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8 de março de 2010

Gunther Arglebe (1933-2010)

Faleceu após doença prolongada o Maestro Gunther Arglebe, fundador do Círculo Portuense de Ópera e director durante muitos anos da Orquestra Sinfónica do Porto.

Vi e ouvi Arglebe a dirigir a Sinfónica do Porto numa altura muito dificil da história cultural da cidade, que nessa altura se encontrava divorciada da cultura. Os cinemas fechavam uns atrás dos outros, os filmes de autor, como Ginger e Fred de Fellini estreavam no Porto um ano e meio depois de estrearem em ..... Braga!
O teatro estava reduzido ao Seiva Trupe e a música erudita aos concertos da OSP ao Sábado ao fim da tarde no Carlos Alberto.
Mesmo a preços da chuva (150$00) a assistência situava-se em cerca de 100 pessoas, quando não tinha menos. Ao menos era tudo uma pequena grande familia que religiosamente ouvia Arglebe e a OSP, numa cidade que então como hoje pouco lhe ligava.

A Gunther Arglebe, um dos responsáveis pela minha educação musical, o meu obrigado por tudo!

12 de julho de 2009

A arte de bem queimar uma candidata

Até agora a candidatura de Elisa Ferreira à Câmara Municipal do Porto tem sido um perfeito exemplo de como se queima uma boa candidatura, o que inclui o facto de a própria candidata atiça o fogo que a está consumir.
A candidatura de Elisa é um erro crasso do PS. pois sendo um competentíssimo quadro do PS, a sua candidatura deveria ter sido lançada quando o PSD não tivesse um candidato à altura. A sua derrota este ano implicará que nunca mais será candidata ao Porto, situação que prejudica de sobremaneira a cidade do Porto.
Para bem do Porto, Elisa Ferreira devia ter recusado o convite para encabeçar uma candidatura que ela própria considerava derrotada à partida. O facto de ter feito parte (e eleita) nas listas ao Parlamento Europeu é uma prova da pouca crença que tem na sua própria candidatura autárquica.
Bem pode alegar Elisa, que é perfeitamente legal ser Deputada Europeia e candidata à autarquia, mas isso é um mero reflexo da podridão que contamina a classe política actualmente, tão bem expressa por Mário Lino ao afirmar que "Ético é o que está na lei".
Mas os Portugueses podem ser muita coisa, mas burros não são!
Sabem perfeitamente que uma coisa é a Ética e outra coisa é a lei e Elisa, com o seu comportamento, mete mais uns tijolos na parede que gradualmente a classe política está a erguer e que a separa do resto dos cidadãos de Portugal.
Ao insistir no erro, com frases pouco felizes de "Vou ali (ao PE) e já venho", Elisa mostra um incompreensível autismo a aquilo que os seus eleitores desejam. E desde o ínicio que qualquer pessoa provida de senso comum viu que a dupla candidatura de Elisa Ferreira era sentida no Porto como um insulto, ao subalternizar a importância que os eleitores do Porto atribuem, e bem, à sua Câmara Municipal.
Rui Rio tem assim aberta uma enorme alameda em direcção à sua reeleição e não me parece que Rio, que difunde uma imagem de dedicação à cidade, possa fazer erros que compromentam a sua reeleição, mesmo que os faça, não me parece que a candidatura de Elisa Ferreira disponha de força para inverter os dados da situação.
Actualização (13/07/2009): O PS Porto está transformado num saco de gatos, dando o dito por não dito e em confronto directo com José Sócrates.
Quem é este Orlando Gaspar? É o mesmo que dirige o PS Porto desde tempos imemoriais?

16 de maio de 2009

Lido II

Carlos Nunes Lopes no 31 da Armada
Mas não são só Socialistas que esperam no apeadeiro de Campanhã pelo comboio que os levará a Lisboa ou`a essa coisa indefinida mas rentável que chamam "Europa". Há oito anos que lá está um PSD, incapaz de se decidir qual o comboio que deve apanhar.

15 de dezembro de 2007

Para Inglês ver

Foi necessário um espirro do ministro da administração interna e do procurador-geral da coisa, a mandar a toque de caixa, policias e procuradores para a invicta cidade do Porto, que o país soube, e com alguma surpresa diga-se, que no Porto havia polícia.
Ontem apareceram, ninguém sabe de onde, 500 deles, e ainda por cima eram os genuínos, a fazer operações stop em barda.
De acordo com o Público, na rede cairam, 18 condutores alcoolizados, 2 guiavam viaturas sem carta, 1 efectuava condução perigosa, 1 desobedeceu às autoridades, 1 tinha em sua posse uma arma proibida e 1 furtou um estabelecimento comercial. Ao todo 24 detenções (1 por cada 20 agentes).
Em relação aos "manganões" que toda a gente conhece o nome e sabe onde moram ... não parecem ter sido incomodados.

