benção)

Não tenho acompanhado as andanças da "coisa pública", nem a campanha, nem a demonstração da superioridade de um regime Monárquico, que o "seco" "mestre de finanças", Algarvio sem sotaque de seminário (vá-lá) parece estar a conseguir.

Dos zuns-zuns que me chegaram, parece que Portugal não se livra da figura tutelar do tal mestre de finanças personificado, hoje em dia, na figura de púb(l)icas virtudes do Doutor Louçã, este sim, já com bom sotaque de seminário, como o seu émulo de sinal contrário Oliveira Salazar.
A única diferença entre os dois reside no facto de Louçã, ao contrário de Salazar, não se achar guiado pela divina providência, apenas e só, porque o líder Bloquista não admite que acima dele haja alguém com mais poderes.

2 de setembro de 2009

Tudo o que queria saber .....

... sobre a "Licenciatura" de José Sócrates e nunca teve a coragem de perguntar.

Agora reunido num livro com factos novos que, por medo de represálias, nenhum editor português quis publicar por António Balbino Caldeira.
Em Download gratuito ou em livro na Lulu.com

28 de agosto de 2009

As Marquises e o Homem-Elefante do Rossio

Há uns anos atrás, numa qualquer publicação britânica, era publicado um artigo anti-português, onde um alegado jornalista mostrava o homem-elefante do Rossio, como a derradeira prova do atraso português. O tom jocoso era mais ao menos este "Gastam milhões em estádios e desgraçados como este não consegue tratamento para a sua doença".

Naturalmente que a abécula britânica estava enganado, pois em Portugal ninguém pode ser internado sem o seu consentimento (A menos que se trate de uma situação potencialmente mortal ou contagiosa) e o Homem-Elefante nunca quis ser tratado, pois isso significaria a sua ruína económica.
Sem qualificações, onde iria ele arranjar um emprego que lhe garantisse umas três centenas de contos, isentos de impostos, que consegue, mostrando as suas chagas no Rossio?

Vem isto a propósito de uma campanha bem intecionada contra as marquises de aluminio lançada por uma executiva da Unilever.
Eu também gostaria de voltar a ver a João XXI assim:

Foto roubada com carinho ao Delito de Opinião

Mas quem não deve estar a achar piada deve ser António Costa. A contrução das marquises é um dos meios mais importantes de financiamento da Câmara, pois ao montarmos uma, a câmara embolsa o dinheiro das multas (Multa por Obras sem autorização, Multa por alteração não aprovada de uma obra de arquitectura, mais IMI por aumentar a área do Apartamento, etc e tal).

A câmara age assim como o Homem-Elefante do Rossio, ganha dinheiro a mostrar as chagas da cidade

De volta

De volta à Lusa Pátria, vindo de um país que daqui a dez anos estará anos-luz à nossa frente. As férias para além de permitir descansar da meu dia-a-dia também permitiram descansar da moddorra e silly-season Portuguesa.
Valeu o facto da intangibilidade da língua turca, pois ao fazer zapping pelos canais, verifiquei que existem 4 programas ao mesmo tempo sobre Bola (não sei o que diziam, mas pareciam clones de Rui Santos sem gravatas garridas), mas pelo menos dois deles tinham umas Turcas bem jeitosas a apresentar.
Vendo as notícias deduzi que na Turquia não há gripe A e os telejornais dedicavam a maior parte do seu tempo aos fogos que grassavm num pais chamado de Yunanistão, mostrando imagens dos valentes bombeiros turcos que ensinavam aos Yunanistanenses como apagar fogos. Ao fim de 3 dias e ao ver a BBC, conclui que o Yunanistão, era a Grécia e assim sendo compreendi as laudatórias reportagens sobre os heróicos Bombeiros Turcos e os incompetentes bombeiros Yunanistanenses (Gregos).
De resto recomendo uma visita à Sublime Porta, mas fujam de uma coisa chamada Pacha Tours. É deitar dinheiro ao lixo. O país é desenvolvido e basta alugar um carro e por-se a passear. É melhor, mais rápido e mais barato.

