23 de abril de 2008

Sol na Eira e Chuva no Nabal

Era uma vez uma constituição que ninguém queria.
Como ninguém a queria, quem a quis marcou uma reunião em Lisboa.

Nessa reunião, com uma safa, apagaram a "Constituição" e escreveram "Tratado Constitucional".

Mas havia uns gémeos que detectaram a marosca e vai de dizer Não.
E Não disseram até que os que queriam dizer Sim, lhes untaram as mãos com mais uns milhões de euros e uma mão cheia de deputados.
E os gémeos passaram a dizer Sim.

Mas para o povo, que não é burro, não vê diferença entre "Tratado constitucional e "Constituição", por isso e para os que querem dizer Sim, impedirem a maioria de dizer Não, resolveram aplicar ao documento o ideal da agricultura - Sol na Eira e chuva no Nabal.

Assim, e ao mesmo tempo, temos um:

"Tratado Constitucional", que apenas e só para efeitos de ratificação é completamente diferente da "Constituição".
"Tratado Constitucional" que para efeitos de aplicação é quase igual a 100% à anterior "Constituição".

PORREIRO, PÁ!

Cartas Portuguesas


Continua a publicação das "Cartas Portuguesas", hoje com uma missiva escrita por António José de Almeida a Simas Machado a solicitar a indicação de nomes para candidatos a Deputados e Senadores

21 de abril de 2008

A Desejada

Manuela Ferreira Leite, a desejada, parece que é desta que vai se candidatar à liderança do PSD.
Provavelmente será a pessoa que, dentro do PSD, perderá por menos contra Sócrates em 2009.
Tal facto abrirá o caminho para a liderança de Rui Rio logo a seguir às eleições legislativas.

Um só senão: Porque é que em Portugal, "O Desejado" assume sempre (nos últimos 100 anos) a figura do "Mestre das Finanças"?

Camorra Lusitana


Acho que a Camorra Napolitana tinha muito a aprender com a nossa "Mafia".
Pelo menos ficaria com uma Boa Vista.

A Carta de Luanda

No livro recentemente editado, “Holocausto em Angola”, da autoria de Américo Cardoso Botelho (Edições Vega 2007) está publicada uma carta atribuída ao Almirante Rosa Coutinho, à altura Alto-Comissário em Angola na qual ele aconselha o MPLA a perseguir e chacinar a população branca de modo a poder tomar o poder.
Esta carta foi referida por António Barreto numa das suas crónicas de Domingo no Público fez-lhe referência, crónica essa mais tarde publicada online no Sorumbático.
Tal facto parece na altura, e agora não ter provocado qualquer reacção, áparte das crónicas de Ferreira Fernandes no DN, publicadas também no Sorumbático e do João Távora no Corta-fitas, mais ninguém se referiu ao assunto.
Na altura insurgi-me contra Ferreira Fernandes, pois para ele, como bom esquerdista, a carta era falsa, porque sim.
A gravidade da acusação necessita de algo mais de um "Porque sim"
Em minha opinião a carta é falsa, mas não é "Porque sim!". É um pouco mais complicado e por isso vou explicar sucintamente:
Quando se analisa correspondência escrita, existem dois tipos de situações que quase nunca encontramos.
  1. Informações secretas ou muito confidenciais, pois a correspondência pode ser violada, ou quem dactilografa pode ficar com acesso à mesma.
  2. Informações que se possam tornar comprometedoras para quem escreve tanto na sua vida como após a sua morte, pois mais cedo ou mais tarde alguém que não o destinatário vai ter acesso à mesma.
Geralmente as situações confidenciais ou secretas, se escritas eram pelo próprio, e entregues em mão, ou devidamente cifradas. Por outro lado as situações que poderiam ser consideradas muito comprometedoras para o signatário (Como o que consta da carta) eram transmitidas directamente do próprio ao próprio.
Existe ainda uma outra maneira de aferir da veracidade ou não de uma carta escrita. O estilo. Rosa Coutinho é do tempo em que se escreviam cartas, pessoais, oficiais, etc. Com certeza que tinha o seu estilo próprio. Uma análise à sua correspondência e a comparação com esta carta poderia, embora não completamente, fazer alguma luz sobre o assunto.
No entanto esta situação trouxe à baila uma enorme área cinzenta da nossa história recente - Os ultimos meses de soberania Potuguesa em Angola.
Este é um periodo que importa apurar a verdade. Não numa perspectiva de contestação à independência de Angola, mas sim numa perspectiva unicamente interna de uma vez portodas apurarmos se houve ou não um acto de traíção à Pátria, por parte de militares e civis com responsabilidades nessa altura.

20 de abril de 2008

1 000 000

O Portugal Profundo está prestes a atingir Um Milhão (1 000 000) de visitas.
Provavelmente é o blogue, cuja acção directa, mais fez sair a blogoesfera nacional da obscuridade, passando esta a ser mais um actor na realidade nacional, atrás da qual passaram a correr uma boa parte da classe jornalística.

Mas esta acção directa de António Caldeira não foi um mar de rosas nem nenhuma passeio triunfal. Como ele bem diz, foi um percurso feito à custa de enormes sacrifícios pessoais e familiares.
[...]Uma busca nocturna de minha casa e outra busca nocturna a casa de minha mãe,e a busca do carro de minha mulher com as crianças lá dentro, por causa da suspeita do gravíssimo crime de desobediência simples (de que fui absolvido); a apreensão da minha tese de doutoramento (!) durante sete meses; quatro processos (um que fui absolvido de desobediência simples, com o veredicto a ser confirmado pela Relação de Coimbra; outro por queixa de Paulo Pedroso, que pretendia a eliminação do meu blogue e a confiscação do meu computador, que foi arquivado pelo Ministério Público, sem uma desculpa![...]
Mas não foram só as pressões do Sistema através dos meios oficiais. Na própria blogoesfera, o sistema, através de comentários anónimos tentou tudo para calar a voz de António Caldeira.

[...] na caixa de comentários Do Portugal Profundo, os insultos e calúnias diárias a mim, família, denunciadores da pedofilia na Casa Pia e investigadores e magistrados desse processo, sofridas várias vezes ao dia durante estes anos, numa tara demente e compulsiva.[...] A intrusão electrónica em servidores portugueses e obtenção ilegal de DNS com a publicação do nome completo (completo!) de comentadores que nem sabia; o resto de que agora ainda não falo, mas está registado; as ameaças de morte na caixa de comentários deste blogue e por mail; os telefonemas de ameaça de morte.[...]
Ao António Caldeira, o Blogger sem medo, envio aqui um grande abraço.



19 de abril de 2008

Laurinda Alves

Diálogos imaginários - Numa cimeira europeia

Diz Berlusconi para Zapatero:
A minha "Gaja"
É melhor que a tua!

Ao fundo da mesa Sócrates pensa com os seus botões
Se a Lurditas perdesse uns quilitos ....

18 de abril de 2008

Portugal - Como se gasta dinheiro no país mais rico do mundo

NECESSÁRIO!
FUNDAMENTAL!
INADIÁVEL!
INDISPENSÁVEL!

