26 de setembro de 2007

Fantástico!

[...]"Members of Khobar's Commission for the Promotion of Virtue and Prevention of Vice (Polícia Religiosa Saudita)were the victims of an attack by two Saudi females, Asharq Al-Awsat can reveal.
According to the head of the commission in Khobar, two girls pepper sprayed members of the commission after they had tried to offer them advice.

Head of the Commission for the Promotion of Virtue and Prevention of Vice in the Eastern province Dr. Mohamed bin Marshood al-Marshood, told Asharq Al Awsat that two of the Commission's employees were verbally insulted and attacked by two inappropriately-dressed females, in the old market in Prince Bandar street, an area usually crowded with shoppers during the month of Ramadan.
"[...]
Partes a negrito da minha responsabilidade.
Gostei sobretudo daquela parte, na qual os membros da Polícia Religiosa dizem ter abordado as raparigas para apenas "lhes oferecerem uns conselhos".
Ler a noticia completa AQUI

Não Gosto.

Uma coisa que eu detesto na Sociedade Portuguesa é o facto de uma pessoa quando vive em Portugal e produz um trabalho relevante, ninguém o reconhece. E isto é o melhor que lhe pode acontecer porque o mais usual é ser insultado, geralmente por pessoas que opinam sobre tudo e sobre nada e que aqui na Blogoesfera já foram, e muito bem, apelidados de "Tudólogos".


O melhor que pode acontecer a um Português é sair de Portugal e conseguir ser citado por alguém que não seja Português, tanto faz que seja um entendido na matéria ou um "Tudólogo" estrangeiro, o importante é ser estrangeiro.
A partir daí esse Português é elevado ao altar da santidade, pelos mesmos "Tudólogos" que provavelmente 15 antes diziam mal dele.
Ai de quem se atreva a dizer mal.
Ai de quem se atreva a quebrar o unanimismo.

Eu não gosto de unanimismo. Ou gosto ou não gosto! tanto me faz que 9 999 999 portugueses afirmem o contrário daquilo que eu penso.

Hoje em dia de Nacional Unanimismo em relação à artista plástica Paula Rego, eu apenas afirmo que em relação ao seu trabalho eu ...


NÃO GOSTO

20 de setembro de 2007

Honras de Estado

Otelo Saraiva de Carvalho;
Isabel do Carmo;
Palma Inácio;
Aquilino Ribeiro.

Já vai sendo um hábito. Portugal é, ao lado do Irão e do Afganistão dos Talibans, o único país onde os terroristas têm direito a honras de estado.

Lá para o próximo mês, o terrorista Mugabe será também recebido com honras de estado.

Não é para admirar que os Etarras escolham Portugal para base das suas operações, para além de ser seguro, ainda arriscam receber comendas no 10 de Junho.

Nota: Não sei se foi o governo que não quis receber Sua Santidade o Dalai-Lama, ou se foi este que não quis sujar a sua imagem com a presença dos Sacanas que nos governam.

18 de setembro de 2007

Dúvida?


Se a Microsoft fosse uma empresa europeia também seria multada em 500 000 000 €?

Partimónio


A mamoa em Agosto 2007
Debaixo deste monte de silvas, austrálias e demais mato esconde-se um dos mais importantes monumentos megalíticos funerários de Portugal - A Mamoa da Eireira em Afife. Este monumento encontra-se completamente ao abandono, sendo o mato que o cobre a sua "única protecção" que possui.

Objecto de estudo aprofundado entre 1986-1989, por uma Equipa liderada por Eduardo Lopes da Silva, o qual a descreveu como:
Aqui (Afife), a arquitectura dolménica viria a configurar-se como uma estrutura com corredor duplamente indiferenciado, assemelhando-se às áleas cobertas francesas. Na verdade, este monumento apresenta todos os esteios com a mesma altura, com acentuada inclinação para o interior. Trata-se de uma estrutura sem paralelos conhecidos, até hoje, no nosso País.
in "Novos dados sobre o Megalitismo do Norte de Portugal" - EDUARDO JORGE LOPES DA SILVA* - Grupo de Investigação Arqueológica do Norte

A mamoa durante as escavações
Procurando em páginas da especialidade, verifica-se que não é só em Portugal que este monumento é único, como este texto o demonstra:

I forgot to add that the original name of the Cairn of Afife is Cairn of Eireira, a cryptic name if you ask me. Another piece of weirdness in this cairn (or mamoa, as it is called in Portuguese) is how all the uprights that make up the passage are the same height as the chamber's, which is quite unbelievable in megalithic monuments, known as they are for dramatizing the entrance inside via a sloping corridor and other effects of perspective. This one had no need, though I couldn't say with conviction whether it has anything to do with the position of the horizon and the sunrise in this case, high over that of the sea. Very often in megalithic chambers I have seen it covers half of the entrance when seen from the inside of the chamber, perfect for the illumination of the chamber at a certain sunrise of the year.

Após algumas catanadas, consegui entrar dentro da mamoa, apenas para constatar que as silvas não demovem os vândalos, que se entretêm a pintar as gravuras existentes nas lajes.


É certo que o estado de abandono da Mamoa de Afife (Monumento ainda não classificado) não é tão chocante como o que sucedeu ao Menir de Santa Margarida, imóvel de interesse público cortado a serra mecânica e atirado para a berma da estrada, como podem ver "in loco" aqui, mas não falta, quem alerte para o problema. O problema é que parece não haver ninguém a ouvir.
A própria Câmara Municipal de Viana do castelo apresentou em 2003 um projecto de recuperação, para sem implementado em 2004. Estamos em 2007, a caminho de 2008 e o monumento está como as imagens o demonstram.

A melhor maneira de destruir um povo é eliminar qualquer referência às suas raízes históricas. O menir de Santa Margarida, a mamoa de Afife, a cividade de Afife, o Museu de Arte Popular. São exemplos a mais para dizermos que é puro desleixo. Devagar e paulatinamente, a classe política encarrega-se de destruir a alma Portuguesa e com ela a própria Nação Lusitana.

17 de setembro de 2007

Air Show

Fui a Évora ao Portugal Air Show.
Lá apercebi-me do motivo pelo qual os Japoneses perderam a Segunda Guerra Mundial

Com garotas destas como é que os Japoneses não iam ficar de olhos em bico

Pedro Homem de Mello

A não perder um excelente texto do eduardo Pitta, sobre um dos mais injustamente esquecidos poetas Portugueses do Século XX - Pedro Homem de Mello.

Nota: Pedro Homem de Mello, nascido no Porto, não descendia de nenhuma família da Aristocracia Minhota, mas sim de Águeda. Afifense e Minhoto por adopção, nunca esqueceu a região das suas raízes históricas.

13 de setembro de 2007

Coisas que realmente importam



Uma das razões porque uso os Parques de Estacionamento

Para quê dizer mais

Hoje, via o Geração de 60, cheguei àquele que provavelmente é o melhor texto que se escreveu sobre o Caso Madeleine McCann.
Depois de o ler, verifiquei que tudo o que se possa escrever (bem) sobre o caso, enquanto este não atingir o seu desfecho, é pura PALHA.

O País PêTêêê

O meu telefone deixou de receber e fazer chamadas.
Liguei para a PT e reportei a avaria (Segunda-Feira à tarde).
Terça liga-me uma funcionária e diz-me que a avaria foi solucionada.
Nesse dia chego a casa e constato que não tinha ligação à net (Que não estava avariada).
Quando me preparava para ligar para a SAPO, toca o telefone, mostrando um número +27.... (África do Sul):
- Parabéns Tia Júlia!
- ... desculpe, aqui não mora nenhuma senhora chamada Júlia, respondi eu.
- ... Queira desculpar o meu engano.

Passados 20 segundos, o mesmo número toca de novo;
- Parabéns Tia Júlia!
- Queira desculpar, mas parece que se enganou outra vez.
- Bem, agora tenho a certeza que marquei bem.
- Então deve haver linhas trocadas.
- É bem capaz, pois nem pelo VOIP consigo falar com a minha tia.
- Eu vou ligar para a Companhia, Boa noite.