16 de agosto de 2009

Vacanças

Vou ali e já venho
Até dia 25.
Fiquem bem e divirtam-se

A não perder

11 de agosto de 2009

INDULTO, PENSÃO, COMENDA e PROMOÇÃO

A ala monárquica do 31 da Armada alcançou o Jackpot.

Ouve quem rotulasse esta acção como TERRORISMO.

Se o for, e pela definição oficial que a República Portuguesa dá ao Termo "Terrorista", vão ser tomados os seguintes passos:
  • Será instaurado um processo crime e os do 31 vão ser condenados, e terão que indemnizar (em alguns euros) as formigas barbaramente assasssinadas no decorrer da acção terrorista;
  • 5 segundos depois da condenação, o Presidente da "dita-cuja" emitirá um INDULTO que anule a decisão judicial;
  • O mesmo presidente emitirá uma ordem para ser concedida uma PENSÃO por feitos relevantes;
  • No dia 10 de Junho serão todos agraciados com uma COMENDA;
  • Se algum membro do grupo for militar, será PROMOVIDO a General.

Na República Portuguesa são estas as 4 palavras que definem um TERRORISTA:

INDULTO, PENSÃO, COMENDA e PROMOÇÃO

10 de agosto de 2009

Não é Photoshop! Foi mesmo verdade

Onde se prova que basta uma pessoa para Restaurar a Monarquia.
Os republicanos necessitaram de milhares

Procura-se Bandeira

Parece que o trapo verde-rubro que ontem estava a flutuar na Câmara Municipal de Lisboa vai ser leiloado pelo 31 da Armada no E-Bay.
Fontes garantem-me que o produto da venda vai ser doado à comissão das comemorações do centenário da república, com a condição expressa em ser gasto fora dos limites do concelho de Lisboa.
Como nós sabemos, a comissão possui uma dotação paga por todo o país de 10 000 0000 de Euros, a qual vai ser gasta totalmente nos limites do Concelho de Lisboa.

A verdadeira Bandeira Nacional

Já flutua na Praça do Município
O Ionline apoda a iniciativa de Terrorismo. Um apodo destes só pode ser uma determinação superior da Maçonaria. A sorte deles é os Monárquicos Portugueses serem civilizados e não embarcarem em métodos republicano/maçonicos de conquista do poder, tal como bombas, e assassínatos pelas costas, que o poder instalado pretende comemorar num orgásmo onanista de milhões de euros.

Na ERC não há adeptos do Belenenses

Depois de investigarem as preferências clubísticas dos membros da Entidade Reguladora da Comunicação-Social (ERC) e concluirem pela não existência, dentro do organismo, de adeptos do clube "Os Belenenses", O "Público" fez saber na semana passada, através de uma nota editorial, a intenção de não acatar uma das mais recentes directivas da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC).

O documento do regulador, embora sem carácter vinculativo, recomenda que os meios de comunicação social suspendam, durante o período de pré e de campanha eleitoral, os comentadores que estejam incluídos nas listas dos partidos que se apresentem a eleições.

8 de agosto de 2009

Adeus Raul (Dom Roberto) Solnado

Morreu Raul Solnado, um gigante das artes cénicas de Portugal.

Um pouco por toda a imprensa e blogoesfera ecoam lembranças de Solnado, mas todas elas apontam sempre para a sua faceta humorística , que era excelente (Nenhum humorista de hoje ainda lhe conseguiu chegar aos calcanhares). Para trás, infelizmente ficou o Raul Solnado, o excelente actor dramático.
A geração da minha idade apenas teve a oportunidade de ver esta faceta no Filme de Fonseca e Costa "A balada da praia dos cães", onde Solnado intrepreta magistralmente a figura do chefe de brigada da PJ, Elias Santana.