Foi assim que ontem, António Costa se referiu ao futuro terminal de cruzeiros a ser construído na zona de Santa Apolónia, usando o edifício da Estação com o mesmo nome.
Sim, eu concordo com ele. Cidade Capital à Beira-Mar plantada não é digna desse nome se não tiver um terminal de cruzeiros. E Lisboa não é uma Capital qualquer. Lisboa é (caso os leitores, tal como eu não se tenham dado conta) capital do país mais rico do mundo.
Um terminal de cruzeiros é próprio da capital de um país pobre.
Dois terminais de cruzeiros ondica um país remediado.
Portugal, país mais rico do mundo, tem de ter 3 (Três) terminais de cruzeiros na sua Capital.
Sim, porque Lisboa tem já dois terminais de cruzeiros, separados pouco mais de 1 Km.

Ambos os edifícios foram planeados por Duarte Pacheco e projectados por Porfírio Pardal Monteiro, um dos nomes maiores da arquitectura Portuguesa dos século XX. O projecto original consistia nas duas estações ligadas por um conjunto de edificios de apoio. Edificios estes, que nunca chegaram a ser construídos. Isto para já não falar nos Frescos de Almada Negreiros na Estação Maritima de Alcântara, obra-prima da pintura Portuguesa do Século XX.

Estes dois edifícios são obras emblemáticas do modernismo português, considerados como os dois mais bonitos existentes na frente ribeirinha de Lisboa. Apesar disso, a falida Câmara de Lisboa e o Porto de Lisboa pretendem esconder estas obras de arte com contentores e torrar umas dezenas de milhões em Santa Apolónia, onde os Turistas se podem deleitar com as casas a cair e a "Very Typical" roupa a secar às janelas do Bairro de Alfama.

Costa não o disse, mas estou desconfiado que que a triste sina das duas estações maritimas se deve ao facto de serem considerados "Edifícios Fascistas".

O Boavista merece respeito!

No dia 1 deste mês escrevi, a propósito do inenarrável presidente do Nacional da Madeira, que "O futebol nacional tem a especial habilidade para agregar os maiores badamecos que existem em Portugal.
E sempre que achamos que não pode haver maiores badamecos, aparece logo um ainda maior que o anterior.
Estando o histórico Boavista em extremas dificuldades financeiras, apareceu, vindo não se sabe de onde, um tal Sérgio Silva com 38 milhões de euros para o salvar.
Eu não sei quem é Sérgio Silva, pode ser um honesto adepto axadrezado disposto a tudo pelo seu clube ou mais um "badameco" à procura dos seus 15 minutos de fama.
Sinceramente inclino-me mais para esta segunda hipótese.
O Boavista é que não merecia isto. É nas horas de aflição que um clube merece que o repeitem.
Já bastou o Salgueiral!

17 de abril de 2008

Ele vai andar por aí

A demissão de Luís Filipe Menezes da presidência do PSD é uma má noticia para Sócrates. Será difícil que quem vier a ocupar o lugar consiga fazer pior que Menezes. (Parto do princípio que o Sr. Ribau ou o Sr. Gomes de não-sei-o-quê, não estejam a pensar ocupar o lugar vago).

Mas talvez seja uma má noticia para o PSD.
Não acredito que Sócrates perca em 2009. Se tal acontecer será por factores meramente exógenos. Tal facto deixará o líder do PSD , uma vez mais, em maus lençóis.

Se fosse Menezes, a ocasião seria magnífica para varrer do PSD o lixo que o atormenta.
Mas Menezes e comandita foram embora e quase de certeza "vão andar por aí".

E vão andar por aí até ao momento em que o seu sucessor esteja fraco e então vão com certeza voltar.

NOTA: Sinceramente preferiria que hoje fosse outro Luís Filipe a apresentar a demissão.

O meu presente para o Vieira

E não te esqueças de levar vestida a Camisola Cor-de-rosa

16 de abril de 2008

Mais um que ladra

O PSD está a um pequeno passo de deixar de ser um Partido e passar a ser um Canil
Quando um dirigente ladra, logo a seguir aparece outro a ladrar inda mais alto.
Enquanto o Caniche Rui Gomes da Silva, ladrava contra o futuro documentário de Fernanda Câncio, logo a seguir aparece o Bull-Terrier madeirense, João Jardim, com esta fantástica latidela:
"eu acho bem não haver uma sessão solene, acho que era dar uma péssima imagem da Madeira mostrar o bando de loucos que está dentro da Assembleia Legislativa, e acrescentou, eu cá não apresento aquela gente a ninguém" (Jornal Público).
Alberto João tem todo o direito de achar que a oposição regional é um bando de loucos. Eu também acho que ele, Alberto João, devia estar em internamento psiquiátrico.
Mas acontece que esses "Loucos" estão na Assembleia Legislativa por direito próprio e se isso envergonha Jardim paciência.
Já viram o que seria se o Secretário-Geral da ONU viesse a Portugal e o Primeiro-Ministro lhe dissesse "Desculpe lá, excelência, mas você não vai discursar no nosso parlamento porque tenho vergonha da oposição*"
*- Coisa que qualquer pessoa de bom senso acha que é verdade

15 de abril de 2008

Deviam estar calados

Profissional e politicamente falando, não gosto de Fernanda Câncio.
Não gosto dela profissionalmente pois de"jornalista" só tem o nome da sua profissão, na realidade não passa de uma panfletária política que usa a cobertura de "jornalista" para a divulgação dos seus ideais políticos.
Politicamente está no campo diametralmente oposto ao meu.
Partidária do extremismo virulento de esquerda. Vê na destruição pura e simples dos princípios e dos fundamentos da vida em sociedade, com os seus direitos e obrigações, ética e moral como a única via para aquilo a que chama de "desenvolvimento".
Claro está que, como boa esquerdista, não sabe explicar o que é o seu "desenvolvimento" nem tem qualquer ideia sobre como se fundamentará a vida numa sociedade "Cânciana".
Fernanda Câncio é apenas a cartilha esquerdista a funcionar. Primeiro destrói-se, depois logo se vê. Não vale a pena discutir ideias com ela. Tem duas palas de Burro de Carga nos olhos, que apenas a deixam ver numa única direcção.
Um bom exemplo desta linha de pensamento é o sistema de ensino em Portugal após o 25 de Abril.
Sobre o "famoso" programa. Apenas digo que nunca o veria, como aliás 99 % dos Portugueses o iriam fazer. Mesmo sem o ver já sei o que ela vai dizer. Quem mora nos Bairros degradados é uma vitima da sociedade capitalista em que vivemos e quando algum jovem desses bairros assalta alguém está no fundo a praticar um acto de justiça sobre quem é responsável pela sua "miséria". Sobre o facto de serem dinheiro dos meus impostos que vão pagar esse programa, é coisa que não me agrada, mas sinceramente incomoda-me muito mais o dinheiro que dão ao Malato, que propriamente ao Programa da Câncio.
Com certeza que fora da visão das câmaras vão ficar as "bombas" último modelo e os televisores da última geração que pululam nesse tipo de bairros, fruto do tráfico de substâncias ilícitas.
Por isso ao saber que a citada senhora iria fazer um programa na TV, os atrasados mentais que dirigem o PPD/PSD deviam ter estado calados.
  • Deviam ter estado calados porque todos os latidos que dão, fazem com que o programa se torne na novidade mais aguardada da televisão desde o episódio de "O Astro", no qual o País inteiro ficou a saber quem é que afinal matou o Pai do Márcio.
  • Deviam ter estado calados pois sempre que ladram a propósito de Fernanda Câncio, é mais publicidade gratuita, e da boa, para ela. Assim ainda vai ser nomeada a "jornalista" do ano.
  • Deviam ter estado calados, pois sendo os mesmos que há uns anos atrás puseram a circular rumores sem qualquer fundamento uma suposta preferência sexual de José Sócrates, venham agora queixar-se da sua "namorada".
O PPD/PSD destes dias é o Benfica da Política. Seus dirigentes percebem tanto de política como Luís Filipe Vieira percebe de Futebol.