Nessa noite recebi mais de 20 chamadas para a Tia Júlia, oriundas de vários pontos do país, África do Sul, Reino Unido e Alemanha.

Liguei para a PT a reportar a avaria.

Hoje liga-me para o telemóvel, um "artista" da PT.
- Bom dia, daqui fala ..... da PêTêêê. de que é que o senhor se queixa, afinal(Voz de "pintas" lisboeta)?
Lá lhe expliquei a avaria anterior e os mais de 20 telefonemas para a Tia Júlia. e obtive como resposta:
- Isso são as pessoas que marcam mal os números. Estive a reparar a sua avaria na Terça,efectivamente havia problemas e depois o "circuito" "ficou uma maravilha".
- Sim, mas neste momento continuo a receber chamadas destinadas a outro número.
- Isso era antigamente, responde o artista. Antigamente com os fios é que podíamos trocar, agora com os "circuitos" é impossível trocar os números.

para não o mandar a certa parte, disse:
- Eu vou a casa. Ligue para lá dentro de meia-hora.

Quando cheguei a casa liguei para a fábrica e de lá disseram-me que estava a ligar de um número que não era o meu.

Esperei em vão que o "artista" PêTêêê telefonasse.
Entretanto toca o telemóvel:
- Então já chegou a casa?
- Há mais de 10 minutos, respondi eu.
- Então porque não atende o telefone, estou farto de ligar.
- Já que está aí. ligue para este número. Lá lhe passei o número.

Passados 10 segundos toca o telefone.
- Estou. Disse eu.
- É pá (Responde o artista PêTêêê). Os números estão mesmo trocados. (pausa de 10 segiundos). Vou já tratar disso, Bom dia.

Segredo Público

Para que servirá uma lei, se esta é sistematicamente ignorada, perante a passividade das autoridades, governo incluído.
O silêncio das autoridades, e dos políticos em particular perante as sucessivas violações do segredo de justiça ocorridas no Caso Madeleine envergonha-me como Português que sou. Sobretudo se atendermos ao que se passou com a caso Casa Pia, onde os políticos se indignavam com a publicação de peças processuais, escutas e onde até chegou a haver processos judiciais.
Agora, com Madeleine McCan reina o silêncio aprovador.
A divulgação de excertos do diário pessoal da Senhora Kate McCan é uma horripilante violação do segredo de Justiça. Um diário pessoal recolhe os pensamentos mais intimos da sua autora, os quais por si só nada significam. Qual não será a mãe que num dia particularmente dificil não achou os seus filhos terroristas?
É por este motivo que para um diário ser considerado como prova é necessária uma autorização especial do Juiz. No entanto eu concordo com a sua inclusão no processo, para ser analisado por quem de direito
Por exemplo o Diario do Ritto do Caso Casa Pia, não foi considerado como prova. É facil imagnar as pressões e de quem, para que isto tivesse acontecido.
A divulgação de excertos do Diário pessoal de Kate McCan pelos meios de informação é um acto ignóbil, uma baixaria inqualificável mais próprio de verdadeiros filhos da #$%& que de alguém portador da carteira profissional de Jornalista.
O silêncio das autoridades e do próprio governo demonstra, não a sua ineficácia, mas sim a sua incompetência e falta de carácter.

Mosquitos por cordas

Ontem assisti no estádio de Alvalade a uma noite triste do futebol, mas como presenciei in-loco, ainda não vi na televisão as "cenas finais". Mas no estádio assisti a uma coisa que, pelo menos os jornalistas, não devem ter reparado (ou não quiseram). O que se passou foi uma "conspiração Sérvia" encenada para ganhar na Secretaria, aquilo que não conseguiram ganhar nos campos.

O "Complot" Sérvio

  1. O tão propalado "Fair-Play" não pode ser abrigo para a falta dele. O jogador Sérvio atirou-se para o chão sem que alguém lhe tivesse tocado, para apenas perder tempo. A selecção, e muito bem, continuou a jogar à bola.
  2. Quando o árbitro se preparava para apitar para o final, todo o banco da Sérvia parecia o Obikwelo na partida para os 100 metros, ainda nem os jogadores sérvios tinham iniciado o Sururu, já o banco eslavo se precipitava ameaçadoramente para a zona do banco Lusitano.
  3. O Treinador da Sérvia, um espanhol matarruano, incapaz de pronunciar uma frase direita, discursou claramente e sem falhas, denotando que o discurso foi previamente escrito e decorado, apenas colocando a palavra Scolari, onde estava "Selecção Portuguesa" - A provocação destinava-se a fazer com que os jogadores nacionais reagissem violentamente às ameaças Sérvias, nunca tinham pensado em Scolari.

Scolari

  1. Scolari tem idade e experiência necessária para saber que quando há um sururu, a única coisa a fazer é ser a vítima. Por isso se Quaresma ia levar um murro, então devia ter levado, pois o miúdo já tem experiência necessária para transformar o murro numa tentativa de homicídio.
  2. Scolari tem agora de enfrentar as naturais consequências do seu irreflectido acto. Acho, com muita pena, que dificilmente terá condições para continuar à frente da Selecção Nacional. Mas ontem teve mesmo muito mal, sobretudo na entrevista.

O Árbitro

  1. Errou grosseiramente. Ponto Final. Apesar do o resultado final ser o mais justo, foi o Sr. Merkl que empatou com a selecção nacional.
  2. Com tantas selecções a disputar jogos, há Markus Merkl a mais nos jogos da nossa selecção. E todos os jogos ele foi um protagonista no pior sentido do termo. São confusões a mais para podermos dizer que é pura coincidência

11 de setembro de 2007

Afinal Ganharam!

Home of the Brave


O say, can you see, by the dawn’s early light,
What so proudly we hailed at the twilight's last gleaming,
Whose broad stripes and bright stars, through the perilous fight
O’er the ramparts we watched, were so gallantly streaming?
And the rockets’ red glare, the bombs bursting in air
Gave proof through the night that our flag was still there;
O say, does that star-spangled banner yet wave
O’er the land of the free and the home of the brave?

On the shore, dimly seen thro’ the mist of the deep,
Where the foe’s haughty host in dread silence reposes,
What is that which the breeze, o’er the towering steep,
As it fitfully blows, half conceals, half discloses?
Now it catches the gleam of the morning’s first beam,
In full glory reflected, now shines on the stream
’Tis the star-spangled banner. Oh! long may it wave
O’er the land of the free and the home of the brave!

And where is that band who so vauntingly swore
That the havoc of war and the battle’s confusion
A home and a country should leave us no more?
Their blood has washed out their foul footsteps' pollution.
No refuge could save the hireling and slave
From the terror of flight, or the gloom of the grave,
And the star-spangled banner in triumph doth wave
O’er the land of the free and the home of the brave.

Oh! thus be it ever, when freemen shall stand
Between their loved homes and the war’s desolation,
Blest with vict’ry and peace, may the Heav’n-rescued land
Praise the Power that hath made and preserved us a nation!
Then conquer we must, when our cause it is just,
And this be our motto: "In God is our Trust"
And the star-spangled banner in triumph doth wave
O’er the land of the free and the home of the brave.
The star Spangled Banner - Poema: Francis Scott Key; Música: John Stafford Smith

11/9 - 11/3

No dia 11 de Setembro de 2001 liguei para a minha irmã Ana e disse:

- Parabéns Ana

No dia 11 de Março de 2003, a minha irmã Ana ligou para mim e disse-me:

- Parabéns Luís. - Ouve lá - Conheces alguém na Al-Qaeda?
- Não. Aliás nem conheço ninguém que seja muçulmano.
- Pois, nem eu! Então é mesmo coincidência andarem a pôr bombas nos dias dos nossos aniversários.