Para trás e para o esquecimento fica a sua maior intrepretação. O
João Barbelas (Dom Roberto), um filme de José Ernesto de Sousa, realizado em 1962 em produção totalmente independente.
Neste filme realista, Solnado intrepreta o papel de um manipulador de marionetas ambulante, que calcorreia as ruas de Lisboa numa vida miserável que existia realmente na Lisboa dos anos 60.
O relato do filme é de uma vida de miséria onde os bons momentos são os sonhos irrealizáveis de João Barbelas e Maria (Glícinia Quartin) numa Marvila degradada e miserável, onte como aliás ainda hoje se mantém.
Para além de Solnado e Quartin, contracenam neste filme aqueles que viriam a ser a coluna vertebral do teatro português, Niculau Breyner, Rui Mendes e Adelaide João.



Apenas vi este filme uma vez na Televisão e não deveria ter eu mais de 12 anos, uma vez bastou para nunca mais o esquecer e para aprender que Raul Solnado, mais que um humorísta era na realidade uma grande, grande Actor.


Infelizmente na inteligentsia nacional, cinema Português está reduzido às comédias de António Silva e Vasco Santana e filmes como Dom Roberto, ou noutro registo distinto o Chaimite continuaram bem guardados nas prateleiras empoeiradas dos depósitos.


Á família, e em particular à neta que lhe segue os passos os meus mais sinceros pêsames.
A ler também o postal do José, na sua Porta da Loja

5 de agosto de 2009

Quero... Perder, Posso... Perder e Mando ... Perder

Não há nada a esperar do acto eleitoral que se avizinha.
A lista de candidatos a deputados do PSD, saída da cabeça de sua líder e contra os desejos das estruturas locais é um regresso ao passado.
Quando o povo espera e desespera por renovação, Manuela Ferreira Leite, dando provas de um autismo Cavaquista que julgava morto e enterrado, atira-nos com nomes do passado como os Ex-Ministros incompetentes Couto dos Santos e João de Deus Pinheiro, vindos directamente da prateleira dos Reformados e António Preto e Helena Lopes da Costa, da prateleira dos Arguídos,
Com estes candidatos, fico com a impressão de Manuela Ferreira Leite odeia o parlamento muito mais que o Português comum. Com os elementos que apresentou, só não percebo porque é que o "Emplastro" também não é candidato ao Parlamento pelo PSD.
Se aos "nomes sonantes" adicionarmos o facto de Passos Coelho e Miguel Relvas não serem candidatos e no segundo lugar da Lista em Lisboa ser entregue a Maria José Nogueira Pinto, fanática apoiante de António Costa e do PS nas Eleições Autárquicas, fico com a impressão que Manuela perante a hipótese de ganhar as eleições de Setembro, tenha pura e simplesmente decidido tudo fazer para perder.
T
odas as lutas fraticidas que assistimos recentemente no PSD, passarão a ser consideradas, após Setembro de 2009, bricadeiras de crianças, se compararmos com a intensidade das lutas internas que se seguirão ao acto eleitoral.
A lista de candidatos do PSD ao Parlamento, não é uma afirmação de mudança, é uma afirmação de passadismo e na realidade não passa de uma plantação de ventos, para mais tarde Manuela Ferreira Leite colher as tempestades que pelos vistos merece.
A Laranja mudou de cor!
Em vez de Laranja, está AZUL

3 de agosto de 2009

Viver à moda dos anos 90

Quando a Isabel Coutinho começou a trabalhar no jornal Público, que foi, salvo erro, o seu primeiro e até agora único emprego, não tinha telemóvel nem computador, nem ligação à net. Nesses anos já tinha telefone fixo, mas a melhor maneira de saber se estava em casa era descer ao passar no trecho final da Rua da Regueira, deitar uma olhada e ver se havia luz na sala.
Agora, passados quase 20 anos, quando o telefone fixo, quando existe, é um mero adereço decorativo, com telemóvel, internet, kindle e uma miriade de gadjets electrónicos, já não nos lembramos como era a comunicação no ínicio dos anos 90.
Durante uma semana, a Isabel vai viver como se tivesse voltado aos anos 90. Vai usar o computador como máquina de escrever, vai ter o telemóvel desligado, bem como a ligação à net. Contactá-la, só ligando por telefone escrito, um escrevendo uma carta.
Será que vai sobreviver?

