José Tomás de Sousa Martins nasceu em Alhandra, a 7 de Março de 1843. Tira primeiro, o curso de farmácia e só depois de medicina e, em poucos anos, torna-se um dos médicos e cientista mais prestigiados do país, desfrutava de projecção internacional pelo estudo da tuberculose e das doenças nervosas. A luta contra a tuberculose fazia-o expor-se à doença, nos contactos diários e directos com os doentes terminais. Detinha-se junto deles, a amenizar-lhes o medo. Muitos morreram de mãos entre as suas, alguns viram-lhe auras estranhas sobre os cabelos. Aos seus alunos dizia: «quando entrardes de noite num hospital e ouvirdes algum doente gemer, aproximai-vos do seu leito, vede o que precisa o pobre enfermo e, se não tiverdes mais nada para lhe dar, dai-lhe um sorriso».
Contraiu a tuberculose e na madrugada de 18 de Agosto de 1897, o Dr. Sousa Martins, sem qualquer vontade de assistir à sua derrota perante a doença que sempre combateu, suicida-se. Antes de morrer escrevera: «a tuberculose, antes de arrancar a vida ao homem, faz dela um longo martírio, e do mártir um inválido».
Confidenciara ainda a um amigo que «um médico ameaçado de morte por duas doenças, ambas fatais (tuberculose e lesões cardíacas), deve eliminar-se por si mesmo».
Para a sua fama como médico o facto de atender doentes pobres sem lhes exigir qualquer encargo deu a Sousa Martins a aura de santo ainda mesmo em vida, Tendo essa aura aumentado ainda mais devido às circunstâncias trágicas da sua morte.
Este culto possui três locais de expressão da sua fé.
O Cemitério de Alhandra, onde se encontra o seu jazigo e onde duas vezes por ano, a 7 de Março e a 18 de Agosto, milhares de devotos visita e rezam sobre o seu túmulo.
A Estátua de Sousa Martins em Alhandra.

Mas não há bela sem senão, e alguém completamente desprovido de bom senso arrumou as milhares de placas à pázada, numa brincadeira de mau gosto, apresentando o monte caótico que pode ser visto nas fotografias.

Eu não acredito nas capacidade milagrosas do Dr. Sousa Martins, e ele, se fosse vivo muito menos, mas o monte caótico em que as placas se encontram, para além de me chocar, revela uma grande falta de sensibilidade e desrespeito enorme, pela fé da gente simples que em nele acredita e que a ele recorreu para minorar o sofrimento, que um dia lhes bateu à porta.
É uma situação que as autoridades municipais de Lisboa deveriam rapidamente corrigir.
O Dr. Sousa Martins na Internet
Museu Sousa Martins
http://sousamartins.site.voila.fr/
http://www.cunhasimoes.net/cp/montra/Sousa_Martins.htm





































