7 de julho de 2005

O Discurso do Monstro

Via Rua da Judiaria, reproduzo a entrevista que o representante máximo da Al-Qaeda em Londres, o sheih Omar Bakri Mohammed deu ao Jornalista do Público, Paulo Moura, e publicada em 18 de Abril de 2004.
É absolutamente necessário difundir estas palavras, para derrotar a ofensiva a favor da Al-qaeda, em curso no nosso país, liderada por um Bastardo, e chamo-o de Bastardo para não ter de chamar Filho da p_ _ _, que continua convencido que isto se deve à pobreza e que a responsabilidade é de George Bush.

PÚBLICA: Acha que vai ocorrer algum grande atentado em Londres?
Omar Bakri Mohammed: É inevitável. Porque estão a ser preparados vários, por vários grupos.(…)

P: Como sabemos que um atentado é realmente da Al-Qaeda?
R: É fácil. Em primeiro lugar são sempre operações em grande escala. O texto divino é claro quanto à necessidade de provocar “o máximo dano possível". O operacional tem portanto de certificar-se de que mata o maior número de pessoas que pode matar. Se não o fizer, espera-o o fogo do Inferno. Em segundo lugar, a Al-Qaeda deixa sempre uma impressão digital: uma pista, como um carro com um Corão ou uma cassete, para ser encontrado pela Polícia. Terceiro, os ataques são feitos em dois ou três lugares ao mesmo tempo. Finalmente, a linguagem. Nos comunicados, basta ler uma frase para se reconhecer o seu rigor teórico: não há nenhum sinal de nacionalismo, não se dizem árabes, nem palestinianos, apenas muçulmanos. Falam sempre do martírio, da morte.(…)

P: Mas o que pode justificar matar deliberadamente milhares de civis inocentes?
R: Nós não fazemos a distinção entre civis e não civis, inocentes e não inocentes. Apenas entre muçulmanos e descrentes. E a vida de um descrente não tem qualquer valor. Não tem santidade.

P: Mas havia muçulmanos entre as vítimas.
R: Isso está previsto. Segundo o Islão, os muçulmanos que morrerem num ataque serão aceites imediatamente no paraíso como mártires. Quanto aos outros, o problema é deles. Deus mandou-lhes mensagens, os muçulmanos levaram-lhes mensagens, eles não acreditaram. Deus disse: “Quando os descrentes estão vivos, guia-os, persuade-os, faz o teu melhor. Mas quando morrem, não tenhas pena deles, nem que seja o teu pai ou mãe, porque o fogo do Inferno é o único lugar para eles".(…)

P: O Corão diz isso?
R: Sim. As pessoas não percebem, porque a televisão e os jornais só entrevistam os seculares. Não falam com quem sabe. Os seculares dizem que “o Islão é a religião do amor". É verdade. Mas o Islão também é a religião da guerra. Da paz, mas também do terrorismo. Maomé disse: “eu sou o profeta da misericórdia". Mas também disse: “Eu sou o profeta do massacre". A palavra “terrorismo” não é nova entre os muçulmanos. Maomé disse mais: “Eu sou o profeta que ri quando mata o seu inimigo". Não é portanto apenas uma questão de matar. É rir quando se está a matar.

P: Isso quer dizer que o terrorismo é natural e legítimo?
R: Só é legítimo o terrorismo divino.(…)

P: O que pretende a Al-Qaeda?
R: O terror. Estão empenhados numa jihad defensiva, contra os que atacaram o Islão. E a longo prazo querem restabelecer o estado islâmico, o califado. E converter o mundo inteiro.(…)

P: Os EUA podem negociar com a Al-Qaeda?
R: A Al-Qaeda é por natureza uma entidade invisível, não é um Estado, por isso não pode dialogar com um Estado. O seu projecto é derrubar os governos corruptos dos países muçulmanos, substitui-los por governos islâmicos e reconstituir o califado. Nessa altura, como Estado, poderão negociar com os EUA, de igual para igual. Primeiro, tentarão um pacto de segurança com eles. Dirão: nós fornecemos o petróleo e viveremos em paz, mas na condição de podermos divulgar livremente o Islão no Ocidente. Se os americanos não permitirem isto, então o califado terá de lhes declarar guerra.(…)

Mais cartas Portuguesas

Actualizadas o "Cartas Portuguesas", com uma breve missiva de Adriano Pimenta, onde ele escreve umas observações perspicazes sobre o carácter político de Brito Camacho.

A fio de espada


Não vou dizer qualquer palavra sobre os atentados de ontem pois qualquer palavra que escreva será sempre escassa.

A solução para o problema do fundamentalismo Islâmico está nos livros da nossa história. Não há outra.
Portugal, conjuntamente com a Espanha, está localizado na única região do mundo que foi libertada das garras de Mafoma, por isso vamos, mais cedo ou mais tarde, ser objecto de um ataque. O principal problema, não será os mortos que este atentado irá provocar, o principal problema é que Portugal não possui uma liderança capaz de os honrar.
Diálogo, compreensão, multiculturalismo? Mas estão à espera que esses pequenos Hitlers de babuchas e turbante entendam isso?
A solução está nos nossos livros de história, não foi com falinhas mansas que atiramos a moirama ao mar, foi a fio de espada. Hoje em dia esta canalha não entende outra linguagem.
É preciso exterminá-los!


A imagem representa o Brasão da Ilustre família MATAMOUROS

6 de julho de 2005

Pedido de Informação

Qual é o "Prazo de Validade" de uma promessa política?

Apontamento sobre a globalização

O comentário do Velho da Montanha sobre o proteccionismo agrícola, suscitou-me uma reflexão interessante sobre certas incongruências no G8 e nos grupos de selvagens que o contesta.
O G8, tem sido apontado pelos seus detractores como o grupo das nações responsáveis pelos males que o mundo padece devido à suposta politica maléfica da “Globalização”. Curiosamente a miséria que o mundo vive é provocada, no que diz respeito a África e América Latina, à falta de Globalização e livre comércio de produtos agricolas.
Vários países do G8 têm tentado criar um mercado livre mundial de produtos agrícolas, essas tentativas têm sido sucessivamente travadas pelos Estados Unidos, França e Alemanha, devido ao primeiro ser sensível ao “loby” dos produtores de Algodão (Cultura fortemente subsidiada nos EUA) e aos restantes, por terem toda a sua agricultura principescamente paga pelos fundos comunitários. Estes subsídios, conjuntamente com os direitos alfandegários europeus, fazem com que os produtos agrícolas Africanos e Latino Americanos, cerca de 3 vezes mais baratos que os europeus, fiquem a ser mais caros quando entram em solo europeu. Por este motivo a exportação de produtos agrícolas entre Africa, América Latina e a Europa é quase insignificante. Este postulado é valido apenas para os produtos produzidos pela França e Alemanha, pois a Banana da Madeira, por exemplo, tem de competir com a banana americana em regime de livre concorrência. Se a França produzisse bananas, outro galo cantaria, e a banana madeirense seria fortemente subsidiada, para além de as concorrentes americanas serem oneradas com pesadas taxas aduaneiras.
Curiosamente, esta não decisão do G8, beneficia e de que maneira, os agricultores Franceses, que mesmo assim se manifestam ruidosa e violentamente sempre que este grupo de nações se reúne.

Uma globalização na agricultura seria a maneira mais rápida de diminuir os níveis de pobreza no terceiro mundo. E esta medida teria ainda uma outra vantagem pois poucos meses depois de ser tomada, o mundo teria o prazer de ver trogloditas como Joseph Bové, agricultor francês especializado em demolição de restaurantes MacDonalds, cuja banha é composta pela miséria das populações agrícolas de Africa e América Latina, na indigência e a passar fome

5 de julho de 2005

Live Eigth – Indulgências do Século XXI

Há 20 anos atrás o mundo uniu-se no concerto Live Aid, organizado pelo cantor Bob Geldof, que ficou horrorizado com as imagens da fome que então grassava na Etiópia. Este duplo concerto (Inglaterra e Estados Unidos) ficou marcado pelas duas músicas que foram escritas na ocasião. O evento foi bastante interessante, pois a Polítiquisse esteve totalmente ausente.
No entanto, não há fome que não dê em fartura, e o êxito do Live Aid virou moda, País que não arranjasse uns “pretitos” com fome, não era país de jeito. A França fez uma canção para o Haiti e para a sua Africa, Portugal adoptou os famintos Moçambicanos e a Espanha, teve um pouco mais de trabalho, à falta de uns “Hermanos hambrientos de Africa”, não se fez rogada e saiu uma canção para a América Latina, pois lá parece que também se morria de fome. Ao fim de um ano, caiu tudo no esquecimento ocidental, para desespero dos famintos que continuaram a morrer como até então tinham morrido.
No Sábado passado, realizou-se o Live Eigth, dedicado à luta contra a pobreza, devido ao relativo reduzido número de famintos. Ao contrário de há 20 anos atrás, a mensagem é indubitavelmente política e acusa-se, outra coisa não seria de esperar, os países ricos de serem os únicos responsáveis pela miséria do mundo.
Mengistus, Bokassas, Mobutus, Mugabes, Zédus e outras personagens sinistras, que se aboletaram com o equivalente a 4 planos Marshall, e o dinheiro que restou do Live Aid de 85, deixando os seus países na mais pura indigência, não constam dos livros de História dos organizadores
Matéria-Prima para os concertos havia em excesso, pois há 20 anos atrás os participantes no Live Aid, viram as suas vendas multiplicarem-se exponencialmente, só por lá terem participado, por isso neste ano não houve dois concertos, houve 10, tantos eram os artistas milionários que desejavam comprar as suas indulgências, esperando que Deus não olhe para a sua conta bancária no dia do seu julgamento final. Até artistas que julgávamos já mortos e enterrados apareceram em Palco, rejuvenescidos, só de pensar no relançamento da sua defunta carreira.
O que é triste é que do dinheiro gerado, apenas uma ínfima parte se irá materializar em ajuda efectiva às populações pobres, o resto ficará em “custos de transporte” anormalmente elevados, nos elevados salários auferidos pelos funcionários das ONG’s, nos subornos às autoridades dos Países Africanos, etc e tal.
Mas enfim, destes assuntos ninguém fala e os artistas do Live Eight voltarão a dormir descansados, em paz com os seus milhões, que aumentarão devido à publicidade grátis conseguida e com a certeza que a indulgência recebida lhes abrirá as portas do céu.