NOTA: Á atenção da Al-Qaeda, NSA, CIA, MI6 etc e tal. Ainda tenho mais dois irmãos e as datas de aniversário são: 4 de Janeiro e 26 de Junho.

10 de setembro de 2007

Peditório

Eu não dei para este peditório
Mas acho que quem deu, não o deve ter feito para que o dinheiro ser gasto nisto!
De modo a não haver dúvidas os responsáveis pelo fundo devem, em memória da única inocente nesta novela da vida real e da boa fé dos doadores apresentar as contas dos gastos. Isto apesar de na página do Madeleine fund dizer que:

The objects of the Foundation are:

3.1.1 To secure the safe return to her family of Madeleine McCann who was abducted in Praia da Luz, Portugal on Thursday 3rd May 2007;

3.1.2 To procure that Madeleine’s abduction is thoroughly investigated and that her abductors, as well as those who played or play any part in assisting them, are identified and brought to justice; and

3.1.3 To provide support, including financial assistance, to Madeleine’s family.

3.2 If the above objects are fulfilled then the objects of the Foundation shall be to pursue such purposes in similar cases arising in the United Kingdom, Portugal or elsewhere.

ADENDA: Afinal parece que o dinheiro do fundo (+ de 1 000 000 de Libras - cerca de 1 500 000 euros) já está a ser usado para pagar ao Super-Advogado

8 de setembro de 2007

Ah, finalmente uma explicação clara

"[...]Ele (Um jurista Português) compara com "suspeito" mas alertou: "Não implica acusação exacta." E, assim, se demonstrou a paternidade portuguesíssima de "arguido". Este é uma coisa em forma de mais ou menos. Está para os touros de morte como a tourada portuguesa. Arguido é todo curvas, é uma pega de cernelha. É acusar e dizer em seguida: "Mas não leve a mal, homem." Mais português é impossível.[...]
Eu entendi, é o Yin e o Yang juntinhos. É como dizem os Espanhóis: "Quando se encontra um Galego nas escadas, nunca se sabe se vai a subir ou se vai a descer"

A Lingua Portuguesa ao Ataque

Nunca no Mundo se discutiu tanto uma palavra da Lingua Portuguesa como neste momento.
AARGWEEEEEDOOOOO*
Nestes dias, a palavra fétiche do sistema jurídico Lusitano começou a ser exportada em força. Ontem foi pronunciada mais vezes em Inglaterra do que no nosso país.
Pelas 18 horas a Sky News fez dezenas de vezes a pergunta "What is an aaargweeeedoooo?", passados uns minutos apareceram uns juristas britânicos com explicações que mais pareciam uns malabaristas do circo do Billy Smart a atirar maças ao ar.
Penso que alguém na Produção deve ter dito pelo intercomunicador ao pivot "no one understand a fu§@#** Sh&% of it", pelo que passados duas horas apareceram uns juristas nacionais que providenciaram umas explicações em Portinglish, desta feita parecidas com uns malabaristas do circo Victor Hugo Cardinali, as quais sinceramente devem ter deixado os súbditos de sua Majestade com um nó no cérebro e o Produtor da Sky à beira de um ataque de nervos.
Não me admiraria nada que naqueles concursos da TV, a pergunta para o milhão fosse:
What is an aaargweeedooo? Sendo as opções possíveis:
  1. A Portuguese Judicial mess;
  2. A Portuguese "four letter" word;
  3. Something to complicated for a non-portuguese to understand;
  4. In Portugal you can't be considered a "Fashionable person" if you are not one;
Se formos sádicos e para levarmos os Britânicos ao esgotamento cerebral, proponho que exportemos outras palavras fétiche - DOLO EVENTUAL e PROVIDÊNCIA CAUTELAR.

* - A palavra arguido pronunciada à moda de um Jornalista da Sky News

NOTA: Já agora, alguém me consegue explicar sucintamente, o que é um "Arguido"?

Avante Terrorismo!

"[...]o PCP considera que o povo colombiano, na sua expressão das FARC, com essa separação em relação a métodos, tem todo o direito a responder a uma violência fascista, terrorista, que não limpa a imagem do Governo Uribe. Há um processo de intenção de classificar de terrorismo uma parte que luta pela defesa da soberania e de procura da melhoria das condições do seu povo. Para não ser deturpado nas palavras, o PCP tem como princípio geral a solidariedade para com todos os povos, movimentos e organizações que lutam pela sua independência, por uma vida melhor para os seus povos, incluindo o recurso à luta armada. O PCP é contra qualquer acto terrorista que ignore essa luta de resistência e essa luta de emancipação[...]".
Jerónimo de Sousa, Secretário-geral do PCP e ministro plenipotenciário das FARC na Europa em declarações ao Público (Link não disponível) via A Natureza do Mal
A presença das FARC na festa do avante, mesmo que travestida sob a forma de Partido Comunista Colombiano, envergonha o país.
Se estes senhores, abaixo indicados, se limitarem a actuar sem pronunciarem uma palavra sobre os crimes das FARC e das pessoas que detém em cativeiro há longos anos, tornar-se-ão em seus apoiantes declarados:

Anti-clockwise; Blasted Mechanism; António; Blind Zero; Brigada Vítor Jara; Manuel Freire
Carlos Barreto;Carlos Bica & Trio Azul; Frank Mobus; Jim Black; Cristina Branco; Chicago Blues Harp All Stars (EUA);Chullage; Deolinda; Fanfare Ciocarlia (Roménia); Esma Redzepova (Macedónia)
Jony Lliev (Bulgária); Kaloome (França); Florentina Sandu (Roménia); Luísa Amaro; Jacinta; Levellers (Irlanda); Kora Sons; Couple Coffee Band; Ricardo Parreira; Fernando Alvim; Raquel Tavares; Chico Madureira; Aldina Duarte; Rosa Madeira; Peste & Sida; Quatro ao Sul; Quarteto Matt Pavolka; Sam the Kid; Sexteto Mário Barreiros; Sérgio Godinho; Vitorino Salomé; Tito Paris; Janita Salomé; Luanda Cozetti (Brasil); Juka (São Tomé e Príncipe); André Cabaço (Moçambique); Guto Pires (Guiné Bissau)
Quikkas (Angola); Telectu; Han Bennink; Walter Pratti; Tora Tora Big Band; Milton Gullis; André Cabaço; Kika Santos; Toumani Diabate & Symmetric Orchestra (Mali); Trivenção

7 de setembro de 2007

Tesouros da Arte Tauromáquica



Este filme mexicano mostra dois grandes toureiros Espanhóis, Ignacio Sanchez Mejias e Manuel Rodriguez Sanchez (Manolete), considerado por muitos como o maior matador de todos os tempos. Mas sobre Manolete, que no passado dia 29 de Agosto se comemorou o cinquentenário da sua morte falaremos mais tarde.

Sanchez Mejias não foi um dos grandea toureiros. Como "diestro" viveu sempre na sombra do seu cunhado, Joselito, el Gallo, mas foi sem dúvida uma personalidade multifacetada. Para além de Toureiro, Sanchez Mejias foi actor de cinema, corredor de automóveis, dramaturgo. mecenas e Presidente do Real Betis Balompié. Em 1927, organiza em Sevilha a comemoração do tricentenário da morte do poeta Luís de Góngora. Esse encontro deu o nome a toda uma cultura espanhola - A geração 27.
Sanchez Mejias faleceu em 13 de Agosto de 1934 devido a gangrena em consequência de uma cornada infligida por "Granadino", touro da Ganadaria de Ayala numa corrida em Manzanares, no dia 11, na qual para além de Mejias, toureavam Armillita, Cochorrano e Simão da Veiga
Garcia Lorca dedicou-lhe o "Llanto por Ignacio Sanchez Mejias" e ambos entraram na eternidade

Uma voz pelos céus da eternidade



Morreu Pavarotti, o maior tenor desde Enrico Caruso. Apesar de vulgar no palco, a sua voz colmatava e fazia esquecer a pouca destreza, devida ao excesso de peso, que apresentava em palco.
O que eu mais admirava em Pavarotti era o facto de o seu sucesso nunca lhe ter subido à cabeça. Pavarotti procurou promover sempre o aparecimento de novos valores, quer promovendo concursos, quer apadrinhando jovens cantores. Porém morreu, sem deixar ninguém para lhe ocupar o lugar vago.

