A maior experiência traumática que vivi, e pela amostragem que fiz, comum a todos os Portugueses da minha idade, foi o Vasco Granja.Desde 1974 até meados dos anos 80, o termo desenhos animados desapareceu do dicionário de língua portuguesa, sendo substituído pelo termo "Animação" que adquiriu contornos sinistros. Com o arranque do programa do Vasco Granja, chamado de “Animação”, as crianças portuguesas descobriram que a “animação” era uma arte cinematográfica localizada geograficamente a leste do rio Elba, não existindo em mais nenhum local do resto do mundo. Diziam as más-línguas na altura, que se tinha descoberto que Bugs Bunny era membro da União Nacional, que Speedy Gonzalez e Daffy Duck eram informadores da PIDE e pasme-se Mr. Magoo era da família do Dr. Salazar. Mesmo na ingenuidade dos meus 8 anos, não acreditei em tal coisa, apesar de o desaparecimento dos desenhos animados norte americanos cheirar a “saneamento”, como era moda dizer-se na altura.
23 de janeiro de 2005
Há Um ano atrás - O Senhor Konec
A maior experiência traumática que vivi, e pela amostragem que fiz, comum a todos os Portugueses da minha idade, foi o Vasco Granja.Desde 1974 até meados dos anos 80, o termo desenhos animados desapareceu do dicionário de língua portuguesa, sendo substituído pelo termo "Animação" que adquiriu contornos sinistros. Com o arranque do programa do Vasco Granja, chamado de “Animação”, as crianças portuguesas descobriram que a “animação” era uma arte cinematográfica localizada geograficamente a leste do rio Elba, não existindo em mais nenhum local do resto do mundo. Diziam as más-línguas na altura, que se tinha descoberto que Bugs Bunny era membro da União Nacional, que Speedy Gonzalez e Daffy Duck eram informadores da PIDE e pasme-se Mr. Magoo era da família do Dr. Salazar. Mesmo na ingenuidade dos meus 8 anos, não acreditei em tal coisa, apesar de o desaparecimento dos desenhos animados norte americanos cheirar a “saneamento”, como era moda dizer-se na altura.
22 de janeiro de 2005
Sobre o Momento Político Nacional
Excerto de "O Quiosque - Luís Afonso - Jornal "O Correio da Manhã" 21/01/2005
19 de janeiro de 2005
Cópia do Dia - Branqueamento
17 de janeiro de 2005
Vozes da minha vida - Victória de Los Angeles
Victoria de Los Angeles (1923-2005)
Encontrava-me a preparar uma série de postais sobre as grandes cantoras (Clássica e não só), quando soube do falecimento da Soprano Espanhola, Victória de Los Angeles.
Para quem não conhece Victoria de Los Angeles foi a maior cantora lirica espanhola do século XX, e seguramente figura no panteão das melhores de sempre.
Paz à sua alma
14 de janeiro de 2005
GORA EUSKADI

Ibarretxe, "Lendakari" da região autónoma do Pais Basco espanhol, está a colocar "Nuestros Hermanitos" à beira de um grande ataque de nervos. Com o seu plano, que prevê um referendo para uma "autonomia alargada" (Não sei Basco, mas acho que isto quer dizer INDEPENDÊNCIA) está à beira de conseguir sem armas, sem ódio e sem violência, aquilo que 40 anos de bombas etarras não conseguiram. Aliás a ETA foi, nestes últimos 30 anos o maior aliado do imperialismo castelhano, pois foi graças a esta organização que o poder imperialista de Madrid justificou a sua ocupação e a sua negação do direito à auto-determinação do povo Basco.
Ainda falta muita água correr por debaixo da ponte. O caminho até à independência é longo e tortuoso. Os Bascos, vão ter contra eles a Europa inteira (Novos países independentes, só nos Balcãs), mas estou crente de que vão conseguir.Não sei se passa por aqui algum leitor Basco, mas ofereço desde já os meus préstimos para ajudar a cair a primeira peça do Dominó Imperial Espanhol. A sobrevivência da nossa nação, como tal, assim o exige. Todos os portugueses que amem a sua pátria assim deverão proceder.
12 de janeiro de 2005
Uma Espanhola “QUEIROSIANA” (Actualizado)
Esta Sr.ª, tem por graça Guta Moura Guedes, e suspeito que este facto é ponto importante do seu “curriculum” para além disso foi anteriormente directora da Experimentadesign – Bienal de Lisboa. O que é a Experimenta, não sei, mas o Designer X, que percebe do assunto, diz o seguinte: «Mas que grande resultado é esse de convidar designers estrangeiros a vir expor e falar ao nosso país com apoios obtidos à custa de uma imagem construída do papel impresso à roupa?».
Bastante interessante é também a frase de Natxo Checa, no Designer X - «Talvez não tenha currículo suficiente, além do charme. Mas, se a cultura em Portugal funciona assim (...)»
Para além deste facto, parece que está apontada para ser a ministra da cultura de um hipotético novo governo de Santana Lopes (O que felizmente nunca acontecerá!).
A dita Senhora, tem outra faceta, é uma ”Iberista” e participou recentemente no Congresso da Quinta Coluna Espanhola em Portugal, também conhecido por “Compromisso Portugal”, tendo escrito este texto asqueroso, que pode ser lido aqui, e que me escuso a comentar.
