2 de junho de 2005

Orçamento 2005, a Bandalheira total

Em relação aos postais anteriores, relativos às dotações orçamentais dos gabinetes dos ministros, quando soube desta noticia, fiquei chocado, mas com uma dúvida:
200 milhões de euros, é muito dinheiro, e não consigo imaginar quanto, sem possuir um termo de comparação. Tentei por isso comparar estes gastos com outros de carácter similar. O primeiro que escolhi, e que me deu a primeira luz sobre o assunto, foi a dotação orçamental da presidência da republica para o ano de 2005. Esta dotação que cobre os gastos de Sampaio, o seu staff, a manutenção do Palácio de Belém, as viagens e os vestidos de Maria José Rita é de 13.325 milhões de euros.
O valor atribuído à presidência da república para 2005, pode-se considerar “espartano”, quando comparado com as dotações orçamentais dos ministros da república dos Açores e Madeira – mais de 200 milhões de euros para cada um, e com a dotação orçamental do gabinete do ministro da defesa – 159 milhões de euros, dotação essa, que o sucessor de Paulo Portas, presumo que tenha herdado questionar.

Mas esta comparação não me deixou satisfeito, precisava de arranjar mais um termo de comparação. Tentei saber quanto custa Chirac ao estado Francês, mas a busca foi infrutífera. A mesma busca porém, direccionou-me para o relatório de contas da Real Casa de Windsor, chefiada por Sua Majestade Fidelíssima Isabel II. Fiquei logo a pensar que a minha depressão ia desaparecer, pois ao ler os gastos de Isabel II, pensei (Lírico) que iria passar a considerar os nossos ministros da república da Madeira e Açores, como uns pobres pedintes de pé descalço
Da leitura do relatório de contas reais – Royal Public Finances 2003-2004, fiquei a saber que:
A família real britânica possui 5 tipos de rendimentos:
- Lista Civil* – Salários dos funcionários reais – 303 funcionários (2004)
- Subvenções do Estado (Grants-in-aid)* – Destinados à manutenção dos palácios reais, salários dos respectivos funcionários - 111 funcionários (2004) - e viagens de estado -
- Privy Purse – Rendimentos das propriedades particulares da Casa de Windsor
- Riqueza pessoal e outros rendimentos
- Despesas pagas directamente pelo estado*
* - Fundos públicos
Quando li os valores envolvidos o queixo caiu ao chão, eram verdadeiramente inacreditáveis, mas não no sentido em que estava a pensar:

Em 2004, os gastos com dinheiros públicos foram os seguintes (Milhões de Libras):
Lista Civil – 9.953
Subvenções do Estado – 21.645
Despesas pagas pelo Estado – 4.872
Total de fundos públicos – 36.470 (53.993 milhões de €)
NOTAS: As despesas das subvenções do estado destinam-se aos palácios reais ocupados, que são:
- Palácio de Buckingham;
- Palácio de St. James;
- Clarence House;
- Marlborough House;
- Palácio de Kesington;
- Palácio de Hampton Court;
- Castelo de Windsor, seu parque e edifícios nele existentes.
Não acreditando no que estava a ver, pensei que tinha lido mal os números, faltam de certeza dois ou três zeros. Não! Afinal os meus olhos não me tinham enganado, lido e relido o relatório, os valores estão todos expressos em Milhões de Libras, aplicando a taxa de câmbio do dia de ontem (£1 – 1.4804945 €) verifiquei que toda a Monarquia Britânica custa ao erário público do Reino Unido uns módicos 53.993, ou seja 54 milhões de euros.
Resumindo, aquilo que o Reino Unido gasta com toda a família real, chega apenas para "alimentar" um gabinete do ministro da república, das nossas regiões autónomas, por um mísero trimestre e quatro meses do Gabinete do ministro da defesa.

Para melhor ilustrar os custos com quatro instituições da nossa república, (Gabinetes dos ministros da república dos Açores e Madeira, da Defesa e Presidência da República) resolvi construir este gráfico, no qual está expressa a dotação orçamental de cada instituição, não em milhões de euros, mas em “Rainhas de Inglaterra”

O gráfico fala por si, mas gostaria de saber como é que os Srs. Ministros da república dos Açores e da Madeira, justificam gastos anuais 4 vezes superiores aos da Sua Majestade a Rainha Isabel II. É certo que viajam muito de avião, é certo que moram em palácios, mas estes palácios estão para Buckingham, tal como uma barraca da Cova da Moura está para os duplexes da Torre de São Gabriel. E a Rainha de Inglaterra tem mais 6 palácios.

Nota: A presidência da república representa apenas um quarto de rainha de Inglaterra.

Como cidadão, exijo uma explicação! Uma explicação por parte de quem elaborou este orçamento, por parte de quem obrigou à sua aprovação e por parte de quem tem, neste momento, a obrigação de o aplicar. Se esta explicação não for dada, o acto de fugir aos impostos não pode mais, ser considerado um crime, deve ser considerado um dever patriótico.

Para os mais cépticos, deixo aqui os links, para verem com os seus próprios olhos.
Royal Public Finances 2003-2004 (Ficheiro pdf – 1.529 Mb)
Royal Public Finances summary 2003-2004 (Ficheiro pdf – 88 Kb)
Mapa 02-2005 do Orçamento geral do Estado (Ficheiro pdf – 9.6 Kb)


Amanhã saibam porquê

1 de junho de 2005

Aumentar os Impostos para quê?

Relativamente ao postal anterior, se todos os gabinetes de ministros recebessem a média do valor da despesa, resultante da subtracção das verbas dos ministros da república da Madeira e Açores e do ministro da defesa – 4 600 000 €, a dotação orçamental seria de 78 000 000 € aproximadamente. Com isto obter-se-ia uma poupança de 562 714 888 €, que corresponde a 0.43% do P.I.B. Com uma redução destas dotações orçamentais alcançar-se-ia uma redução do P.I.B. maior do que aquela que Sócrates espera obter com o aumento anunciado dos impostos – 0.4% (Ver esta noticia do Jornal de Negócios).
NOTA: Este valor seria alcançado apenas com cortes nos gabinetes dos ministros da republica dos Açores e Madeira e do ministro da defesa. Falta saber se as verbas atribuídas aos restantes gabinetes dos ministros (4 600 000 € em média), são efectivamente bem atribuídas, ou se possuem desperdicios em si mesmas.

Concluindo, é possível alcançar os objectivos que o governo de Sócrates se propõe atingir sem ter que pedir qualquer esforço aos Portugueses. O problema é que para se fazer isso teria de acabar a chulice dos “jobs” para os bois, coisa que Sócrates, tal como todos os seus antecessores não deseja fazer, para não afrontar o tachismo que impera no seu partido. Por estes motivos demonstro que este governo é pura e simplesmente mais do mesmo. A única diferença é que sabem fazer as coisas com uma maior dose de profissionalismo que os anteriores governos do PSD, tal como a recente pantomina do déficit, em que o "Artista" se chamava Constâncio, bem mostrou.

31 de maio de 2005

640 730 822 €

Este número, de acordo com o Orçamento Geral do Estado para 2005, e postado na Grande Loja, representa a dotação orçamental dos gabinetes dos ministros acrescidos dos gabinetes dos ministros da República da Madeira e Açores
A divisão percentual desta verba, é a seguinte:
32.9% - Gabinete do Ministro da República dos Açores;
32.1% - Gabinete do Ministro da República da Madeira:
24.9% - Gabinete do Ministro da Defesa;
11.1% - Gabinetes dos restantes ministérios
Nesta rubrica entram as variadas rúbricas de entre as quais:
Para tudo isto e mais alguma coisa, tem os Srs. Ministros da República dos Açores e Madeira, mais de 200 000 000 € (Duzentos milhões de Euros - 40 Milhões de Contos dos Antigos)?????
Acho que estão a gozar com a minha cara e a de milhões de Portugueses também.
A unica coisa que eu desejo é conseguir fugir ao pagamento de Impostos, pois já estou farto de dar para este peditório

"Ter espirito patriótico"

VAI-TE CATAR!

29 de maio de 2005

Descendo à Terra

Hoje, eu e mais os restantes milhões de Benfiquistas (6, 10, 14...) descemos todos à terra, com a justa derrota das papoilas saltitantes perante os salmonetes do Sado.
O Setúbal, que já não ganhava a Taça desde 1967, conseguiu também que os murcões celebrassem ruidosamente, e pela primeira vez, uma vitória genuínamente Moura. Centenas de Lagartos foram vistos ao fim-da-tarde a dirigirem-se para a princesa do Sado, travestidos de salmonetes.
Eu, no final do jogo pensei que me estava reservado um melão gigante. Azar!!!! Os melões gigantes estão esgotados desde o passado fim-de-semana, foram devorados por Lagartos e Dragões.

