22 de maio de 2008
Sobre ameaças pouco anónimas
Romaria Laranja
Apesar disso parece-me que Pedro Passos Coelho, contra todas as expectativas, vai ganhar.
Serviços mínimos
20 de maio de 2008
19 de maio de 2008
Um Lustro de Almocreve
5 anos tumultuosos, absolutamente memoráveis. Começámos - em 2003 - a gatinhar na corda da Mercearia Ferreira Leite. Estamos agora atolados pelo vício, neste Hipermercado Teixeira dos Santos. A vidinha está boa é para contabilistas. De lápis afiado sobre a orelha, é bom de ver. Hoje a galeria de técnicos & travestis de políticos que "trocaram de alma" [como diria R. Proença] é a recitação da nova paróquia. Escudados na protecção presidencial - por aquele que veio do oásis sem destino – e todos gemendo em nome da canalha, os governantes e a oposição, que os sustenta, são conversos mui liberais. Admirável os episódios e o talento destes rapazes! Não se vê a hora do livramento. Mas não curvamos a cabeça. É esse o nosso encontro fortuito. No V. aconchego.
O Almocreve das Petas, que vai buscar o nome ao "Diário da Caserna", ou melhor ao "Diário das Trincheiras" do CEP, comporta-se como ele, irreverente, anarquista, no que este termo tem de bom, independente e que tem por chancela um Sõtão. Um sótão dos antigos, daqueles que povoam a nossa imaginação.
Bem haja ao Almocreve, que por aqui continue por muitos mais anos
17 de maio de 2008
14 de maio de 2008
Palavras para quê?
De volta
8 de maio de 2008
60 Anos

Quando visitei Israel vi um país como qualquer outro país europeu, mas com uma assinalável diferença.
Esta diferença não residia na força do seu exército, nada aparente para quem passeia pelo país e contacta com os militares;
Esta diferença não residia nas várias religiões que nele coabitam;
A grande diferença que encontrei em Israel foi a facto de não ter visto um pobre, um pedinte, um drogado, um arrumador de carros, um carro de luxo, um rico...
Em Israel vi o pais mais igualitário que me lembro, onde toda a população tem um nível de vida muito similar, com um elevado nível de educação e civismo, que se pode comprovar in-loco no facto de que todos possuem uma arma, mas o nível de criminalidade é mesmo muito baixo.
Quando estive em Israel senti-me no local mais seguro do mundo, em todos os sítios, nos Bairros árabes, cristãos e judeus, de dia e de noite.
Israel é quase um grande pequeno país. Espero que consiga alcançar a paz definitiva.
6 de maio de 2008
Nostalgia
Confesso que os Meninos Rabinos já estavam arquivados nos confins do cérebro, provavelmente numa disquete flexível de 5 e 1/4 de 360K (para um jovem isto é tão estranho quanto os Rabinos). Subitamente veio-me à lembrança as 21h30, quando os meninos apareciam logo a seguir ao fim do Telejornal
Mas como o João apenas colocou uma imagem, eu fui à procura do filme completo e pela primeira vez vi os Meninos Rabinos a cores.
Aqui estão eles
6 Abruptos anos
Pode-se criticar Pacheco Pereira, mas temos de reconhecer que foi graças a ele que a blogoesfera deixou a sua infância e entrou na fase da maioridade e da influência.
Como dizia a saudosa Hermínia Silva
Vamos embora Pacheco!
Para a Zazie
O Cocanha é um dos melhores blogues de Portugal e faz hoje 3 anos.
Parabéns Zazie!
Mas como um aniversário não pode ficar sem prenda, aqui vai uma prenda para a Zazie e para o Masuranho coxo.

UMA GÁRGULA JAVARDA
4 de maio de 2008
Dia "Castrólico"
Com provas de vinhos, presunto, paios, queijos e torresmos, o meu "Cástrol" deve ter batido o recorde.