Bem vistas as coisas basta a esta senhora mudar uma letrinha apenas do seu nome para ser Espanhola, não uma Espanhola qualquer, mas sim uma verdadeira “Espanhola Queirosiana”.
Aproveitar a desgraça dos outros (2ª Parte)
La organización humanitaria Intermón Oxfam y la Coordinadora de ONG de Desarrollo de España (CONGDE) lamentan que el 90 por ciento de la ayuda española a los países afectados por el tsunami que asoló este pasado domingo el Golfo de Bengala se conceda en formas de créditos del Fondo de Ayuda al Desarrollo (FAD), reembolsables y condicionados a la adquisición de productos españoles, "cuando el resto de países ofrece donaciones y condonación de deuda".
A juicio de Intermón, la respuesta económica del Gobierno español a los países afectados por el tsunami del Océano Índico no cumple las expectativas "y corre el riesgo de caer en los mismos errores de antes", sobre todo porque las ayudas ofrecidas por el Gobierno emplean el mecanismo FAD, son fondos reembolsables y, en gran medida, ligados a la adquisición de productos españoles, señaló la ONG en un comunicado.
El 90% de la ayuda oficial española estará comprendida por créditos FAD. La ayuda oficial asciende a 53 millones de euros. De éstos, sólo 5 millones son en forma de donación y los 48 millones restantes son créditos FAD.
Esta apuesta por el crédito FAD es, cuanto menos, "sorprendente", a juicio de Intermón Oxfam, "visto que la primera versión oficial del nuevo Plan Director de Cooperación expresa de manera clara que 'por definición, los fondos dedicados a ayuda humanitaria serán no reembolsables y desvinculados'".
Intermón Oxfam hizo público recientemente un estudio en el cual se evidenciaba que el crédito FAD no sirve para las ayudas de emergencia. Seis años después del huracán Mitch --donde hubo el mismo tipo de ayuda--, la gran mayoría de los fondos siguen sin ejecutarse en Centroamérica, afirma la organización. Estos créditos generalmente están ligados a la compra de productos españoles.
Los fondos aprobados ahora prevén la posibilidad de que una parte de los créditos no estén condicionados a la compra de productos españoles, pero en tales casos las condiciones del crédito son muchísimo más duras (50% de gratuidad en lugar de 80%).
Según el director de investigaciones de Intermón Oxfam, José María Vera, "mientras el grueso de países donantes están ofreciendo donaciones y condonación de deuda a los países afectados, nuestro Gobierno ofrece créditos que generarán más deuda externa". "El Gobierno debería aportar recursos extraordinarios para donación en lugar de recurrir a la fórmula FAD", prosigue Vera.
"El hecho de que la emergencia sea en estas fechas permite recurrir a fondos extraordinarios de los presupuestos del 2004 o del 2005", añade. "Esperemos que exista un salto cualitativo en la ayuda española, pero en las partidas aprobadas no hemos apreciado ninguna diferencia", advierte el responsable de Intermón Oxfam.
Por su parte, la CONGDE considera que los créditos FAD no deben utilizarse para atender situaciones de emergencia o, en caso de reconstrucción, para necesidades sociales básicas, como sanidad o educación.
"Los créditos en los países afectados por el maremoto generarán un aumento de su deuda exterior y por lo tanto no son útiles para este tipo de desastres", afirmó el presidente de la CONGDE, David Álvarez, en un comunicado. "Se trata de un tipo de ayuda incompatible con una emergencia: es lenta en su adjudicación, está ligada a intereses comerciales españoles y genera deuda a los países receptores", añade.
"Por ejemplo, Etiopía, Uganda y Camerún tuvieron que devolver más de 23 millones de euros de créditos FAD durante la crisis alimentaria, seis veces más que la ayuda recibida como donación", concluye.
La Coordinadora hace también un llamamiento a las entidades bancarias que operan en España, para que colaboren en la emergencia del sureste Asiático y no cobren los gastos de transferencia en las donaciones que la población está haciendo a las ONG.
"Sabemos que la ley permite que las entidades decidan sobre las comisiones a sus clientes, por eso pedimos que no se lucren a costa de la generosidad de la sociedad española", reclama el presidente de la CONGDE.
11 de janeiro de 2005
Aproveitar a desgraça dos outros
Esta minha frase é o resultado prático de vários anos a lidar profissionalmente com "nuestros hermanos".
Leio no Contra-Corrente o seguinte postal, bastante elucidativo do que acima afirmei:
"Parece que Zapatero, o príncipe castelhano, envidou esforços sobrenaturais no sentido de se aliviar de uns milhões de euros, colocando Espanha no 5.º lugar dos países que mais contribuíram para a ajuda aos países vitima do tsunami. Grave, notável, magnânimo gesto. Acontece que a dita ajuda foi manhosamente concedida na forma de empréstimo. Resultado: agudizará a dívida externa dos países que dela irão beneficiar. A Intermón Oxfam e a CONGDE, em declarações ao diário Minuto Digital, já lamentaram o facto: "90% da ajuda espanhola aos países afectados pelo tsunami será concedida sob a forma de crédito, no âmbito do Fundo de Ajuda e Desenvolvimento (FAD), reembolsável e condicionado à aquisição de produtos espanhóis - isto, quando maioria dos restantes países está a atribuir donativos a fundo perdido". Repito: notável, o gesto."