Pavarotti foi grande o suficiente para lhe desculpar-mos as piroseiras dos seus duetos com cantores "pop" e os insuportáveis "3 tenores", verdadeira prova de que às vezes, o todo é bem inferior à soma das partes.

6 de setembro de 2007

Far-West

Ao que parece, recentemente têm sido vistos clones deste senhor em Lisboa, Porto, Viseu, Valongo e hoje de manhã em Viana do Castelo.

Confesso! Estou preocupado. Porque este senhor

Está longe, muito longe de ser um clone deste Xerife

31 de agosto de 2007

28 de agosto de 2007

Euro-Vândalos

Não é para admirar que num país onde o Primeiro-Ministro não sabe a letra do hino e desconhece o motivo subjacente ao seu dia nacional, que os seus diplomatas cometam estes crimes contra o património da humanidade

Via The Skeptic

A ler também:

http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2007/08/27/AR2007082700468.html

http://www.int.iol.co.za/index.php?set_id=1&click_id=68&art_id=nw20070826195325154C636044

Irmãos

Lampedusa

Tomasi di Lampedusa, no seu livro “O leopardo” postula que “É preciso que alguma coisa mude, para que tudo fique na mesma”, a frase diz tudo e aplicou-se, e aplica-se ainda, a muitas situações. Muita gente tentou dizer o mesmo por outras palavras, mas nenhuma conseguiu Ainda suplantar a de Lampedusa.

Porém, de quando em vez aparece uma frase quase tão boa como a de Lampedusa. Manuel Vilaverde Cabral conta esta história, que abaixo reproduzo, numa entrevista ao Diário Económico

[…]”o meu falecido amigo Afonso de Barros, sobrinho de Marcello Caetano, foi casado com uma sobrinha de Adelino da Palma Carlos. Na sua família, o 25 de Abril traduziu-se por o primeiro-ministro deixar de ser o tio dele, para passar a ser o tio dela.” […]

Que descanse em Paz

Confesso que sempre gostei da figura de Eduardo Prado Coelho. O seu aspecto bonacheirão indicavam alguém amigo de patuscadas e dos prazeres da vida, mas no que toca à sua postura intelectual, Prado Coelho padecia dos mesmos males e doenças da sua geração.
Sempre achei insuportável a postura, que transparecia dos seus artigos, de deus do Olimpo a falar para o “Povo” que considerava uma massa informe e abjecta destinada a seguir cegamente os seus “ensinamentos.
Sempre achei insuportável a sua postura de que o universo se restringia aos 20 Arrondissements de Paris, e tudo o que de lá não viesse, ou não fosse lá chancelado, pura e simplesmente não existia.
Este artigo, publicado no “A Baixa do Porto”, por outros motivos é disso um excelente exemplo:

[...]Nada tenho contra La Féria, que tem o enorme mérito de encontrar sempre os pontos de partida mais banalizados e enxaropados para conseguir encher as salas meses a fio. Neste momento em Lisboa, passando por ele no Rossio, podemos até ver uma adaptação do êxito cinematográfico Música no Coração, com uma Julia Andrews mais flausina que imaginar se possa. Agora, custa-me um pouco que Filipe la Féria pense que está a fazer "grande teatro" (como disse ao DN) e que conseguiu reabilitar uma sala que estava decadente e mal apetrechada. E custa-me aceitar que Rui Rio suponha que está a "fazer cultura". Estão, quando muito, a fazer espectáculos de mero divertimento, indo ao encontro do que existe de mais estereotipado nos gostos de uma alta burguesia que não parece inclinada a grandes esforços mentais […].

E o que era, para Prado Coelho, o “Grande Teatro”?

[…] O grande teatro é outra coisa. É aquele que nos põe a pensar e a sentir o que nunca tínhamos pensado e sentido antes; é aquele que nos transforma nesse processo. É aquele que nos altera os traços do rosto e nos deixa no limiar do silêncio. Um espectáculo de Monica Calle num sítio esconso e desabrigado é mais grande teatro do que todos os espectáculos de La Féria.[…].

Bonita frase esta “É aquele que nos põe a pensar e a sentir o que nunca tínhamos pensado e sentido antes. Prado Coelho deve ter visto muito deste “Grande Teatro” e com certeza que o faria integrado no grupo dos que não pagavam bilhete. Acredito que muito desse “Grande Teatro” o deve ter posto a “pensar” e a “sentir coisas que nunca tinha antes sentido”. Mas com certeza que nunca pensou, nem sentiu que o prato do restaurante onde comia, era lavado pela protagonista da peça do tal “Grande Teatro” que tinha acabado de assistir.

Não se trata aqui de defender La Feria, mas tudo é “Cultura”, desde as salas esgotadas de La Féria às salas esconsas de Mónica Calle. Desde o “Chupa Teresa” de Quim Barreiros ao concerto da Orquestra Gulbenkian.

Mas isto não é culpa de Prado Coelho, na verdade ele é apenas mais um na longa lista de “ilustres pensadores” estrangeirados que vivem num limbo completamente desligados do país real.
Quando em meados do Séc XIX, a vanguarda musical europeia descobria as sonoridades e construções musicais da música dita folclórica, em Portugal vivia-se num deserto musical, onde a cultura era uma coisa que desembarcava em Santa Apolónia no Sud-Express. Seria necessário esperar cerca de 100 anos para que Freitas Branco e Lopes Graça fizessem em Portugal aquilo que Brahms, tinha feito no Império Austro-húngaro no Século anterior.

Sempre que comprava o Público lia a Crónica de Prado Coelho. Mas confesso, tudo espremido não retive rigorosamente NADA.O que Prado Coelho escrevia não me dizia rigorosamente nada, o homem não escrevia para mim, talvez o fizesse para uma geração mais velha, que o lia e parecia gostar. Talvez porque para mim e para as pessoas da minha idade, de Paris pouco ou nada veio (nem crianças no bico da cegonha), a única coisa que veio de Paris e me influenciou. a mim e à minha geração foi Boris Vian, personagem maior da Cultura Francesa e sobre o qual, salvo erro meu, nunca Prado Coelho escreveu uma linha.

Apesar disso o desaparecimento de Prado Coelho é uma perda para o país, pois Prado Coelho era, apesar de tudo, uma pessoa genuína. O problema é que agora ficaram os "Clones"

27 de agosto de 2007

O Charroco

Desde sempre que a cara de José Sá Fernandes, vulgo "O Zé", me fazia lembrar qualquer coisa, que até hoje não tinha conseguido identificar.
Ao ler este postal engraçado do João Caetano Dias, sobre o azeite, o vinho e as corvinas, lembrei-me que sempre que via a cara de José Sá Fernandes, vulgo "O Zé", o que me vinha à cabeça era o "Charroco" e as parecenças não se ficam só pela cara.

Ao consultar esta página, deparei-me com este primoroso texto escrito por Sofia Santiago.

"Charroco, um peixe de aspecto estranho que não prima pela simpatia mas que, ainda assim, é um exemplar interessante[...]"

[...]Trata‑se de um peixe robusto, ligeiramente deprimido[…]*

[...]O charroco é considerado um predador que se alimenta de crustáceos, moluscos e pequenos peixes[...]**

[…]As escamas são pequenas e estão embebidas numa substância viscosa que cobre todo o corpo, passando despercebidas. O corpo parece, por isso, estar coberto por uma pele semelhante à das rãs. Em "comum" com este anfíbio tem, aliás, outra característica: emite sons semelhantes a um coaxar, mas não repetidos, que são produzidos pela bexiga gasosa[…].

