19 de janeiro de 2005
Cópia do Dia - Branqueamento
17 de janeiro de 2005
Vozes da minha vida - Victória de Los Angeles
Victoria de Los Angeles (1923-2005)
Encontrava-me a preparar uma série de postais sobre as grandes cantoras (Clássica e não só), quando soube do falecimento da Soprano Espanhola, Victória de Los Angeles.
Para quem não conhece Victoria de Los Angeles foi a maior cantora lirica espanhola do século XX, e seguramente figura no panteão das melhores de sempre.
Paz à sua alma
14 de janeiro de 2005
GORA EUSKADI

Ibarretxe, "Lendakari" da região autónoma do Pais Basco espanhol, está a colocar "Nuestros Hermanitos" à beira de um grande ataque de nervos. Com o seu plano, que prevê um referendo para uma "autonomia alargada" (Não sei Basco, mas acho que isto quer dizer INDEPENDÊNCIA) está à beira de conseguir sem armas, sem ódio e sem violência, aquilo que 40 anos de bombas etarras não conseguiram. Aliás a ETA foi, nestes últimos 30 anos o maior aliado do imperialismo castelhano, pois foi graças a esta organização que o poder imperialista de Madrid justificou a sua ocupação e a sua negação do direito à auto-determinação do povo Basco.
Ainda falta muita água correr por debaixo da ponte. O caminho até à independência é longo e tortuoso. Os Bascos, vão ter contra eles a Europa inteira (Novos países independentes, só nos Balcãs), mas estou crente de que vão conseguir.Não sei se passa por aqui algum leitor Basco, mas ofereço desde já os meus préstimos para ajudar a cair a primeira peça do Dominó Imperial Espanhol. A sobrevivência da nossa nação, como tal, assim o exige. Todos os portugueses que amem a sua pátria assim deverão proceder.
12 de janeiro de 2005
Uma Espanhola “QUEIROSIANA” (Actualizado)
Esta Sr.ª, tem por graça Guta Moura Guedes, e suspeito que este facto é ponto importante do seu “curriculum” para além disso foi anteriormente directora da Experimentadesign – Bienal de Lisboa. O que é a Experimenta, não sei, mas o Designer X, que percebe do assunto, diz o seguinte: «Mas que grande resultado é esse de convidar designers estrangeiros a vir expor e falar ao nosso país com apoios obtidos à custa de uma imagem construída do papel impresso à roupa?».
Bastante interessante é também a frase de Natxo Checa, no Designer X - «Talvez não tenha currículo suficiente, além do charme. Mas, se a cultura em Portugal funciona assim (...)»
Para além deste facto, parece que está apontada para ser a ministra da cultura de um hipotético novo governo de Santana Lopes (O que felizmente nunca acontecerá!).
A dita Senhora, tem outra faceta, é uma ”Iberista” e participou recentemente no Congresso da Quinta Coluna Espanhola em Portugal, também conhecido por “Compromisso Portugal”, tendo escrito este texto asqueroso, que pode ser lido aqui, e que me escuso a comentar.
Bem vistas as coisas basta a esta senhora mudar uma letrinha apenas do seu nome para ser Espanhola, não uma Espanhola qualquer, mas sim uma verdadeira “Espanhola Queirosiana”.
Aproveitar a desgraça dos outros (2ª Parte)
La organización humanitaria Intermón Oxfam y la Coordinadora de ONG de Desarrollo de España (CONGDE) lamentan que el 90 por ciento de la ayuda española a los países afectados por el tsunami que asoló este pasado domingo el Golfo de Bengala se conceda en formas de créditos del Fondo de Ayuda al Desarrollo (FAD), reembolsables y condicionados a la adquisición de productos españoles, "cuando el resto de países ofrece donaciones y condonación de deuda".
A juicio de Intermón, la respuesta económica del Gobierno español a los países afectados por el tsunami del Océano Índico no cumple las expectativas "y corre el riesgo de caer en los mismos errores de antes", sobre todo porque las ayudas ofrecidas por el Gobierno emplean el mecanismo FAD, son fondos reembolsables y, en gran medida, ligados a la adquisición de productos españoles, señaló la ONG en un comunicado.