Como não podia deixar de ser, aproveitei as promoções da casa Pata Negra com os premiados "Herdade das Barras" e "Serros da Mina" para acompanhamento.
Acho que não vão durar muito .....
2 de maio de 2008
Maio, Maduro Maio
O indivíduo que aparece na foto de sorriso trocista é, como a foto indica, um perfeito idiota. Um idiota chamado Cohen Bendit e que foi uma figurinha preponderante há quarenta anos atrás, quando subitamente e sem razão aparente os estudantes universitários de Paris desataram a atirar pedras à polícia.
27 de abril de 2008
Boa notícia
"Herdade das Barras" conquista Ouro no Concurso Mundial de Bruxelas
O vinho tinto "Herdade das Barras", de 2004, produzido pela SAPOA, Soc. Agro-pecuária do Oeste Alentejano, acaba de conquistar uma Medalha de Ouro no Concurso Mundial de Bruxelas de 2008, que decorreu de 18 a 20 de Abril em Bordéus, um importante reconhecimento internacional da qualidade dos vinhos que produz.
O vinho tinto "Serros da Mina" foi igualmente premiado, pelo segundo ano consecutivo com Medalha de Prata, no X Concurso Mundial de Vinhos Wine Masters Challenge, que decorreu no Estoril de 27 a 30 de Março de 2008. Desta vez com a produção de 2005 destacou-se como um dos 173 vinhos com aquele prémio (apenas 16 mereceram Ouro) entre os 1.787 que chegaram à final, seleccionados de um total de 4.003 amostras.
A SAPOA vê, assim, premiada a aposta na produção de vinhos com os mais elevados padrões de qualidade, confirmando um dos principais objectivos do projecto que a empresa começou a equacionar em 2000 e a que deu início com a plantação da vinha em 2002 na sua propriedade Herdade da Barras em Vila Nova da Baronia, Alvito, pertencente à sub-região vitivinícola da Vidigueira.
Com a recente construção da Adega, a SAPOA concebeu um espaço com ambições complementares, integradas no seu projecto vitivinícola, no âmbito do Enoturismo. Com arquitectura de cariz regional e devidamente enquadrado na paisagem envolvente, este espaço pretende ser o epicentro de iniciativas mais abrangentes, onde já hoje é possível provar os vinhos da Herdade das Barras no berço da sua produção, disponibilizando um salão com capacidade para receber grupos bem como usufruir de visitas guiadas à adega e à vinha e perceber como da uva se obtêm tão
preciosos néctares.
Até ao dia 4 de Maio é também possível pôr à prova estes saberes e sensações no stand 24 da Ovibeja.
Lixo Português
26 de abril de 2008
Cobardias
Tenho reparado em alguns textos que então apareceram, mais ou menos justificativos, mas que todos eles dão a entender os “desertores” eram constituído por um corpo homogéneo, unido nas mesmas motivações políticas. Nada mais falso, havia várias espécies de desertores e todos o eram por diferentes razões.
O grupo mais numeroso de refractários foi aquele constituído pelo Portugueses que viviam na mais profunda miséria, sobretudo do interior rural, e conhecendo os relatos da primeira leva de emigrantes, que nos anos 50 foram trabalhar na reconstrução europeia, estiveram perante o dilema de ir cumprir o dever para com a pátria em África, Pátria essa que nunca fez nada para lhes proporcionar qualquer conforto e bem-estar, e ir tentar a sorte a salto nos países europeus, esses sim, que proporcionavam a todos, o tão ambicionado bem-estar a que desejavam ter direito. Estes “desertores” não sabiam, nem queriam saber nada de política, nem do “fascismo”, nem do Salazar. Tanto é assim que mesmo em França continuaram completamente apolíticos e tal posição continuou, mesmo até aos dias de hoje.
E chegamos à terceira classe de Desertores, aquela que Pacheco Pereira fala, e que tentava incluir num “bolo” único. Esta classe era constituída pela parte da população que beneficiava directamente do status-quo do Estado Novo, privilegiada, rica e instruída, vivia num outro Portugal, bem "longe" do estado de indigência em que se encontrava a maioria da população.
Estes recusaram defender a pátria que tanto os beneficiava e preferiram partir, financiados, a maioria pelos dinheiros dos seus papás. E o seu “exílio” foi bastante dourado.
Nessa altura Paris devia ser uma cidade espectacular para quem tinha duas coisas, Dinheiro e tempo Livre. Mesmo para aqueles cuja mesada paternal não chegava para os copos do Quartier Latin e Montparnasse, podiam arranjar facilmente um empregozeco relativamente bem pago. Esta classe de desertores nunca pôs o pé nos Bidonville, onde a primeira classe de "desertores" vivia, até podemos dizer que raramente saiu dos limites da cité, dos seus cafés e livrarias.
Não quero que pensem que estou aqui a dar lições de moral a estes senhores. Não dou, porque sou de uma outra geração. Geração que nunca foi posta perante o dilema de ter que defender a sua pátria lutando. Se vivesse nesses tempos, não poderia dizer, hoje em dia, qual a opção que teria tomado.
Mas estes desertores não contentes com o que fizeram, voltaram logo a seguir ao 25 de Abril para Portugal e foram-se colocar em Alcântara a chamar de “assassinos” aos Portugueses que combateram em África. Mais tarde o acto de cobardia serviu de “medalha” para se introduzirem na classe politica dirigente, onde ainda se encontram. Aí difundiram a sua cultura de exigir direitos recusando-se a cumprir qualquer dever, cultura essa que hoje está completamente arreigada na Sociedade Portuguesa.
Mas não se ficaram por aí!
Tiveram até a desfaçatez de Auto-atribuir-se pensões por “feitos relevantes na luta Anti-fascista”.
Estes cobardolas apenas são merecedores do meu mais profundo desprezo.
Nada lhes devo.
Se houve 25 de Abril, se hoje vivemos em Democracia e se a minha geração nunca se confrontou com o dilema de combater ou não combater, são coisas que devo a todos os Portugueses que foram mobilizados para a guerra do Ultramar, sobretudo aqueles que nunca voltaram.
Esses é que são os verdadeiros Heróis.
Esses é que foram os que se sacrificaram.
Esses foram aqueles que todos os dias, durante dois anos ao acordar, não sabiam se iria ser a última vez.
Esses são aqueles que hoje estão votados ao esquecimento.
Esses são aqueles que a classe política, saída do 25 de Abril, nunca teve a honra nem a dignidade de lhes agradecer.
A todos os que foram mobilizados, o meus sinceros agradecimentos.
BADAMERDA!