31 de julho de 2009

I Tried to Leave you, but .... I Can't

Ontem, Leonard Cohen levou o pavilhão Atlântico ao rubro e o pavilhão Atlântico levou Leonard à euforia.
Num concerto que deveria ter acabado pelas 23h15, o publico, que esgotou o Pavilhão, não permitiu a saída de Cohen, levando-o a esgotar o reportório o que fez acabar o concerto em beleza numa "Jam Session" já depois da Meia-Noite, com Cohen a improvisar "I Tried to leave you, but I can't".
Numa noite em cheio para os fãs de Cohen, onde nenhuma música ficou por cantar, fica a penas o pedido para que os proprietários do Pavilhão Atlântico façam obras para melhorar a acústica, o que se torna premente numa sala cada vez mais importante no panorama musical Português e Internacional.

30 de julho de 2009

Coincidências ou talvez não.....

Na Sexta-Feira passada, João Cordeiro, o sinistro presidente (Vitalício?) da Associação Nacional de Farmácias afirmou publicamente que José Sócrates era um mentiroso e traidor por ter entregue a gestão das farmácias hospitalares a um grupo económico sem rosto.
No dia seguinte uma chamada anónima, é feita uma denúncia na qual se afirmava que o medicamento injectado aos pacientes do serviço de oftalmologia, tinha sido adulterado de propósito na Farmácia do Hospital de Santa Maria.
Diligentemente, o Procurador-Geral colocou a Mizé Apito Entupido em campo.
Será que ela já comparou a voz da chamada anónima com a voz do Sr. Cordeiro?

29 de julho de 2009

Os Homens com Coluna de Borracha

Apenas hoje tive a oportunidade de ler a polémica critica do meu primo João Bonifácio sobre o festival Super-Bock/Super-Rock realizado recentemente no Estádio do Restelo, a qual coloco aqui em baixo:

Um festival sem festa
Nem Duffy serviu para enlouquecer as gentes e os Killers foram os únicos a entusiasmar o povo, num festival que se esqueceu da festa

