12 de março de 2010
Ética Republicana no seu esplendor
9 de março de 2010
100 anos de República, 100 anos de pilhagem
8 de março de 2010
Costa Martins e o roubo do 5 de Outubro
Morreu o Capitão de Abril Costa Martins. Morreu como um homem da força aérea gosta de morrer, de desastre de Avião.Gunther Arglebe (1933-2010)
Festival da Canção
4 de março de 2010
Porque é que a Tauromaquia é Cultura
Roubei esta imagem ao "A Festa mais Culta" de Alberto Franco bem demonstrativa da ignorância dos argumentos que grassam nas lides dos movimentos anti-taurinos.3 de março de 2010
1 de março de 2010
Mamadas republicanas
Todos querem mamar na teta e para isso todos os motivos servem, desde o «mastro de milhões para ter uma bandeira", até "conjuntos de actividades de carácter pedagógico, lúdico, científico e cultural, sendo definidas por um fio condutor" (o que é que isto quer dizer?).
O importante é mamar na teta!
Quando lemos uma noticia como esta:
A Recém-Criada Gera Cultura quer comemorar Centenário da República
Devemos ler “Um grupo de cidadãos mais-ou-menos anónimos constituiu uma associação para assim poder sacar a sua parte, dos milhões que a teta republicana anda a distribuir este ano”
Por "Mais-ou-menos" anónimos entenda-se: Cidadãos anónimos como no exemplo acima ou pouco anónimos como no caso da edilidade Coimbrã que também quer pôr os U2 a mamar na teta, como bem nos informa o “Diário das Beiras”.
“[…] Já em relação aos concertos da banda irlandesa U2, o administrador garante que a cidade não deverá perder esta oportunidade. Daí que, em conjugação com as comemorações do centenário da República […]
Lá Fora é que é bom! Será mesmo?
16 de fevereiro de 2010
"Lá Fora é que é bom" - A causa raiz da nossa miséria
Bidarra centra-se na deslocalização dos centros de decisão, mas o mesmo pode ser aplicado aos jovens licenciados desempregados, que desesperam por um emprego inexistente, porque não abdicam de se vestiram com roupas feitas "lá fora" ou comerem comida vinda "de fora".
O mesmo também pode ser aplicado àquela coisa que sai à rua nestes dias a que alguns chamam "Carnaval", pois que o "Entrudo" é uma coisa Portuguesa e por isso, visto como uma coisa "sub-desenvolvida" que urge eliminar.
Carnaval é outra coisa! É bom, pois vem "Lá de fora"
Infelizmente, no entender destes idiotas, ainda existem pessoas que vestem "Caretos".
Só que estes idiotas não sabem é que ao promoverem o "Lá de fora" estão a ser, nem mais nem menos, que uma figura Carnavalesca tipicamente Portuguesa
O Xéxé, com o seu chapéu napoleónico a dizer:
"Para mim MERDA"

pois merda é o que devemos atirar aos que adoram o que vem "Lá de fora"
Nota: Foto de o "Xéxé" tirada por Augusto Bobone - final do Século XIX - Fonte: Arquivo Fotográfico Municipal
A propósito de "Patranhas"
Patacôncio, arqui-rival do Tio Patinhas e director do Jornal "A Patranha", rival do Jornal "A Patada" dirigido pelo Tio Patinhas.
Patacôncio em Português do Brasil, Mário Lino em Português de Portugal
10 de fevereiro de 2010
O Alzheimer não perdoa
8 de fevereiro de 2010
Hoje tal como há 120 anos atrás
Desde Sócrates a Cavaco, passando pela Associação Nacional de Municípios, que hoje, caricatamente, mandou uma carta a Bruxelas a pedir a cabeça de Almunia numa salva de prata, todos ladram, mas de concreto nada fazem, nem sequer dão mostras de algum dia querer fazer alguma coisa.
Aliás esta reacção meramente verbal é exactamente idêntica à tida pelo Partido Republicano Português em 1890 ao ultimatum Britânico.
Hoje tal como há 120 anos atrás Portugal por culpa própria está perante poderes que lhe são superiores abre as goelas e grita, esbraceja e pula, mas de concreto não se atreve a mexer uma palha.
Esta reacção à perda de credibilidade da República nos mercados financeiros internacionais é fútil, inadequada e vai ter como resultado o aumento do nível de descrédito.
Em ano de comemoração do centenário da "República", nada como regressar a esses "heróicos" tempos.
Até os resultados finais vão ser os mesmos.
4 de fevereiro de 2010
Preocupante mesmo
Na referida emissão a jornalista pergunta a um fedelho de 11 ou 12 anos o que faria se fosse rico, a conversa avançou para coisas deveras preocupantes:
"Comprava uma metralhadora e uma shot gun" - respondeu o fedelho descontraidamente
"E para que é que tu querias a metralhadora?" - perguntou a Jornalista
"Para matar todas as pessoas de que não gosto."
"E quem é que tu matavas primeiro?" - pergunta a Jornalista.
"O Sócrates", responde o fedelho.
"Porque é que não gostas do Sócrates?"
"Porque ele me obriga a estudar e eu detesto…"
1 de fevereiro de 2010
A MORTE SAIU À RUA

A morte saiu à rua num dia assim
Naquele lugar sem nome para qualquer fim
Uma gota rubra sobre a calçada cai
E um rio de sangue dum peito aberto sai
O vento que dá nas canas do canavial
E a foice duma ceifeira de Portugal
E o som da bigorna como um clarim do céu
Vão dizendo em toda a parte o rei morreu!
Teu sangue, Rei, reclama outra morte igual
Só olho por olho e dente por dente vale
À lei assassina à morte que te matou
Teu corpo pertence à terra que te abraçou
Aqui te afirmamos dente por dente assim
Que um dia rirá melhor quem rirá por fim
Na curva da estrada há covas feitas no chão
E em todas florirão, as flores duma nação
Poema de José Afonso, com ligeiras alterações minhas que em nada afectam o seu sentido.
Também publicado em "O Centenário da República"