El 90% de la ayuda oficial española estará comprendida por créditos FAD. La ayuda oficial asciende a 53 millones de euros. De éstos, sólo 5 millones son en forma de donación y los 48 millones restantes son créditos FAD.
Esta apuesta por el crédito FAD es, cuanto menos, "sorprendente", a juicio de Intermón Oxfam, "visto que la primera versión oficial del nuevo Plan Director de Cooperación expresa de manera clara que 'por definición, los fondos dedicados a ayuda humanitaria serán no reembolsables y desvinculados'".
Intermón Oxfam hizo público recientemente un estudio en el cual se evidenciaba que el crédito FAD no sirve para las ayudas de emergencia. Seis años después del huracán Mitch --donde hubo el mismo tipo de ayuda--, la gran mayoría de los fondos siguen sin ejecutarse en Centroamérica, afirma la organización. Estos créditos generalmente están ligados a la compra de productos españoles.
Los fondos aprobados ahora prevén la posibilidad de que una parte de los créditos no estén condicionados a la compra de productos españoles, pero en tales casos las condiciones del crédito son muchísimo más duras (50% de gratuidad en lugar de 80%).
Según el director de investigaciones de Intermón Oxfam, José María Vera, "mientras el grueso de países donantes están ofreciendo donaciones y condonación de deuda a los países afectados, nuestro Gobierno ofrece créditos que generarán más deuda externa". "El Gobierno debería aportar recursos extraordinarios para donación en lugar de recurrir a la fórmula FAD", prosigue Vera.
"El hecho de que la emergencia sea en estas fechas permite recurrir a fondos extraordinarios de los presupuestos del 2004 o del 2005", añade. "Esperemos que exista un salto cualitativo en la ayuda española, pero en las partidas aprobadas no hemos apreciado ninguna diferencia", advierte el responsable de Intermón Oxfam.
Por su parte, la CONGDE considera que los créditos FAD no deben utilizarse para atender situaciones de emergencia o, en caso de reconstrucción, para necesidades sociales básicas, como sanidad o educación.
"Los créditos en los países afectados por el maremoto generarán un aumento de su deuda exterior y por lo tanto no son útiles para este tipo de desastres", afirmó el presidente de la CONGDE, David Álvarez, en un comunicado. "Se trata de un tipo de ayuda incompatible con una emergencia: es lenta en su adjudicación, está ligada a intereses comerciales españoles y genera deuda a los países receptores", añade.
"Por ejemplo, Etiopía, Uganda y Camerún tuvieron que devolver más de 23 millones de euros de créditos FAD durante la crisis alimentaria, seis veces más que la ayuda recibida como donación", concluye.
La Coordinadora hace también un llamamiento a las entidades bancarias que operan en España, para que colaboren en la emergencia del sureste Asiático y no cobren los gastos de transferencia en las donaciones que la población está haciendo a las ONG.
"Sabemos que la ley permite que las entidades decidan sobre las comisiones a sus clientes, por eso pedimos que no se lucren a costa de la generosidad de la sociedad española", reclama el presidente de la CONGDE.
11 de janeiro de 2005
Aproveitar a desgraça dos outros
Esta minha frase é o resultado prático de vários anos a lidar profissionalmente com "nuestros hermanos".
Leio no Contra-Corrente o seguinte postal, bastante elucidativo do que acima afirmei:
"Parece que Zapatero, o príncipe castelhano, envidou esforços sobrenaturais no sentido de se aliviar de uns milhões de euros, colocando Espanha no 5.º lugar dos países que mais contribuíram para a ajuda aos países vitima do tsunami. Grave, notável, magnânimo gesto. Acontece que a dita ajuda foi manhosamente concedida na forma de empréstimo. Resultado: agudizará a dívida externa dos países que dela irão beneficiar. A Intermón Oxfam e a CONGDE, em declarações ao diário Minuto Digital, já lamentaram o facto: "90% da ajuda espanhola aos países afectados pelo tsunami será concedida sob a forma de crédito, no âmbito do Fundo de Ajuda e Desenvolvimento (FAD), reembolsável e condicionado à aquisição de produtos espanhóis - isto, quando maioria dos restantes países está a atribuir donativos a fundo perdido". Repito: notável, o gesto."