Toda a gente que segue futebol com um mínimo de regularidade conhece a constante nudez quinzenal do Estádio do Restelo. O Belenenses joga e há duas dezenas de velhinhos nas bancadas, nem uma palha bule, é um sossego. Portanto a ideia de fazer um festival de música popular naquele mesmo estádio quase parece uma acção de beneficência.
Mas ainda não foi o Super Bock Super Rock de anteontem a conseguir transformar aquele rectângulo num local de alegria descontrolada. Porque, apesar de ser um festival, de música e ainda por cima popular, o Super Bock Super Rock teve pouca festa, música que aí Jesus e o povo esteve manso.
Considere-se o cenário que aguardava os óptimos The Walkmen lá pelas seis e meia da tarde. Tocam essencialmente canções de You and Me, o disco mais recente, que soa a Dylan em 1969, se o bardo tivesse passado uma temporada na fronteira com o México a brincar com castanholas, marimbas e maracas. Estavam entre mil a duas mil pessoas a vê-los, que gritavam quando as guitarras se levantavam. Mas bastava olhar para aquela juventude para notar ao que vinham: tinham t-shirts dos Killers, o nome The Killers desenhado nos braços, cartazes com a inscrição The Killers. Gritavam quando as guitarras explodiam porque foi isso que a música dos The Killers lhes ensinou: quando o volume explode, há que berrar.
Brandi Carlile devia ter mais um ou dois pares de milhares de almas a assistir. Desde o Sudoeste de 2007, esta é a quarta vez que Carlile vem a Portugal, tudo graças a um trecho épico de uma canção num anúncio de cerveja. Carlile podia ter optado por tocar apenas esse trecho, mas preferiu fazer desfilar um sem-número de variações anódinas de rock adulto, em que invariavelmente a sua voz ia aos agudos com a fé dos devotos, assim estragando qualquer possibilidade de um final de tarde tranquilo. Fez uma data de versões, todas elas óbvias: dos Radiohead foi buscar Creep; de Cash Folsom prison blues; e de Cohen Hallelujah. Carlile não gosta de música, gosta da hora de ponta da rádio FM.
Mais uns milhares de almas depois, os Mando Diao subiram ao palco com guitarras barulhentas, um percussionista que também tocava trompete e duas coristas. Ganham pontos extra por tentarem fazer barulho, por terem um trompete e por terem coristas. Perdem esses pontos por não terem canções.
A soul de Duffy
E assim se chegou a Duffy, que tem óptimas canções, mas poucas. Envergando um belo vestido com pintas pretas, ofereceu três quartos de hora de soul à antiga, a que só faltou uma secção de metais. A mais-valia desta moça de extraordinária voz é a sua crença pura: percebe-se que ela não está ali pelo cool ou pela droga. Ela gosta daquilo e enche as canções com uma alma rara. Fez muitas famílias e casalinhos felizes e merece a mesma felicidade ou mais ainda.
Às 23h30, os Killers subiram ao palco para espalhar o seu charme gongórico. Era basicamente por eles que a maior parte das pessoas ali estava, e fizeram sabê-lo reagindo entusiasticamente a cada movimentação de Brandon Flowers, o frontman.
Por muito que não gostemos dos Killers (e não gostamos nem um pouco), ao menos têm um espectáculo tão bem ensaiado que, por um instante, quase acreditamos que estamos num festival de Verão, em que a juventude se entrega ao hedonismo e ao exagero próprios da saúde que tem. (Apesar de isso não ter acontecido.)Todas as canções têm riffs óbvios que desaguam em refrões invariavelmente em crescendo, a base rítmica é sempre funk-deslavado ou disco-sound reciclado, todo o motivo melódico tem de ter um carácter épico e há sempre um sintetizador piroso para convencer os nostálgicos dos anos 80.
A meio de All this things that I've done (toalhas de órgãos berrantes, canto épico), ocorre-nos que eles estão a meio caminho entre os Def Leppard e o pior de Bruce Springsteen e quase ficamos à espera do momento em que vamos ouvir cantar uma versão fatela de Born in the USA sob um fundo disco-sound enquanto a câmara foca um baterista com um só braço.
Mas não. Foi a festa possível e foi escassa como os fins de tarde futebolísticos no Restelo costumam ser.


Sobre a música não falo do que não vi, pois mesmo que me pagassem o bilhete não iria ver “One Hit Wonders” que têm muito para provar, por isso acredito na negativa critica de João Bonifácio.
Sobre o parágrafo que enfureceu os adeptos do clube da Cruz de Cristo, apenas digo que o meu primo deve ter assistido a pelo menos um jogo no Restelo.
E digo isto porque fui assistir a um jogo no Restelo onde estavam tantos adeptos do Leixões como do Belenenses, sendo o jogo disputado a uma segunda-feira ao fim da tarde. Se acrescentarmos o facto de os adeptos de Leixões terem-se deslocado 300 km e os do Belenenses 300 m, o resultado dá uma boa ideia da desmoralização que grassa em Belém.

Mas a indignação dos adeptos é perfeitamente compreensível, vendo no Youtube as imagens da inauguração do Restelo, com milhares de atletas com o peito coberto de medalhas e vendo o deserto que o Restelo se tornou, irrita qualquer um, mas é um facto de que as glorias passadas dificilmente voltaram no futuro ao Restelo.


Mas esta crítica de João Bonifácio seria apenas mais uma critica entre muitas polémicas, e nem sempre com razão, que já escreveu, se a direcção do Jornal Público tivesse coluna vertebral. José Manuel Fernandes mostrou que é feito da mesma fibra de Paulo Baldaia, João Marcelino e António José Teixeira se têm coluna vertebral, ela é feita de borracha, e da leve, a que verga à menor brisa que sopra.