[…]Embora desengraçado e feio o charroco é afamado até pela poesia de António Gedeão. E depois de cozinhado pode dar‑nos um prazer sublime! Não sendo uma das espécies principais, é utilizado na caldeirada de peixe, sendo obrigatório, pelo menos, na famosa caldeirada à setubalense[…].

* - Em vêz de "Ligeiramente deprimido" o mais adequado seria "Bastante deprimente"
** - Crustáceos -Ameijoas; Pequenos Peixes - Corvina; O Azeite e o vinho são para acompanhar

24 de agosto de 2007

Sempre às ordens

Eram 22 horas e 39 minutos de ontem quando começou a reposição no servidor de iscsp.utl.pt os arquivos do CEPP que, assim, voltam a poder ser consultados: http://www.iscsp.utl.pt/cepp.
Agradeço à blogosfera o apoio recebido nesta luta.
Agradeço também à imprensa que fez eco de alguma coisa que me ultrapassa.

22 de agosto de 2007

Petição

Fundado em 1998 pelo Professor Catedrático José Adelino Maltez, no seio do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa (ISCSP/UTL), o Centro de Estudos do Pensamento Político (CEPP) foi ponto de partida para a mais ambiciosa iniciativa de divulgação científica em língua portuguesa no âmbito das Ciências Sociais: o Repertório Português de Ciência Política (RPCP). Em 2000, a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) atribuiu um financiamento ao RPCC e o Investigador responsável achou por bem formar uma equipa, sem olhar ao cartão partidário, para dar objecto e objectivos de trabalho ao CEPP, transformando-o no depositário online do projecto aprovado. Durante o período em que laborou, o Centro cresceu para além das nossas melhores expectativas e tornou-se, reconhecidamente, num acervo de consulta obrigatória para académicos e curiosos: 183 MB, doze mil ficheiros que tinham, até agora, mais de uma dezena de milhar de citações nos principais motores de pesquisa.

Em 2003, numa altura em que registava mais de 1300 acessos únicos/dia, foi desferido o primeiro golpe contra o CEPP: culminando um processo de constantes boicotes, sob o pretexto de falta de verbas, a equipa foi dispensada e a actividade do Centro cessou em 12/03/2003. Desde então, todo o acervo, mesmo sem actualizações, passou a estar disponível na Internet como arquivo morto. Finalmente, em Agosto de 2007, novamente sob pretextos obscuros ou puro desmazelo, os (ir)responsáveis pela remodelação do Sítio do ISCSP deram a última estocada e retiraram o CEPP da rede, aniquilando um trabalho de dezenas de anos do seu director e de um par de outros da sua equipa e privando milhares de utilizadores do acesso aos seus conteúdos(http://www.iscsp.utl.pt/~cepp/abertura.php link quebrado). Até essa altura o CEPP era arquivo; hoje, está apenas morto!

Num país onde escasseia o investimento na pesquisa e difusão gratuita de matérias científicas, a obliteração do Repertório constitui uma perda irreparável para todo o espaço lusófono.

Sendo assim, os peticionários abaixo-assinados exigem:

1- A imediata reposição dos conteúdos do CEPP, indevidamente eliminados ou extraviados do servidor web do ISCSP
2- Que os carrascos do CEPP sejam identificados e responsabilizados
3- Que os poderes públicos responsáveis pela aplicação das leis constitucionais sobre a liberdade de aprender e ensinar garantam um sistema de protecção de dados e do património cultural, principalmente pela manutenção em rede destes investimentos culturais.
Assine aqui esta petição

Tarde de Tauromaquia

Realizou-se mais uma tradicional corrida da Senhora da Agonia em Viana do Castelo, Casa cheia como já é tradição. No entanto a tradicional manifestação dos piolhosos amiguinhos dos animais não se realizou. Acho que estavam em Silves.

21 de agosto de 2007

600 €

Há uns meses atrás em Benavente, terra pacata onde resido por opção foi sobressaltada por um hediondo crime. Uma empregada de um posto de abastecimento de combustíveis foi assassinada a sangue-frio por um grupo de facinoras que roubou os 50 € da caixa.
Na altura o país reagiu com emoção, tendo o governo ocupado as manchetes com o anúncio de um projecto-piloto chamado "Abastecimento seguro".
Como ao fim de uma semana os assassinos foram apanhados o crime de Benavente foi rapidamente esquecido.
Neste fim-de-semana, em Valença a cena repetiu-se, tendo o funcionário sido baleado duas vezes na cabeça. Neste momento o prognóstico é muito reservado, sendo as lesões sofridas consideradas já irreversíveis.

Pergunta-se: Onde está o projecto-piloto Abastecimento Seguro?

Ao que parece está pronto e a funcionar em 10 postos de abastecimento, estando prevista a sua instalação em mais 50 postos. Ou seja num universo de 2500 postos, mostraram interesse em aumentar a segurança 60 postos (2.4 % do total).

Qual o motivo de tão fraca adesão:
Os senhores "empresários" têm que investir a módica quantia de 600 € (Seiscentos) e queixam-se que é um montante muito elevado.

Ou seja, para estes palhaços a vida humana não vale 600 € e ainda têm o desplante de vergonhosamente vir à frente das câmaras sacudir a água do capote e dizendo que "o governo é que tem de aumentar a segurança dos Postos de Abastecimento".
A sorte deles é que o Ministro da Administração Interna parece ser um Palhaço, pois caso fosse minimamente competente, tornaria obrigatório o sistema de segurança e obrigaria os "empresários" a investir, não 600 €, mas no mínimo 1200 €.

Se o "empresário" do posto de abastecimento de Valença tivesse investido 600€, talvez Jorge Rocha não estivesse no estado em que se encontra, e do qual parece que não irá sair, e para o qual não chegam 600, nem 6 000, nem 60 000 € para pagar a dor da sua família.
Infelizmente "empresários" deste calibre está Portugal cheio. Não investem um centavo, pagam mal e porcamente aos seus colaboradores, e quando toca a assumir responsabilidades, dizem apenas "a culpa é do governo" eu apenas estou aqui para embolsar os meus chorudos lucros".

Estes "empresários" de m$@€% metem-me mais nojo que os eco-vândalos de Silves

Uma pergunta

Será que se o Agricultor de Silves tivesse plantado Cannabis geneticamente modificada (Com niveis de THC duplos do normal) em vez de milho, os eco-vândalos teriam "fumado" a plantação toda?

20 de agosto de 2007

Um par de patins


A esperança volta a entrar na Catedral
Adenda das 17h30:
Parece que o novo treinador do Benfica é o Camacho. É melhor que o técnico de ar condicionado, mas não acho que Camacho seja o bom treinador que a generalidade dos meus colegas adeptos pensa que é. Uma coisa é treinar uma equipa, outra fazê-los correr ao som do calão castelhano. No entanto a entrada de Camacho permite-nos voltar a ter esperança.
No entanto o verdadeiro culpado da situação do Benfica continua incólume, sereno e imperturbável.
Luís Filipe Vieira é o único responsável pelo facto de o Benfica entrar no quarto ano consecutivo no qual o treinador em exercício, não teve voto na elaboração da equipa.
Luís Filipe Vieira um homem que já fez falir um clube de futebol e que, por artes mágicas aparece na lista dos 100 Portugueses mais ricos, arrisca-se a assim a aumentar o seu curriculum, repetindo na Luz aquilo que já fez em Alverca.
Já saiu o Veiga;
Já saiu o Santos;
E Você, Filipe Vieira, está à espera de quê?
Cantinho do Holigão: Será que os cabeçudos ainda estão satisfeitos com o Leixões? Afinal de contas coube aos Matosinhenses a honra de permitir que o Benfica volte a sonhar.

19 de agosto de 2007

Chumbo neles

O Paulo Gorjão está procupado pelo facto de o "Sarge" estar pintado com tintas com Chumbo.

