22 de maio de 2008

Sobre ameaças pouco anónimas

Num postal escrito há 3 anos, em que rejeitava as actuais cores carbonárias que desde 1910 conspurcam o pavilhão nacional que para mim será sempre Azul e Branco com o escudo coroado, recebi anteontem este comentário em tom de ameaça
Este atrasado mental, cobarde é ainda BURRO, pois desconhece em absoluto que isto de anonimato na internet é tudo treta.
Em menos de 2 minutos fiquei a saber que este energúmeno se chama Armando de Oliveira Lopes e possui o seguinte mail deoliveiralopesarmando@hotmail.com e a localidade onde habita.
Depois de recuperado, pensarei melhor no que fazer a este monte de lixo.

Romaria Laranja

Em preparação para uma intervenção cirúrgica não tenho acompanhado a romaria do PSD. Algo me diz que não tenho perdido grande coisa.

Apesar disso parece-me que Pedro Passos Coelho, contra todas as expectativas, vai ganhar.

Serviços mínimos

Por motivos de uma intervenção cirúrgica que vou sofrer na próxima Sexta-Feira, este blogue encontra-se em serviços mínimos

20 de maio de 2008

Seria Deus um mestre Bonecreiro?

17 de maio de 2008

Este Blogue declara-se.....

CALVINISTA RADICAL

14 de maio de 2008

Palavras para quê?

São manifestamente malévolas e sectárias muitas das apreciações que correm entre nós sobre a situação política angolana. Desde o fim da guerra civil tem havido notórios progressos na institucionalização democrática. Existe um parlamento pluripartidário, um estatuto de protecção da oposição, liberdade de imprensa, liberdade de religião, liberdade partidária, liberdade de deslocação e de residência, etc. Não existem presos políticos. Estão previstas para breve eleições legislativas e presidenciais, instaurando a normalidade democrática no País. A própria situação económica e social melhora de dia para dia, pese embora a escandalosa ostentação da riqueza do mundo dos negócios e da elite de Estado e a extrema pobreza dos bairros periféricos de Luanda. Seja como for, em termos africanos, Angola exibe uma estabilidade e uma abertura política invejáveis. Apesar dos seus apoios nos media, nem tudo o que interessa ao tradicional lobby anti-MPLA entre nós (com raízes na descolonização...) tem a ver com os interesses de Angola nem com os de Portugal.
Não, caro leitor. O que leu em cima não é um editorial bem educado do Jornal de Angola. O que leu em cima é a opinião do professor Vital!
Palavras para quê?
Nota: Para mim Bob Geldof, não passa de um mero "Vendedor de Indulgências". Mas na semana passada falou, e falou bem!

De volta

Após alguns dias de paragem, por por o seu autor ter estado em peregrinação em Fátima, este Blogue retoma o seu curso normal dentro de momentos.

8 de maio de 2008

60 Anos



Hoje cumpriram-se 60 anos da fundação do Estado de Israel. Israel de hoje é um estado que se pode orgulhar de ter sido construído quase a partir do Zero, com resultados assinaláveis.
Quando visitei Israel vi um país como qualquer outro país europeu, mas com uma assinalável diferença.
Esta diferença não residia na força do seu exército, nada aparente para quem passeia pelo país e contacta com os militares;
Esta diferença não residia nas várias religiões que nele coabitam;
A grande diferença que encontrei em Israel foi a facto de não ter visto um pobre, um pedinte, um drogado, um arrumador de carros, um carro de luxo, um rico...
Em Israel vi o pais mais igualitário que me lembro, onde toda a população tem um nível de vida muito similar, com um elevado nível de educação e civismo, que se pode comprovar in-loco no facto de que todos possuem uma arma, mas o nível de criminalidade é mesmo muito baixo.
Quando estive em Israel senti-me no local mais seguro do mundo, em todos os sítios, nos Bairros árabes, cristãos e judeus, de dia e de noite.

Israel é quase um grande pequeno país. Espero que consiga alcançar a paz definitiva.

6 de maio de 2008

Nostalgia

Graças ao amigo João Távora, o passado visitou-me hoje.
Confesso que os Meninos Rabinos já estavam arquivados nos confins do cérebro, provavelmente numa disquete flexível de 5 e 1/4 de 360K (para um jovem isto é tão estranho quanto os Rabinos). Subitamente veio-me à lembrança as 21h30, quando os meninos apareciam logo a seguir ao fim do Telejornal

Mas como o João apenas colocou uma imagem, eu fui à procura do filme completo e pela primeira vez vi os Meninos Rabinos a cores.