Resta saber quem é que soprou em frente a José Manuel Fernandes, se os adeptos do Belenenses ou os empresários da Via-Norte.
A ler também o comentário de Pedro Mexia publicado pelo Bibliotecário de Babel

Mota sai de Ambulância

Há quem saia pela porta grande, há quem saia pela porta pequena, há quem saia pela porta por onde entrou, e há Manuel Mota, deputado desconhecido do Partido Socialista que saiu do parlamento de Ambulância ao saber que em Setembro ficaria em lugar não elegível no seu circulo eleitoral.

A pantomina teve sucesso, e Mota subiu dois lugares na lista, imediatamente acima da linha de água.
Desconhece-se o estado de saúde dos "Boys" ultrapassados pela Ambulância de Mota.

Lugar não elegível assusta deputado
Desgastado pela possibilidade de não ser eleito deputado, Manuel Mota, actualmente com assento na Assembleia da República, depois de ter sido eleito nas listas socialistas pelo círculo de Braga, foi transportado de urgência para o Hospital S. José, em Lisboa.

Tudo aconteceu no passado dia 8, quando estavam a ser delineadas as listas para o Parlamento. O CM sabe que Mota reagiu mal à possibilidade de ocupar o 12º lugar do PS em Braga – em situação não elegível nas últimas Legislativas – e acabou no hospital em circunstâncias por explicar, mas num quadro clínico grave.

O deputado foi transportado pelo INEM para a Urgência, onde deu entrada às 06h44. Após vários exames e análises sanguíneas, Mota teve alta às 18h33. O socialista foi encaminhado para consultas regulares no Hospital Curry Cabral. Depois deste incidente, Mota subiu dois lugares na lista do PS e ocupa agora o 10º lugar, à partida elegível. Apesar das tentativas, foi impossível falar com Manuel Mota.

PERFIL
Manuel Mota tem 37 anos e licenciou-se em Relações Internacionais na Universidade de Letras do Porto. Nasceu em Barcelos e cedo ingressou na JS. Professor e empresário de profissão, é deputado da Assembleia Municipal de Barcelos. Em 2005 foi eleito por Braga para a Assembleia da República
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27 de julho de 2009

Ó Chico Anacleto. Estão a roubar as nossas Garinas!

Vai por aí uma algazarra incompreensível sobre um alegado convite que José Sócrates teria feito a Joana Amaral Dias. Sócrates pode convidar quem bem entender, seja para deputado, seja para presidente do Instituto da Droga e Toxicodependência, seja para o raio que a parta.
A reacção tresloucada de Louça, mais própria de um puto mimado que de um dirigente com ambições de governante, apenas se pode compreender pelo medo de que o PS roube as suas “estrelitas”.

Vale e Almeida, propagandista Sof-Gay, com um discurso capaz de convencer um padre a casá-lo, a ele e ao seu companheiro, trocou o BE por um seguro lugar de Deputado no PS. Agora ao ver a emprateleirada Joaninha ser tentada, o seminarista entrou em pânico e emitiu umas valentes postas de pescada mal pensadas e pouco digeridas, que nem sequer influenciaram a recusa de Joana, pois esta declinou o convite de Sócrates ainda antes do padreca arrebitar cachimbo.
O pânico demonstrado por Louça serve apenas para que o PS cheire o medo do dirigente bloquista e por esse motivo é de esperar novos convites Socialistas aos “criados” de Francisco Louça.

NOTA: Não percebo a baba que escorre sempre que alguém fala ou escreve sobre Joana Amaral Dias. Por mais que o afirmem, a moça não é bonita, veste-se mal, arranja-se pior, não possui qualquer ponta de charme e quando abre a boca sai sempre um arrazoado de ideias básicas e de lugares comuns muito estafados.
Esquerdista por esquerdista prefiro a Drago ou a Maria Isabel (Vulgo Marisa).