Eu acho que não se deve procupar, pois de certeza que quando tinha a idade do filho fartou-se de abocanhar os carrinhos da Corgi ou da Matchbox e também, tal como eu, deve ter passado horas a brincar com o Mercúrio do termómetro que se tinha partido. E tal como eu o Paulo deve estar aqui para as voltas.

Por outro lado acho que o seu puto não deve levar o "Sarge" à boca, mas não é por causa do chumbo, pois hoje em dia, os carrinhos da Corgi em bom estado e com a caixa original, alcançam pequenas fortunas nos leilões da especialidade. Por isso daqui a uns anos a coleção completa dos carrinhos do "cars" em bom estado e nas caixas originais deve também atingir uma boa maquia. Por isso guarde-os bem, é "dinheiro em caixa".

Eufemismos


Não tenho dúvidas que se ela estivesse viva, adoraria arrancar com a foice umas cabecitas a uns vândalos verde-eufémicos.

A demissão do Estado

A justiça e a segurança são funções basilares do Estado de Direito, que apenas o estado pode desempenhar, pois ele e só ele, tem capacidade para o fazer correctamente.
Quando o estado se demite do desempenho das suas funções básica, o resultado é a instauração do caos.
Caos, porque perante a passividade das autoridades, quem quer prevaricar sente-se encorajado a o fazer. Caos, porque, perante a passividade das autoridades, quem se sentir ameaçado irá tomar a defesa e a justiça pelas suas próprias mãos.
O ignóbil acto de vandalismo, e violência, realizado por um bando de criminosos contra um campo de milho, devidamente legalizado e dentro de uma propriedade privada, perante a passividade (apoio) das autoridades e total ausência de consequências para os vândalos, é um perigoso sinal que encorajará os vândalos a realizar mais acções violentas. E é um perigoso sinal porque os agricultores, após anos de insultos e esquecimento por parte do poder central, ao assistirem à passividade da GNR e ao apoio de forças políticas aos crimes realizados em Silves, tomarão nas suas mãos a defesa do seu parco ganha-pão.

O Portugal de Sócrates está a tornar-se um loval perigoso.

Miséria

O encerramento do portal de história contemporânes, fruto de anos de labor de José Adelino Maltez é uma vergonha para Portugal e em particular para o Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas.
Numa altura em que a demografia nacional transformará as Universidades Portuguesas em salas com cadeiras vazias a Universidade Técnica de Lisboa decide regredir para a idade média, retirando mais de 180 mb de preciosa informação sobre a história contemporânea nacional, este acto não é mais que a versão moderna da queima de livros das bibliotecas escolares dos liceus de Portugal, ordenada em 1975 por diligentes "educadores" Gonçalvistas.
Se não está na net, é porque não existe!
O CEPP era uma importante fonte de consulta, pois lá se encontrava agregada informação dispersa por milhares de livros. Eu próprio o utilizava amiúde para o meu blogue Cartas Portuguesas, agora lá terei que voltar aos alfarrábios.

Quem vai ao mar....


O Leixões entrou com o pé direito na Primeira Liga.

O empate com o Benfica aceita-se perfeitamente, no entanto, como Leixonense e sócio do Benfica desejava a vitória dos homens do mar.

Incongruente?

Nada disso! Se o Benfica quer lutar pelo seu lugar natural tem de ter um treinador. Caso o Leixões tivesse ganho hoje, talvez o Vieira abrisse os olhos. Assim quando acordar talvez já seja tarde.

Nota: Os "cabeçudos" ficaram todos contentes. Mas o Leixões não necessita dos seus apoios para nada, mesmo não podendo utilizar os jogadores emprestados pelo "cabeçudo-mor", os homens do mar não perderão a oportunidade para que este ano, para o lado das antas, os portistas façam jus ao nome por que são conhecidos em Matosinhos.

14 de agosto de 2007

14 de Agosto

Hoje comemoram-se os 622 anos da gesta heróica da Batalha de Aljubarrota. Nesses tempos 10 Castelhanos não chegavam para um Português. Nos campos de São Jorge, o brilhantismo do Mestre de Avis e a liderança e visão estratégica do Santo Condestável escreveram uma das páginas de glória da nossa história.

Hoje a realidade é bem distinta. Os Castelhanos continuam a valer pouco. No entanto continuam a projectar uma força inexistente, similar à do Exército de D. João de Castela. No entanto a diferença reside em Portugal. Os portugueses de hoje, ao contrário dos Portugueses de 1385, acreditam que a força de espanhola é ainda maior que aquela que os próprios espanhóis julgam possuir.

Há pouco tempo atrás, num daqueles seminários, promovidos por entidades governamentais, dedicado ao intercâmbio Portugal/Espanha, os empresários espanhóis disseram o que costumam dizer nestas ocasiões, todos começam os seus discursos dizendo:

Hola, éu estóu apriendendo el Pórtugués, más nau hablo bem, perdonarme péro boy hablar en español.” – Todos sem excepção meteram esta “cassete”.

Os empresários portugueses, daqueles que se acham muito importantes, mostraram o verdadeiro tamanho da sua dignidade e estatura moral dirigindo-se aos presentes em “castelhano”. Isto em Portugal e numa conferência com “tradução simultânea”.

Mais do que uma nova Aljubarrota, Portugal necessita de um novo 1º de Dezembro, para mandar estes mentecaptos aprendizes de Miguel de Vasconcelos ou Cristóvão de Moura pela janela fora.

13 de agosto de 2007

Confesso!

Nunca li Miguel Torga!
Não que ele tenha alguma culpa nisso, na altura em que devia ter começado a lê-lo, não o fiz devido à irritação que me causava a peregrinação que a corja dos Políticos lhe fazia para lhe beijar a mão, ou as citações qude fazem de suas obras, feitas sempre por duas razões - Por tudo e por nada.
As citações de Torga, e outros, que os politicos fazem cheira sempre a "Deixa lá dizer estas frases que o meu acessor escreveu aqui, para que eu, que nunca li nada mais complexo que um Tio Patinhas, passe aos olhos do povo por um intelectual".
Dizem que Torga não gostava destes "Beija-mãos", mas estava lá sempre, com cara de poucos amigos, é certo, mas estava presente.
Por isso acho que a ausencia de um representante do governo nas cerimónias do centenário de Torga é uma boa noticia, pode significar o primeiro passo na operação de limpeza do escritor transmontano, radicado em Coimbra, além do facto de o clima das comemorações ter sido bastante mais desanuviado, apesar da presença de Cavaco, que não deve ter perdido a oportunidade para fazer mais umas "citações"
NOTA: Ou a minha vista me enganou ou estava um membro do governo (Laurentino Dias) a assistir ao "Festival da Canção Emigrante"?

9 de agosto de 2007

Traduções

O Dolo Eventual escreve sobre um triste tradução do título de "O Padrinho" no Brasil que é "O poderoso chefão". No entanto as más traduções não são apanágio dos nossos irmãos sul americanos. Elas atacam em todo o lado.
A famosa série "Hills Sreet Blues" era conhecida no Brasil por "Chumbo Grosso". Em Portugal a tradução foi feita por alguém com absoluto desconhecimento dos EUA, para o qual o termo "Blues" tinha a ver com "música" e não "Azuis" (nome porque são conhecidos os polícias de Nova Iorque) pelo que a conhecemos como "Balada de Hill Street".
O mesmo erro foi cometido pelos Espanhóis "La canción triste de Hill Street.
Talvez históricamente, o maior erro de tradução a nível mundial seja o "Robin dos Bosques", nome porque é conhecido em todo o mundo não Anglo-Saxónico, o popular herói da Floresta de Sherwood. "Hood" significa "Vingador" e não Bosque que em Inglês se diz Wood.

7 de agosto de 2007

Obsolescência

O exemplo do Fluviário acontece num Concelho do Alentejo que perdeu 50% da sua população nos últimos 45 anos. Espero que seja o pontapé de saída para a inversão dessa tendência.