Aqui estão eles

6 Abruptos anos

O Abrupto faz hoje, dia da fundação do PPD, 6 anos de existência.

Pode-se criticar Pacheco Pereira, mas temos de reconhecer que foi graças a ele que a blogoesfera deixou a sua infância e entrou na fase da maioridade e da influência.

Como dizia a saudosa Hermínia Silva

Vamos embora Pacheco!

Para a Zazie

ADORO, ADORO, ADORO

O Cocanha é um dos melhores blogues de Portugal e faz hoje 3 anos.

Parabéns Zazie!

Mas como um aniversário não pode ficar sem prenda, aqui vai uma prenda para a Zazie e para o Masuranho coxo.


UMA GÁRGULA JAVARDA

4 de maio de 2008

Lá em Praga não tem disso não?

Outro dia, como um cidadão da República Checa me explicasse que tudo por lá é bagunça, corrupção e sem-vergonhice, mostrei-lhe duas fotos: na primeira o nosso ministro da Cultura beijava na boca o cantor Lulu Santos, na segunda a esposa do mesmo ministro se esfregava no governador da Bahia e respectiva primeira-dama – tudo isso em público, e subsidiado pelo dinheiro do contribuinte.

Meu interlocutor arregalou os olhos e deu-se por vencido:

-- Lá em Praga não tem disso não?

Olavo de Carvalho via Perspectivas

Dia "Castrólico"

Hoje foi dia de uma incursão amiga da Barriga à Ovibeja.
Com provas de vinhos, presunto, paios, queijos e torresmos, o meu "Cástrol" deve ter batido o recorde.
Natureza morta Alentejana

Como não podia deixar de ser, aproveitei as promoções da casa Pata Negra com os premiados "Herdade das Barras" e "Serros da Mina" para acompanhamento.

Acho que não vão durar muito .....

2 de maio de 2008

Maio, Maduro Maio

O indivíduo que aparece na foto de sorriso trocista é, como a foto indica, um perfeito idiota. Um idiota chamado Cohen Bendit e que foi uma figurinha preponderante há quarenta anos atrás, quando subitamente e sem razão aparente os estudantes universitários de Paris desataram a atirar pedras à polícia.
Sobre as causas do Maio de 1968 não vou dissertar, tudo o que se disse ter dali saído é uma efabulação construída a posteriori por alguns que nele participaram e sobretudo por aqueles que não tendo participado, afirmam a pés juntos ter lá estado.
Para mim tudo não passou de um arrufo de estudantes entediados que acharam em atirar pedras polícia era um divertimento giro. (E eu próprio acho que naquelas idades deve ser bem divertido).
Mas voltando à fotografia. Ela capta a verdadeira essência do Maio de 1968 e seus personagens. Cohen Bendit faz aquele sorriso trocista porquê?
Porque sabe que nada lhe acontecerá! E de facpo nada lhe aconteceu, nem mesmo quando 4 anos mais tarde apareceu a defender a pedofilia, numa entrevista a dar beijos a uma miúda de 12 anos.

Caso Cohen Bendit fosse Português nunca teria feito a mesma coisa. Porque caso o fizesse já saberia que as autoridades nunca seriam passivas como as francesas o foram. Com aquele sorriso trocista, o resultado seria uma comissão na Guiné.

Por isso mesmo acho que os cábulas de Coimbra que em 1969 fizeram uma greve aos exames, foram 1000 vezes mais valentes que os Parisienses que em 1968 vieram para as ruas dizer que casar, ter filhos e ganhar muito dinheiro não era vida para ninguém.

Estava tanta coisa em jogo no Maio de 1968 que, quando abriu a época de exames. os estudantes voltaram todos encarneirados para as salas de aula estudar.
Em Junho, realizou-se a maior manifestação popular a seguir à libertação, liderada por André Malraux, veterano da guerra de Espanha, veterano da resistência, que juntou mais de dois milhões de Franceses nos Campos Elíseos. E no final do mês, o General de Gaulle, que os manifestantes desejavam derrubar, ganhou as eleições legislativas com a maior maioria absoluta da história da França (80% dos deputados eleitos - 391 contra 93).
Estes dois factos são omissos na historiografia esquerdista do Maio de 68)

Só uma ultima ressalva acerca do idiota de nome Cohen-Bendit. Ele era filho de judeus alemães, que se refugiaram em França fugindo de Hitler. Muito provavelmente se o General de Gaulle não tivesse existido, também Cohen-Bendit nunca teria nascido. Uma prova que a esquerda morde sempre a mão de quem lhe dá de comer.