4 de julho de 2005

E então Alberto João?

Qual seria a reacção de Alberto João Jardim se Hugo Chávez ou Thabo Mbeki fizessem estas hipotéticas declarações!

Venezuela está sujeta a la concurrencia de los países no latino americanos, los madeirenses están entrando por nuestro país dentro y los países de Europa a hacer concurrencia con Venezuela…
¿Me estas haciendo uña señal por qué coño? ¿Que hay madeirenses aquí? Es mismo bueno que ellos miren que no los quiero por acá” Ha dicho a la prensa el nuestro bien amado e idolatrado Presidente Hugo Chávez.


South Africa his facing the concurrence of non-African countries. The people from Madeira Island are coming into South Africa… Are you making that signal why? Are there any people from Madeira Island over there? Is good that they can see, because I don’t want them hereStated today to the press Mr. Mbeki.

1 de julho de 2005

Salão Erótico – Uma vigarice “Made in Spain”

Ontem desloquei-me, com certa dose de curiosidade, ao tão anunciado Salão Erótico de Lisboa.
Foi tudo uma surpresa, e tudo pela negativa. Em primeiro lugar os 20 € do preço do bilhete (nunca anunciado) em seguida a passagem obrigatória pela zona gay onde os visitantes eram apalpados por uns garanhões vestidos com fardas da PSP. Ao contrário do que costuma suceder nos filmes porno, aqui a caracterização era boa, eles pareciam mesmo Agentes da PSP.
O pavilhão era enorme de mais para tão pouca coisa a mostrar. Logo à entrada encontrava-se um palco, onde um mau entertainer espanhol, guinchava a apresentar umas bimbas espanholas, passe o pleonasmo, que se contorciam todas para tirar apenas o soutien. Elas eram tão boas, que nem conseguiriam actuar num boteco de Matosinhos.
Os stands eram quase todos de sex-shop, oriundas de localidades, como Seixal, Cruz de pau e Baixa da banheira, os produtos eram todos iguais, reparei que os Vibradores eram particularmente admirados pelo publico feminino presente. Para alem dos fálicos aparelhos havia também um bom sortido de bonecas, bonecos e lingerie minimalista.
Os stands que não eram de sex-shop eram de produtoras de filmes, que para além de venderem os seus produtos, aceitavam inscrições para “castings” e um deles tinha uma alegada “estrela”, que com um enorme ar de frete, tirava fotografias com os visitantes que o desejavam.
No fundo de pavilhão havia 4 zonas reservadas, sendo uma “Gay” (sempre vazia), uma de sessões continuas de filmes XXX, uma outra de Sado masoquismo, pelo menos no nome, pois lá dentro não se passava nada. A mais interessante era a quarta, que não tinha nome, mas ao fim de cinco minutos deduzi que era da ASPJS - Associação de Strippers Prejudicadas por José Sócrates. Tudo senhoras com nos seus 40/50, bem avantajadas, obrigadas a prosseguirem a sua carreira devido ao recente aumento da idade da reforma.

Em suma, nada que valesse a pena ser visto, quando numa feira erótica a mulher mais bonita é feita de plástico insuflável, mais vale a pena ir ao lado, à feira do artesanato, e excitar-se com umas esculturas africanas. E ainda por cima é muito mais barato.

Enfim. Uma operação de vigarice bem montada por “nuestros hermanos” que sairão de Portugal com os bolsos bem recheados de euros, sacados com muita publicidade enganosa.
Nota: A menina da foto não está no Salão Erótico

29 de junho de 2005

O Embuste do Orçamento Continua

O Embuste do orçamento de estado não só continua como ainda se agrava!
As despesas com os gabinetes dos ministros da república dos Açores e Madeira, mantêm-se tal como estavam (diminuem 0.02%) mas o escândalo é com o gabinete do ministro da defesa, que aumenta em 11 755 121 €


Excerto do Mapa II da proposta do orçamento rectificativo ao orçamento de 2005
Até aqui, a responsabilidade pelos valores exorbitantes dos gabinetes dos ministros eram da responsabilidade do governo anterior e do presidente da república que obrigou à sua aprovação, mas a partir de agora o responsável tem um e um só nome – José Sócrates.
Acreditei, mas com pouca fé, que Sócrates na sua “cruzada” contra o deficit, fosse pôr cobro a este desperdício (estes gabinetes valem cerca de 0.3% do PIB), mas pelo que vejo a musica é a mesma de sempre, aumento de impostos para pagar o aumento das despesas.

Gráfico 1 - Dotações orçamentais (1997-2005) (Clique para aumentar)
O “monstro” das despesas com os gabinetes dos ministros da república das regiões autónomas começou com Guterres, passando de 75 milhões em 1997 para perto de 200 milhões em 2002 (Gráfico 1), com taxas de aumento de despesa de 30-35% (Gráfico 2), a partir de 2003 a taxa de crescimento manteve-se constante nos 3%.O caso do gabinete do ministro da defesa é diferente. As suas dotações orçamentais situaram-se à volta dos 100 milhões de euros entre 1998 e 2003, tendo aumentado cerca de 40% em 2004 para 145 milhões. No orçamento de 2005 (versão Bagão) o aumento foi mais moderado tendo-se cifrado em 10% (em relação a 2004). Mas ao que parece, José Sócrates achou a verba de 160 milhões insuficiente e propõe agora o seu aumento para 171 milhões, o que relativamente a 2004 representa um aumento de 18.5%

Gráfico 2 - Variação percentual das dotações orçamentais (Clique para aumentar)

Mas este é o procedimento de um governo que elegeu o combate ao deficit como a prioridade das prioridades?
Porque não podem estas 3 instituições receber uma dotação similar às outras (4 milhões de euros)?
Como é que o governo pode justificar que um gabinete de um ministro da república das regiões autónomas recebam, cada um, uma dotação orçamental QUINZE vezes superior à da presidência da república, órgão máximo da nossa soberania?
Mas porque é que sou eu, que já devo horas à cama, a fazer estas perguntas?
O que é que estão a fazer em São Bento, os 230 senhores que lá se sentam e dispõem de todos os dados?

NOTA 1:
Tentei saber hoje para onde vai este dinheiro através da consulta da Conta Geral do Estado de 2003 (A última disponível). O resultado foi pouco mais que nulo, apenas um seco valor de despesa de 194 397 149 € para o Ministro da República da Madeira e 203 037 203 € para o congénere dos Açores. Nada mais!
NOTA2:
Nos gráficos:
MR-RAM - Gabinete do Ministro da Republica Região Autónoma da Madeira
MR-RAA - Gabinete do Ministro da Republica Região Autónoma dos Açores
GMDF - Gabinete do Ministro da Defesa, Órgãos e Serviços Centrais

28 de junho de 2005

Lamúrias Lusitanas

A noticia do avião que em bateu no automóvel, gerou o coro de lamentações do costume:
"Isto só num país do terceiro mundo"
"Portugal no seu pior"
"Não passamos de um país atrasado"
"Só em Portugal é que isto acontece"
etc e tal
Os jornalistas alimentaram, e de que maneira, este coro de lamentações. No entanto esqueceram-se de fazer as perguntas pertinentes:
Porque é que o municipio de Espinho nunca construíu uma estrada, à volta da pista, nem colocou um mísero semáforo, em vêz das rotundas, fontes luminosas e outras obras desnecessárias, inauguradas à pressa dias antes das Eleições autárquicas?
Se os aviões do aeroclube do porto não necessitam do tamanho da pista para descolar e aterrissar, então porque é que ainda a podem utilizar em toda a sua extensão?

Enfim! É o que temos!

Já agora, desenganem-se aqueles que pensam que estas situações só existem em Portugal. Na civilizadíssima Grã-Bretanha, mais concretamente, no seu território de Gibraltar existe um aeroporto internacional atravessado por uma estrada. Os acidentes são evitados por um simples semáforo accionado pela torre de comando.

Fotos retiradas do Google Maps

Google Maps

O Google Maps é a nova coqueluche da Internet. Para quem goste de ver a paisagem a partir de fotos de satélite é o melhor que há. Até agora a definição que apresenta (Apenas parte de Portugal, por enquanto) só podia ser acedida através de compra no IGEOE. Com o Google a alta definição está ao alcance de um clique.
As fotografias de alta definição de Portugal foram tiradas em 2004 (Os estádios já estavam 100% concluídos), mas nem todas foram tiradas na mesma altura do ano, pelo que em certas zonas podemos ver um terreno nos tons pastel do verão, enquanto o terreno ao lado está viçosamente verde, indiciando uma foto tirada no Inverno/primavera

Clique na foto para aumentar

Mais espectacular é a região do Alqueva, onde se pode ver na mesma foto o antes e o depois.
Neste caso a foto de baixa definição foi tirada ainda decorriam as obras na Barragem, apresentando-se o rio Guadiana sem Albufeira. As fotos de Alta Definição foram tiradas em 2004, já com a Albufeira cheia

Clique na foto para aumentar

O Satélite apanhou também um incêndio na zona de Colares

Se analisarmos as fotos de Lisboa, poderemos ver a história do Urbanismo em Portugal, tal como fez, e muito bem, o Pedro Ornelas, no Céu sobre Lisboa (Falta Alfama, Pedro!), um Postal que vivamente recomendo e que mostra nem sempre progredimos no melhor sentido.