À entrada de Mora, quem vem pela N2 de Montargil está aquilo que pode ser considerado um "monumento" à desertificação do interior do país. Quem por lá passa deve ficar confuso sobre o que aquela estrutura foi, só, perdida e abandonada no meio de um descampado. Poucos, talvez apenas quem a chegou a utilizar até há 10 anos atrás, é que reconhecerão a passagem desnivelada da Estrada Nacional 2 sobre a linha férrea Évora-Mora, tornada duplamente obsoleta, pela desactivação da linha e pelo alargamento da EN 2, usada para levar os veraneantes mais rápido à barragem de Montargil.

6 de agosto de 2007

Espirito de Iniciativa

Ontem desloquei-me pela primeira vez até ao Fluviário de Mora, construído na margem esquerda da Ribeira da Raia, junto ao açude do Gameiro, perto da vila do Cabeção.

A visita vale bem a pena a deslocação e acho que Mora vai-se transformar num ponto obrigatório de passagem . O Fluviário possui duas zonas distintas. A primeira onde está representado um rio, desde a nascente até à foz, dividido em vários habitats.os quais são povoados pelas espécies existentes, ou que já existiram no nosso país

Num segundo andar em aquários, estão várias espécies exóticas, do amazonas, do Oriente, de África, incluído as famosas Piranhas e uma Anaconda (Bebé, naturalmente).

Paralelamente foi construída uma praia artificial na albufeira do Gameiro, com a possibilidade de desportos náuticos e um parque de campismo, isto num sitio onde há uns anos atrás ia pescar e não via vivalma durante um dia inteiro.
Já conhecia bem Mora e o seu concelho, devido a incursões gastronómicas a Cabeção e a ribeira da Raia é um dos meus locais favoritos de pesca e posso dizer que nestes 4 meses, Mora deve ter recebido mais visitantes que nas últimas 4 décadas,o impacto que tem e vai ter na economia local será extremamente positivo. De referir que o investimento foi Municipal e o Estado Central apenas atrapalhou com a sua burocracia pesada. Mas quando o homem sonha, a obra nasce....

À atenção de certos "regionalistas" cuja ocupação a tempo inteiro é a de estarem de mãos nos bolsos, sem fazer nada a não ser ladrar contra o estado centralizado em Lisboa....
O Fluviário é um exemplo de que apenas são necessárias boas ideias e força de vontade.

El Liberalismo

Costumo dizer que "Todos os Espanhóis são vigaristas até provarem o contrário".
Até agora tudo o que vem de Espanha prova a validade da minha afirmação.
Enquanto em Espanha as melhores perspectivas de um licenciado em Medicina eram as de ser taxista o resto da vida, aqui d'el-rei, que em nome da livre circulação, Portugal teria que aceitar o seus licenciados em Medicina desempregados.
Cambada de Gilipollas

4 de agosto de 2007

Da estante


Número 4 da Revista bilingue LUSITANIA - Journal of reflection and oceanography, dedicada ao Tema "O abjecto, A América". Editada em Nova Iorque

O Hitler preto morreu impune!


Cabeças de trabalhadores africanos cortadas pela UPA de Holden "Hitler" Roberto
Holden Roberto, o genocida líder racista Angolano, morreu calmamente em Luanda sem nunca se ter sentado no banco dos reús, para responder pelos crimes contra a humanidade, que mandou praticar.

Assim ficarão sem justiça os milhares de homens, as mulheres, crianças no berço e no ventre de suas mães assassinados a seu mando, em nome da "liberdade", liberdade essa que o poder pós 25 de Abril sancionou em Alvor.

Crianças massacradas por Holden "Hitler" Roberto

Que este Fi!*© da P&®# arda no fogo lento dos infernos, em nome dos mártires inocentes do norte de Angola.

Ecos do passado


Évora - Julho 2007 (Pichagem de 1979)

30 de julho de 2007

Falar claro

Luís Coimbra, um dos melhores técnicos aeronauticos de Portugal dá hoje uma extensa e esclarecedora entrevista ao Diário Económico sobre as opções do novo aeroporto de Lisboa.
Até que enfim que alguém fala claro sobre esta questão.

Em 1972, estava decidido que a CTA teria de ser desactivada à data de abertura do então novo aeroporto de Rio Frio. No pós-25 de Abril, o primeiro Governo Constitucional do PS suspendeu esse projecto porque nas circunstâncias de então, de que se destaca a crise petrolífera de 73, o Governo, e bem, entendeu que as previsões de tráfego para o ano 2000, de 55 milhões de passageiros eram irrealistas. Daí, a suspensão do projecto e o seu adiamento. Nos anos 80, com e sem Conselho da Revolução, os planos oficiais eram para manter a CTA e para a ampliar, como viria a acontecer de facto, com um aumento da sua área para os actuais 7.500 hectares.

Quando é que surge a Ota no processo?
Perante esta irredutibilidade militar, o Engº Viana Baptista, então ministro dos Transportes do Governo AD deu luz verde aos famosos estudos da empresa norte-americana TAMS (1982), onde, pela primeira vez, a Ota foi abordada. E isto foi feito tal como até há dois meses, e porque se continuou a ter de lidar com a condicionante enorme de que a CTA se devia manter. Com este pressuposto, qualquer estudo de um novo aeroporto na margem esquerda do Tejo era inviável.

Mas, dois aeroportos não podem coexistir na área de Lisboa?
Em termos de planeamento aeroportuário de médio e longo prazo, a história do sector indica-nos, no mínimo, que tal não é desejável, e estamos a falar de capacidades para expansão aeroportuária de 50 milhões de passageiros por ano. Dou dois exemplos sintomáticos: estava previsto que o aeroporto de Milão – Linate fechasse, ficando apenas Malpenza renovada. Hoje, estão os dois a funcionar, porque as ligações ferroviárias em Milão não estavam concluídas no prazo, e Linate foi ficando aberto e hoje só serve as ligações intra-comunitárias, com Malpenza a funcionar para voos intercontinentais. Esta indefinição do poder político italiano terá sido uma das razões do problema de pré-falência permanente da Alitalia. O segundo exemplo, em Washington, é o “velho” aeroporto Ronald Reagan, que tem há 30 anos uma capacidade limitada entre os 14 e os 18 milhões de passageiros por ano.
Então a Portela + 1, +2, +3 é inviável?
É óbvio que é inviável, do ponto de vista económico e que só prejudicará as empresas de transporte aéreo portuguesas. Se o planeamento aeroportuário diz respeito a 50 milhões de passageiros, ou mais, e a Portela só irá aguentar um máximo limite de 16 milhões, mandaria o decoro técnico de falar “Novo Aeroporto + 1”.
Quer dizer que é crítico da posição defendida pela Associação Comercial do Porto?
O novo aeroporto de Lisboa tem sido ridiculamente tratado pelas chamadas forças vivas do Porto, como se fosse uma ameaça ao aeroporto Sá Carneiro. Já nos anos 90, por pressões desse teor, e na minha qualidade de assessor da Câmara Municipal de Alenquer para a revisão do PDM – Plano Director Municipal, pude verificar com estupefacção que nenhum acesso rodo ou ferroviário por norte à Ota estava previsto nessa revisão. Aliás, se são conhecidas as limitações de capacidade da pista de Pedras Rubras - menos de metade da capacidade da pista 03.21 do aeroporto da Portela -, se as “ajudas” a Lisboa dessas “forças vivas” fossem sérias, então, com o pensamento de médio prazo, a Associação Comercial do Porto já deveria estar a pensar num Pedras Rubras + 1, que seria, por absurdo, no aeródromo da Maia. Julgo ser de dispensar intervenções de carácter técnico-táctico…

27 de julho de 2007

Momento Musical



The Felt - Primitive painters

26 de julho de 2007

Que Vergonha

"We are a modern European country," "We voted 59 percent in favor of liberalizing abortion."