14 de abril de 2008

Produto esgotado

É melhor fazer dieta, pois se necessito disto.

Só daqui a alguns dias consigo comprar o medicamento que a esquerda esgotou hoje nas famácias.

É isto a globalização. Um acontecimento pouco importante ocorrido a milhares de quilómetros, pode-se repercutir nas nossas vidas, ou melhor, nos nossos estómagos.

Italia

Aquilo que se passa em Itália diz-me tanto quanto o que se passa na superfície de Plutão.
Mas estou a adorar ver a azia da esquerdalhada com a vitória de Berlusconi para lá dos Alpes.
Só por isto vale a pena.

13 de abril de 2008

Os Programadores Fustrados

Não percebo o que fazem várias pessoas, cuja maior fustração é não serem programadores de Televisão, a ocuparem os lugares de direcção de um Partido Político, ao invés de se candidatarem aos lugares existentes na RTP, SIC ou TVI.
Ou será que eles acham que o PPD/PSD é um canal de Televisão e ainda não se deram conta que é um Partido Político.

12 de abril de 2008

Ortographic agreement

If de britons were Portuguise, in de auses ov parlement, de M.P wud vote a law dat impose to al british pipel au to write inglish, in a maner dat ani text wud luk veri strange indid.

Vieira! Não te esqueças de ...



Perdeste o Pio?

Ó Orelhas!!!

Agora não chamas a polícia

Que raio de Benfiquista és tu?

O lugar da equipa, do treinador e do seu assistente que não nomeio, por respeito ao seu falecido pai é na PRISÃO!

Visão de um Futuro muito próximo

Sr.Luís Filipe Vieira, reconhecido sócio do Futebol Clube do Porto, na gala de atribuição do Dragão de Ouro, que o Sr. Jorge Nuno Pinto da Costa, distinto presidente da importante agrmiação portuense, lhe entregou em mãos, por reconhecimento dos seus distintos serviços prestados em Lisboa ao Clube das Antas.

9 de abril de 2008

Névoa da Flandres

Há 90 anos atrás o Exército Português sofria a maior derrota da sua história.
Em duas horas o Exército Alemão comandado pelo Príncipe Rupprecht da Baviera, infligia 7000 baixas, numero esse que se pode considerar diminuto, uma vez que perante as tropas alemãs, os soldados Portugueses fizeram a única coisa possível de ser feita - Fugiram!

Detalhe do Mapa de Trincheiras - Folha 36 S.W., Edição 9A - Posições de Trincheiras a 27 de Julho 1917
Tal como bem afirma o Repróbo, a decisão de lutar na Flandres, enviando para lá, as tropas que faziam falta em Moçambique, onde Von Lettow-Voorbeck brincava ao gato e ao rato com um "exército" português dizimado pelas doenças tropicais, não passou de uma tentativa de legitimação do governo de Lisboa, desejoso de ser aceite como igual entre as potências europeias e arranjar um inimigo ao qual pudessem deitar as culpas pelas dificuldades internas.


Embarcados como gado , contaminados com tifo, os Soldados Portugueses desembarcaram em Brest carregados de piolhos, num estado tal que muitos pensaram tratar-se de tropas retiradas da frente de Batalha.
O CEP, teve apenas uns meses de instrução em Tancos, a que os Políticos chamaram eufemisticamente de "Milagre". Milagre esse consistiu em dar um uniforme e uma espingarda.
Foi com espanto e admiração que os Ingleses constataram que ninguém no CEP, sabia o que verdadeiramente os esperava.

[...]"Chigamos a Bréste no dia 26 e no mesmo dia ás 5 horas metemonos no comboio tivemos então 56 horas del muito frio passei dorante essa viagem. No dia 29 chiguei e passei na cidade de Ernesse mesmo dia chiguei a Bommim esse dia dejuei-me às 11 horas com uma pinga dagua e um lata de douce (?) o que fome eu passei esse dia em seguida andemos uma semana sem comer rancho quente. Em cair neve então era uma desgracia nunca tanta neve vi em dias de minha vida."[...]
Excerto do Diário de Guerra de Manuel de Jesus Mendes da Póvoa da Barbeira - Seixo da Beira

Em face disto, o alto-comando inglês colocou o CEP num sector que estava completamente parado desde 1914, esperando assim que o Exército Português não causasse ao BEF, mais danos que o exército do Kaiser.
E na frente de Batalha, a Republica instalou-se como se estivesse nas manobras de verão. Criou-se na Flandres a ordem social de Lisboa.

Os Soldados e Sargentos oriundos do Povo analfabeto, afundados nos pântanos do Lys, à fome, ao frio e a evitar serem comidos vivos, por hordas de Ratos tão esfomeados quanto eles.

Os Oficiais, oriundos da alta burguesia, bem vestidos, bem alimentados, bem alojados, usavam o maior parque automóvel das forças aliadas, para passearem em Paris-Plage, como os galãs das fitas mudas.


Não havia por isso decisão mais digna que fugir da frente de Batalha. Não valia a pena morrer por Bernadino Machado, por Afonso Costa ou por Norton de Matos, verdadeiros mandantes da carnificina da Flandres.

[..]Agora nestes dias (…) (…) nos fins da minha vida eu nunca tanto fogo vi em dias de minha vida já não havia um metro de terreno que não fosse bombardiado os meus olhos já não viam se não sangue e desgracias tanto em melitares como em civiz. Agora temos 5 dias amarchar sem termos nem sequer uma manta para nosso agazalho a nossa roupa de cama é a capota no xão nestes dias andemos mais cada dia de 20 25 quilometros. Agora fome também temos tido la tanto tivemos um dia que nem café tivemos mas com isto tudo tenho muito agradecer a Deus em não morrer aquel dia a minha sorte foi muita que ao meu lado já não via senão fridos e mortos e alguns muito meus amigos tive imensa pena delles mas nada lhe pode ser bom em nada.[...]
Excerto do Diário de Guerra e Manuel de Jesus mendes da Póvoa da Barbeira - Seixo da Beira

[...]On April 9, the anniversary of the great crisis at Arras, our storm troops rose from their muddy trenches on the Lys front from Armentieres to La Bassee.

Of course they were not disposed in great waves, but mostly in small detachments and diminutive columns which waded through the morass which had been upheaved by shells and mines, and either picked their way towards the enemy lines between deep shell-holes filled with water or took the few firm causeways.

Under the protection of our artillery and trench-mortar fire, they succeeded in getting forward quickly in spite of all the natural and artificial obstacles, although apparently neither the English nor the Portuguese, who had been sandwiched in among them, believed it possible.