27 de junho de 2005

Mais Cartas Portuguesas

Actualizado o "Cartas Portuguesas" com uma nota sobre o primeiro governo de Bernardino MAchado

26 de junho de 2005

No Portugal Ignorado

Existe um Portugal que é sistematicamente ignorado pelos seres bem-pensantes do nosso pais, sempre atentos às novidades de Paris, mas desprezam completamente a verdadeira cultura de Portugal que anseiam por ocultar, comportando-se como parolos novos-ricos que escondem os seus humildes pais.

Durante o verão realizam-se em todo o ribatejo e Alentejo campetições de condução de jogos de cabrestos em que participam as principais herdades da região. Nesta corrida, cada jogo de 6 cabrestos é conduzido por 4 a 5 campinos através de vários obstáculos. É uma prova espectacular, que a sua proximidade do público a faz tornar emocionante.

Fotografias tiradas no passado Sábado na Picaria de Benavente.

A ÉGUA DE TRÓIA

Sejamos sinceros, o PS arrisca-se a levar um banho nas eleições autárquicas de Lisboa, não basta o descontentamento com o fim do estado de graça do governo, como o menino filósofo ainda se esforça por cavar mais fundo a sua sepultura politica. Sem uma candidatura à direita, Carmona Rodrigues arriscava-se a passear em Outubro próximo.
A única hipótese que o PS tem de eleger o seu menino-filósofo seria a existência de uma candidatura que disputasse a faixa de eleitorado de Carmona Rodrigues.
Se não existe, arranja-se! O CDS/PP, a quem Carmona quer retirar os tachos autárquicos, dispôs-se a fazer o frete de emprestar a sigla. Como era necessário um candidato que pudesse enganar os incautos, toca de arranjar a aguerrida Zézinha Nogueira Pinto, que é de direita e até tem um marido fascista, mas meteu o fascismo no saco e entrou na jogada.
A candidatura da Zézinha até tem mais uma benesse para as hostes socialistas, liberta o apetecido tacho da provedoria da Santa Casa, tacho esse, a que se perfilam vários galos e galinhas parlamentares, que logo começaram a cantar.

Ah, como seria interessante conhecer os detalhes do negócio da saída da Zézinha da Santa Casa!

O PS, no entanto, bem poderia ser mais comedido no seu apoio à Zézinha. Sim porque colocar uma das maiores eminências pardas do Partido, Maria Antónia Pala, a primeira e maior apoiante da causa do aborto livre e gratuito aos abraços e beijos à primeira e maior apoiante dos movimentos pela vida tem muito que se lhe diga. O contraste não poderia ser mais gritante e até pela rádio as palavras de Maria Antónia Pala exalavam um forte cheiro a sapo apodrecido.

25 de junho de 2005

Neverland

«E as coisas? Como vão as coisas? As coisas estão malparadas. O que quer dizer, exatamente, a Coisa? Não é a vida em geral. A Vida é tudo o que tu tocas e que te toca. Já a Coisa é outra coisa.»

Quando na segunda metade de 2003 comecei a explorar o universo blogoesférico e apesar de ter sempre embirrado com Peter Pan (Sempre preferi o capitão Gancho e o desastrado Barrica), o Terras do Nunca foi o primeiro blog a entrar para a lista dos favoritos, de onde nunca mais saiu.
Hoje o Terras do Nunca faz dois anos. Dois anos de palavras escritas de um blog que resite estóicamente à tentação da imagem.

Parabéns João Morgado

I'm like that black crow
up there flying
in a blue sky
Joni Mitchell - Black Crow

24 de junho de 2005

23 de junho de 2005

FABULOSO!!!

Indubitávelmente o melhor e mais original Blog de Portugal e quiçá do mundo!!!

WEBCEDÁRIO

As diabruras do Menino-Filósofo

Nas últimas semanas, foram um verdadeiro desastre para a candidatura à câmara de Lisboa do de Manuel Maria Carrilho. As gaffes nos “Outdoors” foram tantas, a troca do castelo com o Bairro Alto, as Bandeiras a Meia-Haste, o símbolo do Skip, a poupa e a maquilhagem do menino-filósofo.
"Aquele sujeito da foto, está tão maquilhado e o cabelo está tão artificialmente arranjado que de certeza esconde alguma coisa menos boa” – Afirmação de um cliente Alemão, que nunca tinha vindo a Portugal.

Na televisão não melhorou o Panorama, achando que uma campanha eleitoral se pode fazer com métodos da Nova Gente, vai de por a vender, o até então tão protegido e escondido, Diniz Maria segurado pela sua telegénica e morena, mas burra, esposa.
Na imprensa escrita foi um forrobodó – O menino-filósofo diz que tem mais de 38 000 caracteres de ideias e sobre o seu adversário, Carmona Rodrigues, aplicou uma opinião, típica de um palerma que aparece nas fotos da CARAS sobre aqueles que lá não aparecem – Sonso e Indigente.

O PS está à beira de um ataque de nervos, o eleitorado de esquerda está a ser disputado por mais duas candidaturas, bastante mais sérias que a sua, e dentro das suas fileiras já se goza abertamente com Carrilho.

No entanto o Filósofo-de-nome joga uma cartada Brilhante – Uma segunda candidatura Socialista, disfarçada de candidatura da direita.
Não é bem um Cavalo de Tróia, na realidade é uma Égua de Tróia.

Rainha Isabel II presta contas aos seus súbditos

A Casa Real de Windsor apresentou ontem o relatório de contas referente ao periodo de 1 de Abril de 2004 a 31 de Março de 2005. Tal como no ano anterior, as despesas com dinheiros públicos da Casa Real Britânica chega à justa para que um dos nossos ministros da República (Açores ou Madeira) se governe durante um mísero trimestre.

Voltarei ao assunto após análise do relatório de contas (da Casa Real Britânica).
Infelizmente não posso fazer a mesma coisa relativamente aos ministros da república, pois em Portugal não existem Súbditos, apenas vulgares cidadãos de uma República que espera apenas que eles comam e se calem

22 de junho de 2005

O Regresso das "Cartas Portuguesas"

Após dois meses e picos de paragem recomecei a publicação das "Cartas Portuguesas - 1ª Republica por correspondência"

21 de junho de 2005

OFERTA GRÁTIS

Tenho disponíveis 50 caixas de correio electrónico GMAIL, com 2 Gigas cada uma.

Quem estiver interessado é favor enviar um mail para novafloresta@gmail.com

Nota: No caso de os pedidos superarem as caixas disponíveis, terão precedência os comentadores (quase) residentes deste Blog

De onde vem tanta gente?

Desde ontem à tarde que o meu blog regista uma duplicação do número de visitantes. No entanto nem o Sitemeter, nem o Technorati indica de onde elas são originárias. Como não acredito que tenha ocorrido uma súbita lembrança aos meus leitores, originada por métodos parapsicológicos, agradecia onde foi feita referência a este humilde blog.

20 de junho de 2005

Os "Casos" Freeport I

Apesar de o Manuel ter tido a mesma dúvida que eu, eu pergunto na mesma.

Se está a decorrer uma investigação sobre quebra do segredo de justiça em que já foi constítuído um arguido, presume-se que existam fortes indícios que tal violação ocorreu.

Mas por outro lado, se houve violação do segredo de justiça, então é porque existe mesmo um caso Freeport que envolve Sócrates e cuja investigação está a decorrer, ou decorreu até à posse do actual governo.

Não é necessário bisbilhotar os papeis da Judiciária, para ter suspeitas que algo pouco comum aconteceu no Freeport, basta uma simples análise estatística.

Continua ...

18 de junho de 2005

Imagens do Passado

A fotografia foi tirada nos anos 70 do século XIX e representa um convento demolido pouco depois para dar lugar à construção de uma mercado.
O mercado foi demolido há cerca de 40 anos e no seu lugar foi construído um edifício com elevado desenvolvimento vertical, ainda hoje existente. Este edifício é considerado uma mancha tão grande na cidade que, na própria página net do município onde aparece uma vista geral da cidade, ele foi cirurgicamente extraído.

Qual o nome do convento da foto, hoje desaparecido?
Em que cidade de Portugal estava situado?
Como se chama o edificio que hoje se encontra no seu lugar?

As serpentes mostram-se

A serpente negra
Sampaio vai à Cova da Moura, debita um dos seus discursos em que fala de tolerância e mostrou-se contra o aumento da repressão.
Com um discursos deste, quem é criminoso esfrega as mãos de contente, acabou de receber um cheque em branco.

A serpente branca
Praticamente à mesma hora, a extrema-direita reune-se no Martim Moniz na maior manifestação que há memória, não integrando directamente a manifestação algumas centenas de transeuntes, que concerteza acompanharam Cunhal na passada Quarta-Feira, acompanham a manifestação de longe, satisfeitos com o facto de pelo menos hoje, os negros terem quase desaparecido da baixa e achando os manifestantes muito ordeiros.