Notável mesmo!
Qual a % do empréstimo que tem de ser gasta em Espanha?
(Financiamento de Organizações Nada Governamentais Espanholas, compra de produtos espanhóis, fretes de aviões espanhóis, etc…)
Nota: Nestas coisas da Ajuda Internacional, os Espanhóis não estão sozinhos.Em todos os grandes países, a maior percentagem da ajuda concedida aos países pobres, fica no próprio País dador. Ao contrário do que se pensa, as grandes Organizações Nada Governamentais (o Não Governamental é puro eufemismo), tipo CARE ou Médicos sem Fronteiras, não são mais que braços humanitários das políticas externas dos seus países de origem. Isto para não falar do bom negócio que cada catástrofe representa para os funcionários das ditas organizações. (Pelo menos no caso da primeira, qualquer “Voluntário” que esteja em missão, recebe uma pequena fortuna mensal.
9 de janeiro de 2005
Maremoto explicado (em parte)
7 de janeiro de 2005
Quem fala assim não é gago
Palavras que o autor deste blogue subscreve por inteiro.
6 de janeiro de 2005
Condominices
Nem sempre Eça é actual
Na primeira República o panorama foi muito pior, o recenseamento era mais restrito. Nas eleições de 1913 apenas existiam 400 000 eleitores recenseados (menos de 50% que em 1894, para uma população 50% superior) e a taxa de participação foi de 37.5% (150 000 votos expressos) nas restantes eleições o número de cidadãos recenseados nunca ultrapassou os 600 000, excepção feita ao consulado de Sidónio Pais em que o número de cidadãos recenseados chegou aos 900 000, com uma taxa de participação de 57% (510 000 votos expressos) – mas convém referir que nesta eleição, os boletins de voto apenas continham uma única hipótese de escolha - Sidónio!!!
Nada mau para um regime que gritava: Liberdade, Igualdade e Fraternidade.
Durante o Estado Novo, foi o que se sabe, as eleições eram uma fantochada, que no mínimo era igual às eleições da 1ª República.
Até ao 25 de Abril, o texto de Eça, escrito em 1867 assenta como uma luva (No Parlamento não está a representação nacional, está a representação oficial […] Aquela representação não é nacional, é ministerial: não representa o povo que a rejeita e que a censura, representa simplesmente os homens que lhe dão os cargos opulentos e os estipêndios largos)
A partir de 1975, o panorama mudou totalmente, o recenseamento eleitoral não possui qualquer restrição (apenas a da idade) é obrigatório por lei, e as eleições são inteiramente Livres.
O Parlamento eleito é-o, por todos os Portugueses sem excepção e quem não se dá ao trabalho de se deslocar às assembleias de voto, para exercer o seu direito, não pode vir depois criticar, que os Deputados são preguiçosos, não fazem nenhum, são de péssima qualidade, etc. e tal.
Isto não quer dizer que o sistema seja perfeito, longe disso!
A representatividade actual não é a ideal, certas figuras de cartaz, são-no até ao dia das eleições, pois a seguir rumam aos seus postos bem remunerados e deixam a cadeira a algum funcionário partidário desconhecido.
O Postal do dia
3 de janeiro de 2005
Recomeçam as cartas
30 de dezembro de 2004
Subsídios de desemprego e doença vão ser pagos ainda este ano
Trabalhar ao Domingo?
29 de dezembro de 2004
O Algarve está a “milhas” de Phuket
Ontem, no telejornal de um canal televisivo e no meio do bombardeamento mediático do maremoto, passou uma reportagem com vários minutos sobre as perspectivas de aumento da “facturação” para o Algarve, que a tragédia do Indico poderá proporcionar. Na reportagem era entrevistado, salvo erro, o Presidente da Região de Turismo do Algarve
Não me vou alongar com considerações sobre a pulhice que é, pensar em facturar à custa da desgraça dos outros. Tal como José António Barreiros disse, e muito bem […] mas não encontro palavras que melhor me sirvam. Filhos da puta!
O que também me indignou é ver que a Região de Turismo mais importante do nosso país, está entregue, não a um profissional do Turismo, mas a um mentecapto que de Turismo nada sabe nem quer saber. Eu não sou especialista em Turismo, mas uma coisa eu sei! Quem vai para a Tailândia, não inclui o Algarve na lista de possibilidades, quanto muito inclui o México, Brasil, Republica Dominicana, Bora-Bora, etc.
E porque não inclui o Algarve?
Porque desde há muitos anos, que os Srs. Presidentes da Região de Turismo conjuntamente com os Srs. Autarcas Algarvios, agem como delegados dos interesses da indústria da Construção civil, sendo eles os principais responsáveis pela MERDA que a costa algarvia é hoje em dia, apenas capaz de seduzir o baixo proletariado britânico e os Portugueses que ainda não têm a disponibilidade financeira de fazer férias no estrangeiro e que vão para o Algarve carregando às costas uma mercearia completa, sonhando com duas semanas de AI em Varadero ou Koh Samui.
27 de dezembro de 2004
Richter 9.0
The devastating megathrust earthquake of December 26th, 2004 occurred on the interface of the India and Burma plates and was cause by the release of stresses that develop as the India plate subducts beneath the overriding Burma plate. The India plate begins its decent into the mantle at the Sunda trench which lies to the west of the earthquake's epicenter. The trench is the surface expression of the India-Burma plate interface.