Most of the Portuguese troops left the battlefield in wild flight, and once and for all retired from the fighting.[...]

Paul von Hindenburg - Relatório sobre a Ofensiva de 9 de Abril de 1918

Mas dos Fracos não reza a história.

Logo após o final da guerra, uma névoa caiu sob a vergonha da Flandres. E desde então a História da derrota foi contada em termos gloriosos, do heróico sacrifício do CEP. Nada transpirou das milhares de deserções de oficiais, nada transpirou das horriveis condições que o CEP foi sujeito pela ignorância do governo de Lisboa.
Arranjou-se meia dúzia de Heróis desde o soldado analfabeto - Alfredo Milhais, ao Miliciano doutorado - Hernâni Cidade, aos quais deram a Torre Espada e diabolizou-se o Assassinado Sidónio ao qual se atribuíram todas as culpas da desgraça, sobretudo o de não ter enviado reforços*, quando na realidade Sidónio foi apenas culpado de não ter tido a coragem de ordenar a retirada total de França.

Hoje, 9 de Abril devemos honrar todos aqueles que passaram pelas trincheiras de La Lys, os que morreram e os que conseguíram sobreviver. Eles foram os verdadeiros heróis.
A vergonha essa, pertence por inteiro a quem lhes deu a guia de marcha.

* O CEP deixou de ter reforços em homens e material a partir do momento em que a Inglaterra desviou, em Setembro de 1917, os navios de transporte que asseguravam esse serviço para o transporte transatlântico do Exército Norte-Americano

5 de abril de 2008

Já temos Disneylandia!!!!

Agora é quem ninguém vai calar o Sócrates. Com a Disneylandia em Portugal, lá vem a conversa do país desenvolvido e que já tem coisas que antes só existiam em paises muito avançados como os EUA, França e Japão.
Imagem roubada com carinho ao Nova Frente
A Câncio é que deve estar piúrça. Temos Disneylândia é certo, mas é Católica e logo da Cruz do Espírito Santo. A Disnelândia da República não se mostrou interessada em vir para Portugal.

Nota 1: Será que a Disneylândia vai conseguir cumprir com o artigo 34º do Decreto-Lei n.º 322/82, de 12 de Agosto, com as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei n.º 253/94, de 20 de Outubro e pelo Decreto-Lei n.º 37/97, de 31 de Janeiro?

Nota 2: Uma chefe de Departamento de Nacionalidade chamada "Portugal" é obra. Isto é que é fazer juz ao nome.

3 de abril de 2008

Hoje fui feliz aqui


Clube Naval Setubalense

Rodízio de Peixe a 10 €

Parece mentira mas é verdade.
Existem dois pontos adicionais de felicidade
O Greenpeace e o Quercus, ficam chateados. E isso é bom.

Visão do Inferno

Chego a casa.
Estico-me no sofá
Ligo a televisão,
Tudo perfeito para um fim de dia.

Tudo não!
Nestas alturas entra o Murphy, e se alguma coisa há de correr mal, então corre mal.

A TV estava numa coisa chamada "Porto Canal" a mostrar o inenarrável Tino de Rãs a ...

CANTAR!!!!!

Mal refeito do susto, mudei de canal.

Ao menos se fosse o Zé Cabra.

2 de abril de 2008

Não é mentira!!!

A Isabel Coutinho colocou a partir de ontem, dia das mentiras, o ciberescritas em formato blogue.

Começa com José Rodrigues dos Santos (Podia ser melhor, Isabel!!!).
Mas sem dúvida será um dos melhor blogues literários, a emparceirar com o Pita, o Viegas e o Babel.

Bem vinda Isabel!

1 de abril de 2008

Disciplinas




Não são exemplo para ninguém, mas por várias razões, os Estados Unidos da América é o país com a maior percentagem de prémios Nobel atribuídos. Esta talvez seja uma das razões.

Primeiros de ABril


Se estivéssemos num país onde as mafias não têm poder, como a Itália, por exemplo. O Futebol Clube do Porto e o Boavista já teriam descido de divisão há anos e os seus dirigentes irradiados para todo o sempre.
Arrisco-me a dizer que o mesmo se teria passado no Benfica e no Sporting.

Descansem os Portistas e Boavisteiros que daqui a sair qualquer coisa será um mero rato. No máximo dos máximos talvez o filho do Arcebispo se trame, pois é peão sem importância. Mas ao Papá e ao Papa nada sucederá.

Por isso, Benfiquistas e Sportinguistas, é escusado pôr o espumante no frigorífico. As noticias de hoje não passam de meros "Primeiro de Abril", que apesar de serem verdade, destinam-se a nos enganar.

Nota:
O 1º de Abril na Bola era "O desaparecimento da Águia Vitória".

Nos restantes desportivos não consegui detectar nenhum.

O Merdas

O futebol nacional tem a especial habilidade para agregar os maiores badamecos que existem em Portugal. Não estou a falar do Vieira, nem do Pinto da Costa, nem do presidente do Gil Vicente e nem mesmo no inenarrável presidente da liga. Existe um badamerdas que os ultrapassa a todos. Aliás todos os que citei juntos não conseguem perfazer um calcanhar do badamerdas Rui Alves, presidente do Nacional da Madeira, clube insular que tem a especial característica de bater nos adversários depois de o bater no campo (Cajuda que o diga). Ontem o Nacional ganhou novamente, e talvez por os jogadores da equipa contrária conseguirem evitar a certo espancamento, o badamerdas do seu presidente, Rui Alves de sua tristeza, ligou o cólon ao local onde, nas pessoas normais se encontra o cérebro, e "cagou" uma "diarreia" de parvoíces como:

"Não gosto de Portugueses"
"Não gosto de falar Português"
"Não gosto da língua Portuguesa"
Siga o link para ouvir pelos seus próprios ouvidos a diarreia de Rui Alves

Infelizmente para mal dos nossos pecados, vamos ter de aguentar este canalha a respirar o nosso ar até 2011.

Ó meu grande parvo, se não tens dinheiro para apanhar o avião daqui para fora, porque é que não abres uma subscrição. Eu contribuiria alegremente para te enviar daqui para fora com bilhete só de ida para o Iraque, Conchinchina ou Zimbabwé para fazeres companhia ao teu irmão gémeo Mugabe.

Desampara a Loja!

27 de março de 2008

Richard Widmark (1914 - 2008)

Acabou-se. Já não há mais. Hollywood perdeu o seu ultimo "Duro" dos gloriosos anos 40-50.
Richard Widmark faleceu hoje aos 93 anos.
Estrela do Filme "Noir", relembro particularmente Harry Fabian, o vigarista de terceira categoria que sonhava dominar o bas-fond da Luta livre londrina, em "A Noite e a Cidade" de Jules Dassin.

Veio-me à memória também uma série de westerns, e "Madigan" onde Widmark contracenava com Henry Fonda. Filme esse que teve uma sequela televisiva, onde um dos episódios foi rodado em Portugal, ainda no tempo da outra senhora.

26 de março de 2008

Nada a fazer

Contra a Grécia ou contra a França é derrota pela certa, tal como contra a Inglaterra e Holanda é vitória garantida.

Não deitei atenção ao jogo, mas jogamos mal não foi?
Fiquei com a impressão que ganhamos na sarrafada!