Os organizadores parecem satisfeitos, com a ajuda da esquerda, sabem com segurança que agora, o futuro é de crescimento das sua hostes

Chocando o Ovo da Serpente

A reacção da esquerda portuguesa ao arrastão da semana passada em Carcavelos é em tudo semelhante à de Alberto João Jardim ao tomar banho em Porto Santo um dia depois de um petroleiro ter aí provocado um derrame.
Ao invés de enfrentar o problema, pegando o touro pelos cornos, acalmando o país, a esquerda optou, em primeiro lugar, por fazer como a avestruz para em seguida negar a realidade.
Na Quinta-Feira, o deputado do PP, Nuno Melo, fez ao hemiciclo, as perguntas que 10 milhões de portugueses desejariam fazer. Como resposta foi objecto dos maiores insultos que alguma vez se ouviram no nosso parlamento, pela voz de Ana Drago, a anã racista do Bloco de Esquerda. O pior é que Ana Drago não insultou só um deputado, insultou o país inteiro, que neste momento teme pela sua segurança e perdeu a pouca confiança que possuía nas forças de segurança.
Mas no dia seguinte, Sexta-Feira, o impensável aconteceu. O periódico porta-voz não oficial do Partido Socialista, o Espanholíssimo “A Capital” fez a seguinte manchete:
“A HISTÓRIA DO ARRASTÃO QUE NUNCA EXISTIU”
debaixo deste titulo escondia-se uma pretensa peça de investigação, escrita por um jornalista chamado Nuno Guedes, que com este trabalho justifica inteiramente os adjectivos com que João Jardim brindou a sua classe.
Este pseudo-profissional, vergonha da sua classe, pretende negar aquilo que é evidente, dizendo que só por ter havido uma queixa na esquadra, o arrastão nunca existiu. Quem presenciou no local a impotência das forças de segurança ia fazer queixa para quê? Para os criminosos poderem saber a seu nome e morada e assim exercerem represálias?
O alegado repórter chegou ao desplante de basear o título da sua notícia na entrevista a dois dos meliantes identificados pela polícia, que, outra coisa não seria de esperar, se afirmaram inocentes, que não tinha havido qualquer arrastão e que foram vítimas da violência policial por causa da sua cor da pele.
Para cúmulo o escriba acusa as forças policiais de serem as responsáveis pelo caos vivido na praia de Carcavelos no passado dia 10.
Com certeza que num destes dias este Nuno Guedes vai fazer uma Manchete com o seguinte título:
“VIDEO DA SIC É APENAS UM ENSAIO DA SECÇÃO DE TEATRO
DA SOCIEDADE FILARMÓNICA DA COVA DA MOURA"
A esquerda de Portugal choca lentamente um ovo da serpente e quando esta sair da casca será na esquerda que ela vai morder.
Não contente com isto, a esquerdalhada meteu um barril de pólvora num forno com a temperatura no máximo.

16 de junho de 2005

2 Anos de Aviz

O Mestre de Aviz da Blogoesfera faz hoje dois anos de vida, uma voz da lusofonia entre Portugal e o Brasil.
Parabéns Francisco

Olha a cultura, estúpida!

A titular do "ministério para a não re-eleição de Rui Rio", no meio das curtas férias, nas quais aproveitou para ir a uns funerais, foi alertada, através desta original manifestação, de que ela, Ministra para a não re-eleição de Rui Rio", também acumula funções como Ministra da Cultura.

Eu sei que impedir Rui Rio de ser re-eleito é uma tarefa titânica, mas convinha que não se esquecesse da cultura.

A companhia portuense Art´Imagem encobriu ontem à tarde com um pano negro a estátua de Almeida Garrett, situada em frente a Câmara Municipal do Porto, como forma de protesto contra a inércia governamental, na pessoa da ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima. Em causa está o atraso na atribuição do Programa de Apoio Sustentado às Artes do Espectáculo, que coloca à beira da falência mais de duas dezenas estruturas teatrais do Norte do país.
Solidários com o protesto, vários responsáveis de grupos teatrais da cidade, como António Reis,João Cardoso, José Carretas e Mário Moutinho.

in O Comércio do Porto

15 de junho de 2005

Tal Pai, Tal filho

Muita coisa está ainda por escrever sobre estes dois Beirões que moldaram o século XX português, para além da origem geográfica ambos possuem tantas semelhanças e precursos idênticos que mais parecem pessoas de uma mesma família.
Cunhal foi o "filho", que Salazar nunca teve ,pois na realidade, e politicamente falando, foi Salazar quem gerou Cunhal e moldou inegávelmente o seu carácter, carácter esse (Dedicação total à sua causa, vida espartana quase de asceta) completamente decalcados do velho ditador.
- Ambos sabiam o que queriam e por onde desejavam caminhar;
- Ambos tinham concepções de Portugal completamente inadequadas aos tempos que corriam;
- Ambos possuiam uma enorme estrutura cultural e intelectual sem rival entre os seus pares;
- Ambos tinham um magnetismo que não deixava indiferentes quem os conhecia;
Numa coisa foram diferentes, Cunhal assistiu ao ruir do mundo em que acreditava, Salazar não, pois morreu com menos 10 anos e idade, mas se tivesse morrido com a mesma idade de Cunhal, teria assistido a tudo e acredito que teria tido exactamente a mesma postura
que Cunhal.

O Olho da águia

Há 14 anos, estava eu a passar um fim-de-semana em Faro, quando li nos cartazes da campanha eleitoral que Alvaro Cunhal iria estar presente no comicio do PCP (então já travestido de CDU) que se realizava naquela mesma noite no jardim junto à marina.
Lá me dirigi, pois nessa altura já Cunhal era idoso e eu não queria deixar de ter a oportunidade de o ver ao vivo, apesar de conhecer de antemão, tal como 10 milhões de portugueses, ponto por ponto e virgula por virgula o seu discurso.
No comicio assisti à orquestração profissional do Partido, algumas centenas de apoiantes debitavam decibeis das estafadas palavras de ordem, mas faziam-no convicentemente, bem como a estrutura dirigente presente no palco. Apenas Cunhal não acompanhava o ritmo, agia como o maestro de toda a orquestração, de olhar acutilante prescrutava tudo e todos e não tardou muito que a sua mirada se detivesse num jovem de 25 anos, provavelmente o único que não acompanhava a multidão. Senti calafrios no profundo e gélido olhar que me fixava, senti-me a ser observado profundamente, como se nada conseguisse ocultar àquela magnética mirada maléfica de .
Um dado curioso - vi e ouvi no Canal História a mesma descrição daquilo que eu senti nesse comicio de Faro, da voz das pessoas que conheceram e fitaram olhos nos olhos Adolf Hitler!

13 de junho de 2005

Este também se foi

O gajo da foto, também morreu! Mas não merece, por minha parte qualquer elogio fúnebre.
E como dos mortos não se diz mal, também não escrevo aqui, a minha opinião sobre o sujeito.

Álvaro Barreirinhas Cunhal (1913 - 2005)

Portugal viu desaparecer hoje o maior vulto político da segunda metade do Século XX português e a segunda figura política mais importante de todo o século passado.
Eu sou um firme opositor às ideias do falecido, mesmo depois de morto, mas tenho de me curvar perante a sua verticalidade, rectidão e lamentar-me por a sociedade democrática portuguesa nunca ter conseguido produzir alguém como Álvaro Cunhal, uma pessoa que põe um ideal à frente das suas necessidades pessoais, alguém que nunca verga, nem se dobra como borracha à primeira contrariedade, que sabe muito bem onde quer chegar e conhece o caminho que lá vai dar.
Como devem ter sido infelizes os últimos anos da sua vida, nos quais viu ruir todo o universo em que acreditou, e pelo qual lutou e se sacrificou durante toda a sua vida, 12 anos de prisão, dos quais 8 em solitária, quase inexistência de vida pessoal para que em menos de um ano tudo se esfumou, praticamente sem oposição, de uma maneira em tudo idêntica ao regime do seu nemésis, Oliveira Salazar. Cunhal sofreu, muito mais do que aquilo que eu, alguma vez lhe tinha desejado. Mesmo o seu partido, construído a partir de 1961 à sua imagem, que apesar de proclamar o seu desígnio ateísta, a sua organização e os seus membros assemelhavam-se mais a uma ordem militar-religiosa, seguidora dos ditames da “religião” em que Marx, Engels e sobretudo Estaline eram os "profetas" e Cunhal, o último dos seus "apóstolos", sendo o seu “Papa” incontestado por 31 anos, não resistiu à sua saída, estando hoje em dia, reduzido ao seu núcleo duro de seguidores fieis que nunca irão alterar nada daquilo que o "apóstolo" e "papa" lhes deixou em testamento.

Adeus Sr. Fontinha

Morreu o Sr. Fontinha, funcionário aposentado da Caixa de Previdência por necessidade e Poeta nos tempos livres, por vocação.
Conhecido pelo Portuguses pelo seu pseudónimo Eugénio de Andrade e provavelmente foi um dos maiores vates Portugueses da segunda metade do Século XX.
Que descanse em paz


Nota: Para mim o "Verdadeiro" Eugénio de Andrade era o meu Barbeiro em Matosinhos, que entre barbas e cabelos alinhava as suas prosas. Mas daqui mando-lhe também um abraço, pois onde quer que se encontre, estará triste certamente.

A imagem foi roubada à Cotada, que hoje interrompeu o seu silêncio (Aparece mais vezes, rapariga!)