28 de maio de 2005

Há 79 anos


Cada ano que passa fica mais longe, apesar de a nossa classe politica fazer tudo para que, cada ano que passa a aproximar mais

Torres de Refrigeração

No mesmo postal que o BOS escreveu sobre o nuclear, fizeram-se comentários sobre torres de refrigeração, como sendo uma característica intrínseca de uma central nuclear. Nada de mais errado.


Na figura está representada um esquema de funcionamento de uma central térmica(Clicar para aumentar). Este esquema é independente do combustível utilizado para gerar o calor (Carvão, Fuel, Gás natural, Urânio enriquecido). A água é aquecida numa caldeira/reactor, passa ao estado de vapor sobreaquecido, que depois é expandido numa turbina. Esta expansão impulsiona a turbina, a qual está acoplada a um gerador de corrente alterna. Após a passagem na turbina, o vapor passa por uma serpentina e condensa, sendo então água bombeada para a caldeira, reiniciando-se o ciclo. Esta água é destilada/desmineralizada e não sai do sistema, as suas perdas (Pequenas) são compensadas com água nova injectada antes da caldeira.
A água usada para a condensação, é captada no meio envolvente (Mar, Rio) e bombeada para a serpentina de condensação. Nesta operação a água de refrigeração aquece (60-70º) e a legislação impede que seja deitada imediatamente ao meio de onde foi captada, pois a sua temperatura mataria a fauna. Por este motivo passa por uma torre de refrigeração, que possui um esquema assaz simples de funcionamento.

A torre, estrutura de betão armado em forma parabólica assenta em pilares e esta aberta na sua base, é completamente oca no seu interior, o vento ao passar no topo da torre, provoca uma depressão no seu interior, criando assim uma corrente de ar ascensional que puxa o ar do exterior, na sua base. A cerca de 10 metros de altura, a água quente é pulverizada em chuveiro e o encontro desta com a corrente de ar frio em ascensão, arrefece água quente, ocorrendo a libertação de vapor de água para a atmosfera, o qual sai pelo topo da torre. A água arrefecida é encaminhada para o meio de onde foi captada.
A entrada do ar frio pela base da torre é feita naturalmente, no caso do Pego do Altar, ou por ventiladores no caso da nova termoeléctrica do Ribatejo, no Carregado. O motivo desta última opção prende-se com o facto de com ventilação natural, as torres teriam que ter o dobro da altura, e no Carregado isso não é possível devido às servidões aéreas da Ota, Alverca e Portela.
O tamanho das torres está dependente da potência de uma central. Apenas recentemente a tecnologia das centrais térmicas convencionais permitiu a construção de centrais tão potentes que não podiam dispensar este tipo de refrigeração. A central do Carregado, que é a mais antiga em funcionamento arrefece a água de refrigeração através de umas cascatas ao ar livre. A central de Sines, a mais potente do país, como possui muito espaço, usa lagoas para esta operação. As centrais térmicas convencionais e nucleares na antiga Europa de leste, são construídas no meio de povoações e a água é usada no aquecimento das casas (A legislação ambiental ocidental proíbe esta solução em grandes centrais, estando esta solução limitada a mini centrais térmicas).

A torre de refrigeração está associada à energia nuclear pois estas foram as primeiras centrais com uma elevada potência eléctrica que não podiam dispensar este tipo de equipamento.

Na foto acima, a cúpula visível no edifício é o reactor nuclear

25 de maio de 2005

Nuclear? Não, obrigado! (2ª Parte)

O principal problema da opção nuclear, reside na persistência da radioactividade por vários milhares de anos. A eliminação dos resíduos era feita até à 15 anos atrás, através da sua colocação no fundo do mar, perto das nossas costas e longe dos países produtores. A União Europeia, por proposta espanhola quis fazer um depósito subterrâneo na margem esquerda do Douro, em frente a Miranda do Douro. A oposição de Portugal, tendo por bandeira a nossa não opção pelo nuclear, fez a EU recuar. Neste momento existem três maneiras de armazenar os resíduos nucleares:
Armazenados nas próprias centrais – mas o espaço é finito.
Pagar a um ditador corrupto de um pais Africano e enviar às escondidas, os resíduos dentro de um contentor para serem abandonados nesse país.
Fazer ogivas de granadas para serem disparadas no Iraque, Bósnia ou qualquer outro país, numa guerra, inventada ou não, mas sempre longe do país de origem. – Solução usada pelos Estados Unidos com grande sucesso.

Ou seja neste momento não existe solução viável e segura para manter os resíduos em local seguro durante os milhares de anos necessários.

Mas a persistência da radioactividade é o verdadeiro búsilis da questão. Nos anos 70, quando se começou a planificar o fim-de-vida das centrais nucleares, os planificadores e técnicos aperceberam-se da verdadeira bomba relógio que criaram. No caso de uma central térmica, uma vez terminado o seu ciclo de vida, basta uma máquina de Oxi-Corte para a desmontar e ela desaparece em três tempos. No caso de uma central nuclear, não! O reactor e o seu núcleo só podem ser abertos e acedidos, uma vez dissipada a radiação. Tal facto só acontece passados 20 000 anos.
Falando claro, uma central nuclear, só pode ser desmontada ao fim de 20 000 anos de existência, durante esse tempo todo, o edifício tem de ser mantido em condições óptimas, pois um fissura coloca em risco a zona envolvente num raio de 100 Km.
Os edifícios mais antigos do mundo (As pirâmides) possuem 4 500 anos, e não se encontram em boas condições, a engenharia mundial, não sabe, neste momento, como garantir que um edifício se mantenha em boas condições durante este tempo.

A solução realizada em Tchernobyl – Sarcófago de Betão – não resolve, apenas adia. Este sarcófago apresenta, passados 15 anos, fracturas preocupantes, obrigando a um trabalho constante de manutenção. Um sarcófago de betão bem feito apenas adia o problema por 70 – 100 anos.
Um outro aspecto técnico que os engenheiros nucleares não contavam, é o estado do revestimento interior dos reactores nucleares. Estes ao serem construídos em metal, necessitam de um revestimento de protecção anti-corrosiva (Vulgo Pintura). Os Materiais usados, são tintas à base de Siloxanos, que conferem uma garantia à corrosão de 25-30 anos, sendo os períodos de reparação de pintura de cerca de 50 anos.
Só que no caso dos reactores nucleares, a repintura não é possível – e passados 50-100 anos após o seu encerramento, os reactores podem colapsar devido à corrosão, colapsando assim o edifício da central, criando uma fonte de emissões radioactivas para a atmosfera.
Estas situações fizeram com que no final dos anos 70 o planeamento e a construção de novas centrais fosse suspensa no mundo ocidental, suspensão essa que ainda dura, pois estes problemas técnicos ainda não têm solução.
Ao optar pela energia nuclear, Portugal vai, novamente, apostar numa óptica de curto-prazo, pois dá dinheiro fresco a construtores-civis (espanhóis, muito provavelmente) financia os fornecedores estrangeiros de tecnologia nuclear (Americanos e franceses), dá emprego de trolha a muitos cidadãos nacionais e fica bem no retrato europeu, ao atingir as metas de poluição definidas por um qualquer “burrocrata” de Bruxelas.
Problemas!!!. Isso é coisa para os nossos netos e bisnetos eles que se amanhem.

Nuclear? Não, obrigado! (1ª Parte)

Este meu grande amigo discorreu, a propósito de um postal de um amigo comum, sobre os benefícios de uma aposta portuguesa na energia nuclear.
Em vários aspectos concordo com a sua postura, mas BOS, licenciado em Direito, desconhece, tal como a grande maioria, incluíndo os "ecologistas", os verdadeiros motivos que levaram à suspensão da construção de centrais nucleares no mundo ocidental (Na realidade, hoje em dia, apenas quem quer ter armas nucleares é que investe nesta tecnologia) e tais motivos tiveram pouco a ver com as pressões dos ecologistas e restante sociedade civil, o problema é técnico e neste momento ainda não tem resolução.
Mas vamos primeiro aos benefícios.
É certo que a operação normal de uma central nuclear é ambientalmente menos poluente que as outras formas de geração de energia, seja a geração térmica convencional ou hidroeléctrica, solar ou eólica, não têm, nem terão grande expressão.
Uma central nuclear no campo do Gerez, com a mesma potência do sistema hidroeléctrico do Cavado-Rabagão – 450 MW (Barragens da Caniçada, Salamonde, Venda Nova, Paradela, Alto-Rabagão, Alto-Cávado e Vilarinho das furnas), teria menor impacto ambiental que as 7 barragens, cujas albufeiras alteraram drasticamente o clima da região, para já não falar no impacto na fauna piscícola dos três rios (Cavado, Rabagão e Homem).
A substituição das centrais térmicas (+50% da electricidade gerada) e sobretudo as que funcionam a carvão (Sines e Pego do Altar) – responsáveis por 30% da energia gerada em Portugal, permitiria diminuir assustadoramente os níveis de poluição emitida por Portugal para a atmosfera. As Poluição emitida pela central de Sines, para a atmosfera em 2002 foi de:
Dióxido de carbono – CO2 – 8 530 000 ton.
Óxidos de Enxofre – Sox – 39 400 ton
Óxidos de Azoto – Nox – 21 400 ton
Partículas – 1 740 ton
Monóxido de carbono – CO – 870 ton
Metais pesados (Cádmio, Chumbo, Mercúrio, Níquel, etc) – 1000 Ton
Valores estes que a transformam no estabelecimento mais poluidor da Europa, em termos absolutos. (fonte: European poluttion emissions register)

O BOS, erra clamorosamente na questão da circulação automóvel, esta é tal como ele diz, a principal fonte de poluição atmosférica (70% – 80%), mas misturar circulação automóvel com geração de energia eléctrica, é profundamente incorrecto, pois são eventos totalmente independentes, pois o investimento em centrais nucleares não tem qualquer reflexo na circulação automóvel.