22 de março de 2008

Ontem e hoje

Em 1934, um estudo de Tamagnini afirmava que a população escolar Portuguesa se dividia em 5 grupos diferentes:
1 ° - Ineducáveis 8%
2° - Normais estúpidos 15%
3° - Inteligência média 60%
4° - Inteligência superior. 15%
5° - Notáveis 2%

Informação retirada de um trabalho feito numa escola de eduqueses

Não sei os números oficiais de hoje em dia, mas acho que devem ser próximos dos seguintes:

1 ° - Jovens inocentes que a sociedade se recusa a integrar (ex Ineducáveis) 40%
2° - Jovens inocente parcialmente integrados (ex Normais estúpidos) 30%
3° - Jovens Palermas que querem ser tótós (Ex Inteligência média) 15%
4° - Jovens que recusam parcialmente a integração na sociedade (ex Inteligência superior). 10%
5° - Jovens completamente desintegrados dos objectivos da sociedade (Ex Notáveis) 5%

Como podem ver os objectivos do Ministério da Educação ainda estão longe de serem atingidos. Ainda há cerca de 15% de palermas que se recusam a integrar os objectivos da sociedade portuguesa - a Burrice absoluta.

Felizmente que a cena divulgada esta semana, numa escola da classe média-alta de uma importante cidade portuguesa, permite aos eduqueses a esperança de que o objectivo de alcançar o valor 0 (Zero) no 4º e 5º grupo está a um passo de ser alcançado

Faço minhas as palavras de ...

Marcelo Correia-Ribeiro no Incursões



Caro Marcelo. Acho que no seu último parágrafo você contribuiu para que o eduquês que vai elaborar o relatório tenha pouco trabalho. Basta copiar.

20 de março de 2008

O "Artista de Circo": Categoria - RICO

O Daniel Oliveira está no polo oposto das minhas ideias. Aliás não me lembro sequer de ter alguma vez concordado com ele.

Mas isso não é obstáculo para estar do seu lado contra a condenação que foi alvo, por ter dito que Alberto João tinha carteira profissional de artista de circo.
Quantas e quantas vezes, os políticos da nossa praça foram apodados de artistas de circo ou outras profissões piores ou filiações parentais de muito baixa condição, e responderam com classe, usando o silêncio dos indiferentes.
Tudo se resume a um problema de Classe. Ou melhor à falta dela, no carácter de Alberto João.

Por este motivo acho que a carteira profissional de Alberto João deve ostentar a categoria "Rico". Pois este revela sempre falta de "classe" quando brinca com aquele que tem a categoria "Pobre".

Caro Daniel, eu sei que a sentença ainda não transitou em julgado, mas se precisar de alguma coisa é só dizer.

Republicanos Asquerosos

Graças ao João Matos e Silva do Sem Controno, li esta asquerosa pérola republicana.
Lisboa, 17 Mar (Lusa)
O jornalista e maçon Inácio Ludgero* defendeu hoje que os debates entre República e Monarquia já "não fazem qualquer sentido", considerando que Portugal conquistou o direito a ser republicano a 5 de Outubro de 1910.
"Somos e seremos uma República. Conquistámos esse direito gloriosamente a 5 de Outubro de 1910, e agora dar voz a uma minoria, que nem sabe quem é o seu verdadeiro Rei, é uma pura perda de tempo, um disparate sem sentido", afirmou Inácio Ludgero, [...].
[...], Inácio Ludgero fez questão de prestar homenagem a Manuel dos Reis Buíça e Alfredo Luís Costa, os autores dos disparos que mataram o rei D. Carlos e o príncipe herdeiro D. Luís Filipe, no dia 01 de Fevereiro de 1908."Quero prestar homenagem a estes dois cidadãos impolutos, que sendo assassinados, matando (...) foram capazes de mudar o rumo da história pela Pátria e pela República", afirmou, defendendo que "nas revoluções pela Liberdade tem de haver mortes".
Vincando a sua condição de maçon assumido, Inácio Ludgero sublinha que os inimigos da Maçonaria "não são nem os monárquicos, nem os católicos, ou de qualquer outro credo, ateus, ou Homens que sejam de qualquer raça ou partido"."
Os verdadeiros inimigos da Maçonaria são os membros de uma seita que dá pelo nome de Opus Dei e quem os apoia, a Igreja Católica, Vaticano com seu papa, no seu profundo reaccionarismo intolerante e racista (onde a mulher nada vale) e todos os ditadores que ainda governam neste nosso mundo", disse.[...]
SMA/GC.© 2008 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.2008-03-17 17:25:01
* Integrado, como efectivo, na redacção da revista "Visão", do grupo Edimpresa. Maçon do Grande Oriente Lusitano - GOL.
Para quem conhece minimamente o mudus operandi de uma organização maçónica, sabe que esta opinião emitida (ladrada?) por Inácio Lugero (com a nova ortografia acabam as "finezas") não é uma opinião pessoal. A Maçonaria não permite aos seus membros enquanto tal, a emissão de opiniões pessoais. Esta é uma comunicação oficial do Grão-Mestre da Maçonaria e deve ser lida e entendida como tal.
Pelo que concluo que o Grande Oriente Lusitano existe para promover uma ideologia baseada na intolerância e ódio à igreja católica, tal como outras promovem a intolerância e o ódio aos negros, amarelos, homosexuais, etc.
Por outro lado não me surpreende esta tomada de posição do GOL. O recente debate televisivo se bem que não se possa apontar um "vencedor", resultou na transmissão de uma imagem renovada , moderna, positiva e avançada da Causa Monárquica, algo que o GOL, esteio fundamental da incompetente clase política que nos governa desde há pelo menos 25 anos, viu com enorme preocupação, pois Republicanos da estirpe Maçónica são uma confrangedora minoria. A grande maioria do Povo Português é indiferente ao tipo de regime e por isso poderá pender para a raestauração monárquica, caso a causa Monárquica consiga aparecer aos seus olhos, como vector de mudança para Portugal.

Fico a aguardar as homeagens do GOL a outros individuos, de republicanismo certificado, que matando, foram capazes de mudar o rumo da história tais como:
  • Adolfo Hitler;
  • Robespierre;
  • José Estaline;
  • Pol Pot;
  • Idi Amin;
  • Khomeiny

19 de março de 2008

Euromilhões

Não é ficção.
Nos Estados Unidos você pode estacionar o seu avião particular, na garagem da sua casa.

Stellar Park, Phoenix-Arizona

17 de março de 2008

Finalmente, Uma LUZ no Norte

Desde há alguns anos que o epíteto "Nortenho" (Portuense) deixou de significar trabalhador honrado e passou a significar alguém que olha para o passado, que espera por um D. "Sevastião" qualquer que o tire do buraco onde está e que atribui todas as culpas da situação em que caiu a uma conspiração com epicentro em Lisboa. Curiosamente algumas dessas personagens responsáveis pela imagem que o "nortenho" (Portuense) tem, hoje em dia, no resto do país, agregam-se num único blogue, onde os comentários conseguem cometer a proeza de superar os da edição online do Correio da Manhã.