11 de junho de 2005

A esquerdalhada e Carcavelos

Estava-se mesmo a ver, a esquerdalhada acha que ontem, 500 vítimas da sociedade racista branca e opulenta de Portugal , se manifestaram na praia de Carcavelos através do empréstimo de carteiras e telemóveis a troco de uns pares de socos.
Num recente blog intitulado de "
O Canhoto" (Pelo menos o nome não engana ninguém), um tal de Rui Pena Pires, alinhou estes espécimes de prosa, que sem dúvida merecem entrar directamente para o "Hall of fame" da cega demagogia esquerdista.

"que parece saber-se: algumas centenas (?) de jovens, maioritariamente negros oriundos de bairros degradados da periferia de Lisboa, terão concertado um assalto por arrastão na praia de Carcavelos. A confirmar-se o número, terá sido uma acção de delinquência juvenil, não de marginais criminalmente organizados."

Ou seja quinhentos criminosos apareceram por acaso, e só por acaso, na praia de Carcavelos e lembraram-se há mesma hora, no mesmo minuto e no mesmo segundo de assaltar toda a gente. Grande exemplo de desorganização!

Está claro que, de acordo com Rui Pena Pires, esses criminosos teriam que estar inocentes, pois a culpa é " jovens vivendo não só em situação de exclusão e sem expectativas de saída dessa situação, como, sobretudo, de jovens sem referências de solidariedade para com o conjunto da colectividade " - Enfim, a mesma treta de sempre, que não é branco ou é inocente, ou tem "fortíssimas circunstâncias atenuantes"

O que se passou ontem em Carcavelos foi mais que um acto criminoso, foi um acto de terrorismo racista, e o simples facto de nem uma única detenção ter sido realizada vai servir de incentivo a mais ataques racistas deste tipo. É melhor passar colocar uma arma entre a toalha e o Para-vento.


O outro deficit

Em Portugal, existe um outro deficit, mais importante que o financeiro, e que ninguém fala. Refiro-me ao deficit de informação. Sem informação não é possível a existência da liberdade, por isso em qualquer ditadura o controlo e manipulação das fontes de informação é a chave do poder.
Em Portugal este deficit é enorme, e ao contrário do deficit financeiro, este resulta de políticas deliberadas dos governos da republica, ciosos da manutenção das suas benesses e regalias, ocultam e dificultam o acesso à informação pelos Portugueses e no que toca às despesas da republica, saber onde se (mal) gasta o dinheiro dos nossos impostos, é um verdadeiro labirinto. O problema que se debatem os nossos políticos, é que hoje em dia, com a Internet, é cada vez mais difícil manter ocultar a informação, sobretudo quando à distância de um clique, sabemos quanto ganha Alan Greenspan, presidente da Reserva Federal e sabemos quanto fica ao erário público britânico a sua família real, mas nem imaginamos quanto ganha Vítor Constâncio nem onde são gastos os 200 milhões de euros que cada um dos ministros da republica das nossa regiões autónomas tem de dotação orçamental anual.

No dia 2 de Junho enviei este correio electrónico para o ministro da republica da Madeira

Exmos Srs.
Desejaria que me pudessem fornecer uma cópia do último relatório
de contas das actividades desenvolvidas pelo Gabinete do Ministro
da República da Região Autónoma da Madeira.
Atenciosamente,
o vosso cidadão
Luís Miguel Bonifácio

Até hoje não recebi qualquer resposta.

Em relação ao deficit financeiro, eu acho que existe vida para além dele, mas em relação ao deficit de informação, enquanto este se mantiver, garanto que a liberdade nunca será plena.

7 de junho de 2005

Águas – Muito lucro para pouco trabalho

O recente pacote de medidas anunciado para a água, encerra algumas virtudes, mas debaixo de uma esconde-se a promoção da incompetência, compadrio e irresponsabilidade.
O Ministro do Ambiente ao anunciar a lei, justificou a necessidade da cobrança de taxas aos grandes consumidores (Hoje em dia não se cobra a água captada em furos privados) com o facto de alguém ter de pagar as perdas que existem nos sistemas de distribuição.

É caso para se dizer: “Pior a emenda que o soneto
De acordo com várias fontes, actualmente apenas 50% da água captada chega aos contadores dos utilizadores. A restante é perdida nos canos, instalações velhas, rupturas, estações de tratamento.
Qualquer pessoa minimamente competente, obrigaria as empresas de distribuição (Câmaras, águas de Portugal, etc) a comunicar os montantes de água captada e os montantes de água vendida aos clientes. O Estado deveria então cobrar a “água perdida” às empresas de distribuição. Esta medida esbarra num simples facto. As novas empresas de distribuição de água, são a segunda divisão dos tachos públicos (A primeira divisão é composta pela CGD, GALP, Banco de Portugal, etc) onde são enviados a segunda escolha dos “amigos” sem emprego.
Se cobrasse uma taxa por cada m3 perdido, as empresas de distribuição deixariam de ser entidades altamente lucrativas e passariam a dar prejuízo, injustificando assim os chorudos salários que os seus directores auferem.
Para além disso, optimizar e reparar uma rede de distribuição de água é um trabalho hercúleo, pouco compatível com quem apenas deseja receber um cheque ao fim do mês, numa rotina das 9 às 5, em que a tarefa de maior esforço é consiste na leitura do Jornal.
Não quero com isto dizer que os grandes consumidores devam estar isentos de pagamento pela água que captam.
A Existência de uma taxa sobre a água captada é meio caminho andado para uma melhor utilização deste bem escasso, pois torna financeiramente viável a adopção de sistemas e equipamentos que diminuem fortemente o seu consumo. Se não se cobrar qualquer taxa, é praticamente impossível convencer um director de uma empresa a investir na poupança de um bem que é gratis.

2 de junho de 2005

Ministros da República - Para que vos quero?


PARA NADA
Aconselho a leitura deste postal colocado pelo Irreflexões no blogue Despesa Pública, sobre a "necessidade" da existência destas duas "desconhecidas" instituições.

Orçamento 2005, a Bandalheira total

Em relação aos postais anteriores, relativos às dotações orçamentais dos gabinetes dos ministros, quando soube desta noticia, fiquei chocado, mas com uma dúvida:
200 milhões de euros, é muito dinheiro, e não consigo imaginar quanto, sem possuir um termo de comparação. Tentei por isso comparar estes gastos com outros de carácter similar. O primeiro que escolhi, e que me deu a primeira luz sobre o assunto, foi a dotação orçamental da presidência da republica para o ano de 2005. Esta dotação que cobre os gastos de Sampaio, o seu staff, a manutenção do Palácio de Belém, as viagens e os vestidos de Maria José Rita é de 13.325 milhões de euros.
O valor atribuído à presidência da república para 2005, pode-se considerar “espartano”, quando comparado com as dotações orçamentais dos ministros da república dos Açores e Madeira – mais de 200 milhões de euros para cada um, e com a dotação orçamental do gabinete do ministro da defesa – 159 milhões de euros, dotação essa, que o sucessor de Paulo Portas, presumo que tenha herdado questionar.

Mas esta comparação não me deixou satisfeito, precisava de arranjar mais um termo de comparação. Tentei saber quanto custa Chirac ao estado Francês, mas a busca foi infrutífera. A mesma busca porém, direccionou-me para o relatório de contas da Real Casa de Windsor, chefiada por Sua Majestade Fidelíssima Isabel II. Fiquei logo a pensar que a minha depressão ia desaparecer, pois ao ler os gastos de Isabel II, pensei (Lírico) que iria passar a considerar os nossos ministros da república da Madeira e Açores, como uns pobres pedintes de pé descalço
Da leitura do relatório de contas reais – Royal Public Finances 2003-2004, fiquei a saber que:
A família real britânica possui 5 tipos de rendimentos:
- Lista Civil* – Salários dos funcionários reais – 303 funcionários (2004)
- Subvenções do Estado (Grants-in-aid)* – Destinados à manutenção dos palácios reais, salários dos respectivos funcionários - 111 funcionários (2004) - e viagens de estado -
- Privy Purse – Rendimentos das propriedades particulares da Casa de Windsor
- Riqueza pessoal e outros rendimentos
- Despesas pagas directamente pelo estado*
* - Fundos públicos
Quando li os valores envolvidos o queixo caiu ao chão, eram verdadeiramente inacreditáveis, mas não no sentido em que estava a pensar:

Em 2004, os gastos com dinheiros públicos foram os seguintes (Milhões de Libras):
Lista Civil – 9.953
Subvenções do Estado – 21.645
Despesas pagas pelo Estado – 4.872
Total de fundos públicos – 36.470 (53.993 milhões de €)
NOTAS: As despesas das subvenções do estado destinam-se aos palácios reais ocupados, que são:
- Palácio de Buckingham;
- Palácio de St. James;
- Clarence House;
- Marlborough House;
- Palácio de Kesington;
- Palácio de Hampton Court;
- Castelo de Windsor, seu parque e edifícios nele existentes.
Não acreditando no que estava a ver, pensei que tinha lido mal os números, faltam de certeza dois ou três zeros. Não! Afinal os meus olhos não me tinham enganado, lido e relido o relatório, os valores estão todos expressos em Milhões de Libras, aplicando a taxa de câmbio do dia de ontem (£1 – 1.4804945 €) verifiquei que toda a Monarquia Britânica custa ao erário público do Reino Unido uns módicos 53.993, ou seja 54 milhões de euros.
Resumindo, aquilo que o Reino Unido gasta com toda a família real, chega apenas para "alimentar" um gabinete do ministro da república, das nossas regiões autónomas, por um mísero trimestre e quatro meses do Gabinete do ministro da defesa.