José Sócrates Pinto de Sousa ao New York Times

24 de julho de 2007

Cega é aquela que não quer ver

Uma coisa que sempre me fez confusão foram os trânsfugas do PCP do inicio dos anos 90.
Que espécie de gente é aquela que só se deu conta do embuste que era o comunismo do PCP após a queda do muro de Berlim.
Cegos?
Surdos?
Mudos?
Por isso antes de me dedicar a ler o livro de um desses trânsfugas (Zita Seabra) vou ler este livro de Silva Marques que rompeu com o PCP em 1970, para mais tarde tentar saber a razão da cegueira de Zita Seabra.

21 de julho de 2007

La censura

Revista apreendida hoje, 20/07/2007, em Espanha, por ordem de um Juiz. (via CLARO)

17 de julho de 2007

Barba e Cabelo

O Luís Novais Tito do Tugir, um dos melhores blogues de esquerda existentes, abriu uma Barbearia no blogoesfera.

Faço desde já a minha reserva para barba e cabelo, esperando sentar-me numa genuína Cadeira Pessoa e ser atendido pelo barbeiro com a barba mais mal feita do estabelecimento.

16 de julho de 2007

Frases do dia

[...] os abstencionistas, mesmo quando radicais de língua e alternativos de feitio, não são contra o sistema, eles são, o sistema, na sua melhor expressão. Nunca se embebedam de espírito cívico, porque são abstémios de civilidade.[...]
José António Barreiros

[...]Se os partidos dominantes não virem o cartão amarelo com que o povo os puniu, não vale a pena que um dos jogadores trate de roubar o cartão ao árbitro. Pior ainda se o roubo for levado a cabo pela equipa que organizou excursões de povo de Mirandela para uma excursão da terceira idade socialista a Lisboa, face à falta de entusiasmo dos alfacinhas.[...]
José Adelino Maltez

[..]Continuarei a lutar para que não se perca a herculana vontade de sermos portugueses com independência política e não apenas cultural, para regenerarmos esta pátria que tem de continuar a ser liberdadeira.[...]
José Adelino Maltez

A voz do Egipto


Elijah Zarwan é um jornalista sénior egipcio com um forte curriculum na defesa da liberdade de expressão. Nestes tempos difíceis, e sobretudo para nós que não conhecemos bem os problemas do médio oriente, importa conhecer as várias opiniões em confronto, antes de mandarmos "bitaites" ou "postas de pescada" sobre o assunto. Elijah Zarwan é alguém que sinceramente gosto de ler, e está de volta à net, pois estava proibido de nela escrever pelo Jornal onde trabalhava (Lá como cá).

Uma voz árabe que sinceramente recomendo.

O cinema da Ocupação

O Jansenista colocou um excerto do filme "La Romance de Paris" dos irmãos Prévert, onde o grande Trenet interpreta a canção com o título do filme, rodado em 1941 sob ocupação Alemã.
O Jansenista chama este facto de "curiosidade".

Mas na realidade, e ao contrário do que se poderia supor, é durante os anos de ocupação alemã que o cinema Francês produz verdadeiras obras-primas, uma unanimemente aclamada - "Les Enfants du Paradis" (1943-1944) e outra na minha humilde opinião "Les visiteurs du Soir" - 1942

Ambas a películas foram realizadas por Marcel Carné, sendo os cenários e diálogos da responsabilidade de Jacques Prévert.

Les Enfants é talvez um dos maiores filmes da História, e nele estão todos os grandes nomes do cinema Francês da Altura, a grande, grande Arletty, Pierre Brasseur (no excerto abaixo), Pierre Renoir e com música de Geoges Mouqué, na altura a viver na clandestinidade e que mais tarde assinará a música imortal"Les Feuilles mortes" sob um poema de Prévert.


"Paris est tout petit pour ceux qui s'aiment, comme nous, d'un aussi grand amour."
Mas em "Les Enfants du paradis" a "ocupação" está ausente do argumento, o que não se passa em "Les Visiteurs du Soir", filme que é uma evidente parábola à situação que a França vivia na altura, materializada na cena final na qual o Diabo (Alemanha) após transformar os dois apaixonados em estátuas os chicoteia pois o seu coração ainda bate.
Mesmo com uma crítica tão evidente ganhou o prémio para melhor filme Francês em 1942, o que não abona nada a favor da inteligência dos ocupantes e seus comparsas da água mineral, nomeadamente o Rei "Bufo" Brasillach e o seu infame "Je suis partout"

Em Portugal

As fotografias que se seguem não foram tiradas em Santa Comba. Foram tiradas em pleno Alentejo ... profundo


Sim no Alentejo, existe uma localidade que tem uma praça Dr. Oliveira Salazar, de onde sai, outra coisa não se esperava, a Rua General Carmona.

15 de julho de 2007

Eleições Intercalares

As eleições intercalares para a Câmara Municipal de Lisboa foram ganhas pelo futuro Primeiro-Ministro de Portugal.

Os Lisboetas estiveram-se a marimbar para estas eleições.

As excursões de Cabeceiras de Basto e Arco de Baúlhe, vindas a Lisboa para bajular o
futuro Primeiro-Ministro de Portugal foram o "momento Gato Fedorento" da noite. Uma evocação das manifestações espontâneas dos tempos Salazaristas.

Já consegui escrever 3 frases sobre estas eleições, o que é muito....

12 de julho de 2007

Quando a Varig era a Varig II



Piscando o olho à comunidade Japonesa

Quando a Varig era Varig



Sr. Cabral

9 de julho de 2007

The Sun always shines

Sábado começaram as Festas de San Fermin em Pamplona. O tradicional encerro dos touros pode ser acompanhado em directo na TVE internacional às 07h00 todos os dias.
A San Fermín pedimos
por ser nuestro patrón
nos guíe en el encierro
dándonos su bendición

Gora San Fermín


Tradicional é também a chamada "Vacalhada" onde "vacas" e alguns "cabrestos" (Touros capados) desfilam a protestar contra a arte tauromáquica. Enfim "Vacas" da geração Hambúrger, cheias de hormonas e que nunca foram "badarilhadas" no sítio certo.


imagens picadas Aqui

Burro velho não aprende línguas

[…]muita gente da tribo político-cultural da direita chegou bem mais depressa à democracia prática que muitos proclamados democratas da democracia vanguardista que pensam que o antifascismo de há mais de vinte e cinco anos tem de ser superior à livre manifestação da vontade popular através do efectivo sufrágio universal,[…]

Os democratas da democracia pluralista não precisam de pedir certificados de democrata a certos antifascistas de antanho que, depois da democracia restaurada, tentaram impor um novo totalitarismo […]

Confundir defensores da democracia com simples antifascistas, pode ser confundir o trigo da seara democrática com muito joio de má memória […]

Adelino Maltez escreve sempre sábias e acertadas palavras. Os excertos acima transcritos referem-se a um indivíduo que diz não aceitar lições de democracia de ninguém.

Alberto Martins esconde-se por detrás de um mito, o mito do “peço a palavra” quando interrompeu o discurso de Américo Tomás na inauguração do edifício das Matemáticas em Coimbra. O mito da greve académica de 1969 onde os estudantes se ergueram contra a “ditadura fascista”.

O que Alberto Martins gosta de escamotear é o facto de para a greve ser efectiva necessitou de organizar piquetes que impediam qualquer aluno que não aderiu de se aproximar da Universidade, recorrendo ao murro e pontapé, aos alunos e à rapadela de cabelo às alunas.

Alberto Martins em 1969 acreditava naquilo que ainda hoje acredita, “Viva a Democracia, mas ai daquele que discorde de mim”.

Existe ainda um acontecimento que Alberto Martins não gosta de recordar. A famosa audiência que Américo Tomás concedeu à Associação Académica e onde Alberto Martins e os outros membros se prostraram em vénias de absoluta submissão, numa atitude que até embaraçou Américo Tomás de tão pouco usual que era.

Eu concordo plenamente com Alberto Martins, pois já diz o velho ditado “Burro velho, não aprende línguas” e ele já é suficientemente “velho” para não aprender a linguagem da democracia.