Mas no entanto ainda há esperança! Enquanto muitos falam, na sombra, e longe dos holofotes dos meios de comunicação, existem pessoas que estão a desenvolver trabalho e que, provavelmente serão elas quem vai voltar a trazer o norte para a posição de liderança económica que já teve e que muita falta faz a todo o Portugal.
Claro está que uma "posta de pescada" do Manuel Serrão, tem mais audiência e divulgação que o trabalho sério, honesto, que na sombra várias instituições têm vindo a fazer ao longo dos últimos anos.

Talvez por isso a entrevista de Cristina Azevedo ao suplemento norte do Público, na passada Segunda-Feira tenha passado completamente despercebida.

Pela primeira vez que vejo alguém do norte a falar sem ter que atribuir culpas a factores exógenos a teorias da conspiração e que revela um conhecimento real e concreto da situação e factores que levaram a Região Norte à sua situação actual.

Pela primeira vez vejo que alguém em Portugal (Continente e regiões autónomas) está a fazer um planeamento a longo prazo, com apostas que me parecem sérias e pertinentes e que, arrisco a dizer, provavelmente serão bem sucedidas. No entanto este trabalho vai demorar algum tempo até começar a apresentar resultados visíveis, mas o caminho é seguramente por aí.

Nota: Para quem não se lembra, a Cristina Azevedo é aquela senhora que há algum tempo atrás toureava semanalmente o CAA na RTP-N em lides para duas orelhas, rabo e pata.

Como o Público insiste em manter um acesso restrito à sua edição online, coloco aqui a entrevista na integra.

O processo de reestruturação da indústria nortenha ainda vai durar algum tempo, com repercussões ao nível do desemprego. Mas a região vai tendo consciência das alternativas

Licenciada em Relações Internacionais Económicas e Políticas pela Universidade do Minho e ex-directora de marketing da antiga bolsa de Lisboa e Porto, Cristina Azevedo desenvolveu, em oito anos na CCDR-N, seis dos quais como vice-presidente, uma visão estruturada dos problemas da Região Norte e das formas de os atacar. Nesta entrevista, deixa pistas sobre algumas das prioridades da comissão: apostar na diversificação da economia - através do desenvolvimento de sectores como o da saúde e dispositivo médico e o das indústrias criativas, por exemplo - sem abandonar a atenção de que necessitam os sectores tradicionais, como os têxteis, o calçado e o vinho, que será alvo de um projecto específico.

PÚBLICO/RÁDIO NOVA - Nestes anos que leva na CCDR, a região não tem conseguido acompanhar o nível de crescimento económico do país, que nem sequer é muito famoso. Ainda acredita que haja futuro para o Norte que não seja o de mais e mais desemprego e estagnação económica?

Cristina Azevedo - Absolutamente. Não consigo sequer imaginar outra coisa. Estamos numa região que vale 28 por cento do PIB [produto interno bruto] nacional, 34,3 por cento do emprego, 35,4 por cento da população, que é provavelmente o dado mais importante. Porque de facto nós temos o que muitos territórios não têm. Temos gente e temos gente nova. E mais do que isso, temos progressivamente gente cada vez mais qualificada. É verdade que não conseguimos encontrar ainda formas de fixar os melhores, permanentemente. Mas estou convencida de que isso vai ser possível, e que a região está simplesmente a atravessar uma crise que outras regiões atravessaram, com situações até bem mais difíceis, como foi o caso espanhol, com taxas de desemprego muito maiores.

Parece-lhe então que o desemprego, mais do um falhanço das políticas para a região, é simplesmente um sinal de que as mudanças estão de facto a acontecer?

Com certeza. Reparem: a vantagem competitiva de uma mão-de-obra barata obviamente que não podia durar. E durou, provavelmente, tempo demais. Neste momento os nichos de mercado são outros e é para eles que têm de produzir os nossos sectores ditos tradicionais - que são de eleição do ponto de vista do emprego e da renda que garantem. Mas têm de ter mais valor acrescentado e mais gente qualificada. E estão a evoluir para aí. O calçado e o têxtil são sectores que começam a dar sinais consistentes de que estão a seguir essa via, mas libertam pessoas menos preparadas.

Mas o que é que está a falhar?

O tempo. A reestruturação industrial é sempre um processo complicado. E até julgo que a qualidade da nossa produção jogou um bocadinho contra nós. Tivemos um mercado fiel durante demasiado tempo. E os empresários não mudam se não tiverem motivação para mudar, pelo que aguentaram até ao limite em que a nossa mão-de-obra barata deixou de ser competitiva. É uma mudança violenta. E é nossa responsabilidade colectiva fazer a mudança.

Mas temos também de dizer às pessoas que esta fase ainda vai durar. Não?

Demora. E é perigoso, difícil e quase irresponsável gerir expectativas de curto prazo. O que temos de fazer é monitorizar se aquilo que estamos a fazer vai no bom caminho. Apesar de tudo, as últimas contas trimestrais reveladas pelo INE - são de 2005, é verdade - mostram que estamos num crescimento acima da média do país, pela primeira vez nos últimos anos. Espero que quando soubermos as de 2006 e 2007 os resultados sejam ainda melhores. São processos longos, e mentirá quem disser que não é assim.

Entretanto, o que é se faz a essas dezenas de milhares de pessoas que não têm hipótese de encarar um mercado de trabalho mais exigente?

Essa é uma pergunta que não tem uma só resposta, porque nós temos um perfil muito variado de desempregados. Se nuns casos há lugar para políticas assistencialistas e reformas antecipadas, noutros há espaço para a reconversão. Há sectores que precisam de mão-de-obra que não é de topo. Os sectores do turismo e da construção podem absorver parte dessa mão-de-obra.

E as várias estruturas de poder estão a trabalhar em conjunto para fazer do turismo essa aposta de que fala? Há sinergia?

É deficiente. Estamos perante um conjunto de fenómenos muito complexos, que surgem em simultâneo. Temos subespaços no Norte que emergem como destinos de alta qualidade - o Douro e o Minho-Lima - pelas suas características ambientais. A CCDR criou em Lamego – não no Porto ou em Lisboa – uma escola de turismo, que está a qualificar um conjunto significativo de jovens que vão dar apoio aos complexos turísticos que estão a nascer. Agora, estamos em cruzeiro, estamos a fazer um caminho. Mas as soluções estão instaladas. Não podem é produzir resultados de um dia para o outro.

É vogal da comissão executiva do Programa Operacional do Norte, que tem 2700 milhões de euros para ajudar a região a dar o salto até 2013. Estamos numa fase inicial, mas pode dar-nos uma ideia de projectos, das prioridades?

O programa é diferente dos anteriores. Está estruturado em torno de duas ideias fundamentais, sendo que uma tem mais peso do que a outra. Incorpora a agenda para a competitividade, e cerca de mil milhões de euros são dedicados à competitividade da actividade produtiva: das empresas (quase 400 milhões de euros), das infra-estruturas de contexto, como os parques empresariais, ciência e tecnologia, e das instituições de investigação e desenvolvimento.

Das várias vertentes, qual lhe parece ser a que mais impacte poderá ter na mudança do perfil produtivo da região?

