Santos Cabral expressou há dias ao Diário de Noticias as suas preocupações com a reorganização do sistema de segurança interna, sobretudo no que respeita há acumulação de poder nas mãos de um só homem, que reporta unicamente ao Primeiro-Ministro, tendo acesso a dados de investigações do Ministério Público, órgão constitucionalmente independente do Governo.
“[…]há que acautelar o acesso do SGSI aos processos relacionados com a criminalidade económica, sobretudo casos de corrupção que possam tocar no poder político”. Com o novo modelo, toda a informação da PSP, GNR, PJ e SEF (Serviço de Estrangeiros e Fronteiras) passa a ser canalizada para uma só pessoa que reporta ao primeiro-ministro, José Sócrates.[…]

Cartão Único no mundo apenas existe no Japão, sociedade historicamente autoritária e fortemente hierarquizada. Nos Estados Unidos, terra onde nunca existiu Bilhete de Identidade, a ideia de criar um Cartão Único esbarrou na pessoa de seu presidente, horrorizado com tamanha ameaça aos direitos liberdades e garantias expressos na Constituição de 1776.

