The tectonics of the region is complex and involves the interaction of the Australian, Sunda and Eurasian plates in addition to the India and Burma plate. The India and Australia plates move northeastwards at a rate of about 6 cm/year relative to the Burma plate. This results in oblique convergence at the Sunda trench. Some of this oblique motion is accommodated on the right-lateral transform faults and rifts that separate the Burma and Sunda plates.
Preliminary locations of larger aftershocks following the megathrust earthquake show that approximately 1000 km of the plate boundary slipped as a result of the earthquake. Aftershocks are distributed along much of the shallow plate interface and primarily extend northwards of the epicenter to the Andaman Islands.
The worlds largest recorded earthquakes were all megathrust events and occur where one tectonic plate subducts beneath another. These include: the magnitude 9.5 1960 Chile earthquake, the magnitude 9.2 1964 Prince William Sound, Alaska earthquake, the magnitude 9.1 1957 Andreanof, Alaska earthquake, and the magnitude 9.0 1952 Kamchatka earthquake. As with the recent event, megathrust earthquakes often generate large tsunamis that can cause damage over a much wider area than is directly effected by ground shaking near the earthquake's rupture.
Explore as páginas do U.S. Geological Survey Earthquake Hazards Program, para alêm de informação sobre o terramoto de ontem, possui muitas informações e sites sobre como proceder em caso de terramoto. O "Big-One" de Lisboa está aí ao virar da esquina
Tachos para todos
26 de dezembro de 2004
Pinguins "Paneleiros"
Noticiam hoje vários orgãos de informação nacionais.
Esta noticia é produto de dois factores:
- Estamos numa semana de pouca produção noticiosa, o que faz com que as luzes da ribalta incidam sobre as noticias mais idiotas que apareçam.
- Os Jornalistas de todo o mundo (não apenas os Portugueses) demonstram serem um bando de ignorantes.
A noticia é apresentada como uma grande descoberta. Na realidade os cientistas apenas "descobriram" uma coisa que já está "descoberta" há muitos anos.
Este tema foi objecto de uma tese, do zoólogo britânico Desmond Morris há 35 anos, muito discutida na altura, tendo sido editada com o título de "O Zoo Humano", na qual Morris, compara o comportamento homossexual humano, não com os animais em liberdade, mas sim com os animais em cativeiro, concluindo que a homossexualidade humana é produto da superpopulação, pois quando há 10000 anos um clã com 60 elementos habitava uma região de 30 kilómetros quadrados, hoje em dia nessa mesma área convivem 6 000 000 de seres humanos conjuntamente com máquinas e edificios. Morris defende que esta mudança foi demasiado rápida para a evolução biológica do ser humano, fazendo com que este seja, hoje em dia, um animal em cativeiro, tal como são os animais dos Jardins-Zoológicos, obrigados a viver em jaulas pequenas, enquanto no seu meio natural vivem em territórios de vários kilómetros quadrados.
Enfim mais uma não-noticia, fruto da época em que vivemos.
23 de dezembro de 2004
18 de dezembro de 2004
Por mil Palavras
Até hoje poucas fotografias me comoveram tanto quanto esta:

A frase da Semana
No postal "As Notícias que Nunca Saem na Primeira Página" do jaquinzinhos
15 de dezembro de 2004
Ingenuidades
[…] espero que uma atitude de denúncia resoluta deste tipo de promiscuidades continue caso o PS ganhe as eleições. […]
É evidente que no futuro governo Socrático vão ocorrer, no mínimo, o mesmo tipo de situações promíscuas que ocorrem no governo PSD.
Ninguém vai ter uma atitude de denúncia porque a única diferença entre os governos Barroso/Santana e o Governo Sócrates é que os primeiros foram composto pelos “amadores” mais reles que há memória (Eram tão maus que até um cego adivinhava o que eles pretendiam) e último será composto por pessoal “Profissional” que saberá como fazer as coisas sem que ninguém dê por isso.
Vamos ter uma central de comunicação do governo, e ninguém vai topar.
Vamos ter ex-assessores de ministros a entrevistarem os seus antigos superiores, travestidos de jornalistas independentes e ninguém vai falar.
Os meios de comunicação vão estar pejados de comentadores e analistas que mais não serão que “clones” de Luís Delgado, versão cor-de-rosa, mas ninguém vai “gozar” com a cara deles.
14 de dezembro de 2004
Velho Humor e Novo Humor
Pelo Novo Humor
Ricardo Araújo Pereira (Gato Fedorento)
Nuno Artur Silva(Produções Ficticias)
Rui Cardoso Martins(Produções Ficticias)
Pelo Velho Humor
Nicolau Breyner
Raúl Solnado
Almeida Santos.
O que é que ele estava lá a fazer?
Será que a RTP já está a dar graxa aos futuros patrões?
Ou será que Almeida Santos estava lá por ser um dos principais responsáveis, por Portugal ser hoje um verdadeiro país de ANEDOTA?
12 de dezembro de 2004
Que tipo de alma sou eu?
| Você é uma alma visionária |
![]() You are a curious person, always in a state of awareness. Connected to all things spiritual, you are very connect to your soul. You are wise and bright: able to reason and be reasonable. Occasionally, you get quite depressed and have dark feelings.