Há uma nova forma de fazer política económica, e de fazer política económica de base regional, que é o que o país precisa. Não tenho nada contra a captação de Projectos de Interesse Nacional, os chamados PIN, para o Norte do país – julgo até que estamos a ser desfavorecidos nessa matéria e que temos que recorrer a metodologias tipo chave-na-mão para atrair investidores estrangeiros, mas talvez mais importante do que isso seja um olhar para os clusters que já existem, e os que podem vir a nascer.

A CCDR-N tem ajudado a atrair a atenção sobre um desses clusters, no caso o da saúde e dos dispositivos médicos.

No que diz respeito ao pólo de competitividade para a saúde - que vai dar origem a uma entidade e a uma marca, que serão anunciadas brevemente -, a CCDR teve como objectivo usar as competências de planeamento regional em favor de uma política económica que visa potenciar aqueles que são os recursos diferenciadores da região. E na saúde, ao contrário do que possa imaginar quem estiver menos atento, há factores diferenciadores que nós identificamos desde a actualização do diagnóstico prospectivo feita em 2005: a presença da maior farmacêutica do país, a Bial, os 1800 investigadores, 700 dos quais doutorados, instituições de referência na área da investigação, como os três institutos que deram origem ao I3S [Instituto de Investigação e Inovação em Saúde], e que com este processo de fusão se dimensionam para competir à escala global... Havia todas as razões para juntar estes agentes e pô-los a criar mais negócio, através de um fluxo mais rápido entre o que se investiga e o que se produz.

E onde é que podemos chegar com este pólo de competividade?

Poderemos produzir novos fármacos, novos dispositivos médicos. O quê, exactamente, dependerá dos parceiros que se estão a envolver, e que manterão um grande nível de confidencialidade nos seus projectos. O pólo não vai dizer o que se deverá fazer, criará é um ambiente propício à multiplicação de negócios. E poderá fazer outra coisa muito importante, que é criar uma marca e posicionar o país, como aconteceu com o projecto de Oresund (Sul da Suécia e Norte da Dinamarca), que juntou instituições dos dois países no Medicon Valley.

O professor Sobrinho Simões admitiu há tempos que o projecto se poderia chamar Bio Atlantic Health Cluster. É essa a marca?

A comissão patrocinou um estudo de branding, e há uma short list, na qual se inclui essa designação. Mas neste momento não há uma decisão tomada.

Qual vai ser o modelo de gestão deste projecto?

Será criada uma associação privada sem fins lucrativos, na qual a CCDR terá um papel recuado, de observador. O pólo vai funcionar na sede da comissão, mas a sociedade será gerida pelos restantes parceiros: as empresas, os hospitais, os centros de investigação, num número mais alargado do que o que foi dado a conhecer no ano passado. O grupo de fundadores que trabalharam nisto nos últimos dois anos tinha nove elementos, e é de âmbito nacional, já que inclui o Centro de Neurociências da Universidade de Coimbra, o Instituto de Medicina Molecular e a farmacêutica Hovione, de Lisboa. Não podíamos confinar isto a uma área à volta do Porto. O grupo de fundadores, só por si, valia já 350 milhões de euros em volume de negócios e tem mais de 3000 pessoas a trabalhar, a maioria delas muito qualificadas.

Acredita que com este projecto se consiga fixar na região alguns dos cérebros que ela tem deixado escapar?

É evidente que sim. E se falharmos nisso, falhamos no mais importante. Esta área reclama gente de altíssima qualidade. Julgo que podemos pensar em avançar no futuro para um cluster físico, onde possamos instalar centros de investigação e desenvolvimento de empresas desta área.

15 de março de 2008

Um Virús passeia pela Blogoesfera.

Subitamente e sem pré-aviso, vários blogues alojados no Blogger foram atacados pelo vírus Maria Armanda e mudaram-se com armas e bagagens para o Sapo.
Este blogue que começou lá, mudou-se já há bastante tempo para aqui.
E por cá vai ficar.
É que com um governo que quer proíbir piercings nos lábios, de certeza que está a pensar em maneiras de cozer a boca a vozes incómodas. No diligente Sapo, isso está perfeitamente ao seu alcance, coisa que no Blogger é impossível de fazer.

Um outro Iraque

A distinta Euro-deputada Ana Gomes mostra-nos em alguns postais que a invasão do Iraque pelos Estados Unidos valeu a pena.
E esta hein.....

11 de março de 2008

Microsoft Visual Maps

Alertado pelo Público, fui ver o Microsoft Visual maps.


Acho que o Google Earth foi ultrapassado.

A perspectiva "Olho de Ave" mostra-nos a Avenida da Liberdade enquanto se preparava um qualquer desfile ou manifestação.

Prós e Contras - O Rescaldo

O prós e contras de ontem foi, em meu entender, o melhor a que já ssisti.
Os principais culpados foram os próprios intervenientes, de ambos os lados, e o facto de Fátima Campos Ferreira, ter estado calada, não fez perguntas idiotas e deixou falar todos os intervenientes..
Todas as intervenções foram de bom nível e talvez apenas Daniel Oliveira e Rui Tavares fossem os menos bons.
O Grande Gonçalo Ribeiro Teles esteve bem, como sempre, fiquei com impressão que o programa de ontem serviu para o arquitecto passar o testemunho a Teixeira Pinto.
Infelizmente, se a Restauração chegar, Ribeiro Teles já não estará cá entre nós, mas se hoje o verdadeiro ideal monárquico ainda vive em Portugal é à acção de Ribeiro Teles, coadjuvado por Luís Coimbra, Henrique Barrilaro Ruas e outros que o devemos.
Paulo Teixeira Pinto surpreendeu-me pela positiva. Foi muito claro nas suas afirmações, passou facilmente a mensagem e teve uma boa estratégia para anular o contraditório que lhe foi feito.
Há por aí quem se queixe da mensagem que passou, mas como Adelino Maltez frisou hoje no seu Tempo que Passa, a mensagem e as ideias de Teixeira Pinto são as adequadas para que seja varrida uma certa má impressão que a monarquia tem no Português comum

"[...]Do mesmo modo, será impossível qualquer instauracionismo monárquico se
persistir na opinião pública a confusão entre a ideia monárquica e o aristocratismo, muito principalmente daquele que continua a ser ostentado por Certos Aristocretinos da nossa praça, maioritariamente descendendentes da falsa fidalguia do baronato devorista, que usurparam os títulos através da especulação financeira e dos golpes partidocráticos.
[...]

Sinceramente falando acho que Paulo Teixeira Pinto vai fazer com que a causa monárquica deixe de ser conhecida como "A causa sem efeito".
Mas o trabalho é enorme e vai durar muito tempo, e terá por começar pela "limpeza da casa", mas ontem fiquei com a impressão que vamos conseguir.
Sobre o Professor Adelino Maltez, já ontem falei. E hoje, tal como ele previa ontem, foi atacado pelos dois lados.
Eu não tenho nenhum motivo para o atacar. Se bem que um tanto utópico, apenas tenho a dizer que ontem Adelino Maltez apontou o caminho.
É por aí.

Prós e Contras - A última Bandeira

O Conde de Mesquitela mostra a ultima bandeira Monárquica hasteada em Portugal. Diz e mostra uma inscrição a dizer salva-vidas (Seria do Salva-Vidas do Iate Amélia).

Posso afirmar que é genuína, pois a bandeira tem a divisão 1/3 - 2/3 da proporção Azul e Branco, que era característica da Bandeira naval. A Bandeira Nacional tinha a proporção 1/2 - 1/2.