20 de julho de 2009

Fly me to the Moon

Há 40 anos atrás a humanidade representada, e bem, por Armstrong, Aldrin e Collins, atingiu o seu ponto mais alto

Até hoje a humanidade não conseguiu ampliar o grande salto dado em 1969

18 de julho de 2009

O Buraco de uma candidatura

"NÃO ME VEJO VEREADORA"
Elisa Ferreira em entrevista ao Semanário Sol

Perante o olhar silencioso e complacente da liderança Nacional, da Distrital e da Concelhia do PS, Elisa Ferreira continua, entrevista atrás de entrevista, a cavar o buraco da sua candidatura

16 de julho de 2009

Venham os trolhas, canalizadores e os Almeidas da Câmara

Disclaimer: Preferiria morrer a votar Santana, felizmente já não voto em Lisboa.

Um grupo de pessoas autointituladas de "Intelectuais" (Poetas, ensaístas, escritores, etc.) contituiu um agrupamento para apoiar a candidatura de António Costa à Câmara Municipal de Lisboa.
Até aqui nada de anormal.

O anormal é este grupo de intelectuais não se chamar ILAAC (Intelectuais de Lisboa Apoiam António Costa), mas sim CLAAC (Cidadãos de Lisboa Apoiam António Costa).
É certo que os intelectuais também são cidadãos, mas com termo cidadãos, presume-se um movimento espontâneo mais abrangente que um simples grupo de amigos do Vává digo, Martinho da Arcada.
Talvez por isso, e à imagem de um recente abaixo assinado de pessoas públicas e outros
wanabees, onde depois de ter sido tornado público algúém do grupo disse publicamente "Agora é necessário arranjar umas assinaturas de canalizadores, empregados de mesa, em suma do Povo ignorante.
Por isso este movimento de intelectuais digo, cidadãos, condescendeu a abrir a sua iniciativa aos trolhas, canalizadores e Almeidas da Câmara, para que o agrupamento deixe de ser uma roda de amigos (alguns à cata de um qualquer subsídiozito) e pareça, aos olhos da opinião pública, como uma inócua iniciativa de cidadãos comuns.

12 de julho de 2009

A arte de bem queimar uma candidata

Até agora a candidatura de Elisa Ferreira à Câmara Municipal do Porto tem sido um perfeito exemplo de como se queima uma boa candidatura, o que inclui o facto de a própria candidata atiça o fogo que a está consumir.
A candidatura de Elisa é um erro crasso do PS. pois sendo um competentíssimo quadro do PS, a sua candidatura deveria ter sido lançada quando o PSD não tivesse um candidato à altura. A sua derrota este ano implicará que nunca mais será candidata ao Porto, situação que prejudica de sobremaneira a cidade do Porto.
Para bem do Porto, Elisa Ferreira devia ter recusado o convite para encabeçar uma candidatura que ela própria considerava derrotada à partida. O facto de ter feito parte (e eleita) nas listas ao Parlamento Europeu é uma prova da pouca crença que tem na sua própria candidatura autárquica.
Bem pode alegar Elisa, que é perfeitamente legal ser Deputada Europeia e candidata à autarquia, mas isso é um mero reflexo da podridão que contamina a classe política actualmente, tão bem expressa por Mário Lino ao afirmar que "Ético é o que está na lei".
Mas os Portugueses podem ser muita coisa, mas burros não são!
Sabem perfeitamente que uma coisa é a Ética e outra coisa é a lei e Elisa, com o seu comportamento, mete mais uns tijolos na parede que gradualmente a classe política está a erguer e que a separa do resto dos cidadãos de Portugal.
Ao insistir no erro, com frases pouco felizes de "Vou ali (ao PE) e já venho", Elisa mostra um incompreensível autismo a aquilo que os seus eleitores desejam. E desde o ínicio que qualquer pessoa provida de senso comum viu que a dupla candidatura de Elisa Ferreira era sentida no Porto como um insulto, ao subalternizar a importância que os eleitores do Porto atribuem, e bem, à sua Câmara Municipal.
Rui Rio tem assim aberta uma enorme alameda em direcção à sua reeleição e não me parece que Rio, que difunde uma imagem de dedicação à cidade, possa fazer erros que compromentam a sua reeleição, mesmo que os faça, não me parece que a candidatura de Elisa Ferreira disponha de força para inverter os dados da situação.
Actualização (13/07/2009): O PS Porto está transformado num saco de gatos, dando o dito por não dito e em confronto directo com José Sócrates.
Quem é este Orlando Gaspar? É o mesmo que dirige o PS Porto desde tempos imemoriais?