26 de junho de 2007

Uma noite ataráxica

Ontem assisti ao pior prós-e-contras (só a 2ª parte) de que me lembro. Não ouve nem prós, nem contras, mas sim um programa cujo tema era o "Norte" mas que na realidade pouco saiu para além dos limites da circunvalação. Aliás quando saiu (Nuno Portas) a "moderadora" fez o favor de lhe cortar a palavra.
No ''palco" quatro "ataráxicos" e um presidente de câmara com overdose de "Benzidrina", falavam sobre os problemas do norte – canteiros da Avenida dos Aliados; Corridas na Boavista; Acrobacias aéreas sobre o Rio Douro; Rivoli; Estação de Pedras-Rubras.
Rui Rio: Fez propaganda às suas medidas e ao seu mandato e não saiu da área metropolitana. Se estava a falar para o país, ganhou! Era o único dinâmico no Salão. Sobre a indefensável renovação dos Aliados fez de “anjinho” – a culpa é do Siza.
Belmiro: Em vez de falar dos seus sucessos, o Multinacional empresário regionalizou-se, desculpando a sua má estratégia e aliança com espanhóis com um demagógico "Vitória de Lisboa contra o Porto" no caso PT.
Aproveitou a presença na TV para pressionar a aprovação de uns PIN no Douro, dizendo que a culpa era de Lisboa que não alterava uma Legislação, tal e coisa. Levou uma tampa de um vice da CCDR – "é preciso cumprir com as questões ambientais".
Ludgero: O pachorrento dinossauro da AEP queixou-se, e com alguma razão, do abandono da RTP-Porto. O demagógico "Dinheiro vai todo para Lisboa" era escusado.
Luis Portela: O único que esteve bem! Não se queixou, apresentou as suas ideias. Espero que o exemplo da Bial se replique. Só assim o norte terá hipótese.
Rui Moreira: Para a pessoa com maior experiência em frente às câmaras teve uma prestação muito abaixo do normal, defendeu o obvio e teceu a sua teoria sobre a perda de fundos para Lisboa, com tão pouca convicção que o cinzento Vice da CCDR, lhe ganhou, aparentemente, no confronto directo.
José Rodrigues: Sinceramente não esperava vê-lo tão Xé-Xé. Não vai a Lisboa há muitos e bons anos (está bastante mais decadente e suja que o Porto). Não percebi, e ninguém deve ter percebido, aquilo das “Bailarinas”.
D. Laura: Responsável pelo momento “gatos fedorentos” da noite. A bem do norte entreguem esta figurinha aos gatos, ou à sua irmã do sul – Linda Reis. Já basta o Manuel Serrão e o Tino das Rãs, mas esses ao menos falam por si, e não são líderes por uma pretensa associação de interesses.

Sobre o descalabro da estrutura industrial assente na exploração da Mão-de-obra barata nada. De como ultrapassar isso, nada! Apenas um chorrilho de jargão técnico da moda – Qualificação, empreendedorismo, inovação, etc e tal.

E Onde estava o resto do Norte?
Não há ninguém em Braga? Guimarães? Vila Real? Bragança? Será que as suas necessidades e a falta de amor-próprio são as mesmas que as do Porto? Ou será o que o Porto considera como paisagem não conta?

21 de junho de 2007

Uma Campanha Alegre



Uma Associação do Porto, cidade inserida numa região em forte depressão económica, vai gastar 500 000 € num estudo para justificar uma pção para o novo aeroporto de … Lisboa.

Incongruência?

Não!

Na realidade, ninguém nessa Associação está interessado no Aeroporto. O alegado “estudo” não passa de uma peça na campanha de promoção pessoal que o Presidente dessa Associação, Rui Moreira, tem vindo a realizar desde há vários anos, com o único objectivo de alcançar a presidência de uma destas coisas:
- Câmara Municipal do Porto;
- Futebol Clube do Porto;
- Região Norte, se a regionalização “pintar”.

Mas porque não gasta ele 500 000 € em estudos para a região Norte sair do buraco onde caiu?

Porque isso, no Norte não rende popularidade. Aliás, ao fazer isso, Rui Moreira arriscava-se a ser insultado, como o são, todos aqueles que no Norte se esforçam por fazer alguma coisa de realmente positivo para a região.

Como disse atrás, Rui Moreira não iniciou hoje o seu percurso. Há dois anos atrás, por ocasião das eleições autárquicas, ele atirou para o ar a ideia de uma hipotética candidatura, para ver no que ia dar.

Não deu ….

A “rua” não reagiu e Rui Moreira retirou a ideia desculpando-se com o poder do Lobby do betão.

Por isso nos últimos dois anos Rui Moreira procurou chegar à “rua do Porto” através dos meios e das atitudes que ela muito aprecia:
  • Treinador de Bancada, seguindo as pisadas de Manuel Serrão e do Tino das Rãs. Graças a essa ocupação, Rui Moreira já é reconhecido pelas vendedoras da Ribeira, quando lhes compra uns “Magnórios” para a sobremesa.
  • Não fazer nada e opinar sobre tudo e mais alguma coisa, dizendo unicamente aquilo que a “rua” gosta de ouvir, nomeadamente o já estafado “tudo o que corre mal é culpa de Lisboa”.
  • Ajudar a impedir todo e qualquer projecto que custe mais de 1 € a sul do Mondego. (Estratégia onde o estudo dos 500 000 se insere).

Assim, e como as coisas estão, acho que Rui Moreira vai alcançar os seus objectivos, mas para o Norte talvez não seja suficiente, apesar de Rui Moreira não ser nada Australopithecus como Manuel Serrão, nem parolo como Fernando Gomes.

O Norte é uma região com uma confrangedora falta de liderança, muito por culpa própria, pois quem luta com estratégia, dedicação total e esforço arrisca-se a ser cilindrado pelo rolo compressor dos que nada fazem, nada produzem nada vêem para além da circunvalação e nada dizem a não ser “a culpa é sempre de Lisboa”.

Como deve ser custoso tentar fazer alguma coisa no “Norte” para além de difícil e fatigante deve ser deveras exasperante.