23 de maio de 2005

6 000 000



CAMPEÃO

Pinto da Costa chora, não por o Benfica ter ganho, mas sim porque hoje se provou que, de facto, existem 6 000 000 (6 Milhões) de Benfiquistas.

SLB, SLB, SLB, SLB, GLORIOSO SLB

19 de maio de 2005

De Partida

Bem, está na altura de ir para o Aeroporto apanhar o Avião para a terra do bar do Rick's e depois para Ouarzazate.
Estarei de volta no Domingo pelas 23h30, só então saberei quem ganhou o campeonato, torcendo eu pelo Benfica, claro está.
Espero que os jogadores façam juz ao seu hino "com orgulho muito seu/as camisolas berrantes/ que nos campos a vibrar/são papoilas saltitantes" e venham do Bessa com uma vitória.
Bom fim-de-semana a todos. Divirtam-se

It's still the same old story
A fight for love and glory
A case of do or die.
The world will always welcome lovers
As time goes by.

Oh yes, the world will always welcome lovers
As time goes by

"As time goes by", letra e música de Herman Hupfeld

18 de maio de 2005

Santiago (des)Codificado

Fez ontem um ano que se iniciou o Blogue, o Código de Santiago. Este Blogue é da autoria de uma senhora que é "gaja", mas com nível, chamada AS.
Para comemorar o facto será realizada uma "festa" no Teatro Taborda (Costa do Castelo) às 23h59 (Adoro esta precisão) do próximo dia 21 de Maio.
Infelizmente não poderei estar presente (É verdade, vou mesmo passar o fim-de-semana no desero do Sahara) para lhe dar um beijinho e desejar-lhe que este Código continue por muitos e bons anos. Por este motivo envio-lhe os parabens por este meio.

A Palavra e o Acto que define "Liberdade"

A Palavra é “NÃO
O Acto é “RECUSA

Só se é livre quando se pode dizer “NÃO”.

Só se é livre quando podemos “RECUSAR” aquilo que não desejamos.
A hipótese de podermos dizer que “NÃO” a uma coisa e “RECUSAR” algo, indica a existência de uma OPÇÃO. E só existem OPÇÕES em LIBERDADE.

Quando não há OPÇÕES estamos numa DITADURA.

É por isso que vou votar "NÃO" á constituíção europeia, pois Portugal deixa de ter a OPÇÃO de RECUSAR e dizer NÃO a uma lei feita em Estrasburgo.

José Pacheco Pereira inaugurou hoje o "Sítio do Não". Este Blogue pretende reunir os apoiantes do NÃO, sejam quais forem os seus motivos, para tentarem contrariar a ofensiva do sim, liderada por aquele que gosta de se chamar "de todos os Portugueses", mas que mostra todos os dias ser "só de alguns".

Encontrei

Seguindo os conselhos de um comentador deste blog, descobri o sítio ideal para estar calmo e descansado durante o Boavista-Benfica.
Zarpo amanhã à noite e volto Domingo à mesma hora.

Nota: Não é no Dubai

17 de maio de 2005

Feliz Aniversário Almocreve

Hoje é o segundo aniversário de um Almocreve nada "peteiro", que da Lusa-Atenas nos informa e lembra, de todos aqueles que se estão guardados nas prateleiras, que se encontram nos sótãos da nossa memória. Não esquecendo nunca de descer à terra, pois este Almocreve também é um "Bom chefe de família"
Por dois anos de preciosas informações, sobre livros e os seus autores, destaco uma que foi importante para entender certos acontecimentos, passados em Coimbra no ano de 1913, e objecto de tratamento no meu outro Blog Cartas Portuguesas, que anuncio, aliás, o seu retorno para breve.

O tal tenente da guarda
Nem já pensa no banzé,
Anda a ver se deita a garra.
Ao larápio do boné.

Ó Floro, ó comissário
Não sejas tão inclemente,
Entrega o boné roubado
Ao desgraçado tenente.

16 de maio de 2005

Coração aos Saltos

O nervoso miudinho que me acompanha sempre que o Benfica joga, não é nada bom para o meu coração.
Penso até que, as papoilas saltitantes, devem ser sócios de uma clínica de cardiologia.

Tenho de encontrar um lugar onde possa passar o próximo Domingo descansado.

14 de maio de 2005

O Tombo aos Tombos

Na passada semana o director do Arquivo Nacional da Torre do Tombo demitiu-se devido à falta de verbas concedidas pelo governo. A partir do final do mês não tem mais dinheiro para pagar as despesas mais elementares, como a água, a luz e os telefones. Em situação similar encontram-se também todos os museus de Portugal.
A Ministra da Cultura afirmou laconicamente à imprensa que, Devido há falta de verbas a gestão dos museus e arquivos nacionais terá que ser imaginativa, e quem não conseguir gerir com imaginação será despedido. Ou seja a Sr.ª Ministra oferece uma frigideira e exige uma omoleta sem ter que fornecer os ovos. Desde que assumiu funções, a nóvel ministra está mais preocupada em contribuir para a não reeleição de Rui Rio, que com o estado da nossa cultura, sobretudo da nossa memória.

A Torre do Tombo e os arquivos distritais que tutela, é um pilar da nossa existência, como nação e como pátria. Nela estão depositados desde os documentos fundamentais da História de Portugal até aos registos paroquiais das freguesias de Portugal, que permitem a qualquer Português traçar a sua árvore genealógica dos nossos dias até pelo menos aos meados Século XVI. Qualquer cidadão nacional pode ter acesso aos seus registos, se bem que os documentos mais importantes estejam em acesso reservado, o que é compreensível. Na Torre do Tombo somos atendidos por uma equipe técnica, extremamente simpática, disponível e conhecedora de todo o complicado sistema de arquivos existentes, que presta um serviço de elevada qualidade a qualquer pessoa que a ela se desloque, dando uma imagem de profissionalismo que julgávamos estar ausente do funcionalismo público Português.
É por isso que a recente demissão e a recusa da ministra em reconhecer os problemas não são bons augúrios para a memória nacional.

A História do Arquivo da Torre do Tombo é um pouco o reflexo do desleixo nacional pela sua memória Histórica.

O Arquivo nacional esteve depositado durante séculos numa das torres do Castelo de São Jorge. Ao contrário do que a maioria dos Portugueses pensa o arquivo não se chama “do tombo” devido ao facto da queda da torre onde estava depositado durante o terramoto de 1755. O Termo “Tombo” representa aquilo que hoje chamamos de “registo predial”.

Na definição de Alberto Carlos de Menezes, superintendente da agricultura e Juiz desembargador da relação do Porto, no seu livro “A prática dos Tombos“ – Lisboa Impressão Régia - 1819, no parágrafo 1º do Capitulo I diz que um Tombo é: “É um procésso forense constituído pelo Catálogo, descripção, ou relaçãode fazendas, propriedades, direitos, património Morgados, Commendas, e Almoxarifados, designando o local, confrontações, limites, estremas e marcos com a sua medição; documentando os títulos da sua adquisição originária, ou secundariamente com provas do Domínio, e posse legal por Instrumentos reconhecidos em pública forma.”

Após o terramoto de 1755, o arquivo foi mudado para o então convento de São Bento da Ave-Maria, hoje o Palácio de São Bento, sede do Parlamento Nacional, transportando consigo o nome da sua localização original, que nunca mais perdeu. Até há perto de dez anos atrás o arquivo esteve depositado em São Bento em condições atrozes.