Souls you are most compatible with: Old Soul and Peacemaker Soul
|
Manso "BRAVO" Preto
9 de dezembro de 2004
Marido Conuçudo
Em Portugal havia então três espécies de contratos matrimoniais:
1.º 0 casamento canónico, hoje usado, que era um verdadeiro sacramento; ao acto do recebimento se chamava casar;
2.° era um contrato matrimonial, que se fazia público e notório, aos parentes e vizinhos; este contrato era feito na presença dos pais e parentes dos noivos; os filhos desta união sucediam na herança de seus pais; este contrato era como o moderno casamento civil, e data do tempo dos godos, existindo ainda nos séculos XIII e XIV;
3.º consistia apenas no contrato de um matrimónio segundo o direito natural, e que só dependia da vontade dos contraentes, sem darem a mínima publicidade ao que tinham entre si estipulado; estes viviam maritalmente, mas as leis não os favoreciam, nem aos seus filhos, nem havia comunidade legal dos bens.
Daqui se conclui que a palavra matrimónio exprimia antigamente a coabitação de duas pessoas de diferente sexo, e que só se dava o nome de casamento, ao que era feito com as formalidades determinadas pela Igreja Católica, sendo o único que imprimia carácter. A esta 3.ª espécie pertenciam os matrimónios de mão esquerda, ou morganáticos, pouco usados na nossa península mas muito vulgares no resto da Europa. Estes, porém eram quase sempre contraídos entre soberanos e vassalas, ou entre grandes senhores e mulheres do povo, ou de categoria inferior. Também se lhes dava o nome de matrimónios à morganheira, ou à morganica. 0 papa Benedito XIV, em 1770, prescreveu salutares condições e regras, com que pudessem ser elevados a sacramento estes matrimónios, e ocorreu aos muitos inconvenientes a que estavam expostos.
Esta e outras definição pertence ao PORTUGAL, Dicionário Histórico, Corográfico, Heráldico, Biográfico, Bibliográfico, Numismático e Artístico de Esteves Pereira e Guilherme Rodrigues. Publicado em 7 volumes entre 1905 e 1915.
Este fabulosa obra, fundamental para quem quiser estudar o século XIX português está disponivel Online, trabalho elaborado pelo Portal da História.
Para além deste dicionário, destaco a Crónica dos godos (Transcrita para português) e muitos outros temas de História de Portugal e Universal,
Previnir o futuro
"O ministério da Defesa Adjudicou a compra de 296 viaturas blindadas"
"Na próxima semana será adjudicada a construção de um navio polivalente logístico pelo mesmo ministério"
A cerca de uma semana de o governo passar a estar em funções de gestão, cheira-me que o "Paulinho das Feiras" está a trabalhar para o seu complemento de reforma.
Para quem, há dez anos atrás, ladrou e ladrou contra a falta de moral dos políticos portuguesas, não está mal feito, não senhor
De bradar aos Céus
De bradar aos Céus...Aos Infernos...Aos Purgatórios e aos Limbos!
Este país do faz-de-conta é cada vez mais uma anedota pegada; Ora atentai lá nesta coisa vinda no Diário da República nº 285 de 6 de Dezembro 2004:
No aviso nº 11 466/2004 (2ª Série), declara-se aberto concurso no I.P.J. para um cargo de "ACESSOR", cujo vencimento anda à roda de 500 contos.
Na alínea 7:..." Método de selecção a utilizar é o concurso de prova pública que consiste na apreciação e discussão do currículum profissional do candidato."
No Aviso simples da pág. 26922, a Câmara Municipal de Lisboa lança concurso externo de ingresso para COVEIRO, cujo vencimento anda à roda de 70 contos mensais. "...
Método de selecção:
Prova de conhecimentos globais de natureza teórica e escrita com a duração de 90 minutos.
A prova consiste no seguinte:
1. - Direitos e Deveres da Função Pública e Deontologia Profissional;
2. - Regime de Férias, Faltas e Licenças;
3. - Estatuto Disciplinar dos Funcionários Públicos.
Depois vem a prova de conhecimentos técnicos:
Inumações, cremações, exumações, trasladações, ossários, jazigos, columbários o cendrários.
Por fim, o homem tem que perceber de transporte e remoção de restos mortais.
Os cemitérios fornecem documentação para estudo.
Para rematar:
- Se o candidato tiver:
- A escolaridade obrigatória somará + 16 valores;
- O 11º ano de escolaridade somará + 18 valores;
- O 12º ano de escolaridade somará + 20 valores.
No final haverá um exame médico para aferimento das capacidades físicas e psíquicas do candidato.
ISTO TUDO PARA UM VENCIMENTO DE 70!!! CONTOS MENSAIS!
ENQUANTO O OUTRO, COM 500!!! SÓ PRECISA DE UMA CUNHA
VÃO GOZAR COM A REAL PATA QUE OS PÔZ!!!
E que tal toda a gente se recusar a enterrar os mortos? Talvez os Chulos dos chamados "Acessores" tivessem eles que agarrar no caixão e na enxada!