30 de abril de 2008

Sobremesa

Hoje Mourinho engoliu um Melão à Sobremesa

27 de abril de 2008

Luz engarrafada

Muitas vezes coisas simples produzem resultados extraordinários.

Boa notícia

Fico sempre feliz quando vejo os meus amigos a triunfar.
Desta feita é a minha amiga e colega Carla, que viu dois dos seus vinhos a serem premiados com uma medalha de ouro e uma de prata

"Herdade das Barras" conquista Ouro no Concurso Mundial de Bruxelas

O vinho tinto "Herdade das Barras", de 2004, produzido pela SAPOA, Soc. Agro-pecuária do Oeste Alentejano, acaba de conquistar uma Medalha de Ouro no Concurso Mundial de Bruxelas de 2008, que decorreu de 18 a 20 de Abril em Bordéus, um importante reconhecimento internacional da qualidade dos vinhos que produz.

O vinho tinto "Serros da Mina" foi igualmente premiado, pelo segundo ano consecutivo com Medalha de Prata, no X Concurso Mundial de Vinhos Wine Masters Challenge, que decorreu no Estoril de 27 a 30 de Março de 2008. Desta vez com a produção de 2005 destacou-se como um dos 173 vinhos com aquele prémio (apenas 16 mereceram Ouro) entre os 1.787 que chegaram à final, seleccionados de um total de 4.003 amostras.

A SAPOA vê, assim, premiada a aposta na produção de vinhos com os mais elevados padrões de qualidade, confirmando um dos principais objectivos do projecto que a empresa começou a equacionar em 2000 e a que deu início com a plantação da vinha em 2002 na sua propriedade Herdade da Barras em Vila Nova da Baronia, Alvito, pertencente à sub-região vitivinícola da Vidigueira.

Com a recente construção da Adega, a SAPOA concebeu um espaço com ambições complementares, integradas no seu projecto vitivinícola, no âmbito do Enoturismo. Com arquitectura de cariz regional e devidamente enquadrado na paisagem envolvente, este espaço pretende ser o epicentro de iniciativas mais abrangentes, onde já hoje é possível provar os vinhos da Herdade das Barras no berço da sua produção, disponibilizando um salão com capacidade para receber grupos bem como usufruir de visitas guiadas à adega e à vinha e perceber como da uva se obtêm tão
preciosos néctares.

Até ao dia 4 de Maio é também possível pôr à prova estes saberes e sensações no stand 24 da Ovibeja.

Dia 1 ou dia 3 lá estarei.

Lixo Português

Este crápula por acaso nem é um "filhinho do papá e da mamã". Era, em tempos que já lá vão, um militar do quadro permanente que desertou.
Isso é o facto menos problemáticodesta história.
O que é particularmente nojento, é, passados 40 anos, e quando a sua vida andou para trás, vir chorar para os jornais a pedir reintegração nos quadros (Naturalmente com o pagamento dos salários atrasados e respectiva contagem de anos de serviço para efeitos de reforma), e, pulhice das pulhices, exigir uma pensão por "méritos excepcionais na defesa da liberdade e democracia", que felizmente, ainda há gente com honra e dignidade, foi chumbada pelo Ministério das Finanças.
O biltre parece que está a fazer uma greve de fome.
Faço votos para que a leve até ao fim, pois pois Portugal não necessita deste tipo de lixo a poluir o nosso ambiente.

26 de abril de 2008

Cobardias

Há alguns dias, Pacheco Pereira dissertou longamente sobre a Guerra do Ultramar e às páginas tantas sobre os desertores à guerra colonial, tendo afirmando que tal decisão era um sacrifício tão grande como ir cumprir o dever para com a pátria, nas províncias ultramarinas.
Tenho reparado em alguns textos que então apareceram, mais ou menos justificativos, mas que todos eles dão a entender os “desertores” eram constituído por um corpo homogéneo, unido nas mesmas motivações políticas. Nada mais falso, havia várias espécies de desertores e todos o eram por diferentes razões.