Para melhor ilustrar os custos com quatro instituições da nossa república, (Gabinetes dos ministros da república dos Açores e Madeira, da Defesa e Presidência da República) resolvi construir este gráfico, no qual está expressa a dotação orçamental de cada instituição, não em milhões de euros, mas em “Rainhas de Inglaterra”

O gráfico fala por si, mas gostaria de saber como é que os Srs. Ministros da república dos Açores e da Madeira, justificam gastos anuais 4 vezes superiores aos da Sua Majestade a Rainha Isabel II. É certo que viajam muito de avião, é certo que moram em palácios, mas estes palácios estão para Buckingham, tal como uma barraca da Cova da Moura está para os duplexes da Torre de São Gabriel. E a Rainha de Inglaterra tem mais 6 palácios.

Nota: A presidência da república representa apenas um quarto de rainha de Inglaterra.

Como cidadão, exijo uma explicação! Uma explicação por parte de quem elaborou este orçamento, por parte de quem obrigou à sua aprovação e por parte de quem tem, neste momento, a obrigação de o aplicar. Se esta explicação não for dada, o acto de fugir aos impostos não pode mais, ser considerado um crime, deve ser considerado um dever patriótico.

Para os mais cépticos, deixo aqui os links, para verem com os seus próprios olhos.
Royal Public Finances 2003-2004 (Ficheiro pdf – 1.529 Mb)
Royal Public Finances summary 2003-2004 (Ficheiro pdf – 88 Kb)
Mapa 02-2005 do Orçamento geral do Estado (Ficheiro pdf – 9.6 Kb)


Amanhã saibam porquê

1 de junho de 2005

Aumentar os Impostos para quê?

Relativamente ao postal anterior, se todos os gabinetes de ministros recebessem a média do valor da despesa, resultante da subtracção das verbas dos ministros da república da Madeira e Açores e do ministro da defesa – 4 600 000 €, a dotação orçamental seria de 78 000 000 € aproximadamente. Com isto obter-se-ia uma poupança de 562 714 888 €, que corresponde a 0.43% do P.I.B. Com uma redução destas dotações orçamentais alcançar-se-ia uma redução do P.I.B. maior do que aquela que Sócrates espera obter com o aumento anunciado dos impostos – 0.4% (Ver esta noticia do Jornal de Negócios).
NOTA: Este valor seria alcançado apenas com cortes nos gabinetes dos ministros da republica dos Açores e Madeira e do ministro da defesa. Falta saber se as verbas atribuídas aos restantes gabinetes dos ministros (4 600 000 € em média), são efectivamente bem atribuídas, ou se possuem desperdicios em si mesmas.

Concluindo, é possível alcançar os objectivos que o governo de Sócrates se propõe atingir sem ter que pedir qualquer esforço aos Portugueses. O problema é que para se fazer isso teria de acabar a chulice dos “jobs” para os bois, coisa que Sócrates, tal como todos os seus antecessores não deseja fazer, para não afrontar o tachismo que impera no seu partido. Por estes motivos demonstro que este governo é pura e simplesmente mais do mesmo. A única diferença é que sabem fazer as coisas com uma maior dose de profissionalismo que os anteriores governos do PSD, tal como a recente pantomina do déficit, em que o "Artista" se chamava Constâncio, bem mostrou.

31 de maio de 2005

640 730 822 €

Este número, de acordo com o Orçamento Geral do Estado para 2005, e postado na Grande Loja, representa a dotação orçamental dos gabinetes dos ministros acrescidos dos gabinetes dos ministros da República da Madeira e Açores
A divisão percentual desta verba, é a seguinte:
32.9% - Gabinete do Ministro da República dos Açores;
32.1% - Gabinete do Ministro da República da Madeira:
24.9% - Gabinete do Ministro da Defesa;
11.1% - Gabinetes dos restantes ministérios
Nesta rubrica entram as variadas rúbricas de entre as quais:
Para tudo isto e mais alguma coisa, tem os Srs. Ministros da República dos Açores e Madeira, mais de 200 000 000 € (Duzentos milhões de Euros - 40 Milhões de Contos dos Antigos)?????
Acho que estão a gozar com a minha cara e a de milhões de Portugueses também.
A unica coisa que eu desejo é conseguir fugir ao pagamento de Impostos, pois já estou farto de dar para este peditório

"Ter espirito patriótico"

VAI-TE CATAR!

29 de maio de 2005

Descendo à Terra

Hoje, eu e mais os restantes milhões de Benfiquistas (6, 10, 14...) descemos todos à terra, com a justa derrota das papoilas saltitantes perante os salmonetes do Sado.
O Setúbal, que já não ganhava a Taça desde 1967, conseguiu também que os murcões celebrassem ruidosamente, e pela primeira vez, uma vitória genuínamente Moura. Centenas de Lagartos foram vistos ao fim-da-tarde a dirigirem-se para a princesa do Sado, travestidos de salmonetes.
Eu, no final do jogo pensei que me estava reservado um melão gigante. Azar!!!! Os melões gigantes estão esgotados desde o passado fim-de-semana, foram devorados por Lagartos e Dragões.

28 de maio de 2005

Há 79 anos


Cada ano que passa fica mais longe, apesar de a nossa classe politica fazer tudo para que, cada ano que passa a aproximar mais

Torres de Refrigeração

No mesmo postal que o BOS escreveu sobre o nuclear, fizeram-se comentários sobre torres de refrigeração, como sendo uma característica intrínseca de uma central nuclear. Nada de mais errado.


Na figura está representada um esquema de funcionamento de uma central térmica(Clicar para aumentar). Este esquema é independente do combustível utilizado para gerar o calor (Carvão, Fuel, Gás natural, Urânio enriquecido). A água é aquecida numa caldeira/reactor, passa ao estado de vapor sobreaquecido, que depois é expandido numa turbina. Esta expansão impulsiona a turbina, a qual está acoplada a um gerador de corrente alterna. Após a passagem na turbina, o vapor passa por uma serpentina e condensa, sendo então água bombeada para a caldeira, reiniciando-se o ciclo. Esta água é destilada/desmineralizada e não sai do sistema, as suas perdas (Pequenas) são compensadas com água nova injectada antes da caldeira.
A água usada para a condensação, é captada no meio envolvente (Mar, Rio) e bombeada para a serpentina de condensação. Nesta operação a água de refrigeração aquece (60-70º) e a legislação impede que seja deitada imediatamente ao meio de onde foi captada, pois a sua temperatura mataria a fauna. Por este motivo passa por uma torre de refrigeração, que possui um esquema assaz simples de funcionamento.

A torre, estrutura de betão armado em forma parabólica assenta em pilares e esta aberta na sua base, é completamente oca no seu interior, o vento ao passar no topo da torre, provoca uma depressão no seu interior, criando assim uma corrente de ar ascensional que puxa o ar do exterior, na sua base. A cerca de 10 metros de altura, a água quente é pulverizada em chuveiro e o encontro desta com a corrente de ar frio em ascensão, arrefece água quente, ocorrendo a libertação de vapor de água para a atmosfera, o qual sai pelo topo da torre. A água arrefecida é encaminhada para o meio de onde foi captada.
A entrada do ar frio pela base da torre é feita naturalmente, no caso do Pego do Altar, ou por ventiladores no caso da nova termoeléctrica do Ribatejo, no Carregado. O motivo desta última opção prende-se com o facto de com ventilação natural, as torres teriam que ter o dobro da altura, e no Carregado isso não é possível devido às servidões aéreas da Ota, Alverca e Portela.
O tamanho das torres está dependente da potência de uma central. Apenas recentemente a tecnologia das centrais térmicas convencionais permitiu a construção de centrais tão potentes que não podiam dispensar este tipo de refrigeração. A central do Carregado, que é a mais antiga em funcionamento arrefece a água de refrigeração através de umas cascatas ao ar livre. A central de Sines, a mais potente do país, como possui muito espaço, usa lagoas para esta operação. As centrais térmicas convencionais e nucleares na antiga Europa de leste, são construídas no meio de povoações e a água é usada no aquecimento das casas (A legislação ambiental ocidental proíbe esta solução em grandes centrais, estando esta solução limitada a mini centrais térmicas).

A torre de refrigeração está associada à energia nuclear pois estas foram as primeiras centrais com uma elevada potência eléctrica que não podiam dispensar este tipo de equipamento.

Na foto acima, a cúpula visível no edifício é o reactor nuclear

25 de maio de 2005

Nuclear? Não, obrigado! (2ª Parte)

O principal problema da opção nuclear, reside na persistência da radioactividade por vários milhares de anos. A eliminação dos resíduos era feita até à 15 anos atrás, através da sua colocação no fundo do mar, perto das nossas costas e longe dos países produtores. A União Europeia, por proposta espanhola quis fazer um depósito subterrâneo na margem esquerda do Douro, em frente a Miranda do Douro. A oposição de Portugal, tendo por bandeira a nossa não opção pelo nuclear, fez a EU recuar. Neste momento existem três maneiras de armazenar os resíduos nucleares:
Armazenados nas próprias centrais – mas o espaço é finito.
Pagar a um ditador corrupto de um pais Africano e enviar às escondidas, os resíduos dentro de um contentor para serem abandonados nesse país.
Fazer ogivas de granadas para serem disparadas no Iraque, Bósnia ou qualquer outro país, numa guerra, inventada ou não, mas sempre longe do país de origem. – Solução usada pelos Estados Unidos com grande sucesso.

Ou seja neste momento não existe solução viável e segura para manter os resíduos em local seguro durante os milhares de anos necessários.