Apenas no final dos anos 80, as entidades governamentais acabaram com séculos de incompetência e iniciaram uma nova política de arquivos, que se traduziu na construção do actual edifício, seguindo normas de engenharia apertada, que permite ao edifício resistir a grandes cataclismos tais como terramotos e explosões nucleares. Paralelamente foi iniciada uma política de investimento maciço nos arquivos distritais, fazendo com que Portugal, se possa orgulhar do seu sistema de arquivo da História, caso a Ministra se decida a realmente a ser “da Cultura”.
Por outro lado eu estou confiante, a Torre do Tombo sobreviveu a um dos maiores terramotos da história da humanidade, sobreviveu a dois séculos de esquecimento e de abandono, também sobreviverá incólume a esta era de políticos “anões”.

Postal publicadono Café Expresso

Proverbio do dia

Quem tem telhados de vidro, não atira pedras ao vizinho

12 de maio de 2005

Não há coincidências

Sobre a investigação ao Grupo Espírito Santo, a TSF noticia que:

"Esta investigação está a ser liderada pelo procurador Rosário Teixeira e pelo investigador da PJ Gonçalves Pica, dupla que esteve envolvida nas investigações à Universidade Moderna"

Grande coincidência, poderão pensar os meus caros leitores.
Mas estão enganados isto não é nenhuma coincidência, nem tampouco uma investigação.

Isto que se está a passar, não é mais que uma mera NOTA DE DÉBITO em cima da secretária de Ricardo Salgado.

11 de maio de 2005

Tráfico de influências

O Ex-ministro do Ambiente, Nobre Guedes e o tesoureiro do CDS, foram hoje constituídos arguidos numa investigação sobre tráfico de influências relativo à aprovação do condomínio privado de interesse público em Benavente.
A medida é extraordinária, pois nunca antes um governo tentou responsabilizar criminalmente um ex-governante de um Partido da Oposição.
Se o caso for para a frente é sem dúvida uma boa noticia, pois o precedente criado levará a que os actuais governantes tenham especial cuidado com as suas decisões pois assim que o PS deixar de ser governo, o ou as forças politicas que lhe sucederão, certamente que irão espiolhar toda a acção governativa anterior para acusarem quem quer que tenha pisado o risco.

Esta questão do condomínio privado de interesse público não vai morrer aqui, este blog seguirá aos desenvolvimentos com atenção pois há um pormenor que me faz pensar estarmos perante uma mera demonstração de "show-off", e numa altura de distracção do país, os sobreiros de Benavente serão cortados para darem lugar ao empreendimento turístico, pois quem neste momento se encontra a "arder" com a
decisão do Ministro da agricultura é o Grupo Espírito Santo.
Este grupo tem no governo um delegado seu, Manuel Pinho de seu nome, que nas horas vagas, quando não está a defender os interesses dos seus antigos patrões, se ocupa da pasta da economia. Apesar de "oficialmente" já não pertença ao Grupo BES, sabe-se que quando "saiu" levou como "prenda", uma casa no centro de Lisboa (onde morreu Almeida Garret) que pretende destruir para edificar um novo edifício.
Ora, Manuel Pinho não deve estar a cumprir com a sua função, pois o caso dos sobreiros do Benavente não foi o primeiro revés que o importante grupo económico sofreu às mãos do jovem governo Sócrates. O Sistema de comunicações adjudicado pelo anterior governo e prontamente anulado pelo actual também lesou o “Espírito-Santo”. Ou Manuel Pinho esqueceu a mão que o ajudou a crescer, ou o Sr. Eng.º acha que já tem o poder suficiente, para mostrar quem manda. Talvez por isso se entenda a recente mensagem do Manuel da Grande Loja:
uma última palavra para o Ministro Manuel de Pinho. Já começou a contagem decrescente do processo que levará inexoravelmente à sua remodelação do actual elenco governativo […] alguém, apresentado como gurú do programa económico deste governo, pai (?) dos choques todos e mais algum...”

Mais leituras sobre o mesmo tema:

Condomínio privado de interesse público I
Condomínio privado de interesse público II
Condomínio privado de interesse público III
Condomínio privado de interesse público IV
Aleluia


E já agora! A casa do Cyber-Secretário de Estado, José Magalhães, construída na serra da Arrábida, sem qualquer autorização camarária e dentro de uma zona de reserva ecológica nacional ainda está de pé?

8 de maio de 2005

Fantochada

É incrivel que os comentadores de pacotilha que temos, ainda tem a vergonha na cara de dizer que o Benfica está a ser levado ao colo. Hoje foi o que se viu (Apesar de os jogadores se terem portado como amadores), e até houve espancamento de adeptos Benfiquista a pedido do gatuno de serviço.

E os lagartos que não deitem foguetes, pois quem vai ganhar o campeonato é o FCP, com o Major novamente a pôr e dispôr, até o murcão-mor já manda arrogantes postas de pescada.

5 de maio de 2005

2 anos Abruptos

Hoje faz dois anos que José Pacheco Pereira iniciou o seu Abrupto. Quer se goste ou não, temos de concluir que a História da blogoesfera Portuguesa se divide em AA (Antes do Abrupto) e DA (Depois do Abrupto).
Sem o Abrupto a blogoesfera não se teria desenvolvido como se desenvolveu.
Sem o Abrupto, certos bloguistas não escreveriam actualmente em Jornais de referência.
Sem o Abrupto, a blogoesfera existiria também, mas seria uma espécie de comida sem sal.
Por isso, apesar de às vezes me espantar e muitas vezes me adormecer, mando daqui votos de parabéns a José Pacheco Pereira.

Totobola

Para quem quer vencer

Uma Tripla é a única aposta ganhadora

2 de maio de 2005

Saudades de Salazar?

No passado dia 28, cumpriu-se mais um aniversário do nascimento do Dr. Oliveira Salazar.
Desconheço quantos admiradores de Salazar existem em Portugal, mas devem existir o número suficiente para que uns americanos, sempre atentos a nichos de mercado, fabriquem e vendam uma série de produtos "Salazar", disponiveis online no Café Press.

Para quem tem saudades do Estado Novo e quer mostrar o seu orgulho Português, pode escolher entre 19 produtos diferentes, dos quais destaco os seguintes:


Tanguinha Salazar – nothing says seduction like salazar.

apenas USD 8.00

Babete Salazar - nothing says yummy for baby's tummy like salazar!


Apenas USD 6.00

T Shirt Baby doll Salazar – salazar is love. and repression. what about you?

apenas USD 17.00

1 de maio de 2005

Inquérito Literário

Quando vi esta corrente, comecei a assobiar para o lado, procurando passar despercebido, quase que o ia conseguindo, mas quis o amigo FG Santos, saber o que se passa comigo em termos literários. Pois aqui vai:

1.- Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser?
Como tenho boa memória adoraria ser a trilogia de John dos Passos (Paralelo 42; USA 1919 e O Grande desejo )

2.- Já alguma vez ficaste perturbado/apanhado por uma personagem de ficção?
Pelo Major Alvega, mas tudo ruiu quando soube que era uma personagem inventada pelo Anthímio de Azevedo
3.- O último livro que compraste?
Uma casa em Portugal” de Richard Hewitt; “A escrita da História – Teoria e métodos” de José Matoso e “Sem Nome” de Hélder Macedo.

4.- Os últimos livros que leste?
A vida de Jesus” de Ernest Renan, “Código Da Vinci” de Dan Brown (A ser objecto de uma crítica brevemente) e "O Único e sua propriedade” de Max Stirner.

5.- Que livros estás a ler?
Sem nome” de Hélder Macedo; “Esta voz é quase o vento” de José Agostinho Baptista, “Tradição e Revolução – 2º Volume” de José Adelino Maltez e “Memórias do General” de Isabel Pestana Marques.

6.- Que livros que levarias para uma ilha deserta?
A última edição de “O livro de Pantagruel” de Bertha Rosa Limpo, O Manual de Sobrevivência, edição da Europa-América, Uma dessas Enciclopédias da Saúde (Deve dar jeito), varias cópias de "O código Da Vinci" porque é necessário Papel Higiénico e para finalizar "A Biblia" porque é um livro que necessita de tempo para ser lido e meditado, e nada melhor que uma ilha deserta para o fazer
7.- Três pessoas a quem vais passar este testemunho e porquê?
Ao Rui Ornelas do O céu sobre Lisboa, ao Paulo do
Blogville, e à Maura do Diário de Lisboa (edição de Florianópolis), porque gosto dos seus blogues e estão, tal como eu estava, a assobiar para o lado, esperando que esta moda passasse sem que os tocasse.

30 de abril de 2005

O mundo de Hitler à beira da concretização?

Via Grande loja, cheguei a este artigo da Associated Press sobre manipulações genéticas com genes humanos e animais.
Esta é uma boa maneira de celebrar o sexagésimo aniversário da morte de Adolph Hitler, cujos "Cientistas" tentaram nos campos de concentração, sem sucesso, a criação do "Homo Aquaticus", o ser humano que respirasse debaixo de água.
Será que a ciencia genética dos nossos dias vai demonstrar que os "Nazis", na realidade, estavam muito avançados no tempo?