A causa para a Bandeira Naval ter proporções distintas prendia-se com o facto de o vento desfiar a bandeira, pelo que estas tinham uma maior proporção de branco que ao longo do tempo se ia desfiando, passando para a proporção 1/2 - 1/2. Este facto conferia à bandeira hasteada na popa dos Navios uma maior longevidade, necessária nos tempos em que os navios faziam comissões de vários anos fora do país.

Prós e Contras - Teixeira Pinto

Paulo Teixeira Pinto fala. Os republicanos de serviço no palco seguem o seu discurso como dois caloiros a ouvir um catedrático, no seu primeiro dia de aulas.

Prós e Contras - Criador de Porcos

O Sérvio Pedro Karageorg (Pedro I da Sérvia -1904-1916) era Criador de Porcos.
De certeza que Daniel Oliveira se recusava a ser seu súbdito. Não por ser rei, mas muito provavelmente por ser criador de Porcos.

Prós e Contras - Tinha de aparecer o Berloque

Daniel Oliveira, que aparece nas TV's, não por mérito próprio, mas por ser filho de quem é, perora sobre o filho do gasolineiro que ascende à chefia do estado. Como se ele gostasse de ver filhos do Povo acima da sua figura de "auto-convencido intelectual", filho de intelectual.

Prós e Contras - Pátria com Figura humana

José Adelino Maltez faz a intervenção da noite. Geralmente melhor na palavra escrita que na expressão oral, hoje foi bastante claro, explícito e eficaz.

Utópico?
Idealista?

Talvez!

Mas assim é que se avança.

10 de março de 2008

Prós e Contras - Rei ou Presidente

António Reis, Buíça-mor da República, lider de uma organização secreta que controla todos os níveis do estado à revelia da vontade popular, acha pouco ético que uma família legue por herança a chefia do estado, porque esta tem de estar alicerçada na "vontade Popular.

Portunhol Jornalístico

Desde há algum tempo que os jornalistas portugueses, da Rádio e Televisão, têm vindo a fazer autenticas figuras de parvo a tentarem pronunciar correctamente os nomes espanhóis, como se estivessem a falar unicamente para ouvintes ou telespectadores espanhóis.

Ao invés de lerem os nomes como se Português se tratasse. Exemplo:

Mariano Rajoy = Mariano Rajoi
José Luiz Zapatero= José Luis Zapatero
Pedro Almodóvar= Pedro Almodovar

Não. Os Senhores jornalistas tentam fazer figuras de autênticos palhaços. Hoje de manhã era impossível ouvir Rádio sem ouvir dizer:
  • GGGGósé Luissss Dezzzzapatzéró
  • Mariano GGGájoi
  • Rosa Diezzzz
  • Pédró Almodóvár
  • GGGósé Luisss Cébriánnnnn
Quando as noticias passavam para a bola as ondas enchiam-se com Cámátcho, por tudo quanto era rádio.

E não se pode exterminá-los?

9 de março de 2008

A Camacha

Inferno

Este ano, o "Inferno da Luz" tem sido um verdadeiro suplício para o Benfica.

Estás à espera de quê?

Camacho, meteu a viola no saco, fez as malas e já está de volta a Múrcia.
E tu Vieira, não consegues ver que és o único denominador comum nestes três últimos e desgraçados anos do Benfica?

Vai vender Gravatas, pode ser que tenhas mais sucesso!

Caricatura de Zédalmeida, roubada com carinho ao Blog da Bola

Salazar e os Socráticos

As afirmações de Santos Silva sobre o facto de os professores que ontem o vaiaram em Chaves não saberem distinguir entre Salazar e os Democráticos, entendendo termo "Democrático" como Sócrates, Santos e Cia. Limitada, revela um auto-convencimento e uma presunção sem igual.

È evidente que os professores que vaiaram Santos Silva sabem bem a diferença entre Salazar e os "Democráticos". Ora senão vejamos:

Salazar era licenciado em Direito e Doutorado em Finanças, com obra reconhecida antes de ser Presidente do Conselho.
Salazar tinha um ministro da informação chamado António Ferro, que era um intelectual e escritor, casado com uma grande escritora, Fernanda de Castro e pai de um grande poeta e escritor, António Quadros.

Sócrates é, a única coisa que podemos afirmar com 100% de certeza, Bacharel de Engenharia (Vulgo Engenheiro Técnico), com obras edificadas no Concelho da Guarda antes de ser Primeiro-Ministro.
Sócrates tem como ministro da informação Santos Silva, que é ... doutorado em sociologia (curso quase sem saídas profissionais) e autor de obras importantíssimas como:
  • "Existe uma Cultura Portuguesa?"
  • "De que Vale Ter Poder?"
  • "Por uma Política de Ideias em Educação" (Vê-se)
Desconhece-se o que faz a mulher e o filho.

Como podem ver é muito fácil distinguir Salazar dos "Democráticos" tipo Santos Silva. O que Santos Silva adoraria é possuir algumas das qualidades de Salazar sobretudo aquela de ficar 30 anos no poder.

8 de março de 2008

O ZÉ semeia ventos

Afinal o Zé faz falta .... ao lobby das ventoinhas

Aqui apresento em primeira mão a Visão do Zé para Lisboa.

Como o Zé vê o Terreiro do Paço

ou o Castelo de São Jorge

7 de março de 2008

Porque amanhã é Sábado

Judeus no Shabbat, perto do muro das lamentações (Novembro 2007)

6 de março de 2008

Surpresa onde menos a esperava

Sou leitor do Almocreve desde que há quase 5 anos descobri a blogoesfera. Nem mesmo as nossas diferenças (eu Monárquico convicto, ele Republicano empedernido, à moda antiga) me impedem de o considerar um dos melhores e mais históricos blogues Portugueses. Sempre foi um blogue crítico e bastante mordaz, mas este texto sobre o Douto Professor Doutor, lente de Coimbra e bajulador-mor do governo Socrático, Vital Moreira surpreendeu-me pela virulência do mesmo. Note-se que me surpreendeu pela positiva, pois pensava que textos deste calibre estavam arredados do público neste tempo de consensos que passa neste país de diminutivo.

O artigalho – em tom arrogante, grosseiro, sem brilho, nem substância – do impudentíssimo dr. Vital Moreira no jornal Público [4/03/08], intitulado “Os Professores”, é uma desafronta e um evidente insulto aos docentes (de todos os graus de ensino), aos cidadãos contribuintes e suas famílias, à classe governativa e, curiosamente, é injurioso face à obra intelectual do saudoso professor Vital Moreira. A propósito da atitude & crítica fundamentada, persuasiva, de vigilância necessária e séria dos (diversos) docentes à desastrosa e infeliz política (des)educativa do governo, o dr. Vital Moreira insiste num panfleto que é mais uma sensaboria em torno das virtudes governamentais. O discurso (inqualificável) revela, entre uma curiosa e zelante psicose conspirativa, uma angústia pouco esclarecida e não resolvida sobre o problema (e importância) da educação, do ensino público, da Escola e da classe docente, do mesmo modo que está sempre oculto o "encargo da prova" feito pelos docentes (desde o início), em toda esta questão.[...]