Mas a persistência da radioactividade é o verdadeiro búsilis da questão. Nos anos 70, quando se começou a planificar o fim-de-vida das centrais nucleares, os planificadores e técnicos aperceberam-se da verdadeira bomba relógio que criaram. No caso de uma central térmica, uma vez terminado o seu ciclo de vida, basta uma máquina de Oxi-Corte para a desmontar e ela desaparece em três tempos. No caso de uma central nuclear, não! O reactor e o seu núcleo só podem ser abertos e acedidos, uma vez dissipada a radiação. Tal facto só acontece passados 20 000 anos.
Falando claro, uma central nuclear, só pode ser desmontada ao fim de 20 000 anos de existência, durante esse tempo todo, o edifício tem de ser mantido em condições óptimas, pois um fissura coloca em risco a zona envolvente num raio de 100 Km.
Os edifícios mais antigos do mundo (As pirâmides) possuem 4 500 anos, e não se encontram em boas condições, a engenharia mundial, não sabe, neste momento, como garantir que um edifício se mantenha em boas condições durante este tempo.

A solução realizada em Tchernobyl – Sarcófago de Betão – não resolve, apenas adia. Este sarcófago apresenta, passados 15 anos, fracturas preocupantes, obrigando a um trabalho constante de manutenção. Um sarcófago de betão bem feito apenas adia o problema por 70 – 100 anos.
Um outro aspecto técnico que os engenheiros nucleares não contavam, é o estado do revestimento interior dos reactores nucleares. Estes ao serem construídos em metal, necessitam de um revestimento de protecção anti-corrosiva (Vulgo Pintura). Os Materiais usados, são tintas à base de Siloxanos, que conferem uma garantia à corrosão de 25-30 anos, sendo os períodos de reparação de pintura de cerca de 50 anos.
Só que no caso dos reactores nucleares, a repintura não é possível – e passados 50-100 anos após o seu encerramento, os reactores podem colapsar devido à corrosão, colapsando assim o edifício da central, criando uma fonte de emissões radioactivas para a atmosfera.
Estas situações fizeram com que no final dos anos 70 o planeamento e a construção de novas centrais fosse suspensa no mundo ocidental, suspensão essa que ainda dura, pois estes problemas técnicos ainda não têm solução.
Ao optar pela energia nuclear, Portugal vai, novamente, apostar numa óptica de curto-prazo, pois dá dinheiro fresco a construtores-civis (espanhóis, muito provavelmente) financia os fornecedores estrangeiros de tecnologia nuclear (Americanos e franceses), dá emprego de trolha a muitos cidadãos nacionais e fica bem no retrato europeu, ao atingir as metas de poluição definidas por um qualquer “burrocrata” de Bruxelas.
Problemas!!!. Isso é coisa para os nossos netos e bisnetos eles que se amanhem.

Nuclear? Não, obrigado! (1ª Parte)

Este meu grande amigo discorreu, a propósito de um postal de um amigo comum, sobre os benefícios de uma aposta portuguesa na energia nuclear.
Em vários aspectos concordo com a sua postura, mas BOS, licenciado em Direito, desconhece, tal como a grande maioria, incluíndo os "ecologistas", os verdadeiros motivos que levaram à suspensão da construção de centrais nucleares no mundo ocidental (Na realidade, hoje em dia, apenas quem quer ter armas nucleares é que investe nesta tecnologia) e tais motivos tiveram pouco a ver com as pressões dos ecologistas e restante sociedade civil, o problema é técnico e neste momento ainda não tem resolução.
Mas vamos primeiro aos benefícios.
É certo que a operação normal de uma central nuclear é ambientalmente menos poluente que as outras formas de geração de energia, seja a geração térmica convencional ou hidroeléctrica, solar ou eólica, não têm, nem terão grande expressão.
Uma central nuclear no campo do Gerez, com a mesma potência do sistema hidroeléctrico do Cavado-Rabagão – 450 MW (Barragens da Caniçada, Salamonde, Venda Nova, Paradela, Alto-Rabagão, Alto-Cávado e Vilarinho das furnas), teria menor impacto ambiental que as 7 barragens, cujas albufeiras alteraram drasticamente o clima da região, para já não falar no impacto na fauna piscícola dos três rios (Cavado, Rabagão e Homem).
A substituição das centrais térmicas (+50% da electricidade gerada) e sobretudo as que funcionam a carvão (Sines e Pego do Altar) – responsáveis por 30% da energia gerada em Portugal, permitiria diminuir assustadoramente os níveis de poluição emitida por Portugal para a atmosfera. As Poluição emitida pela central de Sines, para a atmosfera em 2002 foi de:
Dióxido de carbono – CO2 – 8 530 000 ton.
Óxidos de Enxofre – Sox – 39 400 ton
Óxidos de Azoto – Nox – 21 400 ton
Partículas – 1 740 ton
Monóxido de carbono – CO – 870 ton
Metais pesados (Cádmio, Chumbo, Mercúrio, Níquel, etc) – 1000 Ton
Valores estes que a transformam no estabelecimento mais poluidor da Europa, em termos absolutos. (fonte: European poluttion emissions register)

O BOS, erra clamorosamente na questão da circulação automóvel, esta é tal como ele diz, a principal fonte de poluição atmosférica (70% – 80%), mas misturar circulação automóvel com geração de energia eléctrica, é profundamente incorrecto, pois são eventos totalmente independentes, pois o investimento em centrais nucleares não tem qualquer reflexo na circulação automóvel.

23 de maio de 2005

6 000 000



CAMPEÃO

Pinto da Costa chora, não por o Benfica ter ganho, mas sim porque hoje se provou que, de facto, existem 6 000 000 (6 Milhões) de Benfiquistas.

SLB, SLB, SLB, SLB, GLORIOSO SLB

19 de maio de 2005

De Partida

Bem, está na altura de ir para o Aeroporto apanhar o Avião para a terra do bar do Rick's e depois para Ouarzazate.
Estarei de volta no Domingo pelas 23h30, só então saberei quem ganhou o campeonato, torcendo eu pelo Benfica, claro está.
Espero que os jogadores façam juz ao seu hino "com orgulho muito seu/as camisolas berrantes/ que nos campos a vibrar/são papoilas saltitantes" e venham do Bessa com uma vitória.
Bom fim-de-semana a todos. Divirtam-se

It's still the same old story
A fight for love and glory
A case of do or die.
The world will always welcome lovers
As time goes by.

Oh yes, the world will always welcome lovers
As time goes by

"As time goes by", letra e música de Herman Hupfeld

18 de maio de 2005

Santiago (des)Codificado

Fez ontem um ano que se iniciou o Blogue, o Código de Santiago. Este Blogue é da autoria de uma senhora que é "gaja", mas com nível, chamada AS.
Para comemorar o facto será realizada uma "festa" no Teatro Taborda (Costa do Castelo) às 23h59 (Adoro esta precisão) do próximo dia 21 de Maio.
Infelizmente não poderei estar presente (É verdade, vou mesmo passar o fim-de-semana no desero do Sahara) para lhe dar um beijinho e desejar-lhe que este Código continue por muitos e bons anos. Por este motivo envio-lhe os parabens por este meio.

A Palavra e o Acto que define "Liberdade"

A Palavra é “NÃO
O Acto é “RECUSA

Só se é livre quando se pode dizer “NÃO”.

Só se é livre quando podemos “RECUSAR” aquilo que não desejamos.
A hipótese de podermos dizer que “NÃO” a uma coisa e “RECUSAR” algo, indica a existência de uma OPÇÃO. E só existem OPÇÕES em LIBERDADE.

Quando não há OPÇÕES estamos numa DITADURA.

É por isso que vou votar "NÃO" á constituíção europeia, pois Portugal deixa de ter a OPÇÃO de RECUSAR e dizer NÃO a uma lei feita em Estrasburgo.

José Pacheco Pereira inaugurou hoje o "Sítio do Não". Este Blogue pretende reunir os apoiantes do NÃO, sejam quais forem os seus motivos, para tentarem contrariar a ofensiva do sim, liderada por aquele que gosta de se chamar "de todos os Portugueses", mas que mostra todos os dias ser "só de alguns".

Encontrei

Seguindo os conselhos de um comentador deste blog, descobri o sítio ideal para estar calmo e descansado durante o Boavista-Benfica.
Zarpo amanhã à noite e volto Domingo à mesma hora.

Nota: Não é no Dubai

17 de maio de 2005

Feliz Aniversário Almocreve

Hoje é o segundo aniversário de um Almocreve nada "peteiro", que da Lusa-Atenas nos informa e lembra, de todos aqueles que se estão guardados nas prateleiras, que se encontram nos sótãos da nossa memória. Não esquecendo nunca de descer à terra, pois este Almocreve também é um "Bom chefe de família"
Por dois anos de preciosas informações, sobre livros e os seus autores, destaco uma que foi importante para entender certos acontecimentos, passados em Coimbra no ano de 1913, e objecto de tratamento no meu outro Blog Cartas Portuguesas, que anuncio, aliás, o seu retorno para breve.

O tal tenente da guarda
Nem já pensa no banzé,
Anda a ver se deita a garra.
Ao larápio do boné.

Ó Floro, ó comissário
Não sejas tão inclemente,
Entrega o boné roubado
Ao desgraçado tenente.

16 de maio de 2005

Coração aos Saltos

O nervoso miudinho que me acompanha sempre que o Benfica joga, não é nada bom para o meu coração.
Penso até que, as papoilas saltitantes, devem ser sócios de uma clínica de cardiologia.

Tenho de encontrar um lugar onde possa passar o próximo Domingo descansado.