Um Abril de águas turvas (2ª Parte)

Na semana passada falei da situação catastrófica dos esgotos industriais de Portugal, 31 anos depois do 25 de Abril. Hoje vamos ver a situação naquele sector que em tempos a ignorância da situação real fez com que fosse considerado a maior vitória da Revolução de Abril – As autarquias locais.
Nos últimos 30 anos as autarquias locais apresentaram-se ao país como o expoente do dinamismo dos tempos da democracia. No caso da rede eléctrica, de abastecimento de água e vias de comunicação assim foi, pois a visibilidade e a mais valia destes investi-mentos traziam muitos votos para a reeleição. Assim que estas infraestruturas básicas forma construídas, as autarquias continuaram o seus trabalho numa óptica de visibilida-de por votos, o que se traduziu na construção de verdadeiros palácios autárquicos, fon-tes luminosas gigantes, e uma infinidade de rotundas.
Aquilo que não se vê, não merece por parte das autarquias quaisquer investimentos, dentro desta categoria encontram-se os esgotos urbanos.

A figura representa o estado das principais bacias hidrográficas no que respeita ao tratamento dos esgotos Urbanos. Este gráfico foi publicado na revista Única do Jornal Expresso do passado dia 19 de Fevereiro, num artigo prosaicamente chamado “Portugal que funciona”
O retrato é alarmante, cerca de três quartos dos esgotos domésticos de Portugal são despejados directamente nos rios sem qualquer tratamento e não existe uma bacia hidrográfica com mais de 30% de esgotos tratados. Isto tudo após pelo menos 15 anos de as autarquias terem tido à sua disposição milhões de euros a fundo perdido.
Mesmo quando uma autarquia investe numa ETAR, fá-lo numa perspectiva meramnete eleitoral. Conheço casos caricatos de uma autarquia ter gasto milhões numa ETAR para esta ser inaugurada com pompa e circunstância num Sábado, véspera de eleições autár-quicas, sem que as canalizações de alimentação dos esgotos e de saída da água tratada existissem, mesmo em projecto. Apenas dois anos mais tarde é que estas canalizações foram construídas, podendo então a ETAR entrar em funcionamento, não sem que antes ter gasto mais uns milhares de euros, em novos equipamentos que substituíram os que se danificaram por terem estado inactivos.

O Estado Português está obrigado pela EU a cumprir determinadas metas no campo do saneamento básico. Estas metas eram em 1998 de 100%. O gráfico acima dá um retrato da nossa desgraça. Dispensam-se comentários
Como corolário destes anos todos de irresponsabilidade do estado, autarquias e demais agentes económicos o resultado é que rios não poluídos em Portugal não existem. 30% deles estão fracamente poluídos e 70% estão fortemente poluídos.

31 anos após o 25 de Abril, está por se realizar a revolução no que diz respeito ao meio-ambiente, pois neste últimos anos estivemos e estamos nas mão de políticos e agentes económicos irresponsáveis, cujos resultados das suas politicas fariam de corar de vergonha o inexpressivo Dr. Salazar.
Também publicado no Café Expresso

As leis são para se cumprir

Um alegado "cineasta" drogado português foi preso no Dubai há cerca de 3 semanas. Sempre que é apresentado ao tribunal vai dentro de uma gaiola e atado de pés e mãos.
A esquerdalhada do Bloco já está a ladrar que se farta. Se o alegado "cineasta" tivesse sido preso por reazar um pai nosso e uma avé-maria (motivo de prisão no Dubai), de certeza que a matilha do Bloco ladraria a pedir a sua prisão perpétua.
Entretando esta ganzado, que segundo dizem está numa prisão com condições péssimas, apesar de telefonar directamente de lá para o telejornal! já obrigou o estado a gastar uns milhares de euros dos impostos que nós Portugueses a muito custo pagamos na tentativa de o libertar.
Faço votos para que os arabes revelem alguma ombridade e que obriguem este ganzado, que conspurcou a imagem do nosso país, a cumprir a pena prescrita pelas suas leis.

28 de abril de 2005

A Bolsa dos Cromos

Imagem: Tabacaria.org

A minha aprendizagem do sistema capitalista começou muito cedo, logo na Escola Primária.
Na escola do Adro, em Matosinhos, quando tocava a intervalo, reunia-se a bolsa dos cromos, na qual se realizavam transacções. Nestas transacções não havia dinheiro envolvido (Na altura, anos 70 também não havia). Existia um complicado sistema de cotações estabelecido com base na dificuldade em obter o cromo pela via normal (Saquetas com 4, ou rebuçados no caso dos futebolistas). Assim sendo o cromo 210 da colecção do Vickie, o Viking, chegou a ser transaccionado por 50 cromos dos mais fáceis. Os valores mais exorbitantes eram alcançados quando o cromo pretendido fechava a colecção.
Em 1974, tive que dar uma equipa completa do Leixões e do Benfica (Dos rebuçados Universal), para obter o cromo do “Big-Boy da Union Pacific” que completou a minha colecção dos comboios. Mas valeu a pena, como fui o primeiro da escola a completar a colecção, a minha caderneta circulou por todos os alunos da escola. Senti-me como o Oliveira se sentiu após ter comprado a PT multimédia.

Nada de novo na Ocidental Praia Lusitana

Marques Mendes recusou dar o apoio do PSD à candidatura do Tio do Taxista suíço. Neste momento não sei se irá tomar a mesma atitude em relação ao inenarrável Major Valentim.
Esta personagem é a partir de ontem, o auto-proclamado paladino das vítimas do sistema de justiça português, tendo voltado a ocupar o seu lugar na liga e metro do Porto (Presidente) fazendo discursos acintosos para a Polícia e Magistrados, sem que ninguém tenha feito algum reparo sequer, e como nós sabemos, quem cala consente.
Valentim Loureiro é a figurinha que melhor representa uma certa classe política local, que age como proprietário do seu concelho, chegando mesmo a condicionar a política nacional do seu partido. O problema é que a raça do Major tem os seus clones nos outros Partidos, tal como Ferreira Torres no PP, Narciso, Felgueiras e Edite Estrela, no PS, só para citar alguns. Infelizmente não se vislumbra no horizonte um Portugal sem estes cromos.

24 de abril de 2005

Licenciamentos e inspecções

Relativamente ao comentário do Raul no último postal, o problemas não está nas aprovações de projectos industriais. O Processo, se bem que lento, funciona bem. O problema reside no facto de quando um industrial decide investir na sua empresa, ao colocar um projecto de licenciamento está automáticamente a entrar na lista das empresas a ser objecto de inspecção por parte da Inspecção-Geral do Ambiente. Geralmente um projecto destes demora tempo a implementar. No caso da empresa onde trabalho e sou responsável, entre outras áreas, pela área do ambiente e licenciamentos, estou a terminar um processo que dura desde 2001 e onde foram investidos cerca de 1,5 milhões de contos, apenas para cumprir-mos integralmente as leis ambientais. No meio deste processo fomos inspeccionados de que resultou uma coima de 25 000 contos, por não dispormos de licença de descarga de águas residuais. O caricato da questão é que não estavamos a poluir, apenas nos faltava o papel. A autorização foi pedida em 1998 e apenas foi concedida em 2004 (6 anos depois), a inspectora, completamente deslocada da realidade, apenas disse que nesse caso teriamos de ter as portas fechadas enquanto não nos tivessem concedido a licença, ignorando o facto de em 1998, a minha empresa ter 100 trabalhadores e em 2004, 750.
Caso não tivessemos realizado o avultado investimento nunca teriamos sido inspeccionados.
Outra situação caricata, do meu conhecimento, foi uma empresa da região de Leiria, que foi inspeccionada durante um dia inteiro e no final foi multada por não possuir um papel, chamado "Registo trimestral de óleos usados". Os óleos usados eram adequadamente tratados, enviados com todos os registos, para empresas devidamente licenciadas para os receber, apenas falatava o registo trimestral. Acontece que o inspector elaborou o seu relatório enquanto, pela janela, admirava a paisagem da zona que abarcava a ribeira dos milagres, com o cheiro nauseabundo das descargas efectuadas pelas suiniculturas.
No caso do vale do Ave/Cávado, a questão é mais grave. Para as empresas têxteis poderem aceder aos fundos europeus sem terem que realizar os investimentos ambientais obrigatórios, foi criada uma figura chamada sistema integrado de tratamento de esgotos industriais, no qual várias empresas de uma região se comprometiam a ligar os seus esgotos industriais a uma ETAR comum, a ser construídano futuro. Poucos destes sistemas foram construídos, e os que foram muito provavelmente não recebem a totalidade dos efluentes industriais, pois como as empresas têm que pagar por metro cubico enviado, a tentação de colocar um By-pass para o rio, aliado a uma fiscalização inoperante é demasiadamente tentadora.
No que respeita aos serviços do ministério da economia, apesar de muito lentos, os técnicos são pessoas responsáveis, que conhecem as dificuldades reias das empresas, e sabem ver quando um industrial realmemte se esforça para dar cumprimento ao quadro legal, ou não. As autoridades ambientais (CCDR) é que funcionam bastante mal, e nem sequer é por incapacidade dos técnicos é simplesmente por falta de meios humanos e de financiamento adequado. Quanto à inspecção-geral, o que acima descrevi diz tudo.