Notável mesmo!
Qual a % do empréstimo que tem de ser gasta em Espanha?
(Financiamento de Organizações Nada Governamentais Espanholas, compra de produtos espanhóis, fretes de aviões espanhóis, etc…)
Nota: Nestas coisas da Ajuda Internacional, os Espanhóis não estão sozinhos.Em todos os grandes países, a maior percentagem da ajuda concedida aos países pobres, fica no próprio País dador. Ao contrário do que se pensa, as grandes Organizações Nada Governamentais (o Não Governamental é puro eufemismo), tipo CARE ou Médicos sem Fronteiras, não são mais que braços humanitários das políticas externas dos seus países de origem. Isto para não falar do bom negócio que cada catástrofe representa para os funcionários das ditas organizações. (Pelo menos no caso da primeira, qualquer “Voluntário” que esteja em missão, recebe uma pequena fortuna mensal.
9 de janeiro de 2005
Maremoto explicado (em parte)
7 de janeiro de 2005
Quem fala assim não é gago
Palavras que o autor deste blogue subscreve por inteiro.
6 de janeiro de 2005
Condominices
Nem sempre Eça é actual
Na primeira República o panorama foi muito pior, o recenseamento era mais restrito. Nas eleições de 1913 apenas existiam 400 000 eleitores recenseados (menos de 50% que em 1894, para uma população 50% superior) e a taxa de participação foi de 37.5% (150 000 votos expressos) nas restantes eleições o número de cidadãos recenseados nunca ultrapassou os 600 000, excepção feita ao consulado de Sidónio Pais em que o número de cidadãos recenseados chegou aos 900 000, com uma taxa de participação de 57% (510 000 votos expressos) – mas convém referir que nesta eleição, os boletins de voto apenas continham uma única hipótese de escolha - Sidónio!!!
Nada mau para um regime que gritava: Liberdade, Igualdade e Fraternidade.
Durante o Estado Novo, foi o que se sabe, as eleições eram uma fantochada, que no mínimo era igual às eleições da 1ª República.
Até ao 25 de Abril, o texto de Eça, escrito em 1867 assenta como uma luva (No Parlamento não está a representação nacional, está a representação oficial […] Aquela representação não é nacional, é ministerial: não representa o povo que a rejeita e que a censura, representa simplesmente os homens que lhe dão os cargos opulentos e os estipêndios largos)
A partir de 1975, o panorama mudou totalmente, o recenseamento eleitoral não possui qualquer restrição (apenas a da idade) é obrigatório por lei, e as eleições são inteiramente Livres.
O Parlamento eleito é-o, por todos os Portugueses sem excepção e quem não se dá ao trabalho de se deslocar às assembleias de voto, para exercer o seu direito, não pode vir depois criticar, que os Deputados são preguiçosos, não fazem nenhum, são de péssima qualidade, etc. e tal.
Isto não quer dizer que o sistema seja perfeito, longe disso!
A representatividade actual não é a ideal, certas figuras de cartaz, são-no até ao dia das eleições, pois a seguir rumam aos seus postos bem remunerados e deixam a cadeira a algum funcionário partidário desconhecido.
O Postal do dia
3 de janeiro de 2005
Recomeçam as cartas
30 de dezembro de 2004
Subsídios de desemprego e doença vão ser pagos ainda este ano
Trabalhar ao Domingo?
29 de dezembro de 2004
O Algarve está a “milhas” de Phuket
Ontem, no telejornal de um canal televisivo e no meio do bombardeamento mediático do maremoto, passou uma reportagem com vários minutos sobre as perspectivas de aumento da “facturação” para o Algarve, que a tragédia do Indico poderá proporcionar. Na reportagem era entrevistado, salvo erro, o Presidente da Região de Turismo do Algarve
Não me vou alongar com considerações sobre a pulhice que é, pensar em facturar à custa da desgraça dos outros. Tal como José António Barreiros disse, e muito bem […] mas não encontro palavras que melhor me sirvam. Filhos da puta!