O grupo mais numeroso de refractários foi aquele constituído pelo Portugueses que viviam na mais profunda miséria, sobretudo do interior rural, e conhecendo os relatos da primeira leva de emigrantes, que nos anos 50 foram trabalhar na reconstrução europeia, estiveram perante o dilema de ir cumprir o dever para com a pátria em África, Pátria essa que nunca fez nada para lhes proporcionar qualquer conforto e bem-estar, e ir tentar a sorte a salto nos países europeus, esses sim, que proporcionavam a todos, o tão ambicionado bem-estar a que desejavam ter direito. Estes “desertores” não sabiam, nem queriam saber nada de política, nem do “fascismo”, nem do Salazar. Tanto é assim que mesmo em França continuaram completamente apolíticos e tal posição continuou, mesmo até aos dias de hoje.


Uma segunda classe de “desertores”, eram os membros do Partido Comunista, cuja filiação era já conhecida pela PIDE. Mas estes “desertores” mesmo que se apresentassem, seriam enviados para Caxias e nunca para África. Em relação aos membros ou simpatizantes do Partido Comunista cujas simpatias não eram conhecidas pela PIDE, esses foram todos mobilizados, como Vítor Dias bem sabe, e alguns deles, que eu conheço pessoalmente, prestaram mesmo o seu dever com distinção.


E chegamos à terceira classe de Desertores, aquela que Pacheco Pereira fala, e que tentava incluir num “bolo” único. Esta classe era constituída pela parte da população que beneficiava directamente do status-quo do Estado Novo, privilegiada, rica e instruída, vivia num outro Portugal, bem "longe" do estado de indigência em que se encontrava a maioria da população.


Estes Portugueses tinham um bom nível de vida, mesmo para os padrões actuais.

Estes recusaram defender a pátria que tanto os beneficiava e preferiram partir, financiados, a maioria pelos dinheiros dos seus papás. E o seu “exílio” foi bastante dourado.

Nessa altura Paris devia ser uma cidade espectacular para quem tinha duas coisas, Dinheiro e tempo Livre. Mesmo para aqueles cuja mesada paternal não chegava para os copos do Quartier Latin e Montparnasse, podiam arranjar facilmente um empregozeco relativamente bem pago. Esta classe de desertores nunca pôs o pé nos Bidonville, onde a primeira classe de "desertores" vivia, até podemos dizer que raramente saiu dos limites da cité, dos seus cafés e livrarias.


Não quero que pensem que estou aqui a dar lições de moral a estes senhores. Não dou, porque sou de uma outra geração. Geração que nunca foi posta perante o dilema de ter que defender a sua pátria lutando. Se vivesse nesses tempos, não poderia dizer, hoje em dia, qual a opção que teria tomado.
Mas estes desertores não contentes com o que fizeram, voltaram logo a seguir ao 25 de Abril para Portugal e foram-se colocar em Alcântara a chamar de “assassinos” aos Portugueses que combateram em África. Mais tarde o acto de cobardia serviu de “medalha” para se introduzirem na classe politica dirigente, onde ainda se encontram. Aí difundiram a sua cultura de exigir direitos recusando-se a cumprir qualquer dever, cultura essa que hoje está completamente arreigada na Sociedade Portuguesa.

Mas não se ficaram por aí!

Tiveram até a desfaçatez de Auto-atribuir-se pensões por “feitos relevantes na luta Anti-fascista”.
Estes cobardolas apenas são merecedores do meu mais profundo desprezo.
Nada lhes devo.


Se houve 25 de Abril, se hoje vivemos em Democracia e se a minha geração nunca se confrontou com o dilema de combater ou não combater, são coisas que devo a todos os Portugueses que foram mobilizados para a guerra do Ultramar, sobretudo aqueles que nunca voltaram.
Esses é que são os verdadeiros Heróis.
Esses é que foram os que se sacrificaram.
Esses foram aqueles que todos os dias, durante dois anos ao acordar, não sabiam se iria ser a última vez.
Esses são aqueles que hoje estão votados ao esquecimento.
Esses são aqueles que a classe política, saída do 25 de Abril, nunca teve a honra nem a dignidade de lhes agradecer.

A todos os que foram mobilizados, o meus sinceros agradecimentos.

Aos filhinhos do Papá e da Mamã, que prestaram a sua comissão nos bares do Quartier Latin



BADAMERDA!