FILHOS DA ... PUTA
Ó amigo Zeca, com estes energúmenos até parece mal ser bem educado, por isso tomei a liberdade e a ousadia de terminar o teu texto
3 de dezembro de 2004
Há 81 anos - o mesmo país
No meio do acervo de cartas que me encontro neste momento a estudar, encontrei uma que foi escrita por Alfredo de Magalhães (1870-1957), político da 1ª República, ministro da instrução de Sidónio Pais e Salazar, Reitor da Universidade do Porto e responsável pela construção da maternidade Julio Dinis no Porto.
Em 9 de Março de 1923, escreve ao General Simas Machado a propósito da morte recente de Basílio Teles, da carta destaco a seguinte passagem:
Filosofia esférica
2 de dezembro de 2004
Uma estátua para Santana
É certo que a assembleia seria dissolvida assim que o PS tivesse uma nova e mais dinâmica direcção.
É certo que a dissolução apenas se poderia dar existindo um pretexto no qual os Portugueses concordariam.
É certo que Santana Lopes ao longo destes 4 meses, forneceu a Sampaio uma mão cheia pretextos para a dissolução.
É licito pensar que se não fosse Santana Lopes, talvez Sampaio não tivesse pretextos válidos para dissolver a assembleia.
Podemos concluir que a actuação de Santana Lopes nos últimos 4 meses, foi o melhor que o PS poderia algum vez esperar, ultrapassando mesmo as suas previsões mais optimistas.
Sócrates e seus capangas vão, assim que ganhem as eleições, propor uma estátua a tão eficaz personagem.
A estátua que decorará uma qualquer praça Lisboeta será similar a esta:
1 de dezembro de 2004
O presidente de alguns Portugueses

Na praça dos Restauradores realizaram-se as comemorações, comemorações essas que contaram com a ilustre ausência do Presidente que se auto-intitula de "todos os Portugueses".
Pensei que a ausência se devia ao preenchimento da sua agenda por causa da crise política, mas nos telejornais da noite verifiquei que o Presidente Sampaio teve tempo de sobra, pois ao invés de comemorar o dia da Independência Nacional foi visitar a Guida Gorda.
A decisão há muito esperada
Pode-se bem dizer que com esta "grave decisão", Sampaio matou dois coelhos com uma cajadada só. Mata a crise politica e retira do PS um peso morto que manietava o Partido.
A decisão bem pode representar uma vitória de Pirro para Santana Lopes, pois quando António "D. Sebastião" Vitorino ocupar o lugar deixado vago por Ferro e depois de se anunciar ao País, não me surpreenderia que Sampaio dissolvesse a assembleia para garantir a eleição de um governo da sua côr."
30 de novembro de 2004
Definição de Paraíso


"Bach foi alguém que compunha pensando que a sua música, um dia lhe abriria as portas do paraíso."
"Händel foi alguém que compunha sabendo de antemão que as portas do paraíso já lhe estavam abertas."
Obrigadinho ò Supremo
Imagino que se uma pessoa num restaurante, for mal servida, poderá aplicar o devido correctivo ao cozinheiro. Caso não o mate, provavelmente não será nem presa nem condenada!
Vamos a ver se é desta que começamos a comer melhor.
27 de novembro de 2004
Quem condenou Cruz!
24 de novembro de 2004
Liberdade
não cumprir um dever.
Ter um livro para ler
e não o fazer! […]”
Acima está transcrita a primeira estrofe do Poema “ A liberdade” de Fernando Pessoa. A primeira vez que o ouvi, foi numa aula de Português do meu 8º ano. Na minha mente de criança esta estrofe pouco ou nada tinha a ver com a “Liberdade”, só mais tarde é que tive a consciência da palavra e do acto que define o termo “Liberdade”.
A palavra é “NÃO”
O acto é “RECUSA”
Só se é livre quando se pode dizer “NÃO”.
Só se é livre quando podemos “RECUSAR” aquilo que não desejamos.
A hipótese de podermos dizer que “NÃO” e “RECUSAR” indica a existência de uma OPÇÃO. E só existem OPÇÕES em LIBERDADE. Quando não há OPÇÕES estamos numa DITADURA.
É por isso que ter um livro para ler e não o fazer dá prazer, porque é um acto próprio de quem pode OPTAR, e quem pode OPTAR, vive verdadeiramente em LIBERDADE.
A palavra “SIM” e o acto “ACEITAR” não são definidores de “Liberdade”, Numa ditadura, não existe mais nenhuma opção senão dizer que "SIM" e "ACEITAR" aquilo que o ditador deseja.
Em Portugal foi assim durante 48 anos, em Cuba e na Coreia do Norte é assim desde há muito tempo.
23 de novembro de 2004
Subscrevo por inteiro
Apelo apenas, por isso, à indignação. Cada um saberá exprimi-la à sua maneira e da forma que entender mais adequada.
Milhares de vozes a dizerem NÃO terão, seguramente, um impacto avassalador sobre a trafulhice referendária que nos espreita.
Esta não é uma causa de esquerda ou de direita. É uma causa da inteligência e do bom senso, os derradeiros atributos que nos restam.
19 de novembro de 2004
A resposta
É a única resposta a dar.
Não por aquilo que se pergunta,
mas sim por aquilo que eles não querem perguntar!
15 de novembro de 2004
Pescas - Política Pouco Comum
Desde que entramos na EU, fomos bombardeados com a mensagem de que os recursos marítimos estavam à beira do esgotamento. Efectivamente a mensagem era, e continua a ser, verdadeira. Os estudos científicos nacionais e estrangeiros assim o atestam. No entanto a Politica Comum de Pescas, é tal como o nome indica uma POLITICA, não uma ciência. E como POLÍTICA que é, usa a ciência quando esta serve os seus interesses e ignora-a quando ela é um obstáculo aos seus objectivos.