Um Abril de Águas Turvas

No passado dia 19 de Fevereiro o Expresso publicou na Revista “Única”, e inserido num artigo com o título “Portugal que Funciona” um retrato catastrófico dos recursos hídricos Portugueses.
O gráfico seguinte mostra a percentagem de empresas industriais que possuem estação de tratamento de águas industriais (ETAR), depois de vários anos em que milhões de euros foram colocados à disposição das empresas e autarquias para o investimento em sistemas de controlo ambiental, nomeadamente as tão faladas ETAR.

No vale do Ave e Cávado apenas cerca de 7.5% das empresas tratam as suas águas industriais. A indústria maioritária nesta zona é a indústria têxtil. Por este motivo é possível conhecer antecipadamente cor da moda na próxima estação através de uma mera observação da cor das águas destes dois rios. Nas bacias hidrográficas do Douro e Vouga, a situação é também confrangedora. Apenas na bacia hidrográfica do Tejo a maioria das empresas trata os seus efluentes industriais. Mesmo assim não deixa de ser uma situação medíocre.

No entanto este gráfico não nos dá apenas o estado das nossas bacias hidrográficas, ele mostra um retrato regional da indústria Portuguesa. Uma empresa que gera efluentes líquidos altamente poluentes e não os trata é uma empresa que possui uma gestão deficiente, virada para o lucro fácil e rápido, sem respeito pelo meio-ambiente e muito provavelmente sem respeito pelos seus próprios trabalhadores. Em muitas empresas a salário pago é muitas vezes inferior ao salário mínimo nacional. Esta prática configura uma prática de “Dumping” social e ambiental, onde as primeiras vítimas são as poucas empresas (7.5%) que investiram em sistemas de controlo ambiental, que investiram também em equipamentos de tecnologia de ponta e provavelmente possuem uma melhor gestão de recursos humanos. A existência de uma Inspecção-geral do Ambiente que ignora a existência das empresas, inspeccionando apenas as empresas cumpridoras, faz com que as empresas prevaricadoras não sintam qualquer incentivo em investir em sistemas de controlo ambiental que onerariam a sua estrutura de custos.

No vale do Tejo, o número de empresas que possuem ETAR (53%) é medíocre, apenas nos diz que no cômputo global do país, é nesta região onde estão as empresas industriais de ponta e com os melhores métodos de gestão. Em média, os ordenados pagos no vale do Tejo são superiores aos que são pagos nas restantes regiões industriais.
Postal publicado no Café Expresso

23 de abril de 2005

Mailing-List

Afinal, a tão propalada lista dos agentes e informadores da PIDE era apenas uma "Mailing List". A Lista foi entregue, um dia depois do conclave de Roma, ao arquivo da Torre do Tombo, pelo curruptor-mor da República.

Quer ver que o António "Mentiroso" Arnaut e seus capangas, acreditaram mesmo que D. José Policarpo iria ser eleito Papa?

22 de abril de 2005

O Choque

Cuidado com o Choque Tecnológico

Inspeccione as suas tomadas!

Enterrar a cabeça na areia

Caro J. Sarto

Eu sei que os nossos pontos de vista sobre o Papa Bento XVI são diametralmente opostos. Você acha-o progressista, eu considero-o um imobilista face aos grande desafios que a igreja católica tem pela frente.
Ratzinger é o responsável pelos pontos mais negativos do pontificado de João Paulo II. O seu conservadorismo, sobretudo no que diz respeito ao excesso de zelo que representou a perseguição implacável à teologia da libertação, teologia essa, que necessitava, é certo, de certas correcções na rota, mas nunca a sua completa desautorização e excomungação. Esse facto fez com que a Igreja Católica se imobilizasse na América latina (onde vivem a maioria dos católicos no mundo), perdendo o estatuto de defensora dos pobres, excluídos e ostracizados das suas sociedades o que escancarou as portas às religiões evangélicas, que a troco de “milagres” a feitio e paraísos por dez reis de mel coado, conseguiram que últimos 25 anos a igreja católica Brasileira passasse de uma implantação de 98% para 75%, o que correspondeu a uma perda de cerca de 50 milhões de fiéis. Isto tudo aconteceu durante o pontificado de João Paulo II, que foi o Papa mais carismático do Século XX, possuidor de uma dicção envolvente e carinhosa, que arrastava multidões de crentes, e não só, atrás de si.
Bento XVI não é carismático, a sua voz fina é o oposto da voz quente e envolvente de João Paulo II, os evangelistas da América latina devem dar graças a deus, pois muito provavelmente conseguirão que o Brasil deixe de ser um país maioritariamente católico numa curto espaço de tempo.
Mas não é só na América Latina que a Igreja Católica se depara com um futuro pouco promissor. Apesar de João Paulo II ter conseguido difundir um enorme entusiasmo entre a juventude europeia, sobretudo nas suas viagens, verificava-se que apesar de genuinamente católicos, esses jovens europeus frisavam bem que eram “católicos à sua maneira”. Ou seja, não secundavam o Pontifice em muitas das suas determinações. O que explica a abrupta queda nas vocações e a diminuição na frequência nos serviços religiosos verificada no último quarto de século.
Mas o desafio europeu não está só na juventude. A Europa é um continente perdido, completamente entregue a uma laicidade dominante, e aqueles que não se revêem nesta laicidade não procuram a igreja católica, procuram o Islão, ou nos países em que o Islão está praticamente ausente, os evangelistas Sul-Americanos.
Hoje no Público (sem direito a link), Tymothy Garton-Ash, coloca o dedo na ferida:
“Entretanto, tanto a imigração como o projectado alargamento da União Europeia estão a transformar o Islão na fé mais dinâmica e com maior crescimento na Europa. Em Berlim, por exemplo, o Islão é a segunda maior confissão activa depois dos protestantes mas antes dos católicos.
Joseph Ratzinger tem todo o conservadorismo de João Paulo II, sem nenhum do carisma. Pode ser encantador, arguto e convincente no debate intelectual. Mas para uma audiência mais ampla a sua voz suave e muito colocada e os seus tranquilos gestos professorais não conseguem comparar-se com os dotes comunicacionais do grande actor que foi o seu predecessor.
(Bento XVI) pode viver para ver como será a UE em 2015. Esta Europa será seguramente mais islâmica nas suas regiões mais pobres e mais laica nas suas regiões mais ricas. Se será uma Europa melhor é outra questão.”


Partilho a visão de Garton-Ash sobre a Europa de 2015, mas eu não tenho dúvidas, essa Europa será uma Europa infinitamente pior.
Esperava que os cardeais do conclave tivessem tido isso em conta, infelizmente em vez de avançar para o futuro, aproveitando o grande trabalho de João Paulo II, que apesar de criticar certos pontos do seu pontificado, considero o maior Papa do Século XX, preferiram fazer como a Avestruz.
Perdem eles, perdemos todos nós.

19 de abril de 2005

Não perdem tempo

Habemus Papam

Foto: CNN

Ratzinger Papa????

Bento décimo sexto????

Os gajos Passaram-se?????

18 de abril de 2005

Para o Avental Saridon

O anónimo cobarde que se esconde sob o pseudónimo "Saridon" escreveu este comentário no post anterior:

"Desculpa la...podes ter a tua razão..que a tens..mas não fui eu que escrevi a mensagem acima..não faço ameaças a ninguem...tenho a minha opinião e coloco-a..mas não provoco para a arruaça. Não tenho culpa que se permita a utilização de nickes de uns e outros...se quiser tambem posso entrar como luis bonifacio e colocar tudo ao contrario..clar que não o vou fazer..ms pode-se fazer...como fazem com o saridon..é assim. Como podes vêr na minha mensagem ao balbino..não o provoco..digo-lhe o que penso dele com correção"

este comentário pretendia ser um desmentido ao comentário assinado pelo Sr. "Saridon" colocado às 15h04 e que rezava assim

"Este Bonifácio tá a pedi-las, ó se tá. Leva com uma esfregona nas ventas que fica logo a saber o queé pertencer à quadrilha do Babuíno. 04.18.05 - 3:04 pm"

Pelo menos uma coisa é certa, o anónimo "Saridon" não é uma pessoa versada em Informática, pois se o fosse saberia que quando se deixa um comentário, fica sempre um rastro. Este rastro chama-se número IP e representa o número da ligação net do PC onde foi escrito o comentário.
O IP da mensagem das 15h04 é IP: 212.113.164.102
O IP do comentário deixado às 21h26 é: IP: 212.113.164.102

isto quer dizer que ambas as mensagens foram originadas no mesmo PC, pelo que o desmentido das 21h26 é uma absoluta mentira, destinada a lançar areia para os olhos dos leitores do meu blogue.