14 de maio de 2005

O Tombo aos Tombos

Na passada semana o director do Arquivo Nacional da Torre do Tombo demitiu-se devido à falta de verbas concedidas pelo governo. A partir do final do mês não tem mais dinheiro para pagar as despesas mais elementares, como a água, a luz e os telefones. Em situação similar encontram-se também todos os museus de Portugal.
A Ministra da Cultura afirmou laconicamente à imprensa que, Devido há falta de verbas a gestão dos museus e arquivos nacionais terá que ser imaginativa, e quem não conseguir gerir com imaginação será despedido. Ou seja a Sr.ª Ministra oferece uma frigideira e exige uma omoleta sem ter que fornecer os ovos. Desde que assumiu funções, a nóvel ministra está mais preocupada em contribuir para a não reeleição de Rui Rio, que com o estado da nossa cultura, sobretudo da nossa memória.

A Torre do Tombo e os arquivos distritais que tutela, é um pilar da nossa existência, como nação e como pátria. Nela estão depositados desde os documentos fundamentais da História de Portugal até aos registos paroquiais das freguesias de Portugal, que permitem a qualquer Português traçar a sua árvore genealógica dos nossos dias até pelo menos aos meados Século XVI. Qualquer cidadão nacional pode ter acesso aos seus registos, se bem que os documentos mais importantes estejam em acesso reservado, o que é compreensível. Na Torre do Tombo somos atendidos por uma equipe técnica, extremamente simpática, disponível e conhecedora de todo o complicado sistema de arquivos existentes, que presta um serviço de elevada qualidade a qualquer pessoa que a ela se desloque, dando uma imagem de profissionalismo que julgávamos estar ausente do funcionalismo público Português.
É por isso que a recente demissão e a recusa da ministra em reconhecer os problemas não são bons augúrios para a memória nacional.

A História do Arquivo da Torre do Tombo é um pouco o reflexo do desleixo nacional pela sua memória Histórica.

O Arquivo nacional esteve depositado durante séculos numa das torres do Castelo de São Jorge. Ao contrário do que a maioria dos Portugueses pensa o arquivo não se chama “do tombo” devido ao facto da queda da torre onde estava depositado durante o terramoto de 1755. O Termo “Tombo” representa aquilo que hoje chamamos de “registo predial”.

Na definição de Alberto Carlos de Menezes, superintendente da agricultura e Juiz desembargador da relação do Porto, no seu livro “A prática dos Tombos“ – Lisboa Impressão Régia - 1819, no parágrafo 1º do Capitulo I diz que um Tombo é: “É um procésso forense constituído pelo Catálogo, descripção, ou relaçãode fazendas, propriedades, direitos, património Morgados, Commendas, e Almoxarifados, designando o local, confrontações, limites, estremas e marcos com a sua medição; documentando os títulos da sua adquisição originária, ou secundariamente com provas do Domínio, e posse legal por Instrumentos reconhecidos em pública forma.”

Após o terramoto de 1755, o arquivo foi mudado para o então convento de São Bento da Ave-Maria, hoje o Palácio de São Bento, sede do Parlamento Nacional, transportando consigo o nome da sua localização original, que nunca mais perdeu. Até há perto de dez anos atrás o arquivo esteve depositado em São Bento em condições atrozes.

Apenas no final dos anos 80, as entidades governamentais acabaram com séculos de incompetência e iniciaram uma nova política de arquivos, que se traduziu na construção do actual edifício, seguindo normas de engenharia apertada, que permite ao edifício resistir a grandes cataclismos tais como terramotos e explosões nucleares. Paralelamente foi iniciada uma política de investimento maciço nos arquivos distritais, fazendo com que Portugal, se possa orgulhar do seu sistema de arquivo da História, caso a Ministra se decida a realmente a ser “da Cultura”.
Por outro lado eu estou confiante, a Torre do Tombo sobreviveu a um dos maiores terramotos da história da humanidade, sobreviveu a dois séculos de esquecimento e de abandono, também sobreviverá incólume a esta era de políticos “anões”.

Postal publicadono Café Expresso

Proverbio do dia

Quem tem telhados de vidro, não atira pedras ao vizinho

12 de maio de 2005

Não há coincidências

Sobre a investigação ao Grupo Espírito Santo, a TSF noticia que:

"Esta investigação está a ser liderada pelo procurador Rosário Teixeira e pelo investigador da PJ Gonçalves Pica, dupla que esteve envolvida nas investigações à Universidade Moderna"

Grande coincidência, poderão pensar os meus caros leitores.
Mas estão enganados isto não é nenhuma coincidência, nem tampouco uma investigação.

Isto que se está a passar, não é mais que uma mera NOTA DE DÉBITO em cima da secretária de Ricardo Salgado.

11 de maio de 2005

Tráfico de influências

O Ex-ministro do Ambiente, Nobre Guedes e o tesoureiro do CDS, foram hoje constituídos arguidos numa investigação sobre tráfico de influências relativo à aprovação do condomínio privado de interesse público em Benavente.
A medida é extraordinária, pois nunca antes um governo tentou responsabilizar criminalmente um ex-governante de um Partido da Oposição.
Se o caso for para a frente é sem dúvida uma boa noticia, pois o precedente criado levará a que os actuais governantes tenham especial cuidado com as suas decisões pois assim que o PS deixar de ser governo, o ou as forças politicas que lhe sucederão, certamente que irão espiolhar toda a acção governativa anterior para acusarem quem quer que tenha pisado o risco.

Esta questão do condomínio privado de interesse público não vai morrer aqui, este blog seguirá aos desenvolvimentos com atenção pois há um pormenor que me faz pensar estarmos perante uma mera demonstração de "show-off", e numa altura de distracção do país, os sobreiros de Benavente serão cortados para darem lugar ao empreendimento turístico, pois quem neste momento se encontra a "arder" com a
decisão do Ministro da agricultura é o Grupo Espírito Santo.
Este grupo tem no governo um delegado seu, Manuel Pinho de seu nome, que nas horas vagas, quando não está a defender os interesses dos seus antigos patrões, se ocupa da pasta da economia. Apesar de "oficialmente" já não pertença ao Grupo BES, sabe-se que quando "saiu" levou como "prenda", uma casa no centro de Lisboa (onde morreu Almeida Garret) que pretende destruir para edificar um novo edifício.
Ora, Manuel Pinho não deve estar a cumprir com a sua função, pois o caso dos sobreiros do Benavente não foi o primeiro revés que o importante grupo económico sofreu às mãos do jovem governo Sócrates. O Sistema de comunicações adjudicado pelo anterior governo e prontamente anulado pelo actual também lesou o “Espírito-Santo”. Ou Manuel Pinho esqueceu a mão que o ajudou a crescer, ou o Sr. Eng.º acha que já tem o poder suficiente, para mostrar quem manda. Talvez por isso se entenda a recente mensagem do Manuel da Grande Loja:
uma última palavra para o Ministro Manuel de Pinho. Já começou a contagem decrescente do processo que levará inexoravelmente à sua remodelação do actual elenco governativo […] alguém, apresentado como gurú do programa económico deste governo, pai (?) dos choques todos e mais algum...”

Mais leituras sobre o mesmo tema:

Condomínio privado de interesse público I
Condomínio privado de interesse público II
Condomínio privado de interesse público III
Condomínio privado de interesse público IV
Aleluia


E já agora! A casa do Cyber-Secretário de Estado, José Magalhães, construída na serra da Arrábida, sem qualquer autorização camarária e dentro de uma zona de reserva ecológica nacional ainda está de pé?

8 de maio de 2005

Fantochada

É incrivel que os comentadores de pacotilha que temos, ainda tem a vergonha na cara de dizer que o Benfica está a ser levado ao colo. Hoje foi o que se viu (Apesar de os jogadores se terem portado como amadores), e até houve espancamento de adeptos Benfiquista a pedido do gatuno de serviço.

E os lagartos que não deitem foguetes, pois quem vai ganhar o campeonato é o FCP, com o Major novamente a pôr e dispôr, até o murcão-mor já manda arrogantes postas de pescada.

5 de maio de 2005

2 anos Abruptos

Hoje faz dois anos que José Pacheco Pereira iniciou o seu Abrupto. Quer se goste ou não, temos de concluir que a História da blogoesfera Portuguesa se divide em AA (Antes do Abrupto) e DA (Depois do Abrupto).
Sem o Abrupto a blogoesfera não se teria desenvolvido como se desenvolveu.
Sem o Abrupto, certos bloguistas não escreveriam actualmente em Jornais de referência.
Sem o Abrupto, a blogoesfera existiria também, mas seria uma espécie de comida sem sal.
Por isso, apesar de às vezes me espantar e muitas vezes me adormecer, mando daqui votos de parabéns a José Pacheco Pereira.

Totobola

Para quem quer vencer

Uma Tripla é a única aposta ganhadora

2 de maio de 2005

Saudades de Salazar?

No passado dia 28, cumpriu-se mais um aniversário do nascimento do Dr. Oliveira Salazar.
Desconheço quantos admiradores de Salazar existem em Portugal, mas devem existir o número suficiente para que uns americanos, sempre atentos a nichos de mercado, fabriquem e vendam uma série de produtos "Salazar", disponiveis online no Café Press.

Para quem tem saudades do Estado Novo e quer mostrar o seu orgulho Português, pode escolher entre 19 produtos diferentes, dos quais destaco os seguintes:


Tanguinha Salazar – nothing says seduction like salazar.

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Babete Salazar - nothing says yummy for baby's tummy like salazar!


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T Shirt Baby doll Salazar – salazar is love. and repression. what about you?

apenas USD 17.00