Com base na assumpção de que os recursos marítimos estavam à beira de um esgotamento Portugal abateu uma grande parte da sua frota de pesca e reduziu drasticamente as suas capturas, lançando para o desemprego milhares de trabalhadores. Os outros países diminuíram o número de embarcações, mas construíram novas embarcações mais eficientes. A coberto da sua legislação o vizinho espanhol manteve artes de pesca predatórias, que são proibidas no resto da Europa.
Em 2002, a CEE exige a Portugal a abertura do mar dos açores às frotas europeias (europeias=espanhola) a que o governo de António Guterres deu imediatamente o seu europeístico aval. Na altura esta decisão não teve qualquer eco na imprensa Portuguesa, um silêncio criminoso, pois logo após Durão Barroso ter tomado posse, a decisão foi objecto de manchete, fazendo crer aos leitores que tinha sido uma decisão do governo do PSD. Uma das vozes que se fez mais ouvir foi a de Carlos César, que seis meses antes tinha mantido o silêncio quando soube da decisão de Guterres.
Pescas - Europeísmo Agudo de Teresa Sousa
“A última dose de "soberanite aguda" provocada pelo novo tratado constitucional chegou com o seu artigo 10.º, que subordina o direito nacional ao direito da União. Como as pescas, há mais de trinta anos que é assim. Como com o mar, a descoberta não é descoberta nenhuma, é apenas mais uma tentativa de instrumentalizar o desconhecimento e a ignorância das pessoas a favor de uma ideologia antieuropeia[…]”
assestou então as suas baterias nos armadores e pescadores
[…]A melhor parte foi, aliás, quando os armadores portugueses insultaram em directo, aos microfones das televisões, os ministros portugueses que vão a Bruxelas divertir-se - passar o fim-de-semana com a família ou coisa pior -, em vez de defenderem os interesses lusos, como seria a sua obrigação.[…]
Não sei se os ministros vão a Bruxelas passear com a família, mas que parece que sim, lá isso parece.
A senhora continua a defesa daqueles que participaram na convenção “Giscardiana”, afirmando:
[…]”na Convenção que preparou o texto do novo tratado constitucional, estivessem em permanência pelo menos cinco portugueses - cinco malandros "vende-pátrias" que assistiram em silêncio à entrega camuflada da nossa ZEE, indiferentes aos "predadores de frotas poderosas" e a outros interesses obscuros.”[…].
Não sei se estes cinco eram efectivamente vende-pátrias, mas que isso pareceram, lá isso pareceram.
12 de novembro de 2004
Cartas Portuguesas
As cartas foram escritas por inúmeras personalidades políticas, de entre as quais destaco:
- Afonso Costa;
- António José de Almeida;
- Alexandre Braga;
- Sá Cardoso;
- João Soares
- Egas Moniz;
- Homem-Cristo.
e outras figuras do meio cultural
- António Correia de Oliveira;
- Teixeira Lopes;
- Cândido de Figueiredo.
As cartas serão apresentadas com a biografia dos remententes (Sempre que tal seja possível) e com um texto que procurará enquadrar a situação política no momento em que a carta foi escrita.
A prespectiva apresentada será naturalmente incompleta, devido ao facto de a minha bibliografia sobre o tema ser naturalmente incompleta, devido a motivos profissionais não me ser possível a consulta de outras fontes, tais como diários de sessões parlamentares e jornais e apenas possuir as cartas que lhes foram enviadas.
As cartas são em número de 460 (320 de Raimundo Meira e 140 de Simas Machado) e cobrem o periodo que vai de 1911 a 1927, abrangendo portanto, quase todo o regime.
Convido todos os leitores a seguirem esta minha nova publicação e espero que ela seja do vosso agrado.
11 de novembro de 2004
A última Mensagem
A mensagem rezava o seguinte:
9 de novembro de 2004
"Conspiradores"
Em Espanha, Manso Preto é hoje em dia uma lenda, é o “Jornalista sem medo”, no nosso país as autoridades tratam-no como um mero pelintra, um perigoso conspirador contra a ordem estabelecida cujo o crime é o de não revelar as suas fontes. Para mim tudo isto não passa de uma forma de intimidação, não vá Manso Preto ter a veleidade de desmascarar os “Barões” Portugueses como desmascarou os “Barões” Galegos
Hoje Manso Preto responde por não querer divulgar as suas fontes e se eu bem o conheço ninguém lhe conseguirá arrancar informação alguma pelo que a condenação poderá ser quase certa.
O sistema rejubila de contentamento!
8 de novembro de 2004
Hélder Macedo
A Homenagem realiza-se Às 18h30 na Culturgest.
7 de novembro de 2004
Traíção à Pátria
O Expresso esclarece que este biltre, com nome de parvo que aparece nas revistas cor-de-rosa, deixou de ser presidente da comissão dos oceanos para ser membro do Gabinete do Comissário europeu das pescas e assuntos maritimos.