O que também me indignou é ver que a Região de Turismo mais importante do nosso país, está entregue, não a um profissional do Turismo, mas a um mentecapto que de Turismo nada sabe nem quer saber. Eu não sou especialista em Turismo, mas uma coisa eu sei! Quem vai para a Tailândia, não inclui o Algarve na lista de possibilidades, quanto muito inclui o México, Brasil, Republica Dominicana, Bora-Bora, etc.
E porque não inclui o Algarve?
Porque desde há muitos anos, que os Srs. Presidentes da Região de Turismo conjuntamente com os Srs. Autarcas Algarvios, agem como delegados dos interesses da indústria da Construção civil, sendo eles os principais responsáveis pela MERDA que a costa algarvia é hoje em dia, apenas capaz de seduzir o baixo proletariado britânico e os Portugueses que ainda não têm a disponibilidade financeira de fazer férias no estrangeiro e que vão para o Algarve carregando às costas uma mercearia completa, sonhando com duas semanas de AI em Varadero ou Koh Samui.
27 de dezembro de 2004
Richter 9.0
The devastating megathrust earthquake of December 26th, 2004 occurred on the interface of the India and Burma plates and was cause by the release of stresses that develop as the India plate subducts beneath the overriding Burma plate. The India plate begins its decent into the mantle at the Sunda trench which lies to the west of the earthquake's epicenter. The trench is the surface expression of the India-Burma plate interface.
The tectonics of the region is complex and involves the interaction of the Australian, Sunda and Eurasian plates in addition to the India and Burma plate. The India and Australia plates move northeastwards at a rate of about 6 cm/year relative to the Burma plate. This results in oblique convergence at the Sunda trench. Some of this oblique motion is accommodated on the right-lateral transform faults and rifts that separate the Burma and Sunda plates.
Preliminary locations of larger aftershocks following the megathrust earthquake show that approximately 1000 km of the plate boundary slipped as a result of the earthquake. Aftershocks are distributed along much of the shallow plate interface and primarily extend northwards of the epicenter to the Andaman Islands.
The worlds largest recorded earthquakes were all megathrust events and occur where one tectonic plate subducts beneath another. These include: the magnitude 9.5 1960 Chile earthquake, the magnitude 9.2 1964 Prince William Sound, Alaska earthquake, the magnitude 9.1 1957 Andreanof, Alaska earthquake, and the magnitude 9.0 1952 Kamchatka earthquake. As with the recent event, megathrust earthquakes often generate large tsunamis that can cause damage over a much wider area than is directly effected by ground shaking near the earthquake's rupture.
Explore as páginas do U.S. Geological Survey Earthquake Hazards Program, para alêm de informação sobre o terramoto de ontem, possui muitas informações e sites sobre como proceder em caso de terramoto. O "Big-One" de Lisboa está aí ao virar da esquina
Tachos para todos
26 de dezembro de 2004
Pinguins "Paneleiros"
Noticiam hoje vários orgãos de informação nacionais.
Esta noticia é produto de dois factores:
- Estamos numa semana de pouca produção noticiosa, o que faz com que as luzes da ribalta incidam sobre as noticias mais idiotas que apareçam.
- Os Jornalistas de todo o mundo (não apenas os Portugueses) demonstram serem um bando de ignorantes.
A noticia é apresentada como uma grande descoberta. Na realidade os cientistas apenas "descobriram" uma coisa que já está "descoberta" há muitos anos.
Este tema foi objecto de uma tese, do zoólogo britânico Desmond Morris há 35 anos, muito discutida na altura, tendo sido editada com o título de "O Zoo Humano", na qual Morris, compara o comportamento homossexual humano, não com os animais em liberdade, mas sim com os animais em cativeiro, concluindo que a homossexualidade humana é produto da superpopulação, pois quando há 10000 anos um clã com 60 elementos habitava uma região de 30 kilómetros quadrados, hoje em dia nessa mesma área convivem 6 000 000 de seres humanos conjuntamente com máquinas e edificios. Morris defende que esta mudança foi demasiado rápida para a evolução biológica do ser humano, fazendo com que este seja, hoje em dia, um animal em cativeiro, tal como são os animais dos Jardins-Zoológicos, obrigados a viver em jaulas pequenas, enquanto no seu meio natural vivem em territórios de vários kilómetros quadrados.
Enfim mais uma não-noticia, fruto da época em que vivemos.