Agora meu caro "chihuahua que ladra mas não morde" "Saridon", se leu alguma coisa do meu blogue, saberá que eu sou uma pessoa que defendo os meus ideais sem nunca ter a necessidade de ameaçar quem não concorda comigo, aliás a maior parte dos meus amigos bloguistas nem sequer concorda comigo, mas não me obrigue a fazer uns telefonemas, para saber a que morada e a quem pertence o IP: 212.113.164.102.

Aconselho-o que hoje á noite se lembre das lições de boa educação que os seus pais lhe deram, e que você na altura não ouviu. Antes tarde que nunca!

17 de abril de 2005

Sol Português

Em Portugal o sol quando nasce não é para todos.
António Caldeira está a ser alvo de um processo por ter publicado excertos de peças em segredo de justiça do processo Casa Pia. As peças estavam em segredo de justiça para o nome das testemunhas não podesse cair no domínio público.
António Caldeira publicou as peças omitindo sempre o nome das testemunhas, mesmo assim Souto de Mouro ordenou a abertura de um inquérito, inquérito esse que terminou recentemente com a acusação de António Caldeira.
Tudo estaria bem neste jardim à beira-mar plantado se não andasse por este mundo virtual uma personagem sinistra, de nome Van Krieken, que publica, impunemente, peças processuais (escutas) com a indicação clara do nome das tetemunhas, numeros telefónicos inclusivé. Neste último caso, a justiça mantém-se muda e queda, Souto de Moura não revela, em relação a Van Krieken, a mesma preocupação que teve com António Caldeira.
Enfim,todos os Portugueses são iguais mas quem tem "avental" (Ou para eles trabalha) é mais igual que outro.

16 de abril de 2005

Ontem e hoje

No século XVII e XVIII, flui para Portugal, vinda do Brasil, uma fortuna sob a forma de ouro e diamantes. Toda essa fortuna foi gasta em obras faraónicas, compradas sobretudo nos paises estrangeiros, e o pouco que foi bem investido, desapareceu nas invasões napoleónicas. Desse tempo restam apenas Palácios, Conventos, Igrejas e Aquedutos. As enormes fortunas ganhas nessa altura, desaparecerampouco depois. Quem se lembra hoje em dia de Farrobo, de Henrique Burnay, etc...

Hoje em dia, desde há 20 anos atrás, flui para o nosso país uma fortuna, vinda da Europa, sob a forma de fundos Europeus (Em quantidade bastante superior ao ouro do Brasil em valores actuais). Toda esta fortuna foi gasta em obras faraónicas, centros culturais enormes, industria que já se sabia não ser viável, bens de equipamento estrangeiro. Os pouco empresários que os usaram para efectivamente melhorar as suas empresas, apenas o fizeram para as venderem por um bom preço, ao primeiro espanhol que viram.

Tal como há 200 anos atrás arriscamo-nos a que no futuro, apenas subsistam o Centro Cultural de Belém, a casa da músico, uns quantos estádios, umas pontes e auto-estradas.

Texto publicado no Café Expresso

13 de abril de 2005

Lição 20 - Mais nenhuma ambição territorial (Keine Weiteren Territorialen Forderungen)

A Saga dos 3600 nomes

Eu, tal como uma grande parte do país assistiu incrédulo e surpreendido com a notícia em que se entrevistava o grão-mestre do Grande Oriente Lusitano e este anunciava a descoberta de uma lista com 3600 nomes de ex-agentes da PIDE/DGS, seus informadores e, como o Buíça-mor bem frisou, de Padres informadores da PIDE.

A notícia, na realidade não é notícia nenhuma, é pura e simplesmente um acto de chantagem. Contra quem? Não sei! Mas o chantageado já sabe.

Outra coisa não seria possível. Sendo a maçonaria uma organização que funciona com um elevado grau de secretismo, vem anunciar que, numa das suas raras cerimónias públicas, um dos seus membros anuncia alto e bom som, que possui essa sensível lista!!!

Mas os Buiças acham que nós somos uns lorpas ingénuos para acreditarmos nesta patranha?????

Quem será o objecto desta chantagem?
Quem é que está a incomodar os Buiças? Ou quem é que num futuro muito próximo poderá ascender a um alto cargo, cargo esse bastante incomodativo para a expansão dos “ideias” do G.O.L.

9 de abril de 2005

Bolinando

Bolinar é a arte de navegar contra o vento. A Caravela Portuguesa foi o primeiro navio de médio porte a conseguir fazê-lo, e esse facto abriu as portas da era dos descobrimentos, o qual foi o ponto de partida para uma epopeia humana, que teve o seu ponto mais alto em Julho de 1969, com a chegada do primeiro homem à lua, mas que ainda não terminou.
Iniciei com este texto sobre a volta da mina - Uma "bolina" histórica" a minha participação no Café Expresso, um blogue semanal que congrega um grupo de amigos que se conheceram na Blogoesfera, dos mais diversos quadrantes geográficos (Norte, centro, sul até Paris de França) e politicos, desde o Pedro Guedes até à fadista Valéria Mendes (que pareçe ser a favorita do
Buiça) deste jardim à Beira-Mar plantado.

Os redactores do Café expresso, para além de mim, são:

Zé do Telhado do
Tá de Chuva
Francisco Nunes do
Planicie Heroíca
Golfinho do
Golfinhu2
José Gonçalves do
Bloquisto
Manuela do
Passo a Passo
Maria do
Puta de Vida
Paulo Querido do
O Vento lá fora
Pedro Guedes do
Ultimo Reduto
Inês F do
Teacher
Raúl do
Congeminações
Thita do
ABC dos Miúdos
Valéria Mendes do
Fadista Valéria Mendes
Vitriólica do
Internet para as domésticas já
Wind do
Webclub

8 de abril de 2005

Do lado certo da Barricada

O meu amigo e colega da Blogoesfera, António Caldeira viu ser contra si, deduzida acusação relativa à publicação no seu blogue, de peças processuais relacinadas com o processo casa pia, que se encontravam em segredo de justiça, motivado pela necessidade de protecção da identidade das vítimas.
Esta celeridade no sistema de justiça português é verdadeiramente estranha, e pouco tem a ver com a eficiência do Tribunal de Alcobaça, como a celeridade do processo Farfalha em Ponta Delgada tem mais a ver com a ausência de arguidos "de peso" ou que usam aventais fora da cozinha, que propriamente com o sistema de funcionamento do Tribunal de Ponta Delgada em si mesmo.
O mais estranho disto tudo é que António Caldeira não divulgou nada que já tivesse sido divulgado anteriormente. António Caldeira omitiu sempre o nome das testemunhas acusadoras, exactamente ao contrário de um alegado jornalista, personagem sinistra de nome Van Krieken, que publicou as peças processuais indicando claramente o nome das testemunhas, o que permitiu aos seus amigos “Buiças” e outros biltres, exercerem coação e ameaças sobre as mesmas.
Van Krieken nunca foi acusado de nada e continua impunemente, pois de tão boa protecção goza, a publicar peças asquerosas em defesa dos importantes pedófilos que se encontram neste momento, a contas com a justiça.

António Caldeira é o primeiro bloguista em Portugal a ser objecto de uma acusação que procura cercear o inegável direito de liberdade de expressão bem como o direito que qualquer cidadão nacional tem, de fazer todo o que lhe é humanamente possível para que esta sociedade em que vivemos seja um pouco mais justa e deixe de estar às ordens de uma mão cheia de Banqueiros, Advogados e Aventais.

A luta de António Caldeira é uma luta que diz respeito a todos os membros da Blogoesfera, pois a liberdade de expressão que aqui se respira está a incomodar muitos interesses instalados e é fundamental que eles não ganhem nem mais uma vez.

O verdadeiro Problema

Li num editorial do Jornal de Negócios, escrito pelo sempre incisivo Sérgio de Figueiredo.
Citando Krugman - «Pop Internationalism»
«Os EUA foram ameaçados quando a Coreia começou a produzir melhores carros, não por ter perdido quota no mercado automóvel, mas por os americanos terem passado a pagar mais caros os pijamas que compravam aos coreanos».
e
O problema português é que ainda fabrica pijamas a mais e automóveis a menos.”
Sérgio Figueiredo – Jornal de Negócios
A frase de Sérgio Figueiredo, apesar de ser uma evidência de La Palisse, não é 100% correcta, pois o Problema Português é que há mais de 20 anos sabia que tinha de fabricar menos pijamas e mais automóveis e pouco, ou nada, fizemos (Governo e agentes económicos) para resolver isso.