Para este Pitta e Cunha, dizer que não há problema pois o tratado apenas envolve os recursos marinhos vivos mas não os minéricos, é porque nos deve tomar por parvos e burros. Alguém teria a veleidade de pensar que caso existisse Petróleo na nossa costa, os recursos minéricos ficariam na nossa posse?
5 de novembro de 2004
Na casa de Arafat
Será apenas esquecimento?
Será que é esquecimento, ou será que os rapazes do Barnabé, na realidade estão bem "integrados" dentro do "sistema"?
3 de novembro de 2004
Deu ZEBRA

1 de novembro de 2004
Outros tempos

31 de outubro de 2004
Hipocrisias Europeias
O Catolicismo de Rocco, é no meu entender bastante arcaico, mas acho que se o comissário chamasse Yussuf L' Islam (Cat Stevens) e afirmasse que as mulheres não podiam ir à escola, nem serem vistas em publico, a comissão seria aprovada por unanimidade.
Mas o que mais me choca é que um dos que mais lutou para que Rocco não ascendesse a comissário, arvorando-se em paladino das liberdades, foi um pedófilo confesso que escreveu estas prosas:
"Às vezes acontecia que algumas crianças abriam a minha braguilha e começavam a acariciar-me [...] Se insistiam, também as acariciava.
As meninas de cinco anos tinham aprendido como excitar-me. É incrível"
Ninguém até agora se lembrou de fazer uma votação para expulsar este biltre de Estrasburgo e tal como José Manuel Fernandes afirma, se ele fosse comissário ninguém se atreviria a pô-lo em causa.
30 de outubro de 2004
O Polvo de muitas patas
Os outros “famosos” apanhados na rede pedófila, desdobram-se em entrevistas em todos os tipos de meios de comunicação existentes, faltando só usar o megafone. Num fim-de-semana recente, Carlos Cruz apareceu mais vezes nos meios de comunicação (a vilipendiar os magistrados que tiveram a coragem de o desmascarar) que o ridículo “Conde de White Castle”. Vale tudo para este indivíduo aparecer, até a morte de funcionários da Televisão (mesmo daquele que em vida demonstrava por Carlos Cruz, um profundo sentimento de desprezo).
No outro lado da Barricada, os que mais lutaram contra este poderoso polvo de muitas patas, são sub-repticiamente afastados, por “promoções”, como aconteceu a vários elementos da PJ que investigaram este caso, através de jogadas feitas por aqueles a quem nós pagamos para defender as vítimas (esquema desmontado e explicado pela Grande Loja), quer através das mais básicas pressões intimidatórias como aconteceu ao nosso companheiro da blogoesfera, António Caldeira, do Portugal Profundo, pessoa que tem lutado com todas as suas forças contra o golpe de estado encapotado que está em curso na sociedade Portuguesa.
“Sete horas, ainda de noite. Bateram à porta. Sem medo, ainda meio estremunhado, abro. Três vultos. O primeiro diz:- "Polícia Judiciária de Leiria. Temos um mandado de busca da sua residência".
[…] À mesma hora, dois agentes batem à porta da casa da minha mãe, septuagenária. Perguntam-lhe se ela é minha mãe e identificam-se. Minha mãe informa que aquela não é a minha residência desde há 11 anos, mas os agentes prosseguem. Efectuam uma busca a todas as divisões da casa, inclusive as casas de banho. Vêem um computador velho, sem ligação à Internet, no quarto de hóspedes e hesitam. Telefonam para alguém e acabam por o levar.[…]
[…] Pedem-me documentação relacionada com o processo da Casa Pia. Reúno alguns papéis e vou abrir o computador para lhes mostrar as pastas onde guardo o que edito. Fecham-no de imediato e justificam-se com a existência de comandos que permitem a formatação do disco rígido... Dizem que têm ordens para apreender o computador (o corpo do delito?...) – não apenas o disco rígido. No computador, instrumento do meu trabalho de professor, vai a minha tese de doutoramento, lições, exames, notas, documentos profissionais e pessoais, correspondência […]”
Este é o seu relato na primeira pessoa. Provavelmente aqueles que ousaram levantar a voz contra os “direitos” da classe poderosa, mais tarde ou mais cedo serão objecto de idênticas pressões.
Os “grandes”, que pela primeira vez foram acossados, estão agora a ripostar parecem uma manada de “elefantes” em fúria perseguindo os “Ratos” que ousaram interromper o seu banho de lama, onde estavam bem enterrados até ao pescoço.
Nesta semana foi António Caldeira, quem será o próximo.
Não nos podemos calar com aquilo que se está a passar no nosso país hoje em dia. Por este andar a blogoesfera será o último bastião onde a liberdade de expressão poderá ter lugar. Os “paquidermes” sabem isso muito bem, por isso é que já a estão a atacar, seja com mandados de busca, seja com outros blogues que apregoam falsas moralidades.
No Pasarán
29 de outubro de 2004
A resposta
É a única resposta a dar.
Não por aquilo que se pergunta,
mas sim por aquilo que eles não querem perguntar!
Um ano de bons serviços

Durante o ano que passou, o Nuno fez mais pela divulgação da cultura Judaica em Portugal (à qual estamos intrinsecamente ligados) do que em 500 anos da nossa história.
Pela minha parte é com satisfação que lhe envio os meus parabéns e os votos para que continue a aumentar a nossa sapiência por muitos e bons anos.
Parabéns Nuno