10 de julho de 2009

Babel

"Se for dar um passeio pela praia e se for nas minhas conversas com Deus, muitas vezes 'falo' em inglês. Sei que é uma coisa completamente absurda, para a qual não tenho explicação. (...) Deus é multilingue, mas talvez perceba que o inglês é mais incisivo para certas coisas."
Laurinda Alves, em entrevista ao Sol
Deus é claramente uma entidade multilingue, mas se pensarmos bem, a sua língua original (A de Moisés) era, salvo erro, o Aramaico, pelo que o Inglês é uma segunda para Deus. Como para a interlocutora, o Inglês é também uma segunda língua, podemos afirmar que nestas conversas da Laurinda Alves com Deus é como ir a Madrid e falar com os Espanhóis na língua de Shakespeare. A hipótese de ocorrerem segundas interpretações é assaz elevada.

9 de julho de 2009

Inadmissível

É a única coisa que se pode dizer da manifestação de estivadores, que ontem ocorreu em frente ao parlamento.

Não que os estivadores não possam exprimir o que lhes vai na alma através de impropérios pouco educados. Mas quando estes impropérios e ameaças de morte são feitos por elementos de cara tapada com disparos de petardos à mistura devem ser tratados como um acto terrorista.

Na civilização ocidental onde estamos inseridos, tapar a cara tem o significado de não querer ser reconhecido pela prática de actos vergonhosos. Por isso é que os ladrões usam um lenço ou passa-montanhas e um arguido esconde a sua cara debaixo do casaco quando entra no tribunal.
Em Portugal onde os protestos corporativos se pautam pelo cumprimento de boas regras de civilidade (Professores, CGTP, etc), os estivadores ao agirem como ontem se viu, ficam com a fama de Selvagens, apesar de a maioria da sua classe não o ser.
Mas mais preocupante que as ameaças de morte e os petardos, foi assistir à passividade das forças policiais presentes, a qual, com o arrastar da crise e das tensões laborais vai seguramente encorajar a infiltração de desordeiros, os quais transformarão manifestações pacíficas em actos de vandalismo e pilhagem, como é normal nos outros países europeus.
E convém ter em conta que certo partido que actualmente aparece a capitalizar o descontentamento é conhecido pelos cursos de agitadores que promove em acampamentos de verão.
No futuro, e com o beneplácito das forças de segurança, não vão faltar oportunidades de aplicarem os conhecimentos adquiridos.

6 de julho de 2009

Michael Jackson - Na morte como na vida

Vai a enterrar Michael Jackson.
O enterro será, tal como foi toda a sua vida um espectáculo orquestrado, neste caso pela sua família e não por
Quincy Jones.
Aliás a empresa encarregue de o organizar é a mesma que estava encarregue de organizar a sua cancelada digressão, pagamento da dívida assim o obriga.
O Pai Tirano Jackson começa assim a encenar o futuro negócio da família - fazer render o morto, e Michael vai render mais morto que quando era vivo.

Michael Jackson, que "fugiu" de casa assim que começou a sua bem sucedida carreira a solo, vê agora o fruto do seu trabalho, cair nas mãos daquele que o espancou.

Mas não é só a família de Jackson que procura capitalizar com a morte de Jackson. O Reverendo Racista Jesse Jackson, mandado para as calendas da hitória por Barack Obama, tenta desesperadamente conquistar o apoio perdido fazendo-se de porta-voz de uma família seguidora das testemunhas de jeová.
E este é o destino de Jackson.
A sua morte, financeiramente falando é o melhor que poderia acontecer aos abutres que o rodeavam. A facturação dos mortos Elvis Presley e Freddie Mercury serão meros trocos nos milhares de milhões que Jackson vai dar a faturar.
Mesmo morto vai continuar a dar espectáculo.