Distinta Lata

Li com espanto a entrevista do ex-bastonário da ordem dos advogados ao Jornal de negócios. Abri a minha boca de espanto, pois nunca em 30 anos de democracia, e já agora em 48 de ditadura, assisti a tamanha chantagem e desfaçatez por parte de um mero elemento da sociedade civil, é preciso ter lata, e já agora umas “costas bem quentes”. Há perto de 40 anos, um ministro da justiça de um governo do Dr. Oliveira Salazar (Soares Martinez), assinou sem saber a sua demissão, quando escreveu “A lei está na ponta da minha caneta

Aconselho a leitura destes postais, um de José Adelino Maltez e outro do Manuel da Grande Loja
E Sócrates Fica-se?

5 de abril de 2005

3 de abril de 2005

Sandálias do Pescador

Morreu ontem João Paulo II, provavelmente o maior Papa do Século XX, conjuntamente com João XXIII.
Não concordei com todo o seu longo pontificado, não concordei com a protecção dada à organização sinistra chamada "Opus Dei" e à perseguição feita à Teologia da Libertação e à rigidêz de opiniões relatimvamente ao uso do preservativo numa é poca em que a Sida grassa em todo o mundo.
Mas João Paulo II foi um campião da liberdade, principal obreiro da queda das ditaduras comunistas do leste europeu e por arrastamento de uma onda de liberdade que varreu todo o mundo, com particular destaque na América Latina, que o fim do bloco de leste também libertou dos ditadores de opereta protegidos por Washington.
João Paulo II foi o papa do diálogo ecuménico, o primeiro pontifice a ser convidado a entrar numa mesquita e na própria catedral de Cantuária, desde que Henrique VIII inventou a igreja anglicana para se poder divorciar.
João Paulo II foi o papa que pediu desculpa pelos excessos passados do catolicismo e sobretudo ao povo judaico. Também foi o Papa que ao fim de 300 anos, indultou Galileu da sua condenação pelo Santo Oficio.
Por tudo isto e muito mais João Paulo II deixou uma marca na História que será lembrada para todo o sempre.
Que descanse em Paz

1 de abril de 2005

Execrável

EXECRÁVEL, é o que me apetece dizer do arraial jornalístico que se vive hoje na Praça de São Pedro em Roma, onde hordas de jornalistas se acotovelam para poderem reclamar o título de ser o primeiro a dar a notícia da morte do Santo Padre. Hoje entre as 18 e as 20h, a CNN anunciou por duas vezes a sua morte, prontamente repetida pelo seu papagaio de Chelas como costuma acontecer por estas ocasiões.

30 de março de 2005

Lost in Translation

Já conhecia certos tradutores virtuais que ao traduzirem do Português para o Inglês e vice-versa, elaboravam verdadeiras pérolas de comédia escrita, de tão hilariante se tornava a sua interpretação. O que não sabia é que o mesmo se passava quando tentamos traduzir do Português para o Portugês.
No Congeminações está disponível uma ferramenta chamada bebelfish, da Altavista, que ao ser utilizada na tradução de Português para Português apresenta este belo resultado:
O Postal com o título:
Com a próximas eleições autarquicas à porta o PSD resolveu ter uma excelente ideia
Traduzido para “Português” versão Altavista fica:
"COM um ideia do excelente do uma do ter do resolveu do porta o PSD do à dos autárquicas dos próximas eleições"
O mesmo se passa com este:
"Boas perspectivas para as populações face ao resultado deste estudo"
Que fica
"Perspectivas parágrafos das boas como o estudo do deste do resultado do ao da cara de populações"
Sinceramente não sei como é que o tradutor virtual foi inventar aquele “Parágrafo”?

29 de março de 2005

Para continuar no Bom Caminho....

Uma excelente maneira que o governo Sócrates tem de demonstrar, de uma vez por todas, que está interessado em ser diferente para melhor, e acabar de uma vez por todas com o compadrio, o beneficio dos grandes interesses instalados e a política do Facto Consumado mascarada com o epíteto inocente de "Direitos Adquiridos" seria mandar demolir a casa ilegal, construída em reserva ecológica, do nóvel Secretário de Estado e ex-ciber-deputado José Magalhães

28 de março de 2005

Tradição e Revolução

Na próxima quinta-feira, dia 31 de Março, pelas 19 horas, na Biblioteca Municipal do Palácio Galveias, no Campo Pequeno, será lançado o segundo volume do Livro "Tradição e Revolução", de José Adelino Maltez, abrangendo o período que vai de 1910 a 2005.
A apresentação do texto caberá ao Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa.

Lição 18 - Perito Técnico (Der Technische Zachmann)

ALELUIA!!!!

Ministro da Agricultura proíbe corte de sobreiros em Benavente

O Ministro da Agricultura em vez de anunciar medidas futuras sem data, preferiu anunciar acções. E logo a sua primeira acção foi a de proibir o ignóbil corte de sobreiros que o anterior governo permitiu ao arrepio das mais elementares regras de governação e bom-senso. Espero que os interesses instalados, que são prejudicados com esta decisão, não tentem em instâncias superiores fazer valer os “direitos” que julgam ter direito.
Está de parabéns o Sr. Jaime Silva, Ministro da Agricultura.

27 de março de 2005

Há um ano atrás

Há um ano atrás o Benfica marcou três golos em San Ciro e foi eliminado, mas dessa derrota nasceu um blogue chamado Claque Quente. O Seu inicio foi por mim assinalado, quando este blogue ainda morava no Sapo, com este texto:
Bem-vinda ClaqueChegou à blogoesfera, pela mão de Clark59, um novo tipo de claque; uma claque de boa escrita. Demorou algum tempo. Foram incontáveis tertúlias, com o Nova Frente e o comentador Alfredo F., sempre bem regadas como mandam as regras da boa vida, e sempre a partir pedra, mas nenhum dos nossos argumentos chegavam para convencer Clark a começar o seu blog. Apenas quando o Glorioso marcou os três pírricos golos de San Ciro que ClarK59 disse: "Chega! É agora, montem-me essa coisa do blogue". E assim foi, desde Quinta-Feira que está no ar com um excelente estatuto editorial. Fico à espera das suas “recaídas”
Hoje ainda continua por cá e recomenda-se

26 de março de 2005

Maschamba de volta

Sorrateiramente, como quem não quer a coisa, o Maschamba de José Flávio Pimentel Teixeira voltou à blogoesfera, agora no suporte Blogger.
Um regresso que se saúda

25 de março de 2005

O Sr. Professor Doutor

Um blogtoon Português a não perder e com entrada directa para a coluna da direita.


O Sr. Professor Doutor

A Bola no Parlamento

O Membro da câmara dos comuns, eleito por West Ham e antigo ministro do desporto do Governo de sua Majestade Tony Banks, apresentou à câmara uma moção onde criticava duramente o dirigente da UEFA VolkerRoth e defendia o Treinador de Chelsea, José Mourinho.
Mourinho está a ter em Inglaterra, um impacto superior ao de D. Catarina de Bragança, até já se discute "bola" no selecto parlamento de Sua Majestade.
Os Ingleses estão a ficar cada vez mais Portugueses

24 de março de 2005

Tradução Socrático-Português

O ex-ministro da Administração Interna, Daniel Sanches, assinou um despacho conjunto com o responsável pela pasta das Finanças, Bagão Félix, três dias após as eleições legislativas, adjudicando um sistema de comunicações, no valor de mais de 500 milhões de euros, a um consórcio liderado pela Sociedade Lusa de Negócios (SLN), uma holding para a qual o próprio Daniel Sanches trabalhou, antes de integrar o Governo de Santana Lopes. Manuel Dias Loureiro, deputado do PSD e presidente da mesa do congresso, também está ligado a este grupo como administrador não executivo e o ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais de Cavaco Silva, Oliveira e Costa é o presidente da SLN.
No consórcio está também integrada a ESEGUR pertencente ao grupo Espírito Santo.
"O novo ministro, António Costa, ainda não decidiu se vai validar o documento"
Tradução da ultima frase:
O novo ministro, António Costa colocou a questão da anulação, ou não, deste negócio ao seu colega Manuel Pinho, representante da entidade patronal no Governo. Há altura da pergunta do jornalista o Ministro António Costa ainda não tinha recebido instruções.

Citação do Dia

"Mais dia menos dia os portugueses vão apanhar um susto. Vão perceber que o novo governo do Eng. Sócrates é igual, na substância, à Elsa Raposo quando esta aparece sem maquilhagem."

in Grande Loja do Queijo Limiano